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Eu li: A Assombração da Casa da Colina – Shirley Jackson

Olá, pessoal! No último post aqui do blog, contei que amei a série A Maldição da Residência Hill (em cartaz na Netflix). Eu também contei que a série foi baseada em um livro e que fiquei doida quando soube. O livro em questão é A Assombração da Casa da Colina, escrito por Shirley Jackson. Ganhei a obra de Natal e li rapidinho para poder contar tudo para vocês! 🙂

Para quem não sabe, a Shirley Jackson é uma das maiores autoras de livros de terror e mistério do mundo. E A Assombração da Casa da Colina é considerado por muita gente como a melhor história de casa mal-assombrada da história. Lógico que eu estava com a expectativa lá em cima quando comecei a ler, né?

Antes de começar a falar sobre o livro, preciso contar sobre a série. Lá, a trama gira em torno de uma família composta por um casal e cinco filhos. Eles se mudam para uma casa durante um verão e logo começam a ver coisas muito estranhas acontecendo. As experiências da casa mexeram para sempre com eles, que agora são adultos e precisam lidar com todos esses traumas.

A história do livro

Bom, a história do livro é COMPLETAMENTE diferente. Tudo acontece quando Dr. Montague, especialista em fenômenos sobrenaturais, convida duas pessoas para passarem uma temporada em uma casa misteriosa. O objetivo é que ele possa registrar tudo que acontece de estranho para apresentar uma tese a outros especialistas. Além deles, está também o herdeiro da casa (a presença dele é exigida pela atual proprietária da mansão).

Algumas coincidências do livro com a série:

  • Os nomes: no livro, também temos uma Eleanor (a protagonista), uma Theodora e um Luke. Mas eles não são irmãos e têm personalidades bem diferentes nas duas histórias.
  • Os Dudley: os funcionários da casa existem. Na série, eles têm uma filha e são legais. No livro, não se sabe nada sobre isso e a Sra. Dudley é bem perturbada.
  • Hugh Crain: o pai da família da série existe no livro. Mas lá ele é quem projetou e construiu a Casa da Colina, tendo falecido décadas antes.

Na primeira metade do livro, acompanhamos a chegada de Eleanor à casa e sua convivência estranha e obsessiva com Theodora (que também foi convidada para o experimento). No início, ela não liga muito para a fama da casa, mas logo começa a presenciar coisas muito estranhas. E assim segue: os acontecimentos vão piorando e a gente fica naquela ansiedade para saber quem vai sair vivo da casa.

O que eu achei

O livro não tem nada a ver com a série, então é preciso separar as duas histórias. Para ser bem sincera, me lembrou muito mais o filme A Casa da Colinade 1999. Lá, um milionário resolve dar uma festa em uma casa mal-assombrada e convida várias pessoas que não se conhecem. Quem passar a noite toda na casa será premiado com 10 mil dólares. Eu AMAVA esse filme quando era adolescente (MORRIA de medo), então, li o livro com uma clima de nostalgia bem legal.

Se você gosta de filmes de terror (daqueles com vários clichês), recomendo MUITO assistir a este aqui!

A Assombração da Casa da Colina foi escrito em 1959, portanto, há 60 anos. Achei bacana que muitas palavras da época foram mantidas, mas ao mesmo tempo, a narrativa é um pouco cansativa e às vezes é difícil prestar atenção. Mesmo assim, é incrível pensar como a história ainda prende e funciona. Eu costumo ler à noite, antes de dormir, e sempre rolava um medo quando precisava apagar a luz do quarto. Vejam bem: eu tenho 30 anos, não tenho medo de histórias de terror, mas tive medo com este livro. Sinal de que é realmente bom!

A única coisa que eu não gostei é que o livro termina muito de repente. Achei que os acontecimentos de terror não são tão pesados assim (acaba que é uma coisa mais psicológica) e quando parece que vai ficar tenso de verdade, pah, o livro termina. Também achei que a conclusão dos outros personagens é rápida demais. Sei lá, fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Mas, se a gente lembrar que o livro é dos anos 1950, é incrível pensar como ainda dá medo.

 

Eu gostei muito e indico para todo mundo que também curte histórias de terror. Só vale lembrar mais uma vez que o livro não tem nada a ver com a série, por isso, esqueça comparações, ok?

Um beijo e até o próximo post!

Por que você precisa ver Stanger Things?

Olá, pessoal! A menos que você viva em outro planeta, certamente já ouviu falar sobre Stranger Things, a nova série da Netflix. Não é novidade para ninguém que a série já é um sucesso absoluto: ela estreou no dia 15 de julho e, no dia seguinte, muita gente já tinha caído de amores. Outra prova é a nota 9,2 no IMDB, uma das maiores que eu já vi na plataforma. Mas a pergunta que não quer calar é: vale a pena mesmo assistir?

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Eu respondo: sim, vale MUITO a pena! Eu já tinha lido uma notinha sobre a estreia da série na revista Glamour, mas confesso que não tinha me interessado muito. O que me chamou atenção mesmo foi a nota altíssima no IMDB. Diante disso, não tive muita opção a não ser assistir. E, olha, bastam os primeiros minutos pra você perceber que já foi conquistado – e que não vai sossegar enquanto não terminar tudo (sim, amiga, pode desmarcar todos os compromissos que tiver pela frente porque você dificilmente sairá da frente da televisão).

Se ainda não está convencida, dá uma olhada nessa listinha que eu preparei abaixo com os principais motivos que me fizeram AMAR Stranger Things.

 

É suspense – mas não dá tanto medo assim

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Muita gente gosta, mas eu tenho verdadeiro pavor de séries de comédia. O ator faz uma piada, a plateia ri e eu penso “nossa, cadê a graça nisso?”. Por isso, o fato de Stranger Things ser um suspense já me deixou com a pulguinha atrás da orelha. A trama gira em torno do misterioso desaparecimento de um garoto, mas, na real mesmo, a coisa vai além e fala sobre ciência, fantasia e as teorias do mundo inverso, que seria uma outra dimensão da realidade. Muita gente não quer ver porque acha que vai ficar com medo, mas nem dá tanto assim. Rolam uns sustinhos e tem um monstro bizarro, mas a vontade de saber o que vai acontecer é bem maior. É como se fosse mesmo um livro do Stephen King.

 

É uma homenagem das mais lindas aos anos 80

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Eu nasci no finalzinho dos anos 80 e, portanto, não me lembro muito de como a vida era naquela época. Stranger Things se passa em 1983 e, na verdade, é uma homenagem aos filmes clássicos da época, como Os Goonies e ET. Algumas semelhanças são super perceptíveis. Fora a delícia do figurino, dos objetos (inclua aqui as bicicletas famosas da época e os walkie-talkies), dos penteados e até mesmo da vinheta de abertura e do logo da série, inspirado nos livros do autor Stephen King.

 

Tem um clima de nostalgia muito gostoso

Stranger Things

Como a série se passa nos anos 80, a gente já sente saudade logo de cara. E não importa se você nasceu depois porque a sensação é a mesma. Os protagonistas são membros de um grupo de amigos de 12 anos de idade, que embarcam uma aventura tensa, mas muito gostosa. Tudo isso remete aos filmes que a gente assistiu na Sessão da Tarde quando era criança e, consequentemente, rola todo um clima de nostalgia. Na hora que comecei, já lembrei de quando era adolescente e gastava minha mesada alugando filmes VHS (o pai do DVD) na locadora. Ô saudade!

 

Você vai se apaixonar perdidamente pelos protagonistas

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O nome mais conhecido do elenco é a atriz Winona Ryder, que, por sinal, ficou famosa na década de 80, e agora interpreta a mãe de Will, o garoto desparecido. Mas, como falei aqui em cima, o foco fica mesmo no grupo de amigos de Will, que fazem de tudo para encontrá-lo. No meio desse caminho, é impossível não se apaixonar pela Eleven, uma garota com poderes sobrenaturais que é MARAVILHOSA e a personagem mais incrível de toda a série. Eu também morri de amores pelo Dustin, um dos meninos do grupo, que é o mais fofo e dá os melhores conselhos!

 

A trilha sonora é maravilhosa

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Os anos 80 tinham toda aquela pegada eletrônica e isso é visível na série. A música de abertura, que foi inspirada na música do filme Halloween, é intrigante e totalmente retrô. Algumas músicas foram compostas para a própria série e são igualmente incríveis, combinando super com o clima das cenas. E também tocam, é claro, algumas músicas que fizeram muito sucesso na época, como a clássica “Should I Stay or Should I Go?”, do The Clash. Tem até playlist no Spotify – clique aqui para ouvir!

 

São poucos episódios

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Não sei vocês, mas um dos motivos que me dão preguiça de ver séries é que elas parecem nunca ter fim. Quando assisto a alguma que tem mais de 15 episódios, já me dá aquela sensação de que a coisa vai ser eterna. Outro ponto que me fez amar Stranger Things: são apenas 8 episódios (na verdade, eles são chamados de capítulos). É muito bom porque você consegue tranquilamente assistir tudo numa tacada só. Ou, se preferir ver picado (tenho dó de assistir tudo em sequência), terá apenas uma semana de vício. Juro, todas as séries podiam ser assim!

 

O final é perfeito – e você não vai se aguentar até a próxima temporada

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A série é tão curtinha que a gente acha que não vai ter como resolver o conflito central. Não vou contar o que acontece, óbvio, mas posso garantir que o final é muito bom. O último episódio, aliás, é tão tenso que você nem pisca com medo de perder alguma informação. Ficaram algumas dúvidas no ar, mas a boa notícia é que os diretores já confirmaram uma segunda temporada. Falaram que seria uma nova história, mas eles desmentiram e afirmaram que vai ser continuação. Ponto ruim: só vai estrear no ano que vem. Como faz para segurar a ansiedade, Brasil?

 

E você, já assistiu? O que mais gostou?

 

Um beijo e até o próximo post!