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Diário de Viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 2

Olá, pessoal! Quem me acompanha aqui no blog já sabe que eu decidi fazer um diário contando como foi a minha viagem para a Disneyland da Califórnia e Las Vegas. Se você chegou aqui direto por este post, clica aqui para conferir os outros posts. Bom, como nós chegamos na Califórnia em uma segunda-feira à tarde, deixamos para ir no parque na terça-feira, assim poderíamos aproveitar melhor.

Caso você não saiba, a Califórnia tem dois parques da Disney: a Disneyland, o primeiro parque da Disney (sim, aquele original que foi idealizado pelo Walt Disney quando ele ainda era vivo) e o Disney California Adventure, conhecido por ter a roda-gigante do Mickey. Os dois parques ficam em Anaheim (a cerca de 40 minutos de carro de Los Angeles) e estão frente a frente, no mesmo espaço. Ou seja, você não precisa pegar carro ou ônibus, como acontece em Orlando.

Olha a coincidência: estávamos na Disney no dia do aniversário de 63 anos da inauguração do parque

Nós fomos em julho, então, já sabíamos que enfrentaríamos dois grandes obstáculos: calor e filas gigantes. Em relação ao calor, não tinha muito o que fazer. Mas, para driblar as filas gigantes, eu entrei no site da Disneyland e olhei quando tem Magic Hour em cada parque. O que é isso, Camilla? Magic Hour é um benefício exclusivo para hóspedes dos hotéis da Disney, que podem entrar no parque uma hora mais cedo. Nesses dias, os parques costumam ficar ainda mais cheios.

No nosso primeiro dia de parque, a Disneyland teria Magic Hour, por isso, optamos por começar de fato a nossa viagem no Disney California Adventure.

Antes de continuar, aproveita e vem conferir aqui todos os vlogs da viagem que estão rolando lá no canal! 

Como é o Disney California Adventure?

O parque Disney California Adventure foi inaugurado em fevereiro de 2001 e, no início, não foi bem aceito por não ter tantos brinquedos para crianças. Aos poucos, foi mudando, mas ainda assim eu acho que é um parque bem diferentão da Disney e mais indicado para adolescentes e adultos. A área infantil, inspirada no filme Vida de Inseto, vai deixar de existir para dar lugar a um espaço temático da Marvel, então, acho mesmo que as crianças podem torcer a cara para este parque. Mas eu AMO e é o meu parque favorito de todos! 🙂

A Disneyland da Califórnia conta com um recurso muito legal que se chama MaxPass. Trata-se de um sistema dentro do aplicativo da Disneyland que permite agendar FastPass para os brinquedos. Ou seja, você pode pegar um “passe” para entrar nas atrações mais concorridas sem fila, em um determinado horário. Você pode fazer isso indo diretamente em cada atração, mas a vantagem do MaxPass é fazer no próprio aplicativo, sem perder tempo. Tem um custo de 10 dólares por pessoa e por dia, mas dá direito a TODAS as fotos feitas por fotógrafos oficiais da Disney e eu juro que VALE CADA CENTAVO, especialmente para quem vai em alta temporada.

A primeira coisa que eu fiz foi comprar o MaxPass e de cara peguei um FastPass para o Soarin’, uma atração que simula um voo de asa delta que também tem em Orlando. Fomos no brinquedo do Monstros S.A. (bobinho, mas bonitinho), seguimos para o Guardiões da Galáxia, que ocupa o prédio que antes era a Torre do Terror e eu achei que ficou BEM MELHOR. Ainda é o lance do elevador que despenca, mas eu AMEI!

Que Castelo da Cinderela, que nada! Minha vista favorita da Disney é esta aqui!

Recentemente, o Disney California Adventure reformou a área em que fica a roda-gigante do Mickey, que antigamente se chamava Paradise Pier e que agora recebeu o nome de Pixar Pier. O espaço agora é totalmente dedicado aos filmes da Pixar e eu achei que ficou tudo muito fofo, com direito a barraquinhas de comidas temáticas de acordo com os personagens, como as bebidas geladas do Homem das Neves e os churros do Buzz Lightyear.

A clássica montanha-russa de looping agora virou a Incredicoaster, inspirada em Os Incríveis e eu gostei muito. Ainda estão em construção o carrossel da Jessie de Toy Story e uma atração de Divertida Mente, mas lá também fica o Toy Story Mania, que é bem parecido com o que também tem em Orlando.

Ah, importante destacar que o Disneyland California Adventure tem uma área inspirada no filme Carros e uma atração chamada Radiator Springs Racers, que simula uma corrida de carros e é simplesmente IMPERDÍVEL!

Novidades para mim

Eu já tinha ido antes para a Disneyland da Califórnia, mas da outra vez estava frio e chovendo, então, não consegui ir em um brinquedo de água chamado Grizzly River Run. Óbvio que eu fui desta vez (calor de mais de 30 graus, né mores) e eu simplesmente AMEI. Demos risada porque ele tem uma mega descida em que o bote gira (e eu tomei um susto porque não sabia), mas é muito refrescante no verão. Vai por mim, é tão quente que você seca em cinco minutos.

À noite, o parque recebe uma parada noturna chamada Paint the Night. Fizemos um combo em que você almoça no restaurante Wine Country Trattoria e recebe um voucher que dá direito a assistir à parada em um lugar reservado. Como nós pegamos o combo mais barato de todos, sentamos no chão mesmo, mas existem alguns combos bem vip mesmo, só que é muito mais caro. O bom é que nós comemos muito bem e não tínhamos ninguém na nossa frente.

O brinquedo do Carros só tem na Disney da Califórnia e é um dos melhores de todos

Eu AMEI AMEI AMEI essa parada, primeiro porque a música que toca é uma versão diferente da música do filme Detona Ralph, do Owl City, que eu amo. É muito legal porque ela é toda com luzes, então as crianças piram e quem tem coração mole, como eu, se emociona (sério, chorei muito rsrs).

Lado ruim: quando a parada acaba, o parque meio que fecha também. Rodamos para procurar um lugar para jantar, mas já estava tudo fechado e nós acabamos a noite com um pacote de mini hot dogs. Voltamos a pé para o hotel, mas estávamos tão cansadas que decidimos ir e voltar de Uber nos dias seguintes.

 

E foi isso. No próximo post, conto como foi nosso primeiro dia na Disneyland.

Um beijo e até lá!

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – dia 1

Olá, pessoal! Quem me acompanha no Instagram e no canal já sabe que recentemente eu fiz uma viagem muito legal para a Disney da Califórnia e também para Las Vegas. Muita gente sempre me pede para compartilhar os roteiros que eu faço quando viajo. No ano passado, fui para a África do Sul e fiz um post com o roteiro completo (clique aqui para conferir). Pensei em fazer o mesmo desta vez, mas andei lendo muitos blogs de viagem antes de embarcar e achei mais legal fazer um diário mesmo, contando todos os detalhes de cada dia da viagem. O que acham?

Bom, neste primeiro post, preciso contar os motivos que fizeram a gente escolher esses destinos. Normalmente eu viajo com a minha mãe, mas ela não ia poder tirar férias neste ano e eu já sabia que teria que viajar sem ela. Tenho uma meta pessoal de conhecer todos os estados dos Estados Unidos e eu queria ir para lá. Nunca tinha ido para Las Vegas e aí comentei com uma amiga, assim como quem não quer nada, que eu gostaria de conhecer Las Vegas. Ela disse que também queria. Era um dia normal, mas a ideia vingou e eu achei o máximo poder viajar sozinha (sem um familiar) pela primeira vez em 30 anos de vida. Estava na hora, né gente?

Essa é a Tânia, minha amiga da faculdade, que embarcou nessa aventura comigo

Eu sou completamente apaixonada pela Disney e realmente gosto mais da Disney da Califórnia do que da de Orlando (mais pra frente explico os motivos). Como a gente não ficaria muito tempo em Las Vegas, pensei de juntarmos com a Disney também que é pertinho, assim minha amiga conheceria a Disney pela primeira vez na vida dela. Ela topou e lá fomos nós!

Confira neste post algumas vantagens da Disney da Califórnia!

Quando a gente foi?

Cresci ouvindo que jamais deveria ir à Disney em julho porque é verão nos Estados Unidos, muito calor e férias no mundo tudo. Resultado: parques lotados. Tem mais: Las Vegas foi construída no deserto e as temperaturas são altíssimas em julho. Acontece que a Tânia, minha amiga, só pode tirar férias em janeiro e julho e eu não podia tirar em janeiro, ou seja, só sobrou julho mesmo. Nós duas não curtimos muito calor em excesso e até pesquisamos outros destinos, mas a gente queria conhecer Las Vegas, então resolvemos encarar. E olha, não foi tão ruim assim, mas conto mais pra frente.

Julho é alta temporada e os preços são mais altos, mas a gente contou com a ajuda da Bruna, da Viagens Abreu, que já tinha feito uma viagem com a Tani antes. E aí entra a velha história de expectativa x realidade. Eu queria um voo direto de São Paulo para Los Angeles (detesto voo com conexão porque morro de medo de perderem minha mala), queria um hotel bem próximo dos parques da Disney e queria um hotel na Strip, a rua mais famosa de Las Vegas. Não deu né, o primeiro orçamento nessas condições era surreal de caro.

Na Disneyland da Califórnia, o castelo é da Aurora (Bela Adormecida) e não da Cinderela

Bom, o que conseguimos pagar foi um voo da Copa Airlines para Los Angeles com escala no Panamá, um hotel localizado a uns 20 minutos da Disney e outro hotel atrás da Strip em Las Vegas. Nos próximos posts, vou contar mais sobre cada hotel, mas acabou que nós pagamos metade do valor do primeiro orçamento e valeu muito a pena.

Ah, detalhe importante: começamos pela Disney pelo simples fato de que chegamos durante a semana e imaginamos que os parques estariam mais cheios no fim de semana. Foi uma decisão acertada porque em Las Vegas a gente anda MUITO e eu nem imagino como seria fazer os parques cansada do jeito que estávamos.

E, afinal, como foi nosso primeiro dia?

Saímos daqui de São Paulo em voo que saiu à 1:22 da manhã com destino à Cidade do Panamá. O voo durou seis horas e meia e eu assisti ao filme Com Amor, Simon (muito fofo, por sinal). Descemos do avião e logo descobrimos que viajaríamos para Los Angeles no mesmo avião (sem risco de perderem as malas, ufa!). O voo seguinte saiu uma hora depois, durou mais seis horas e chegamos em Los Angeles no começo da tarde do horário local (quatro horas a menos do que o Brasil).

Sonho realizado: tirar foto segurando os balões da Disney (consegui no Downtown Disney)

Contratamos um serviço de transfer com a Limosque inclusive foi ótimo e eu super recomendo, e chegamos em Anaheim, cidade da Califórnia onde ficam os parques da Disney, em 40 minutos. Deu tempo de deixar as malas no quarto, colocar uma roupa mais fresquinha para encarar o calor e passear em Downtown Disney. Sim, lá o centrinho de compras ainda se chama Downtown Disney e o mais bacana é que ele fica no meio dos dois parques, então você faz tudo junto e não precisa pegar carro ou ônibus, como acontece em Orlando. Compramos as orelhas rose gold do Mickey e jantamos no Bubba Gump, que fica bem pertinho.

Depois disso, encaramos uma caminhada beeeeeeem complicada porque eu tentei fazer um caminho diferente. Descobrimos que o nosso hotel não era tão perto assim da Disney e isso foi meio que uma cilada porque a gente acabou indo de Uber nos outros dias. Em tempo: ficamos no Best Western Courtesy Inn. Ele é simples, mas é limpo e tem café da manhã incluso. Só essa questão da distância que atrapalhou mesmo.

 

E é isso, gente! No próximo post, conto como foi nosso primeiro dia de parque

Um beijo e até lá!

Dicas de viagem | 4 coisas que você só aprende quando viaja sozinha

Olá, pessoal! Nos últimos três meses, compartilhei tudo com vocês sobre a viagem que eu fiz em julho para a Disney da Califórnia e para Las Vegas. Viajar é uma das coisas que eu mais amo fazer e tenho lembranças muito legais de todas as viagens que eu fiz. Mas esta que eu fiz agora com certeza está na lista das melhores por um simples motivo: foi a primeira vez que eu viajei para outro país sem alguém da família, só com uma amiga.

Eu sempre li e escutei de amigos que viajar sozinho é tudo de bom. Não sei se eu conseguiria viajar sem ninguém conhecido porque, como boa geminiana, preciso ter alguém para conversar e para vivenciar as mesmas experiências, sabem? Mas, de certa forma, eu realmente adorei a experiência de ir para um novo país sem mais ninguém da família. Não dá para dizer que eu fui totalmente sozinha, mas consegui comprar algumas das coisas que sempre me falaram. Destaco as principais agora:

Ter uma noção mais clara de como lidar com dinheiro

FATO! Não dava para começar de outra forma. Eu sempre juntei dinheiro quando viajei, mas é diferente quando a gente vai com a família. No meu caso, não pagava a maioria das refeições e dá sempre para pedir ajuda se a grana apertar. Essa era a parte que mais me preocupava quando eu decidi viajar só com uma amiga. Quanto levar se agora eu ia pagar por refeições, transporte e outras coisas? E as comprinhas que eu queria muito fazer?

No meio disso tudo, o dólar começou a subir e a minha preocupação só aumentava. Decidi pedir dinheiro (qualquer quantia mesmo) de presente no meu aniversário de 30 anos e muitos amigos e familiares me ajudaram. No fim, acabei levando um pouco a mais, mas coloquei na cabeça que eu não podia gastar tudo aquilo.

Eu amei essa batata frita de pelúcia… mas valia a pena gastar dinheiro com isso? Não!

Nos primeiros dias da viagem, eu separei apenas uma quantia para gastar naquele dia e guardei o resto (para não gastar tudo). Em Las Vegas, é tudo muito barato e isso ajudou bastante, mas eu vi que o dinheiro ia sobrar e fiquei tão feliz e orgulhosa. Voltei para o Brasil bem mais consciente sobre dinheiro, hoje penso muito, mas muito mesmo, antes de comprar alguma coisa. Aliás, acho tudo caro rsrs…

Ser independente

Ok, tenho 30 anos e sou bem crescidinha, mas eu ainda moro com a minha mãe e peço a opinião dela para muitas coisas (não tenho problema nenhum em falar sobre isso, eu inclusive amo muito a relação que eu tenho com ela). Quando você viaja sem alguém da família, precisa tomar decisões e confiar na sua própria intuição. Claro que eu pedi a opinião da Tâni, minha amiga que viajou comigo, em muitos momentos, mas no fim a decisão era minha.

Gastei 5 dólares apostando no cassino e perdi os 5 dólares, óbvio!

Muita gente aqui sabe que eu amo montanha-russa e brinquedos radicais. Tinha vontade de ir nos brinquedos que ficam no alto do hotel Stratosphere, em Las Vegas, a mais de 350 metros de altura. Minha mãe fala que nem amarrada vai nisso. Bom, eu acho que se tivesse ido com ela, ficaria receosa de ir sozinha. Mas aí eu cheguei lá, vi que tinha dinheiro e pensei: “quando eu vou voltar?”. Decidi ir sozinha mesmo (a Tâni não quis ir). E foi maravilhoso.

Perder a vergonha de falar outra língua

Eu já fui várias vezes para os Estados Unidos e falo inglês fluentemente, mas quando você está com a família, sempre rola aquela coisa de “ah, estou com vergonha, pede tal coisa para mim?”. Desta vez, em muitos momentos eu tive que falar mesmo. Nós precisávamos ligar para confirmar a nossa reserva para o passeio do Grand Canyon. A reserva estava no nome da Tâni, mas eu percebi que ela ficou sem jeito de ligar. Então lá fui eu, peguei o telefone, liguei e conversei com a moça. Dá vergonha? Dá. Mas passa!

Grand Canyon tá na lista dos lugares mais lindos do mundo

Não acho que tenha melhorado meu nível de inglês porque a gente ficou só 12 dias fora e conversávamos mais em português, entre nós duas. E como falei antes, eu já sei falar bem inglês e tenho muita familiaridade com o idioma (vejo muito filme, ouço músicas e assisto a séries em inglês). Mas agora eu sei que eu consigo, sim, me virar.

Entender o que é saudade

Muita gente deve ler isso e pensar: “ah tá, você ficou só 12 dias viajando e morreu de saudade de casa?”. Olhem, eu amo tanto viajar que eu sempre sofro quando tenho que voltar, sério. Aquele lance de “viajar é bom, mas voltar para casa é melhor ainda” nunca funcionou comigo. E nesse tempo todo, eu falei com a minha família e os meus outros amigos normalmente, porque levei um chip internacional. Então não, eu não MORRI de saudade de casa.

Agora eu estou com saudade é de Vegas. Quero voltar!

Mas foi a primeira vez que eu fazia as coisas e pensava: “nossa, vai ser tão legal poder contar sobre isso” ou: “se tal pessoa estivesse aqui, ela ia amar”. Foi uma das melhores viagens da minha vida e eu só tenho coisas boas para contar. Fiquei muito triste no nosso último dia lá e sofri para arrumar as malas e entrar de volta no avião, mas, ao mesmo tempo, queria muito poder contar tudo.

 

Quem aí já encarou a experiência de viajar sozinho? O que acharam?

Um beijo e até o próximo post!

Eu li: Três Semanas Com Meu Irmão – Nicholas Sparks

Olá, pessoal! Quem aí é fã do escritor Nicholas Sparks? Para quem não sabe, ele escreveu alguns dos livros de maior sucesso ao redor do mundo. Nesta lista, entram Diário de uma Paixão, Um Amor Para Recordar e Querido John. Houve uma época em que eu era fissurada nele e lia um livro atrás do outro. Mas acabei enjoando depois de um tempo (acaba que todas as histórias são parecidas) e eu acabei deixando o pobre do Nicholas um pouco de lado.

Neste ano, resolvi tirar alguns livros que estavam no fundo da minha prateleira para finalmente ler. Três Semanas Com Meu Irmão estava nesta pilha de livros que eu comprei há tempos, mas que ficaram no esquecimento. Comprei meu exemplar em 2015, mas enjoei das histórias do Nicholas Sparks pouco tempo depois. Resultado: me dava ranço só de pensar em pegar o livro.

Resolvi dar uma chance e enfim peguei o livro em fevereiro. Li mais rápido do que imaginava e, em poucas páginas, já estava envolvida de novo com o autor. Hora de contar tudo sobre ele para vocês!

Sinopse

Nicholas Sparks começa o livro dizendo que ele traz duas histórias ao mesmo tempo. A primeira é de uma viagem que ele fez ao lado do irmão mais velho, Micah. Ao longo de três semanas, os dois deram uma volta ao mundo. Já a segunda história é a do próprio Nicholas, que conta sobre a sua vida desde que nasceu até o momento da viagem.

Enquanto relembra momentos da infância e os lugares que visitou ao lado do irmão, Nicholas compartilha fotos da família. Nos primeiros capítulos, vemos que ele viveu em uma família de classe baixa e se divertiu com pouco. Micah foi seu melhor amigo e os dois amavam brincar na rua, algo que é quase impossível nos dias de hoje. Ele também relembra as aventuras nas férias, os perrengues na escola e as primeiras namoradas. Sem falar nos dramas comuns de quem é o filho do meio.

Quando fala sobre a viagem, ele descreve muito bem cada lugar. Em apenas três semanas, Nicholas conhece alguns dos destinos mais incríveis do mundo. Machu Picchu, Ilha de Páscoa, deserto de Ulurú e Taj Mahal são alguns dos paraísos citados. Claro que eles aproveitam esse momento para dar conselhos um ao outro. Enquanto o escritor precisa desacelerar e ficar mais com a família, Micah precisa se reconectar com seu lado espiritual.

Minha opinião

Bom, contei lá no começo do post que eu estava com muito ranço dos livros do Nicholas Sparks. O que posso dizer é que Três Semanas Com Meu Irmão é a obra mais diferente dele. Tem a parte turística e também tem a parte da autobiografia mesmo, coisas que você não encontra nos outros livros que ele escreveu.

Sobre a viagem, é incrível como ele nos transporta para aqueles lugares. Parece que estamos visitando os mesmos museus e os mesmos monumentos. E é louco pensar como tanta coisa mudou. Ele fez a viagem em 2002 e precisava de um sinal especial para conseguir falar com a família. Hoje, a gente usa sinal de Wi-Fi e fala pelas redes sociais instantaneamente.

Mas, sem dúvida, o que eu mais gostei foi de saber da vida dele. Os primeiros anos são até engraçados, mas quando ele se torna adulto, o livro fica PESADO real. Ele fala sobre várias tragédias pessoais (os fãs de verdade dele talvez até já saibam dela), mas é muito forte. Não é à toa que ele curte tanto fazer livros com finais tristes. E, por falar nisso, é muito bacana acompanhar como ele começou na carreira de escritor. Ele até cita alguns de seus primeiros livros.

Eu AMEI este livro. Foi um reencontro muito especial com o Nicholas Sparks e até me deu vontade de ler os dois livros dele que eu ainda não li. Essa mistura de dicas de viagem e lembranças do passado me agradou muito, gente! Recomendo para todo mundo, especialmente para quem gosta dos livros dele, mas é importante ficar com um lencinho por perto porque é muito triste e pesado.

 

E você, já leu este livro? Conta aqui nos comentários! 🙂

Um beijo e até o próximo post!

Eu li: O Navio das Noivas – Jojo Moyes

Olá, pessoal! Bora para mais uma resenha de livro por aqui? Bom, já contei que sou muito fã da Jojo Moyes, né? Ela é uma das minhas autoras favoritas da vida, já li vários livros dela e sempre compro quando lançam algo novo dela. Meu favorito, como já é de se imaginar, é Como Eu Era Antes de Você (sim, aquele que virou filme há alguns anos e que fez muita gente chorar).

Para aproveitar o sucesso que a Jojo Moyes estava fazendo aqui, resolveram lançar os primeiros livros que ela escreveu assim, todos de uma vez. Fui comprando, comprando, até que tinha uma pilha de obras dela e tive que fazer uma fila. Para resumir: minha mãe me deu o livro O Navio das Noivas no Natal de 2016, há pouco mais de dois anos, e eu só fui ler agora. Sério, fiz questão de olhar a data do selo de troca e lá estava: dezembro de 2016.

Eu resolvi ler os livros que estavam empilhados aqui em casa antes de comprar novos e não sei muito bem por que escolhi este agora, mas ainda bem que fiz isso. Chegou a hora de contar tudo para vocês!

História do livro

Quem já leu os livros da Jojo Moyes sabe que ela curte um drama, né? Mas, desta vez, ela se inspirou em um fato que aconteceu com a sua própria avó. O Navio das Noivas é baseado na história de mulheres australianas (esposas de militares britânicos). Elas embarcam em uma viagem de seis semanas para viverem ao lado de seus maridos. Isso tudo aconteceu em 1946, após o término da Segunda Guerra Mundial.

Ao todo, mais de 600 esposas embarcaram na vida real no porta-aviões Victorius. Mas a Jojo Moyes criou quatro mulheres bem diferentes para protagonizar essa história. Margaret vivia em uma fazenda com os pais e os irmãos e está grávida do primeiro filho. Avice é uma dama da alta sociedade e não vê a hora de encontrar o marido. Jean é uma adolescente cheia de sonhos, enquanto Frances é enfermeira e mais fechada.

Ao longo de seis semanas, essas mulheres convivem em uma minúscula cabine e aprendem a se respeitar e compartilhar sonhos, medos e a busca por amor e uma vida nova. Elas também precisam lidar com o machismo e a luta por igualdade de gênero.

Minha opinião

Já li outros dos primeiros livros que a Jojo Moyes escreveu e não achei que eram assim tão bons. Eu também acho um pouco cansativo filmes e livros de guerra, então, achava que não ia gostar deste aqui. De fato, a história tem um ritmo mais parado, já que funciona como um diário de bordo ao longo da viagem. Acabei demorando mais do que queria para terminar, às vezes porque sentia que nada acontecia.

Ao mesmo tempo, em poucas páginas já estamos próximas das personagens. Já temos as nossas favoritas e as que são chatas. Toda hora pensava que as histórias delas eram reais e me imaginava ali dentro, daquele navio, pronta para viver uma vida nova. E como a autora é muito sábia, ela faz uma introdução das mais interessantes. A história começa décadas depois, em 2002, com uma das protagonistas já avó. Não fala qual delas é, então eu ficava o tempo todo pensando quem seria.

Os capítulos finais são de tirar o fôlego. Juro, se demorei para entrar no ritmo da narrativa, simplesmente não consegui parar de ler o desfecho. E falando nisso, o final é digno de um livro da Jojo Moyes. Me lembrou muito de outro livro dela chamado A Última Carta de Amor.

O único ponto negativo é que a trama é muito curta para uma dessas quatro mulheres (sem spoilers). Senti falta de saber o que aconteceu com ela. Por outro lado, em certo ponto o livro é centrado em uma protagonista. Não é ruim, aliás, a história dela foi a que eu mais gostei, mas acaba que as outras duas ficam mais avulsas. Mas cada uma teve a sua personalidade muito bem construída, o que é ótimo.

 

Gostei muito deste livro, especialmente do final! E você, já leu?

Um beijo e até o próximo post!