Posts em destaque

Férias em casa: o que fazer?

Estamos em julho e, para algumas pessoas, é tempo de relaxar e curtir as férias. Quando estava na escola, aguardava ansiosamente por esse período justamente pela felicidade de não fazer nada. Não sei se acontece – ou acontecia – com vocês, mas eu amava essa época no começo e depois ficava brava por não ter o que fazer.

Esse é justamente o principal motivo deste post. Vai tirar férias, mas está sem grana para viajar e não planejou nada? Sem problemas. Ficar em casa tem lá suas vantagens e não são poucas. Quer ver só?

Arrumar o armário

mulher-arruma-armario-3200_mini

É algo que eu SEMPRE faço quando tenho um tempinho livre, nem que seja em um feriado prolongado. A gente vive reclamando que está sem roupa ou que uma determinada blusa sumiu, mas nunca encontramos a disposição necessária para colocar a bagunça em ordem. E outra: é quase impossível manter tudo no lugar certo com a correria em que a gente vive. Por isso, nada melhor do que arregaçar as mangas e arrumar gaveta por gaveta. Aproveite ainda para fazer uma seleção das peças e doar aquelas que não servem mais. Ah, aqui também vale arrumar o quarto todo ou então organizar a casa.

Acordar sem pressa

woman-waking-up-motivated-lwadann-tardif-getty

Sem dúvidas, essa é melhor parte de tirar férias. É a desculpa perfeita para dormir até as 10h sem medo de chegar atrasada em algum compromisso. Para quem prefere acordar cedo, tem outra vantagem: dá para curtir aquela preguicinha na cama e ficar rolando de um lado para outro sem preocupações. Não tem coisa mais gostosa – ainda mais neste friozinho de inverno.

Começar (e terminar) uma série

Happy young woman watching tv on sofa

Este item está diretamente relacionado ao anterior. Como não existe um horário certo para acordar, dá para passar a noite toda acordada vendo aquela série que você morre de vontade de assistir. O melhor é que, se o seriado já tiver terminado, dá para ver tudo de uma vez só. Outra coisa que eu SEMPRE faço quando tenho um tempo livre. Às vezes, passo um dia inteirinho vendo episódios.

Praticar uma atividade física

© Copyright 2010 CorbisCorporation

É do tipo que a culpa a falta de tempo para não malhar? Pois bem, esse problema não existe nas férias. É hora de fazer valer o plano da academia que você tem preguiça de frequentar ou então de descobrir uma atividade que te dê prazer. Que tal caminhar pelo bairro ou em um parque? Outra ideia (que faz parte da minha realidade) é finalmente começar a correr. Também dá para dar uma volta de bike ou encontrar um curso intensivo de alguma modalidade, como dança. É a alternativa ideal para aqueles dias em que a gente se enche de ficar em casa e ainda deixa a saúde em dia.

Ler todos os livros que você comprou

woman-reading-a-book

Sou dessas que sempre compra um livro novo mesmo com uma pilha enorme de exemplares para ler. Demoro cerca de 1 mês para terminar uma história (esse tempo pode demorar mais ou menos dependendo do título) e até tento dar um jeito de terminar a pilha, mas tenho a sensação de que ela só aumenta. Assim como as séries, dá para passar o dia todo lendo nas férias e, com isso, ler um número maior de livros. Se você não é do tipo que lê, é a oportunidade perfeita para encontrar novos autores e descobrir o prazer da leitura.

Ver quantos filmes quiser

single-friends-watching-movies

Da mesma forma que tenho uma pilha de livros não lidos, tenho uma lista de filmes que desejo assistir. Só que a falta de tempo, mais uma vez, não me permite ver todos eles. Dá para resolver esse problema durante as férias. Vale chamar as amigas e organizar uma sessão cinema (veja algumas sugestões de filmes aqui) ou então assistir sozinha mesmo com tudo que tem direito: calça velha de moletom, debaixo do cobertor e com um balde de pipoca ao lado. Afinal, é hora de aproveitar as férias e deixar a dieta de lado. É ou não é?

Fazer compras

woman-holding-shopping-bags-379936

As consumistas de plantão vão concordar comigo. É maravilhoso ir ao shopping no meio da tarde, sem aquela muvuca do fim de semana, nem que seja apenas para tomar um café e passear. Mas, se quiser fazer compras, dá para entrar em uma loja e olhar tudo com calma ou então escolher o presente de aniversário de uma amiga sem pressa. Para quem não liga de ir ao cinema sozinha, é a melhor época para assistir grandes lançamentos em um horário tranquilo. Sem fila, sem barulho, sem celular tocando. Tudo numa boa! Eu só fiz isso uma vez, mas adoraria fazer de novo. Quem sabe nas próximas férias?

Backstreet Boys em São Paulo: Eu fui

image1 (1)

Contei aqui algumas vezes que toda a minha adolescência se passou entre o final dos anos 90 e começo dos anos 2000. Naquela época, a música pop bombava como nunca. Muito disso era em função das boy bands, que viviam seu ápice por causa de cinco rapazes que caíram no gosto – e no coração – de todas as garotas. Sim, amigas, estou falando dos Backstreet Boys, que passaram pelo Brasil neste mês com a turnê In a World Like This, que comemora os mais de 20 anos de carreira da banda.

Eles sempre foram soberanos na minha vida. Era uma época em que a gente não tinha iPod, smartphone e muito menos Youtube. Eu escutava os CDs deles todo santo dia antes ou depois da escola. O curioso é que isso fazia a gente decorar o número das faixas (Sempre dizia: “Nossa, a música 7 é muito boa, mas a 5 é chatinha”). E para ver os clipes a gente tinha que dar a sorte de ver passando na TV ou ligar enlouquecidamente para o Disk MTV. Quando um clipe novo estreava, eu cancelava tudo para acompanhar ao vivo. Era uma emoção tremenda!

Comecei a gostar dos Backstreet Boys em 1998 (faz 17 anos, gente! Como que esse tempo passou tão rápido?) e até hoje eu não sei bem como tudo começou. Só sei que em questão de meses eu tinha todos os CDs que tinham sido lançados e só pensava no loirinho da banda, o Nick Carter. Em dois anos, ele virou minha paixão. Era daquelas que tinham pastas e pastas com fotos dele. Acho que eu sabia mais da vida dele do que ele mesmo rs…

Nossos musos muito mais novos em 2001, quando fizeram os primeiros shows no Brasil

Nossos musos muito mais novos em 2001, quando fizeram os primeiros shows no Brasil

Eles vieram para cá pela primeira vez no finalzinho de 2000 para uma turnê promocional para lançar o CD Black and Blue, mas o show mesmo aconteceu um ano depois. Eu tinha 12 anos e minha mãe foi obrigada a me acompanhar. Foi um mega evento e eu não consegui ver quase nada por causa da multidão. Logo depois eles deram um tempo, o Nick lançou um CD solo – que eu amo muito até hoje – e eu escolhi uma música dele para a minha festa de 15 anos (essa aqui ó).

A coisa não deu muito certo e eles voltaram, lançando mais um CD. Só que o Kevin resolveu sair e, por muito tempo, os Backstreet Boys eram apenas quatro. Eles voltaram para cá em 2009 e eu fui mais uma vez. Fizeram outro show em 2011 e eu resolvi ir recebê-los no aeroporto. Até falei com o Nick e recebi um tchauzinho de volta, mas foi só. Pensei que ali minha vida com eles tinha se resolvido.

Backstreet Boys é a única boy band a ter uma estrela na calçada da fama. Eu fiz questão de tirar uma foto quando estive em Los Angeles

Backstreet Boys é a única boy band a ter uma estrela na calçada da fama. Eu fiz questão de tirar uma foto quando estive em Los Angeles

Então, quando eles anunciaram que viriam ao Brasil neste ano com o Kevin de volta, não me empolguei muito. Pensei: “vale a pena ver um show deles pela quarta vez?”. Fui ver os preços e quase caí para trás. Era MUITO caro, praticamente impossível. Desisti. Daí a data foi se aproximando e comecei a me arrepender. Assisti aos clipes velhos – sim, aqueles que a gente esperava para ver na MTV – e ao documentário que eles fizeram recentemente e aí fiquei morta de vontade de ir. Mas faltava algo muito importante: o ingresso.

Um dia antes de os shows começarem aqui em São Paulo (foram três, nos dias 12, 13 e 14 deste mês) a empresa onde eu trabalho divulgou que faria um sorteio de cinco pares de ingressos. Era tudo que eu mais queria. Meu pensamento foi tão positivo que deu certo e… EU GANHEI!!!! Eu bem que tentei não ir, mas é aquela história de primeiro amor que a gente nunca esquece, sabe?

Nos últimos dois shows, eu fiquei bem longe. Desta vez fiquei na pista, no meio do calor humano da galera. Tenho 27 anos e sinto que não estou mais no pique para essas coisas, mas até que a aglomeração não me incomodou. Muito menos a dor no pé – causada pelas inúmeras vezes em que eu fiquei na ponta para enxergar melhor -, os gritos histéricos no meu ouvido e a garganta dando sinais de que não aguentava mais. Tudo porque, pela primeira vez em 14 anos, eu consegui assistir a um show deles bem de pertinho!

Olha só como o Kevin ficou pertinho de mim

Olha só como o Kevin ficou pertinho de mim

O mais legal desse show foi a possibilidade de estar ao lado de meninas que viveram a mesma coisa que eu vivi. Foi maravilhoso cantar, gritar e pular (pelo menos tentar né, porque era quase impossível com tanta gente) sem ninguém me julgar. E foi incrível ver como eles ainda arrasam mesmo beirando ou já nos 40. E aí você se dá conta de que está velha quando percebe que eles até eram bonitinhos no começo, mas hoje estão muito mais charmosos com pancinhas e ruguinhas.

O setlist foi incrível e não deixou nenhum hit de fora. Desde as primeiras músicas, como We’ve Got It Going On, até Drowning, que entrou como a única inédita na coletânea que eles lançaram. Não conhecia todas as músicas do CD novo, mas amei tanto que escutei assim que cheguei em casa. É muito curioso saber que eu ainda sei de cor as letras das músicas que eu ouvia há muitos e muitos anos.

Este show só serviu para reacender o meu amor de infância que ficou congelando desde o dia em que os vi no aeroporto. Serviu para me fazer recordar tantos momentos maravilhosos que eu vivi enquanto ouvia as músicas dele. E me fez ter a certeza de que eu vou nos próximos. Que seja mais um, mais dois, mais dez… Eu estarei lá com toda a certeza deste mundo!

Quero agradecer a minha empresa mais uma vez por me proporcionar esta experiência maravilhosa. Como alguns amigos falaram, não poderia ter melhor pessoa para vencer este sorteio. Entrou na minha lista de shows favoritos da vida!

Avaliação: ♥♥♥♥♥  (Pode colocar mil coraçõezinhos?)

____________________________________________________________________

Não postei muitas fotos porque eles não paravam quietos, então acabei filmando mais do que tirando fotos. Já postei alguns vídeos no Instagram do meu blog (@fikdikblog) e no meu perfil pessoal (@camillafc). Corre lá para conferir!

E se você não faz ideia de quem são os Backstreet Boys, clica aqui para ouvir uma playlist bem linda com todos os clipes que a gente se matava para ver. Nada como a tecnologia dos dias de hoje!

10 coisas que você aprende aos vinte e muitos

vela

No último domingo (31) completei 27 anos. Sempre amei fazer aniversários e nunca passei um ano da minha vida sem comemorar a chegada de uma nova idade. Nunca me importei muito com essa coisa de ficar mais velha, mas, ultimamente, tenho sentido mais isso.

Tudo começou depois dos 25, quando eu percebi que agora já não pertencia ao grupo dos “vinte e poucos anos”. Os poucos agora são muitos. Não que eu me sinta velha. Aliás, longe disso. Mas parece que é só agora que a gente começa a perceber que a vida realmente passa muito rápido. E aí entram algumas responsabilidades, os pensamentos mudam, a cabeça evolui. Olha só como tudo muda:

Sair da casa dos pais está cada vez mais próximo

morando_sozinha-e1430746071119

Quando eu era mais nova, tinha pânico só de pensar em morar sozinha. Tinha vontade de chorar ao me imaginar chegando em casa cheia de novidades e não ter ninguém para contar. Hoje a situação é outra: vivo sonhando com um espaço para chamar de meu, com vários ambientes para decorar do meu jeito e finalmente poder viver de forma organizada. Chega um momento em que seu quarto é pequeno demais para acomodar livros, roupas e outras coisas que poderiam ser distribuídas em vários cômodos de uma casa. Claro, ainda tem a parte de não ter ninguém para conversar, mas nada que uma visita dos amigos não resolva. Amo muito morar com a minha mãe e já decidi que vou ficar com ela até os trinta. Depois? Bom, depois  vai ser hora de bater as asas.

Dinheiro é algo que (de fato) não cai da árvore

cofre_porquinho

Aqui entra o motivo que talvez me impeça de sair da casa da minha mãe: grana. Quando a gente chega aos vinte e muitos, entende que dinheiro é algo que faz diferença na vida de uma pessoa. Ou seja, começa a ter noção de que, quanto mais gastar, mais ficará sem. A gente passa a dar mais valor para o trabalho, se dedica ao máximo para contar com o salário no final do mês e fica feliz com cada centavo que recebe. Ah, e tem a questão das prioridades: de repente economizar para dar entrada no apê é mais importante do que comprar aquela bolsa que está na moda.

Fios brancos passam a ser reais

cabelos-com-fios-brancos-primeiros-cuidados-1

Sempre achei que ficaria muito triste quando visse meu primeiro fio de cabelo branco. Era algo que eu nem imaginava, parecia até que eu poderia escapar desse fato. Bom, eles chegaram. E chegaram antes do que eu previa. Aos 25, comecei a notar alguns fiozinhos no alto da cabeça. Eles não eram apenas brancos, mas tinham uma textura bem diferente. O mais curioso? Aquela cena de pânico, desespero e choradeira não aconteceu. Vi os fiozinhos e pensei: “Fiquei velha. Fazer o quê?”.  Taí a parte boa de ser loira: eles se camuflam e quase ninguém percebe.

Qualidade é melhor do que quantidade

amigos11

Essa frase nunca fez tanto sentido. Quando era mais nova, o meu ideal de felicidade estava relacionado à quantidade de amigos que eu tinha. Achava o máximo ter um círculo grande de amizade. Hoje você entende que decepções acontecem e que você está sujeito a perder alguns amigos no meio do caminho. Percebe que as pessoas mudam e que podem não seguir os mesmos ideais que você. Por fim, entende que é melhor três amigos bons e verdadeiros do que um milhão de conhecidos.

Certos planos não dependem somente de você

namorar-ou-ficar-solteira

Já sofri muito porque sempre fiz parte do time que planeja a própria vida. Quando era adolescente, queria estar casada e com filhos até os 25. Cheguei aos 22 e passei a desejar ser mãe aos 27. Com 26, pensei em me casar até os 30. Hoje a gente entende que não dá para viver desses planos. Sou solteira e não tenho a menor previsão de me casar e de ser mãe tão cedo. É triste? Nem um pouco. Digo por experiência própria: é MUITO melhor quando a gente para de se impor regras e passa a enxergar o outro lado. Quero muito construir uma família antes dos 40, mas, se não acontecer, vou viver da mesma forma e colecionar outras alegrias.

É a última oportunidade para viver tudo o que você sempre quis

1160780_manual-para-viajar-sozinha-nas-ferias

Calma, não é tão dramático como parece. Acontece que aos vinte e muitos, você ainda pode jogar tudo para o alto. Ou seja, dá tempo de pedir demissão e embarcar naquele intercâmbio, de entrar em uma nova faculdade ou então de mudar completamente de área. Mais do que isso, dá tempo de desistir de tudo isso e recomeçar. Depois chegam os filhos, as contas aumentam, a idade realmente começa a pesar. Resumindo: tudo fica mais difícil!

Falta de paciência e preguiça são suas melhores amigas

images

Lembra quando você era adolescente e odiava passar o sábado em casa vendo filme? Pois é exatamente esse programa que hoje você adora. Aquela ideia de passar a madrugada toda de pé em algum bar ou balada e voltar para casa de manhã já não agrada tanto. A gente até sai e se arruma, mas é impressionante como o sono chega em questão de horas. Adoro jantar com as minhas amigas ou fazer qualquer outro programa em companhia, mas também adoro ficar em casa de pijama largada no sofá. É aquela história: hoje vale mais a pena algo com pouco agito, mas com muita fofoca.

A opinião dos outros não é mais tão importante

fofoca

Vida de adolescente é assim: a gente tem vergonha da mãe que nos deixa na porta da escola, vive de cremes para esconder aquela espinha que parece terrível, passa horas cuidando do cabelo e escolhendo cuidadosamente a roupa para evitar comentários maldosos. Saber que tem alguém rindo de você é motivo de depressão, não é? Não quando você cresce e chega aos vinte e muitos. Você percebe que a máxima “o que importa é se sentir bem” realmente funciona. E daí que você está com alguns quilos a mais ou com uma roupa que parece estranha? Os outros até dão conselhos, mas você aprende a não ligar mais. Parece até mágica.

Você passa a curtir mais a própria companhia

propriacompanhia-a

Aqui entra um complemento dos itens 1 e 4. Você aprende a gostar de si mesmo e a respeitar as próprias vontades. Quando era mais nova, deixava de ver um filme que queria muito só porque não tinha companhia. Hoje a ideia de ir ao cinema sozinha não é todo ruim. É quase como se você fosse a sua melhor amiga. Sempre que estou sozinha, faço tudo com mais calma. Até ir ao shopping é gostoso porque você anda de forma tranquila e passa em todas as lojas que quer. Claro que sempre sinto falta do comentário de uma amiga quando provo uma roupa, mas depois fico tão bem e independente que tudo se resolve.

Você pensa mais antes de agir

tumblr_lg9kszfozt1qg38b7o1_500

Quando somos mais novas, temos a tendência de agir por impulso. Parece que não existe aquela ideia de pensar nas consequências e o mais importante é conseguir aquilo que desejamos. Depois, pensamos tanto, mas tanto, que a cabeça dói e as noites de sono são interrompidas. Tudo é uma questão de maturidade: agora nós entendemos o que as nossas atitudes podem representar e passamos a analisar prós e contras. Sinto falta de como eu era no início da minha vida adulta, em que não deixava nada passar, mas hoje gosto dessa reflexão antes de tomar uma decisão. É mais chato, porém mais consciente.

Quem concorda com esta lista? De qualquer forma, a gente ganha experiência aos vinte e muitos. E isso não tem preço!

6 coisas boas do mês de maio

O ano mal começou e nós já entramos no mês de maio. Antes de ficar desesperada achando que a vida está passando rápido demais (e de fato temos essa impressão), é bom lembrar que maio é um mês muito especial. Sou suspeita para falar porque é quando faço aniversário, mas também é época de outras coisas boas. Precisa de alguns exemplos? Vamos lá:

Mês das mães

download

O Dia das Mães é comemorado no segundo domingo de maio. Para as filhas, é tempo de procurar um presente muito especial para agradar essa pessoa tão importante nas nossas vidas.  Para as mães, é a oportunidade perfeita para ser mimada sem culpa pela família. Sem falar no almoço, que geralmente é farto e cheio de delícias. Sei que as mães deveriam ser paparicadas em todos os dias, mas é tão gostoso poder ficar ao lado delas nesse dia que eu nem ligo.

Mês das noivas

download (1)

Toda mulher ligada em tradições decide se casar em maio. Mas alguém sabe de onde veio esse costume? Tudo indica que tem a ver com os costumes do Hemisfério Norte, em que maio se passa na primavera. Aí já sabe: juntam-se as flores e o Dia das Mães e pronto, é o mês mais feminino do calendário. Aqui no Brasil, costuma ser o mês mais caro para quem quer casar. Por isso que muitas noivas preferem subir ao altar em outra época.

Pode ter dois feriados

happy-woman-jumping-in-golden-wheat

Não sei vocês, mas eu vivo em função de feriados. É tão gostoso ter aquele dia extra de descanso no mês, não acha? E olha só que bacana: maio já começa com o feriado em homenagem ao dia do trabalho. Mas não para por aí. Em alguns anos, a comemoração de Corpus Christi pode cair no final do mês. É um caso que não acontece com tanta frequência, então a dica é aproveitar muito.

Frio, mas nem tanto

stock-footage-woman-in-jacket-resting-leaning-on-tree-person-in-forest-park-with-green-lawn-in-the-middle

Maio é o mês que antecede a chegada do inverno. Isso significa que os dias normalmente são frios. A diferença é que ainda existe o solzinho tímido do outono, então o céu fica do jeito que eu gosto: azulzinho e com poucas nuvens. Saímos agasalhadas, mas podemos nos esquentar debaixo do sol.  Tão agradável, gente! E ainda tem a vantagem de que todas as lojas estão preparadas para a moda do inverno. Hora de se adequar às principais tendências da estação.

Uma das melhores épocas para viajar

elena-shumilova-femme-assise-sur-ses-valises-au-bord-dune-route

Considerado um mês de baixa temporada, maio normalmente apresenta preços mais baratos para quem pretende viajar. Esse é apenas um dos atrativos que fazem com que seja considerada a melhor época para conhecer um destino. Locais no Brasil ainda estão livres das temidas chuvas de inverno, enquanto alguns países da América do Sul já apresentam montanhas com neve. A Europa e a América do Norte vivem o ápice da primavera nesse período, então a chance de ver paisagens coloridas e floridas é certa.

Meu aniversário

Portrait of joyful girl holding birthday cake and looking at camera at party

Ok, sei que esse lado de maio só interessa para as taurinas e as geminianas, que fazem aniversário nesse mês. Mas, para mim, é ainda mais especial porque fico mais velha no último dia de maio. Então meu inferno astral se passa todinho em maio e é uma delícia curtir esses 30 dias de expectativa dentro do mesmo mês. Parece que é mais fácil fazer a contagem regressiva. E começar esse processo com um feriado bem no primeiro dia de inferno astral é para poucas, queridas. Desculpem! Brincadeiras à parte, amo muito meu mês e adoro ser geminiana. Quem concorda?

Oito razões que fizeram dos anos 90/2000 os melhores

Eu nasci em 1988. Ou seja, minha adolescência foi no finalzinho dos anos 90 e começo dos anos 2000. Falando assim, nem parece que faz tanto tempo, mas é só ver a quantidade de textos deliciosos sobre esse período para sentir o clima de nostalgia. Por isso, resolvi fazer a minha lista de motivos que fizeram dessa época a melhor de todas (na minha humilde opinião, claro):

A gente gravava clipes musicais: em um mundo sem Youtube, DVD e Blu-ray, a gente tinha que esperar a estreia dos clipes das nossas bandas favoritas no Disk MTV (ai gente, que saudade!). Como não passava toda hora, a solução era gravar no bom e velho VHS. Eu tinha uma fita que ficava o tempo todo no vídeo cassete prontinha para captar qualquer imagem. Era bem eclético, tinha de tudo e eu passava hoooooras assistindo. Pena que meu aparelho quebrou – sim, com a fita dentro – e não tem mais como arrumar. Devo dizer que a minha vida nunca mais foi a mesma.

image (6)

A gente usava discman: pois é, não existiam tablets e os celulares eram enormes e com um único recurso: o jogo da minhoquinha (quem lembra?). Quando a gente queria ouvir música, colocávamos o CD no discman e rezávamos para não riscar ou emperrar. Sou estabanada desde que nasci e os aparelhos não duravam mais do que três meses na minha mão – um caiu na privada, o outro se espatifou no chão e por aí vai. Outra coisa muito chata é que a gente tinha que levar aquele trambolho para a escola e não dava para esconder dos professores.  Fora que, quando nós íamos viajar, éramos obrigados a levar mil CDs para não enjoar de ouvir sempre a mesma coisa. Resumindo: ainda bem que o iPod apareceu – o meu já tem cinco anos, olha que progresso!

image (4)

A gente viu a estreia dos reality shows: e foi bem legal porque aconteceu tudo praticamente ao mesmo tempo. Começou com a Casa dos Artistas e a votação de domingo que levava horas e logo depois veio a primeira edição do Big Brother. Naquela época era uma super novidade e ninguém achava que as coisas eram combinadas. Os programas musicais também bombaram! Primeiro teve o Fama e depois o Popstars, aquele que revelou a banda Rouge (levanta a mão quem nunca imitou a coreografia de Assereje). Esses são apenas alguns dos motivos que fizeram 2002 ser um dos meus melhores anos!

image (2)

Olha aí que montagem histórica: os primeiros participantes da Casa dos Artistas, os apresentadores do Fama (Angélica e Toni Garrido), as Rouges e o “elenco” do primeiro BBB

A gente viu a internet nascer: e brigou com os nossos pais porque, até então, usar a internet significava ficar com a linha de telefone ocupada e gastar rios de dinheiro quando a conta chegava. Não sei vocês, mas eu só tinha direito a usar o ICQ (que por sinal voltou repaginado) por uma hora aos sábados. Amava ir para a escola, amava estudar e amava conversar com os meus amigos, mas amava ainda mais quando os finais de semana chegavam e eu podia papear à vontade no mundo virtual. Essa fase durou pouco, graças a Deus!

image (1)

A gente tinha cadernos de inquérito: como eu amava isso! Sem internet, nosso jeito de descobrir os segredos das meninas da escola era com os cadernos de inquérito, que nada mais eram do que um caderno cheio de perguntas. Elas iam das mais básicas, como “quais são suas bandas favoritas?” até as mais tensas como “você já beijou?” ou “com que letra começa o nome do menino que você gosta?”. Era muito legal e até rolava uma certa competição para ver qual caderno tinha mais respostas. Eu mesma respondi o meu próprio caderno várias vezes com nomes diferentes. Mas que era gostoso, era!

image (5)

Mais alguém lembra dessas canetas coloridas? Eu AMAVA!

A gente tinha boy band a rodo: cresci ouvindo e amando Backstreet Boys, mas meu coração também tinha espaço para o N’Sync, o Five e o Westlife (além das Spice Girls, que eram a versão feminina dessas bandas). Ok, você que é mais nova deve estar lendo e pensando: “ah, mas hoje a gente tem o One Direction e o The Wanted”, mas eu te garanto que não é a mesma coisa. Lembrem-se de que o mundo não era tão moderno e, mesmo assim, os clipes das boy bands eram megaproduções. Nossos queridos já foram monstros, viajaram no espaço, viraram marionetes e fizeram muita gente aprender inglês com eles. Dica: experimentem cantar uma música deles no karaokê para verem o sucesso. Vale até fazer as dancinhas se ainda souberem!

image

Ok, eles eram um pouco bregas, mas a gente gostava (menos desse cabelo uó do Justin Timberlake)

A gente se contentava com pouco: nossos pais brincaram na rua e nossos filhos e netos provavelmente não vão sair de casa na hora da diversão. Nós estamos no meio termo. Tínhamos videogame e TV a cabo, mas também brincávamos de pular elástico e de queimada (meu trauma número um de infância). Quer ver um exemplo de como a vida também era boa sem joguinhos no iPad? Quando estava com a minha melhor amiga, o que eu mais gostava de fazer era ir ao mercado, comprar bexigas, enchê-las de água e sim, você já imagina o resto. É bobo, mas a gente amava voltar molhadas para casa. Hoje parece que o mundo perdeu um pouco dessa magia.

image (3)

A gente tirava fotos (e não sabia se tinham ficado boas): as máquinas digitais só começaram a aparecer entre 2003 e 2004. Antes disso, a gente usava aqueles rolinhos de filmes e só tinha 12, 24 ou 36 chances de ter a recordação de uma viagem ou momento especial. Isso porque o visor era minúsculo e a gente precisava pagar para revelar as imagens. Rolava uma ansiedade master e adivinha o que acontecia em muitos casos? As fotos vinham escuras porque o flash tinha estourado ou porque alguém colocou o dedão na frente da lente. Sem falar que as vezes o filme emperrava e você tinha que abrir a máquina para arrumar – só que aí você já tinha exposto o rolo à luz e queimado todas (sim, todas) as outras imagens. Obrigada mais uma vez por me permitirem ter celulares ultramodernos que tiram fotos com ótimas resoluções – e poder apagar sempre que estiverem ruins.

foto 10 film135

Tudo isso só para dizer que eu tenho muito orgulho de ter vivido todas as situações acima e que, se pudesse, viveria tudo de novo!