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Eu li: O Navio das Noivas – Jojo Moyes

Olá, pessoal! Bora para mais uma resenha de livro por aqui? Bom, já contei que sou muito fã da Jojo Moyes, né? Ela é uma das minhas autoras favoritas da vida, já li vários livros dela e sempre compro quando lançam algo novo dela. Meu favorito, como já é de se imaginar, é Como Eu Era Antes de Você (sim, aquele que virou filme há alguns anos e que fez muita gente chorar).

Para aproveitar o sucesso que a Jojo Moyes estava fazendo aqui, resolveram lançar os primeiros livros que ela escreveu assim, todos de uma vez. Fui comprando, comprando, até que tinha uma pilha de obras dela e tive que fazer uma fila. Para resumir: minha mãe me deu o livro O Navio das Noivas no Natal de 2016, há pouco mais de dois anos, e eu só fui ler agora. Sério, fiz questão de olhar a data do selo de troca e lá estava: dezembro de 2016.

Eu resolvi ler os livros que estavam empilhados aqui em casa antes de comprar novos e não sei muito bem por que escolhi este agora, mas ainda bem que fiz isso. Chegou a hora de contar tudo para vocês!

História do livro

Quem já leu os livros da Jojo Moyes sabe que ela curte um drama, né? Mas, desta vez, ela se inspirou em um fato que aconteceu com a sua própria avó. O Navio das Noivas é baseado na história de mulheres australianas (esposas de militares britânicos). Elas embarcam em uma viagem de seis semanas para viverem ao lado de seus maridos. Isso tudo aconteceu em 1946, após o término da Segunda Guerra Mundial.

Ao todo, mais de 600 esposas embarcaram na vida real no porta-aviões Victorius. Mas a Jojo Moyes criou quatro mulheres bem diferentes para protagonizar essa história. Margaret vivia em uma fazenda com os pais e os irmãos e está grávida do primeiro filho. Avice é uma dama da alta sociedade e não vê a hora de encontrar o marido. Jean é uma adolescente cheia de sonhos, enquanto Frances é enfermeira e mais fechada.

Ao longo de seis semanas, essas mulheres convivem em uma minúscula cabine e aprendem a se respeitar e compartilhar sonhos, medos e a busca por amor e uma vida nova. Elas também precisam lidar com o machismo e a luta por igualdade de gênero.

Minha opinião

Já li outros dos primeiros livros que a Jojo Moyes escreveu e não achei que eram assim tão bons. Eu também acho um pouco cansativo filmes e livros de guerra, então, achava que não ia gostar deste aqui. De fato, a história tem um ritmo mais parado, já que funciona como um diário de bordo ao longo da viagem. Acabei demorando mais do que queria para terminar, às vezes porque sentia que nada acontecia.

Ao mesmo tempo, em poucas páginas já estamos próximas das personagens. Já temos as nossas favoritas e as que são chatas. Toda hora pensava que as histórias delas eram reais e me imaginava ali dentro, daquele navio, pronta para viver uma vida nova. E como a autora é muito sábia, ela faz uma introdução das mais interessantes. A história começa décadas depois, em 2002, com uma das protagonistas já avó. Não fala qual delas é, então eu ficava o tempo todo pensando quem seria.

Os capítulos finais são de tirar o fôlego. Juro, se demorei para entrar no ritmo da narrativa, simplesmente não consegui parar de ler o desfecho. E falando nisso, o final é digno de um livro da Jojo Moyes. Me lembrou muito de outro livro dela chamado A Última Carta de Amor.

O único ponto negativo é que a trama é muito curta para uma dessas quatro mulheres (sem spoilers). Senti falta de saber o que aconteceu com ela. Por outro lado, em certo ponto o livro é centrado em uma protagonista. Não é ruim, aliás, a história dela foi a que eu mais gostei, mas acaba que as outras duas ficam mais avulsas. Mas cada uma teve a sua personalidade muito bem construída, o que é ótimo.

 

Gostei muito deste livro, especialmente do final! E você, já leu?

Um beijo e até o próximo post!