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Parque da Disney ganhará atração inspirada no filme Frozen

Disney Festival of Fantasy Parade: The Princess Garden "Frozen"

Quem gosta dos parques temáticos da Disney (assim como eu) sabe que eles estão sempre pensando em novidades para atrair um número ainda maior de visitantes. A última grande mudança foi a nova Fantasyland, área infantil reinaugurada no final de 2012 e que só ficou completa em maio deste ano com a montanha-russa dos Sete Anões – o brinquedo, aliás, é superfofo (dá para ver o vídeo aqui).

Os imagineerings, como são chamados os engenheiros que trabalham para renovar os parques, também estão de olho no gosto do público na hora de inventar uma nova atração. Eles prestam atenção no comportamento dos visitantes e, claro, nos filmes que fazem sucesso.

O fato é que não dá para falar em sucesso sem lembrar da mais recente conquista da Disney: Frozen, filme que estreou no Brasil no começo do ano e se tornou a segunda animação da Disney mais vista no mundo. E a história das irmãs Anna e Elsa ainda dará muito que falar. Isso porque elas ganharão um brinquedo exclusivo em breve.

Ai meu coração! Como aguentar tanta ansiedade? Já fico na expectativa só de ver essa plaquinha! (Foto: Disney Mágica)

O mais bacana é que a atração ficará no Epcot, parque que mistura tecnologia, ciências e a diversidade cultural. Quem costuma ir lá sabe que o local realmente precisava de uma mudança, pois há anos não ganhava novas atrações. A última novidade tinha sido uma reformulação no Test Track, que simula testes em carros, mas que, sinceramente, não acrescentou em nada (só deixou o brinquedo mais moderno).

A nova aventura de Frozen ficará no pavilhão da Noruega, já que o filme se passa no país, e ocupará o espaço de outra atração, o Maelstron, que convida os visitantes a navegar em um barquinho para conhecer mais sobre a história e a cultura dos noruegueses. Apesar de antigo, estava sempre cheio e ocupava um lugar especial no coração de muita gente (inclusive no meu). Fiquei triste, mas já estou enlouquecida para ver como ficará. A Disney garante que vai reproduzir todo o reino de Arendelle no novo brinquedo – Oba!

Saudade desde já do Maelstron!

Saudade desde já do Maelstron!

Legal, né? Ainda não foi divulgada a data de inauguração, mas o Maelstron encerrará suas atividades em outubro. O importante é que vem muita coisa boa por aí!

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Adeus ao Backlot Tour

As novidades não ficam restritas ao Epcot. O Hollywood Studios, parque da Disney dedicado ao cinema, também disse adeus a uma antiga atração: o Backlot Tour. Nela, os visitantes percorriam estúdios em que eram gravados filmes e seriados e encontravam um rico acervo, com direito ao fusca Herbie, do longa de mesmo nome.

Eu gostava muito desse brinquedo, principalmente do final, em que o público participava de uma gravação de mentira, mas confesso que já não era a mesma coisa. Os estúdios estavam cada vez mais vazios e o percurso era muito longo.

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Não se sabe o que será feito com a área ocupada pelo Backlot Tour, mas há rumores de que virá algo relacionado à saga Star Wars. Será?

(Fotos: Disney Mágica, Destino Magia e WDW Magic)

Disney in Concert: Muito amor envolvido

Sem título

Quem me conhece – e quem lê este blog com frequência – sabe que eu sou completamente apaixonada por qualquer coisa relacionada à Disney. Por isso, fiquei louca quando soube do espetáculo “Disney in Concert”, em que uma orquestra sinfônica (no caso, a Orquestra Allegro) toca as músicas dos filmes mais clássicos da minha infância. Falei com uma amiga que é tão maluca por Disney quanto eu e nós compramos os ingressos no mesmo dia. O show ficou em cartaz apenas neste final de semana, no Teatro Bradesco, dentro do Shopping Bourbon (em São Paulo) e nós fomos na sexta (19).

Dividido em dois atos, o espetáculo intercala filmes antigos com outros mais novos e conta com a orquestra e seis cantores, entre eles a Lissah Martins – quem adora uma coisa trash, como eu, sabe que a moça foi integrante da Banda Rouge, aquela que cantava Asserejê – e traz um telão enorme que reproduz os trechos das animações. Como os ingressos estavam caros, nós escolhemos os mais baratos, que ficavam no balcão nobre, no último andar do teatro. Ou seja, não conseguimos ver o telão por inteiro, mas como sabemos de cor cada filme, não atrapalhou tanto.

O único ponto ruim é que muita gente que comprou para sentar lá atrás acabou sentando na primeira fileira (que não é vendida por conta da visão prejudicada do palco) e deixou muita gente furiosa pelo desrespeito. Mas né, ainda acredito que vamos conseguir mudar essa mania do brasileiro de querer levar vantagem em tudo.

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O show começa com uma abertura em que são tocados vários trechos dos filmes da Disney. A primeira é “Zee Pa Dee Doo Dah”, de “A Canção do Sul” e do brinquedo Splash Mountain, que fica no parque temático Magic Kingdom. Depois disso, vem o tema clássico do Mickey Mouse. Lembram que eu falei que choro com qualquer coisa? Pois é, bastou o primeiro acorde para eu já me emocionar.

E logo depois teve início o primeiro número, de “A Pequena Sereia”. O bacana é que eles tocaram várias músicas do filme. Em “Onde eu Nasci” (Under the Sea), teve até bolinhas de sabão para dar um efeito mais bonito. Na minha opinião, faltou “Kiss the Girl”, que é a minha música favorita de todas da Disney, mas fiquei feliz mesmo assim.

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No caso de “Pocahontas”, apenas a canção “Cores do Vento” foi tocada. Mas aí veio “A Bela e a Fera” com três músicas: “Bela”, “À Vontade” e a linda “A Bela e a Fera”. Vale destacar o preparo dos cantores, que realmente se esforçaram para ficar com as vozes parecidas com as de cada personagem. Todos estavam extremamente preparados e levantaram o público (inclusive as crianças) em vários momentos. Só não entendi porque “O Rei do Fogo”, de “Mogli – O Menino Lobo” foi escolhido para entrar no repertório. Não conheço ninguém que goste e os pequenos nem sabem da existência do filme. Não é o caso de “Mary Poppins”, que é antigo, mas adorado por todos. O número foi um dos destaques da noite, principalmente “Supercalifragilisticexpialidocious”.

O segundo ato começa com um medley de “O Corcunda de Notre Dame” (também não entendi ele ter sido escolhido), para então dar sequência ao momento mais aguardado do show: Frozen. No maior estilo Elsa, com trançona de lado e vestido azul, Lissah canta “Livre Estou” (Let it Go). Aliás, é bonitinho escutar várias meninas na plateia cantando também. Só que fica por aí. Podiam aproveitar o sucesso do filme para colocar outras músicas.

De Arendelle, somos transportados para Agrabah e cantamos duas músicas de “Aladdin”: “Amigo Insuperável” e “Um Mundo Ideal”. Na sequência, a orquestra toca sozinha a trilha de “Piratas do Caribe” – o primeiro filme inspirado em um brinquedo que já existia nos parques da Disney – e é a chance de ver o incrível trabalho dos músicos. Eu gostei muito, mas acredito que muitas crianças devem ficar cansadas. Para fechar, precisamos segurar as lágrimas em “O Rei Leão”. É lindo, mas de novo senti falta da principal música, “Hakuna Matata”. Ainda assim, é lindo pensar em como esse filme é universal. Eu vi no cinema, há vinte anos (estamos velhos) e fiquei tão encantada quanto as crianças que assistem hoje em DVD,

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Antes de se despedirem, os músicos cantam “Mundo Pequenino” (It’s a Small World) e recebem, de surpresa, o próprio Mickey. O ratinho mais famoso dos desenhos brinca, dança e até rouba a batuta do maestro e rege a orquestra no maior estilo “Fantasia”. Adorei e acho que podia ter ficado em cartaz por mais tempo. Apesar disso, acredito que é o tipo de programa que agrada mais a minha geração, nascida no final dos anos 80 e começo dos 90, do que as crianças. Faltou tocar mais de “Cinderela”, “Mulan”, “A Branca de Neve”, “Hércules” e outros clássicos. Quem sabe não fazem um Disney in Concert 2. Público com certeza teria. Fica a sugestão!