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Livros incríveis para você se apaixonar e rir muito

Olá, pessoal! Vocês já me seguem lá no YouTube? Estou toda feliz por aqui porque meu canal completou recentemente 1 ano. Pode parecer pouco, mas pra quem morria de vergonha de câmera e da própria voz, foi um grande avanço. Gravar vídeos, aliás, se tornou uma grande paixão, tanto que estou aprendendo a fazer isso sem deixar o blog muito de lado, o que é bem difícil.

Tudo isso para dizer que meus vídeos de resenhas de livros estão fazendo sucesso. Muita gente tem me procurado para pedir dicas de livros e eu fico contente em ver que, de certo modo, sirvo de inspiração para fazer com que outras pessoas voltem a ler.

Pensando nisso, preparei uma listinha com algumas sugestões de livros para deixar seu ano mais leve e divertido. Como sempre digo para todo mundo que me pede indicações, eu tenho o costume de ler apenas romances com uma pontinha de comédia, então não sou referência para livros mais “sérios” ou autoajuda e por aí vai. Se você também faz parte desse time, vem comigo:

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella)

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Essa é uma das séries mais famosas do universo da leitura feminina e eu sou suspeita porque considero a Becky praticamente a minha melhor amiga. Ela é tão gente como a gente: não resiste quando vê uma liquidação ou um preço bom, compra algo mesmo sabendo que não tem necessidade e foge do gerente do banco. Mas, ao mesmo tempo, ela é amiga, luta para defender sua família, faz várias trapalhadas, e, no fundo, só quer todo mundo feliz.

Este é o primeiro livro da saga, que chegou ao seu oitavo volume em 2016. Se você não leu nenhum dos livros, eu recomendo começar por este aqui e seguir a ordem de lançamento para não se perder. Em alguns momentos, a gente ri tanto com as confusões da Becky que precisa voltar na leitura para retomar a concentração. É maravilhoso!

Melancia (Marian Keyes)

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A Marian Keyes é outra autora que representa muito bem o gênero Chick Lit, ou seja, os livros de mulherzinha que a gente tanto ama. Neste livro, ela conta a história de uma mulher que é abandonada pelo marido logo depois do nascimento de sua primeira filha e que volta a morar na casa dos pais. Enquanto luta com a rejeição, ela também precisa superar os desafios da maternidade. O mais engraçado é que o livro foi escrito em 1995, há mais de 20 anos, mas ainda é muito atual.

Melancia não só é o primeiro livro da Marian, mas o primeiro que retrata a família Walsh, composta por cinco irmãs. Se você gostar (duvido muito que isso não aconteça), minha dica é seguir a leitura com Férias, Los Angeles, Tem Alguém Aí? e Chá de Sumiço, que retratam cada uma dessas mulheres e seus problemas, presentes em todas nós. Todos são do jeitinho que a gente gosta, com a mistura certa de romance, drama, comédia e muito palavrão rs…

Um Mais Um (Jojo Moyes)

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Outra autora querida que mora no meu coração, a Jojo ficou famosa com Como Eu Era Antes de Você, que virou filme no ano passado. Esse é um dos meus livros favoritos da vida, mas acredito que Um Mais Um merece a sua atenção por ser extremamente próximo da nossa realidade. Tudo acontece quando uma moça pobre, mãe solteira de dois filhos, embarca com toda a família em uma viagem de carro com um cara rico e aparentemente arrogante para levar sua filha caçula até uma prova importante de matemática.

Eu sempre descrevo este livro para as pessoas como “vida real”. Fala sobre tantas coisas do nosso cotidiano: jovens que largam tudo para cuidarem dos filhos, bullying, o amor dos animais, a diferença social e por aí vai. Tem tudo para ser triste, mas é um dos mais engraçados que eu já li. Às vezes ria tanto que algumas pessoas me olhavam. Sério, vale demais!

Corra, Abby, Corra (Jane Costello)

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Foi uma grande surpresa que eu tive em 2016. Não conhecia a autora, achei o livro interessante e pedi de presente de amigo secreto. Comecei a ler e, quando vi, já estava totalmente apegada. Abby é dona de uma empresa de webdesign e não tem tempo para fazer nada, até que resolve participar de um grupo de corrida para conquistar um cara bonitão que conhece (como não se identificar?).

É engraçadíssimo! Tinham partes que eu até voltava para ler de novo e ver se era isso mesmo que estava acontecendo de tão surreal. Mas, como todo livro do gênero, tem algumas lições muito importantes, principalmente sobre as responsabilidades da vida adulta, os desafios de viver do próprio negócio e as frustrações amorosas. Vai por mim que você vai gostar!

Bolsas, Beijos e Brigadeiros (Fernanda França)

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Muitas vezes eu me sinto mal por ler muitos livros de autores estrangeiros, mas a verdade é que eu não tenho a mesma ligação com os escritores daqui exceto com a Fernanda França, que eu também descobri por acaso. Este foi o primeiro livro dela que eu li e é uma delícia, daqueles que a gente lembra com carinho, sabem?

Ideal para quem gosta de viajar (tem alguém que não gosta?), fala sobre uma jornalista que está escrevendo um guia e parte em um mochilão pela Europa enquanto lida com um relacionamento bastante complicado. Cada capítulo é em um lugar diferente do mundo e ela aproveita para descrever as características de cada cidade. Parece que a gente vai viajando junto, é muito gostoso! (Aproveite para conferir a resenha que eu fiz sobre O Pulo da Gata, outro livro da Fernanda, clicando aqui)

O Diário da Princesa (Meg Cabot)

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Tem alguma adolescente por aqui ou alguém no início da vida adulta? Comecei a ler a série O Diário da Princesa em 2002, quando tinha 14 anos, pouco depois de ver o filme de mesmo nome, e foi amor à primeira página. São 11 volumes ao todo, sendo que o último livro foi lançado em 2015 com um “gap” de alguns anos para mostrar a Princesa Mia adulta e bem-sucedida.

A série acompanha Mia desde a descoberta de que ela é, na verdade, a princesa de um pequeno principado na Europa, quando ainda é adolescente. De um jeito muito bem-humorado, é narrado pela própria Mia, que usa o livro como se fosse seu próprio diário e traz várias listas engraçadas sobre qualquer assunto (entenderam porque eu amo listas, né?). Tenho um carinho ENORME por esta série e indico para todo mundo que gosta de algo leve, independentemente da idade.

Aliás, quero muito ler O Diário de Uma Princesa Improvável, narrado pela irmãzinha da Mia (Tô nem aí que o livro é para adolescente, quero ler e pronto rs).

 

Gostaram das ideias? Agora é só escolher o seu favorito e me contar depois o que achou!

Um beijo, boa leitura e até o próximo post!

Livros lidos em 2016

Olá, pessoal! Nossa retrospectiva continua firme e forte e chegou a hora de falar sobre uma das coisas que eu mais gosto no mundo: livros. Uma das minhas metas de 2016 era ler mais livros do que ano passado. Li 14 livros em 2015 (confira aqui a lista completa) e, neste ano, foram 15 títulos lidos, oba! Missão dada é missão cumprida rs!

 

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Confesso que alguns demoram mais e, em alguns momentos, eu precisei correr contra o tempo, mas no fim deu tudo certo. Aproveitei para gravar um vídeo falando sobre cada livro e, no final, conto qual foi meu favorito do ano. É só dar play e assistir:

Livros lidos neste ano por ordem de leitura

– A Mulher Que Roubou Minha Vida (Marian Keyes)

– Joyland (Stephen King)

– P.S. Ainda Amo Você (Jenny Han)

– Depois de Você (Jojo Moyes) *Continuação de Como Eu Era Antes de Você

– Corra, Abby, Corra (Jane Costello)

– Uma Carta de Amor (Nicholas Sparks)

– Um Presente da Tiffany (Melissa Hill)

– A História de Nós Dois (Dani Atkins)

– Wicked (Gregory Maguire)

– Uma Pitada de Amor (Katie Fforde)

– Uma Noite com Audrey Hepburn (Lucy Holliday)

– É Do Babado (Evelyn Regly)

– Becky Bloom ao Resgate (Sophie Kinsella)

– O Pulo da Gata (Fernanda França)

– Dez Coisas que aprendi sobre o amor (Sarah Butler)

 

E você, quais livros leu neste ano? Conta para mim aqui nos comentários, vou amar ler também!

Um beijo e até o próximo post!

[Resenha] A Mulher Que Roubou A Minha Vida – Marian Keyes

Entre as minhas metas para 2016, está bater o número de livros lidos em 2015. Parece bobo, eu sei, mas eu tenho uma pilha enorme de obras para ler e sempre uso a desculpa da falta de tempo. Então, decidi tornar isso um compromisso.

O primeiro livro lido do ano teve um gostinho especial. Quem acompanha este blog sabe que a Marian Keyes é uma das minhas autoras favoritas. Já li quase todos os títulos que foram lançados no Brasil (só falta um). Os primeiros foram ótimos, mas os últimos não me agradaram tanto. Mesmo assim, comprei A Mulher Que Roubou A Minha Vida logo que chegou às livrarias, no finzinho do ano passado.

Pelo título e pela sinopse, imaginei algo totalmente diferente. Sabia que a história girava em torno de Stella, uma mulher com pouco mais de 40 anos, casada e com dois filhos, que sofria uma reviravolta depois de se envolver em um acidente de carro. Eu pensava que, depois desse tal acidente, ela magicamente teria uma vida muito diferente da que tinha até então.

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Na verdade, a história é bem diferente disso. O acidente de carro acaba se tornando um mero detalhe. A trama começa mostrando a vida de Stella depois de um grande acontecimento, que acabou não dando tão certo assim. O que a levou até aquele momento nós descobrimos aos poucos, então, de cara, adianto que o livro pode não agradar pessoas que não fãs de histórias com flashbacks. Aqui eles acontecem o tempo todo.

Com o passar das páginas, ficamos sabendo que, um belo dia, a protagonista não consegue mais se mexer até parar de falar por completo. Portadora da síndrome de Guillan-Barré, ela passa mais de um ano internada e só consegue se comunicar piscando o olho. Nesse meio tempo, ela firma uma relação de parceria com Mannix, seu neurologista, que, adivinhem só, se revela o cara do acidente de carro. Claro, como em todo livro de mulherzinha, Stella descobre que está apaixonada por ele.

Quando finalmente recebe alta, ela percebe que perdeu um tempo valioso da vida dos filhos e que o seu casamento chegou ao fim. O reencontro com Mannix não demora a acontecer e é aqui que a vida dela se transforma: o médico reuniu os pensamentos dela da época do hospital (transmitidos pelas piscadas de olhos) e os transformou em um livro. De repente, Stella se torna uma escritora de sucesso.

Para isso, ela se muda com Mannix e os filhos para Nova York e lá tem uma vida de luxo. O problema é que as vendas não foram tão bem e ela se vê sem saída, o que explica o início da história. Mas isso só acontece nas últimas páginas e, para mim, foi um ponto duvidoso. Achei que o conflito se resolveu rápido demais, mas sem atrapalhar o ritmo e a conclusão.

A Mulher Que Roubou A Minha Vida é exatamente aquilo que eu sentia falta nos livros da Marian. Tem a parte dramática da doença, mas tem romance e, mais do que tudo, tem momentos hilários. Li boa parte no avião, durante minha viagem de férias, e eu ria tanto que até sentia as pessoas me olhando estranho. É tão delicioso que a gente nem percebe as quase 500 páginas.

Fiz uma resenha rápida no meu canal também. Dá só uma olhada:

Espero que gostem tanto quanto eu!

Um beijo e até o próximo post!

Avaliação: ♥♥♥♥♥

Top 5 – Livros para comemorar o Dia dos Pais

Chega o finzinho de julho e a gente já começa a ver algumas propagandas temáticas na televisão. As vitrines das lojas também já começam a se preparar para uma data muito especial: o Dia dos Pais. Aqui no Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto, mas, nos Estados Unidos e na Europa, a celebração acontece no terceiro domingo de junho.

Sempre estranhei essa diferença, afinal, o Dia das Mães acontece no mesmo dia em muitos países. Fiz algumas pesquisas e descobri que a comemoração em junho tem a ver com o dia de São José, pai de Jesus Cristo. No Brasil, o mês de agosto está relacionado ao dia de São Joaquim, pai de Maria e, consequente, avô de Jesus.

Seja como for, o Dia dos Pais é o momento perfeito para ficar ao lado daquela pessoa tão importante para nós, que ajuda a formar nossos valores todos os dias. Aqui no blog, datas especiais também são comemoradas em formas de listas. No ano passado, trouxe cinco personagens que foram pais em filmes famosos. Desta vez, selecionei pais de livros conhecidos e que ocupam um lugar muito especial no nosso coração. Vamos conferir o Top 5?

Charlie Swan (Saga Crepúsculo)

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Assim que pensei nesta lista, lembrei do pai da Bella, a mocinha dos livros da Saga Crepúsculo. Não sou muito fã da história, mas li todas as partes e sempre tive um carinho pelo personagem. Apesar de ter um jeito durão, ele faz de tudo para ver a filha feliz. Vamos aos fatos? Oferece um carro, arruma um quarto aconchegante, aceita o namoro dela com um cara meio esquisito e ainda aceita o casamento dela com esse mesmo rapaz. Quem conhece todos os detalhes da saga percebeu que, no fim, ele suspeitou da verdade e não falou nada, mas ficou lá firme, forte e fofo ao lado da família. Não por acaso, é o meu personagem favorito de todos da história. É como se ele fosse o nosso pai, sabem?

Steve Miller (A Última Música)

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Sempre recorro aos livros do Nicholas Sparks porque, apesar de seguirem sempre a mesma fórmula, apresentam ótimos personagens coadjuvantes. É graças ao Steve que o enredo de A Última Música se desenrola. Afinal, é ele que recebe os filhos – entre eles, a protagonista Ronnie (vivida por Miley Cyrus no filme, quando ainda era uma mocinha jovem e angelical) – para passar uma temporada de férias. Ele é fofo do começo ao fim, mas Ronnie não o aceita muito bem no início, enquanto seu irmão adora brincar com o pai. Steve faz a gente rir e se encantar, mas principalmente chorar. E quando digo chorar, é chorar muito. Talvez seja por isso que ele tenha me marcado tanto.

Phillipe Rinaldi (O Diário da Princesa)

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Jamais poderia deixar de fora a série de livros mais incrível que eu já li na vida e que marcou minha adolescência/começo de vida adulta. Sim, amigas, estamos falando de O Diário da Princesa. Nos filmes, o pai da minha querida Mia está morto, mas nos livros (que, aliás, são mil vezes melhores do que os filmes) ele está mais vivo do que nunca. Ok, ele não é lá muito presente, mas rende momentos engraçadíssimos. Quem leu sabe que ele sempre se mete em confusão porque resolve arrumar uma namorada nova, que quase sempre é uma jornalista ou modelo bonitona. O príncipe Phillipe também deixa sua mãe, a Rainha Clarisse, de cabelo em pé. Só de escrever já sinto saudade dos livros. Recentemente, a autora Meg Cabot disse que está trabalhando na continuação da série. Será? Nossos corações agradecem!

Papai Walsh (Melancia, Férias, Los Angeles, Tem Alguém Aí e Chá de Sumiço)

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Já disse aqui algumas vezes que sou completamente apaixonada pela família Walsh, retratada em alguns livros da escritora Marian Keyes. Cada uma das cinco filhas tem o seu próprio livro (citados aqui em cima) e até a hilária Mamãe Walsh ganhou seu livro no finalzinho do ano passado. Apesar disso, sinto falta de um livro sobre o único homem desse clã, que também é responsável por muitos momentos engraçados. Na minha opinião, o livro em que está mais inspirado é Los Angeles. Lembro de uma passagem em que ele e toda a turma vão visitar a filha Maggie nos Estados Unidos e todos decidem conhecer a Disneyland. Papai é orientado a tomar cuidado porque quebrou o braço da última vez em um brinquedo. Adivinhem como ele volta desse segundo passeio? Sim, com o braço quebrado na mesma atração. Uma figura!

Bill Tyree (Querido John)

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Aqui está mais um exemplo de personagens pais dos livros do Nicholas Sparks. Só que, ao contrário de Steve, Bill não tem uma relação boa com o filho John, protagonista da história. Na parte inicial do livro, ele é retratado como um senhor introspectivo, cheio de rotinas e horários e apegado a uma coleção de moedas. Mais tarde, descobrimos que esses comportamentos são uma forma de autismo e John se dedica a cuidar dele, o que faz com que se reaproximem. Esse foi o primeiro livro do Nicholas que eu li e na época gostei muito. Hoje percebo que talvez seja um dos mais fracos em termos de história. O que se salva mesmo é justamente essa relação do protagonista com o pai.

Seja qual for a escolha, o mais importante é aproveitar o domingo ao lado do seu pai. Feliz Dia dos Pais! 🙂

Os livros da minha vida

Pouco tempo atrás rolou uma brincadeira bem legal no Facebook, em que a pessoa precisava listar os dez (ou mais) livros e filmes que marcaram sua vida. Resolvi trazer essa lista para o blog e decidi começar pelos livros. O que me espantou é que, apesar de gostar muito de ler e de ter uma pilha enorme de obras lidas em casa, eu não tenho muitas opções para colocar entre os melhores – sinal de que ainda tenho muita coisa para ler. Outro item que me chamou atenção é que a maioria dos livros que eu pensei é de mulherzinha, o que é bem óbvio porque quase não leio outro gênero. Mesmo assim, vale a pena dar uma nos que foram selecionados:

Casório (Marian Keyes)

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Foi o primeiro livro da Marian Keyes que eu li e, mesmo depois de anos, continua sendo o meu favorito dela. Tudo porque rolou uma super identificação com a Lucy, protagonista da história. Até hoje, não encontrei nenhuma personagem que fosse tão parecida comigo quanto ela. Lembro que minha mãe foi a primeira a ler Casório e disse que só pensou em mim enquanto descobria as aventuras de Lucy. Ela começa o livro indo a uma cartomante com as amigas do trabalho (coisa que eu faria), que lhe diz que ela vai se casar em breve. Esse fato é suficiente para fazer com que toda sua família ligue para saber da suposta novidade, já que ela é solteiríssima e não tem a menor chance de se casar (isso também aconteceria fácil fácil comigo). No meio do livro, ela conhece um cara legal por quem ela se apaixona, mas que não vale muito a pena (quem nunca passou por uma situação dessas, não é?). Com direito a algumas frases que eu poderia dizer a qualquer momento, como o “não, não tenho” quando perguntam a Lucy se ela não tem amor próprio, o livro foi uma verdadeira delicinha para mim. Espero terminar linda e feliz como a Lucy. Quem sabe?

Menina de Vinte (Sophie Kinsella)

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Descobri esse livro há uns quatro anos, em um período de crise. Estava em um daqueles momentos em que você não encontra felicidade em nada e decidi comprar esse livro para conhecer a autora. Não só conheci como amei. Lembro de passar a tarde toda lendo a história de Lara, que é assombrada pelo fantasma de Sadie, sua tia avó de 75 anos. É uma trama bem gostosinha e ideal para quem tem esse espírito de menininha, porque fala de assuntos que todas nós gostamos (relacionamentos, amizades, trabalhos e até mesmo moda). E foi graças a ele que eu comecei a me animar e ver minha vida de outro modo. Em uma parte do livro, Lara está tão desesperada para voltar com o ex-namorado que pede para sua tia convencê-lo da ideia. De certa forma, é cômico porque ele não vê o fantasma, mas começa a pensar na ex de uma hora para outra. Eles até retomam o namoro, mas ela percebe que aquilo não é natural e que ele não gosta dela de verdade (um mega ensinamento pra todo mundo, vai?). Hoje não sei se é o meu favorito, mas é guardado com muito carinho por ter sido muito especial. Daqueles que dá um ciuminho só de pensar em emprestar para alguém.

Toda a série da Becky Bloom (Sophie Kinsella)

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Depois de ler Menina de Vinte, resolvi ler todos os livros da Sophie. Não sei bem o porquê, mas acabei deixando a série da Becky Bloom para o final da lista. Li o primeiro e achei ok, mas aí li o segundo (Delírios de Consumo na 5ª Avenida) e percebi que eu estava completamente encantada pela personagem-título. A Becky é tão verdadeira que mais parece nossa melhor amiga. E digo mais, toda menina se acha parecida com ela. Eu tenho a mesma vontade de entrar na loja “só para dar uma olhadinha” e sair com mil sacolas “porque poxa, estava na promoção e não dava para ignorar um preço tão bom”. Tenho também a mania de saber de alguma coisa e já criar uma história mirabolante em cima do fato. Basta a Becky descobrir que vai conhecer uma personalidade para imaginar que será melhor amiga da fulana e que as duas farão compras juntas. No fim, dá tudo errado e ela nem chega a ver a pessoa. Ela é engraçada e até um pouco louquinha, mas me faz feliz de uma forma tão linda. O mais bacana de tudo é saber que a série não acabou. Já contei que o novo livro vai chegar no Brasil logo logo. Mal posso esperar!

Toda a série O Diário da Princesa (Meg Cabot)

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Já contei em pelo menos dois posts da minha paixonite por essa série. Assim como a Becky Bloom, a Mia é outra personagem que eu queria que fosse real. Assisti primeiro ao filme e comprei o livro meses depois para então descobrir que a saga escrita é mil vezes melhor do que a cinematográfica. E o mais engraçado é que a própria Mia tira sarro do filme no quarto volume (se não me engano) com direito a frases do tipo: “eu jamais moraria em São Francisco. Nova York é muito mais legal”. Quando o primeiro livro chegou, em 2002, eu tinha 14 anos e a Mia também. Nós praticamente crescemos juntas e passamos pelas mesmas coisas. Ficava enlouquecida quando ia à livraria por acaso e descobria que tinha uma nova parte da história para ler. Até que cheguei ao décimo volume e, logo de cara, li que seria o último. Bateu uma tristeza tão grande que eu li o livro todo com clima de nostalgia. Era 2009 e eu estava a poucos meses de me formar na faculdade, assim como a Mia estava prestes a se formar no colégio. Fora que nós duas amamos escrever, fazemos listas do que devemos ou poderíamos fazer e temos outras manias em comum. Talvez um dia a Meg Cabot resolva continuar a saga. Eu ficaria muito feliz!

Como Eu Era Antes de Você (Jojo Moyes)

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Também já falei sobre ele. Conheci a Jojo no ano passado, quando ganhei um vale-presente da Livraria Cultura de aniversário e troquei pelo livro A Última Carta de Amor. Uma amiga estava lendo Como Eu Era Antes de Você na mesma época. Lembro de terminarmos nossas leituras praticamente ao mesmo tempo. Ela me perguntou se eu tinha chorado e eu disse que sim, mas de emoção. Ela me respondeu que, no caso dela, tinha sido de tristeza. Pronto, queria ler o livro dela também. Comecei achando bom, mas aí acabei me viciando tanto que não conseguia mais largar. Matei o final na metade do livro e só por isso tinha certeza de que não iria chorar. De fato, aguentei firme até a última palavra escrita. Mas aí fechei o exemplar, comecei a pensar em tudo que tinha lido e chorei feito doida. Não me identifico com a Lou, nem com o Will, mas digo com toda a certeza que foi o livro mais lindo que eu já li na vida. Desde então, tenho um carinho gigante pela Jojo. Ela tem a capacidade de pegar uma história simples e transformar em algo que nos ensina de várias formas. Quero ver como vai ser no próximo livro dela, que será lançado em breve por aqui.

Querido John (Nicholas Sparks)

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Esse não é nem de longe o meu livro favorito, mas veio em um momento de crise na minha vida. Não tinha nada para ler, mas sabia que muita gente tinha gostado de Querido John. Isso tudo aconteceu na mesma época em que o filme baseado na obra estreou, então não se falava sobre outra coisa. Li o resumo, pensei “ih, será que eu vou gostar?” e comprei mesmo assim porque queria ter a minha opinião. Comecei e me vi tão encantada pela história que passava o dia todo contando sobre os capítulos para minha mãe. Depois dele comprei todos os livros do Nicholas Sparks. Hoje, eu estou um pouco enjoada dele. É sempre a mesma história, os mesmos acontecimentos, o mesmo final e eu já nem choro mais. Mas Querido John foi o primeiro dele que eu li e também é guardado com muito carinho por ter me ensinado muita coisa. O engraçado é que eu só percebi isso anos mais tarde.

Toda a série Harry Potter (J.K. Rowling)

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Ok, vai ser polêmico: não sou fã. Não tenho todos os filmes. Não lembro o nome de muitos personagens. Já esqueci de muita coisa que aconteceu ao longo da série. Não pirei nem quis comprar varinhas, cachecol e outros acessórios (com exceção das corujas) quando fui no brinquedo dele em Orlando. Mesmo assim, não dá para deixar de incluir a saga nesta lista. Acontece que Harry Potter representou muito para a minha geração (a dos nascidos no final dos anos 80 e começo dos anos 90). Nós estávamos começando a ficar conhecidos como crianças que não liam e preferiam ver televisão quando o primeiro volume lançou. Era 2000, eu tinha 12 anos e minha mãe me deu de presente porque tinha visto em algum lugar que era muito bacana. Li as 50 páginas iniciais e desisti. Até que saiu a segunda parte e eu fiquei muito curiosa para saber o que iria acontecer, então fiz uma segunda tentativa e acabei ficando viciada. Foi uma verdadeira revolução. Todo mundo contava nos dedos a data do próximo lançamento. Essa febre toda, para mim, durou até o quinto volume. Já tinha 15 anos e comecei a pegar um certo bode da história. Li as duas últimas partes com muita preguiça e até hoje achei aquele final bem mequetrefe. Mas foi – e ainda é – muito importante para todos nós.