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Top 5: Filmes com cachorros

Contei aqui algumas vezes que eu herdei da minha família o dom de amar cachorros. Todos os meus parentes mais próximos têm cães em casa e nós sempre sorrimos quando encontramos um cãozinho passeando na rua. Somos aqueles que param, fazem carinho e perguntam “como é o nome dele?”. Por isso, basta saber de algum livro, filme ou série protagonizada por esses bichinhos para já atrair nossa atenção.

Aproveitei essa paixão para fazer um Top 5 em clima de fofura com os melhores filmes estrelados por cachorros. Quando comecei a listar as minhas histórias favoritas do gênero, ficou longo demais (estava mais para Top 20). Com muita dor no coração, acabei deixando alguns de lado e fiz as minhas escolhas com base em personagens clássicos do mundo canino. Aqui estão eles:

101 Dálmatas

1779686-2462-inJá começo com o integrante que preenche a cota Disney (já repararam que eu sempre trago uma animação da Disney nos meus Top 5, né?). Não dá para pensar em qualquer filme com cachorros e deixar 101 Dálmatas de fora. Uma das histórias mais clássica das animações, tem como foco um casal de dálmatas que tem 15 filhotinhos.

Só que todos eles estão correndo perigo porque a estilista Cruella de Vil – aliás, uma das melhores vilãs da Disney – quer usá-los para fazer um casaco de pele. É aquele tipo de filme que nunca cansa e ideal para assistir com toda a família ou com os amigos. Uma verdadeira fofura!

Marley e Eu

marley-euConsiderado um dos melhores filmes que abordam a relação entre homens e cachorros, conta a trajetória de Marley, um labrador desajeitado e que adora fuçar onde não deve. Baseado em uma história real escrita por seu dono, o jornalista John Grogan, mostra todaa vida do cão, desde que foi adotado quando ainda era filhote, até o momento de sua morte.

O começo é fofinho e engraçado, mas o final é tão real que é impossível segurar o choro. Vi no cinema e lembro que a menina atrás de mim tinha dificuldade até para respirar. Mesmo assim, confesso que depois que eu assisti ao filme, ficou mais fácil entender que os cãezinhos realmente têm uma missão mais curta na Terra. Vale ver – mesmo que uma única vez – e se encantar com as travessuras do mascote da casa.

Beethoven

Os-10-cachorros-mais-famosos-do-cinema2Se você viu esse filme quando era criança, aposto que olha para qualquer cachorro da raça São Bernardo e pensa: “olha, é o Beethoven”. Clássico dos clássicos, a primeira parte da franquia foi lançada em 1992 e conta sobre a chegada do cão gigante na vida da família Newton.  Depois de ser roubado quando ainda era filhote, ele foge e acaba se refugiando com os novos donos.

Apesar dos inúmeros pedidos da esposa e dos filhos, o pai não quer a responsabilidade de cuidar de um cachorro, mas acaba cedendo. Só que, com o passar dos dias, ele precisa aprender a se controlar quando vê que o mascote aprontou alguma travessura. Para transformar seu ódio em amor, ele passa por um ato de coragem para salvar o cão. É tão fofo que originou várias sequências (no segundo o cachorro tem filhotinhos), mas o original é, sem dúvidas, o melhor de todos.

Scooby-Doo

ScoobyLevante a mão quem nunca assistiu pelo menos um episódio do desenho animado Scooby-Doo. Eu adorava ver a turma de amigos em busca de fantasmas e morria de medo em algumas cenas. Mas sabe o que é mais chocante? Pensar que o desenho foi criado em 1969 e que continua passando até hoje, prova de que o dogue alemão que dá nome à série é mesmo um sucesso.

Tanto que o primeiro filme, que estreou em 2002, originou uma sequência que já conta com duas outras histórias. Na primeira, o grupo formado por Salsicha, Daphne, Velma e Fred –além, é claro, de Scooby – precisa se reunir novamente depois de muito tempo para juntos derrotarem mais mistérios. Apesar do tamanhão, o cachorro é o que mais tem medo. Fofinho, né?

O Artista

872_artista-598634-4f3ad54068886Grande vencedor do Oscar de 2012, é um filme francês que divide opiniões por ser inteiramente mudo e em preto e branco. Esses recursos funcionam como uma referência à época em que se passa, entre os anos 20 e 30. Tudo para mostrar o declínio de um ator de sucesso de  uma forma mais impactante. Particularmente, gosto muito do longa.

Seja qual for a opinião, o que ninguém pode negar é que o cãozinho Uggie, da raça Jack Russell, é um ator e tanto. Para emocionar o público na pele do cachorro do protagonista, ele não poupa carinhas fofas. Roubou tanto o filme que foi indicado a diversos prêmios e ganhou o Palm Dog Awards, além de ser o primeiro cão a ter suas patas expostas na calçada da fama.  Hoje ele está aposentado e colhendo os frutos de sua carreira. Bom garoto!

Menção Honrosa: O banquete

Winston_THUMB-1413567312336É o curta metragem mais lindo que eu já vi e não poderia ficar de fora dessa lista. Exibido nos cinemas antes de Operação Big Hero, conta a história de Winston, um vira-lata que foi adotado ainda filhote e que gosta muito de comer. Seu dono o oferece de tudo, desde ração até pizza e sorvete. Só que ele começa a namorar uma vegetariana e o cachorro agora precisa se acostumar a ter uma refeição mais saudável. Winston, claro, não gosta nada da ideia e faz cara feia sempre que vê uma folha pela frente.

Quando o namoro termina, o cãozinho aproveita para comer todas as guloseimas de volta, mas então percebe que seu dono está triste e descobre que a felicidade dele é mais importante do que os seus alimentos em excesso. Chorei todas as vezes que vi porque o meu cachorro é exatamente assim, ama comer e faz de tudo para ganhar petiscos. É tão lindo que ganhou o Oscar deste ano na categoria curta de animação. Vale muito a pena. Muito mesmo!

Agora já sabe: é só escolher um (ou mais) filmes desta lista e escolher um lugar no sofá para assistir. De preferência com o cachorro ao lado.

Top 5 – Os restaurantes mais inusitados do mundo

Tem coisa melhor do que o simples hábito de comer? Sou dessas que acorda pensando no café, passa a manhã imaginando o que vai comer no almoço e chego em casa suspirando por causa do jantar. Além disso, adoro planejar em qual restaurante vou no fim de semana. Pois é, preciso comer fora nos dias livres, mas não precisa ser em algum lugar caro. Gosto apenas de saborear uma comida gostosa e quentinha na companhia de pessoas queridas.

Então, quando planejo alguma viagem, penso logo nos restaurantes em que posso comer. Para mim, faz parte do ritual. Assim como é legal listar as lojas em que é possível fazer compras, piro só de pensar em todos os pratos que vou ter a oportunidade de saborear. Aqui entra outro diferencial que o restaurante deve ter para me ganhar: ser original. Acho tão bacana locais que apresentam uma proposta diferenciada para chamar a atenção dos clientes

Por isso, resolvi pesquisar os cinco restaurantes mais inusitados do mundo e acabei me surpreendendo. Alguns são tão diferentes que chegam a ser bizarros. Quer saber mais? Vamos lá:

Rainforest Café, Orlando (Estados Unidos)

A Disney concentra uma série de restaurantes que podem entrar nessa categoria de inusitados. O Rainforest é um deles. Com duas unidades no complexo temático de Orlando, um no parque Animal Kingdom e outro no centro comercial Downtown Disney, é daqueles que já chama atenção do lado de fora. Basta se aproximar para ouvir barulhos de animais como gorilas, elefantes, araras e por aí vai.

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Acontece que o restaurante, como o próprio nome diz, tem a proposta de recriar o ambiente da selva. Você corre o risco de sentar ao lado de uma onça ou de ser sobrevoado por pássaro. A cada tanto, todos os bichos começam a fazer barulhos e a se mexer. Tudo de mentira, claro. E antes que alguém mencione, sim, aqui os animais das selvas e das savanas convivem em perfeita harmonia. É só deixar a criatividade funcionar.

O cardápio, por outro lado, é convencional e apresenta grande variedade. Tem massas, lanches, saladas. Por experiência própria, indico os sanduíches (que são bem no padrão americano, com muito molho e batata frita como acompanhamento) e a sobremesa Volcano, com bolo, sorvete, calda, chantilly e outras delícias.

50’s Prime, Orlando (Estados Unidos)

Você deve estar pensando: outro restaurante da Disney com tanto lugar bacana no mundo? Acontece que é muito mais fácil indicar algo quando nós já experimentamos. Então anote aí: se for visitar o parque Hollywood Studios, meu favorito, não deixe de fazer uma refeição no 50’s Prime. É tão gostoso que nós sempre fazemos questão de incluí-lo no roteiro.

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O nome já explica o que vem a seguir: um restaurante situado em uma cozinha típica dos anos 50. Tudo ali remete ao design da época: as mesas têm cantos arredondados, com sofás fofinhos, azulejos coloridos e televisões bem pequeninas que passam imagens de verdade – só que em preto e branco.

As garçonetes usam uniformes típicos de cozinheiras e o cardápio, segundo elas, é feito com base naquela comida de mãe. Ou seja, é tudo bem caseiro, com carne de panela, purê e por aí vai. A sobremesa mais pedida é um sorvetão que vem com tudo, até confeitos coloridos. E nem pense em recusar, viu? As atendentes logo avisam que lá a proposta é comer muito.

Modern Toilet, Taiwan

Que tal comer como se estivesse sentado no seu banheiro? Pois esse é exatamente o conceito desse restaurante que abriu as portas em 2004 em Taiwan e fez tanto sucesso que abriu outras unidades na China e no Japão. A ideia é exatamente a que está pensando: sentar em vasos sanitários e comer em uma mesa em formato de pias e banheiras.

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Dá para deixar ainda mais nojento? Opa, dá sim. Vamos começar dizendo que os pratos – que incluem nomes nada agradáveis como cocô e diarreia – são servidos em privadas. E na hora de limpar o rosto, nada de guardanapo. Por aqui só existem papeis higiênicos.

Confesso que eu achei tudo muito bizarro, mas todas as filiais do restaurante vivem lotadas. Essa é a pedida ideal para quem não tem frescuras e topa comer qualquer coisa em qualquer lugar. Eu prefiro passar longe.

Waterfalls, Filipinas

Imagine que loucura sentar-se para comer aos pés de uma cachoeira e correr o risco de ter alguns pingos respigando no seu almoço. Parece o cenário de um pesadelo, mas é real e parte de um restaurante localizado em San Pablo, nas Filipinas. O estabelecimento fica logo embaixo de uma cachoeira gigante e inclusive requer que clientes e funcionários estejam descalços – a não ser que não liguem de ficar com os pés molhados.

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O local paradisíaco pertence ao resort Villa Escudero e propõe manter o contato mais próximo com a natureza. Por isso, grande parte das mesas fica ao ar livre, no meio de uma reserva natural, e todas são feitas de bambu. Os hóspedes correm para garantir um lugar perto da cachoeira e nem se incomodam de comer algo com sabor molhadinho causado pelos respingos. Aliás, eles adoram e passam horas fazendo poses para fotos incríveis.

Apesar do cenário inspirador, o cardápio oferece pratos tradicionais da região, muitos feitos a base de frutos do mar. Apesar de não curtir muito a culinária asiática, devo dizer que a ideia desse restaurante me agradou. Quem sabe um dia visito…

‘s Baggers, Alemanha

Dizem por aí que, em um futuro próximo, não será mais necessário ter garçons para garantir o funcionamento de um restaurante. Parece difícil acreditar nessa suposição, mas o ‘s Baggers é prova de que é possível ter um estabelecimento que opera de modo automático.

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Quando o cliente chega, recebe uma espécie de tablet onde diz o número de pessoas que vão se sentar à mesa. A partir daí, é só escolher os pedidos de forma virtual e aguardar. Da cozinha, saem trilhos em espiral que levam os pratos diretamente para cada mesa. Dizem que a sensação é como se as comidas estivessem caindo do céu.

Ok, é inusitado. Mas que tal pensar nas vantagens? Há menos tempo de espera, mais economia para o proprietário do restaurante e menor chance de erro (já que o computador não erra). E vale lembrar: as refeições seguem um conceito saudável e com pouca gordura. Ou seja, além de se divertir, o cliente ainda pode ficar tranquilo com aquilo que está consumindo.

Gostou da lista? O bom é que existem muitos outros restaurantes diferentes por aí. Prometo continuar essa saga em breve…

Fontes: Casa e Jardim, Obvious e Segredos de Viagem

Parque da Disney ganhará atração inspirada no filme Frozen

Disney Festival of Fantasy Parade: The Princess Garden "Frozen"

Quem gosta dos parques temáticos da Disney (assim como eu) sabe que eles estão sempre pensando em novidades para atrair um número ainda maior de visitantes. A última grande mudança foi a nova Fantasyland, área infantil reinaugurada no final de 2012 e que só ficou completa em maio deste ano com a montanha-russa dos Sete Anões – o brinquedo, aliás, é superfofo (dá para ver o vídeo aqui).

Os imagineerings, como são chamados os engenheiros que trabalham para renovar os parques, também estão de olho no gosto do público na hora de inventar uma nova atração. Eles prestam atenção no comportamento dos visitantes e, claro, nos filmes que fazem sucesso.

O fato é que não dá para falar em sucesso sem lembrar da mais recente conquista da Disney: Frozen, filme que estreou no Brasil no começo do ano e se tornou a segunda animação da Disney mais vista no mundo. E a história das irmãs Anna e Elsa ainda dará muito que falar. Isso porque elas ganharão um brinquedo exclusivo em breve.

Ai meu coração! Como aguentar tanta ansiedade? Já fico na expectativa só de ver essa plaquinha! (Foto: Disney Mágica)

O mais bacana é que a atração ficará no Epcot, parque que mistura tecnologia, ciências e a diversidade cultural. Quem costuma ir lá sabe que o local realmente precisava de uma mudança, pois há anos não ganhava novas atrações. A última novidade tinha sido uma reformulação no Test Track, que simula testes em carros, mas que, sinceramente, não acrescentou em nada (só deixou o brinquedo mais moderno).

A nova aventura de Frozen ficará no pavilhão da Noruega, já que o filme se passa no país, e ocupará o espaço de outra atração, o Maelstron, que convida os visitantes a navegar em um barquinho para conhecer mais sobre a história e a cultura dos noruegueses. Apesar de antigo, estava sempre cheio e ocupava um lugar especial no coração de muita gente (inclusive no meu). Fiquei triste, mas já estou enlouquecida para ver como ficará. A Disney garante que vai reproduzir todo o reino de Arendelle no novo brinquedo – Oba!

Saudade desde já do Maelstron!

Saudade desde já do Maelstron!

Legal, né? Ainda não foi divulgada a data de inauguração, mas o Maelstron encerrará suas atividades em outubro. O importante é que vem muita coisa boa por aí!

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Adeus ao Backlot Tour

As novidades não ficam restritas ao Epcot. O Hollywood Studios, parque da Disney dedicado ao cinema, também disse adeus a uma antiga atração: o Backlot Tour. Nela, os visitantes percorriam estúdios em que eram gravados filmes e seriados e encontravam um rico acervo, com direito ao fusca Herbie, do longa de mesmo nome.

Eu gostava muito desse brinquedo, principalmente do final, em que o público participava de uma gravação de mentira, mas confesso que já não era a mesma coisa. Os estúdios estavam cada vez mais vazios e o percurso era muito longo.

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Não se sabe o que será feito com a área ocupada pelo Backlot Tour, mas há rumores de que virá algo relacionado à saga Star Wars. Será?

(Fotos: Disney Mágica, Destino Magia e WDW Magic)

Disney in Concert: Muito amor envolvido

Sem título

Quem me conhece – e quem lê este blog com frequência – sabe que eu sou completamente apaixonada por qualquer coisa relacionada à Disney. Por isso, fiquei louca quando soube do espetáculo “Disney in Concert”, em que uma orquestra sinfônica (no caso, a Orquestra Allegro) toca as músicas dos filmes mais clássicos da minha infância. Falei com uma amiga que é tão maluca por Disney quanto eu e nós compramos os ingressos no mesmo dia. O show ficou em cartaz apenas neste final de semana, no Teatro Bradesco, dentro do Shopping Bourbon (em São Paulo) e nós fomos na sexta (19).

Dividido em dois atos, o espetáculo intercala filmes antigos com outros mais novos e conta com a orquestra e seis cantores, entre eles a Lissah Martins – quem adora uma coisa trash, como eu, sabe que a moça foi integrante da Banda Rouge, aquela que cantava Asserejê – e traz um telão enorme que reproduz os trechos das animações. Como os ingressos estavam caros, nós escolhemos os mais baratos, que ficavam no balcão nobre, no último andar do teatro. Ou seja, não conseguimos ver o telão por inteiro, mas como sabemos de cor cada filme, não atrapalhou tanto.

O único ponto ruim é que muita gente que comprou para sentar lá atrás acabou sentando na primeira fileira (que não é vendida por conta da visão prejudicada do palco) e deixou muita gente furiosa pelo desrespeito. Mas né, ainda acredito que vamos conseguir mudar essa mania do brasileiro de querer levar vantagem em tudo.

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O show começa com uma abertura em que são tocados vários trechos dos filmes da Disney. A primeira é “Zee Pa Dee Doo Dah”, de “A Canção do Sul” e do brinquedo Splash Mountain, que fica no parque temático Magic Kingdom. Depois disso, vem o tema clássico do Mickey Mouse. Lembram que eu falei que choro com qualquer coisa? Pois é, bastou o primeiro acorde para eu já me emocionar.

E logo depois teve início o primeiro número, de “A Pequena Sereia”. O bacana é que eles tocaram várias músicas do filme. Em “Onde eu Nasci” (Under the Sea), teve até bolinhas de sabão para dar um efeito mais bonito. Na minha opinião, faltou “Kiss the Girl”, que é a minha música favorita de todas da Disney, mas fiquei feliz mesmo assim.

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No caso de “Pocahontas”, apenas a canção “Cores do Vento” foi tocada. Mas aí veio “A Bela e a Fera” com três músicas: “Bela”, “À Vontade” e a linda “A Bela e a Fera”. Vale destacar o preparo dos cantores, que realmente se esforçaram para ficar com as vozes parecidas com as de cada personagem. Todos estavam extremamente preparados e levantaram o público (inclusive as crianças) em vários momentos. Só não entendi porque “O Rei do Fogo”, de “Mogli – O Menino Lobo” foi escolhido para entrar no repertório. Não conheço ninguém que goste e os pequenos nem sabem da existência do filme. Não é o caso de “Mary Poppins”, que é antigo, mas adorado por todos. O número foi um dos destaques da noite, principalmente “Supercalifragilisticexpialidocious”.

O segundo ato começa com um medley de “O Corcunda de Notre Dame” (também não entendi ele ter sido escolhido), para então dar sequência ao momento mais aguardado do show: Frozen. No maior estilo Elsa, com trançona de lado e vestido azul, Lissah canta “Livre Estou” (Let it Go). Aliás, é bonitinho escutar várias meninas na plateia cantando também. Só que fica por aí. Podiam aproveitar o sucesso do filme para colocar outras músicas.

De Arendelle, somos transportados para Agrabah e cantamos duas músicas de “Aladdin”: “Amigo Insuperável” e “Um Mundo Ideal”. Na sequência, a orquestra toca sozinha a trilha de “Piratas do Caribe” – o primeiro filme inspirado em um brinquedo que já existia nos parques da Disney – e é a chance de ver o incrível trabalho dos músicos. Eu gostei muito, mas acredito que muitas crianças devem ficar cansadas. Para fechar, precisamos segurar as lágrimas em “O Rei Leão”. É lindo, mas de novo senti falta da principal música, “Hakuna Matata”. Ainda assim, é lindo pensar em como esse filme é universal. Eu vi no cinema, há vinte anos (estamos velhos) e fiquei tão encantada quanto as crianças que assistem hoje em DVD,

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Antes de se despedirem, os músicos cantam “Mundo Pequenino” (It’s a Small World) e recebem, de surpresa, o próprio Mickey. O ratinho mais famoso dos desenhos brinca, dança e até rouba a batuta do maestro e rege a orquestra no maior estilo “Fantasia”. Adorei e acho que podia ter ficado em cartaz por mais tempo. Apesar disso, acredito que é o tipo de programa que agrada mais a minha geração, nascida no final dos anos 80 e começo dos 90, do que as crianças. Faltou tocar mais de “Cinderela”, “Mulan”, “A Branca de Neve”, “Hércules” e outros clássicos. Quem sabe não fazem um Disney in Concert 2. Público com certeza teria. Fica a sugestão!

Top 5: Os filmes mais perturbadores da Disney

Como acontece com a maioria das crianças, eu cresci assistindo aos desenhos da Disney. E o mais bacana é que eles são atemporais: hoje vejo tudo de novo com a minha irmã, de sete anos. Com a cabeça de adulta, consigo ter outra percepção dos filmes e avaliar exatamente a mensagem de cada história. No mundo atual, por exemplo, não faz o menor sentido acreditar em príncipe encantado e a própria Disney está tentando provar isso. Mas, além do sapatinho de cristal, dos tapetes voadores, das maçãs envenenadas e dos sete anões, existe uma lista de filmes pra  lá de assustadores que já deixaram muitos pequenos (e até mesmo os pais) apreensivos. Dá uma olhada nesses exemplos:

Fantasia

Ok, vamos considerar que a proposta desse filme, lançado em 1940, foi realmente inovadora. Para quem não sabe, o longa é formado por oito animações acompanhadas de músicas clássicas. O problema é que os desenhos são muito perturbadores. O próprio Mickey Feiticeiro me deixava com medo por conta daquelas vassouras do mal. E, na sequência, vem uma história que mostra a evolução da vida na Terra com direito a vulcões, fogo e dinossauros bizarros. Sim, eu sei que isso é baseado em estudos científicos, mas aos olhos de uma criança tudo parece muito assustador. Daí vem aquela cena clássica da hipopótama bailarina (uma fofura só ♥) que acaba sendo perseguida por jacarés. Quando você pensa que o pior já passou, surge o demônio Chernabog para te fazer ter pesadelos eternos. Tinha pavor dele e sempre pedia para pular as cenas. Por isso, se você é mãe, aí vai um conselho: Fantasia não é um filme para crianças. E não, não insista!

Dumbo

http://www.youtube.com/watch?v=RoysQe-2HS4

Logo no início do filme, o bebê elefante chega ao mundo e descobre que tem orelhas muito grandes. Por ser fora do padrão, ele vira motivo de piada e ganha o apelido de Dumbo, em uma clara alusão à palavra dumb, que, em inglês, significa burro (alguém aí pensou em bullying? Pois é!). Como se tudo isso não bastasse, a mãe dele resolve defender o filho e acaba confinada, deixando-o sozinho. Mas isso não é  tudo! Em certa parte do filme, o protagonista bebe uma água sem saber que, na verdade, estava ingerindo whisky e tem uma alucinação, com elefantes coloridos que mudam de tamanho e dançam ao som de uma música pra lá de estranha. Eu não tinha medo, mas não gostava de ver. A intenção da Disney foi realmente causar estranheza, já que o objetivo era manter as crianças longes de bebidas alcóolicas. Prefiro a Cinderela, muito obrigada!

Alice no País das Maravilhas

Eu sempre gostei da Alice. De verdade. Acontece que aquela loucura toda me causa um certo pânico. No final, eu entro em desespero porque não aguento mais ver a menina tentar sair daquela situação e não ter sucesso. Até aí, tudo bem. Mas tem uma parte que sempre me deixou muito triste e que talvez passe despercebida para muita gente. Trata-se do poema “A Foca e o Carpinteiro”, que fala sobre ostras que, de tanta curiosidade em ouvir as histórias prometidas pela foca, acabaram virando o jantar da própria foca. Esse conto, bem bonitinho no começo, é dito pelos gêmeos Tweedledee e Tweedledum justamente para servir de lição para Alice, que sempre se mete em confusão por querer saber demais. Se você considerar que o filme é baseado no livro homônimo (que por sinal é maravilhoso), até faz sentido ter um episódio bem estranho e sem sentido. Mas uma criança não precisa de um exemplo tão claro, não é mesmo?

Hércules

http://www.youtube.com/watch?v=FmFeODvZAIY

Por incrível que pareça, esse filme nunca fez parte da minha saudosa coleção de VHS da Disney. Lembro-me de ter assistido no cinema logo na semana de estreia – como fazia (e faço) com todos os filmes da Disney – e de ter saído sem muita empolgação. Só fui entender a razão de tudo isso quando assisti de novo, no ano passado, com a minha irmã. Tudo começa quando Hades, o deus do mundo inferior, sequestra Hércules (filho de Zeus) e o traz para Terra para que possa matá-lo (oi?). Só que o plano dá errado e a criança cresce. Até aí, ótimo. Só que, quando vira homem, o então mortal se apaixona por uma moça que fez um pacto com quem? Sim, Hades! Acontece que essa moça deu sua vida no lugar de um homem que amava e que a trocou por outra mulher. Pesado, né? E, no meio de tudo isso, Hércules luta com as criaturas mais bizarras e se arisca no mundo dos espíritos – com direito a aparições de mortos – para salvar a donzela. Se eu achei tenebroso, imaginem a coitada da minha irmã. Não por acaso, ela pedia toda hora para pular as cenas. Já vi coisas melhores…

O Caldeirão Mágico

Não me lembro de ter visto esse filme e o descobri enquanto fazia a pesquisa para este post. A animação faz parte da década de 80, conhecida como o período mais sombrio da Disney (que também inclui As Peripécias do Ratinho Detetive, O Cão e a Raposa e outros com temática forte e personagens assustadores). Assisti cinco minutos de um trecho disponível no Youtube (esse aí de cima) e já achei tenso. Acontece que essa foi a primeira animação da Disney a não ter músicas e, por isso, acabou deixando muitas crianças frustradas. Mas não para por aí! O vilão, que atende pelo nome de Rei de Chifres (sim, isso mesmo!), é retratado como o próprio demônio. Agora entendi por que eu nunca vi – e talvez nunca verei. Próximo, por favor!

 

A lista de filmes perturbadores da Disney inclui ainda Pinóquio, A Canção do Sul, Branca de Neve (medo  daquela cena em que ela é perseguida na floresta), As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo (que cita a lenda do cavaleiro sem cabeça), Bambi, O Conto de Natal do Mickey e por aí vai. Lembra-se de mais algum? Deixe nos comentários que prometo fazer um novo post sobre o tema em breve 🙂