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Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 11

Olá, pessoal! Os posts do diário da viagem continuam e chegou a hora de contar como foi nosso penúltimo dia em Las Vegas. Quem leu o post anterior, já sabe que eu não encontrava por nada a chave do cadeado de uma das minhas malas. Tentei de tudo e até comprei grampo para seguir alguns tutoriais do YouTube, mas nada deu certo. Por isso, assim que acordamos eu decidi ligar para a recepção do hotel e pedir ajuda.

Uns 10 minutinhos depois, bateram na porta e era o Bryan, um senhor muito simpático que também tentou abrir o cadeado sem ter que quebrar, mas não teve jeito. Eu falei que ele podia quebrar se precisasse e assim ele fez. Por sorte, eu já tinha comprado dois cadeados reservas no dia anterior. Nem preciso dizer que depois de todo esse auê, eu encontrei a chave do cadeado escondidinha atrás da outra mala, né?

Descemos para tomar café na Starbucks do nosso hotel e de lá já seguimos para pegar o monorail rumo ao The Venetian, um dos hotéis mais famosos de Las Vegas e inspirado em Veneza. É um dos mais luxuosos e tem um shopping imenso lá dentro, onde você pode andar de gôndola. Nós ganhamos esse passeio de presente de duas amigas (obrigada, Cláu e Bo) e reservamos esse dia para fazer isso.

Fala se não é a coisa mais linda do mundo

A estação mais próxima do The Venetian é a do Harrah’s. Fomos andando e antes de entrarmos no shopping, vimos a escada que levava ao Madame Toussauds, o famoso museu com estátuas de celebridades feitas de cera, que fica nesse mesmo hotel. Eu não fazia tanta questão de ir porque já fui em outras unidades desse mesmo museu, mas a Tâni (minha amiga que viajou comigo) queria ir, então foi a primeira coisa que fizemos.

O Leo pediu uma foto comigo… fazer o que né?

Custa U$ 25 por pessoa e é bem pequeno, mas tem uma área só com celebridades marcantes de Las Vegas (como Elvis Presley) e outra totalmente inspirada no filme Se Beber, Não Case. O ingresso também inclui um filme 4D dos Vingadores (não me perguntem o que Os Vingadores têm a ver com esse museu, até hoje não entendi). No geral, recomendo o Madame Toussauds só se você nunca tiver ido nesse museu ou se fizer muita questão. Não é algo que vá fazer diferença na sua viagem.

Passeio de gôndola

Depois que a gente saiu do museu, seguimos para o Grand Canal Shoppes, o shopping de luxo do The Venetian. Eu já sabia que dava para andar de gôndola na área externa e na interna do shopping, mas comecei a estranhar que a parte de fora parecia fechada. Quando chegamos na parte interna e fomos comprar o ingresso, descobrimos que as gôndolas externas realmente não estavam funcionando por conta do calor (46 graus, né gente?).

Andrea foi um fofo

Não lembro exatamente do valor dos ingressos (até por ter sido um presente das nossas amigas), mas acho que foi algo em torno de U$ 40 por pessoa. Quase não tinha fila, então, logo depois entramos na gôndola e quem nos levou foi o Andrea, um italiano muito fofo que cantou várias músicas – aliás, todos os gondoleiros de lá cantam demais.

O passeio dura 15 minutos e é uma graça. Não é algo que vá tirar seu fôlego, mas é um item que eu considero obrigatório fazer em Las Vegas. O mais legal de tudo é que você vai se impressionar com a beleza do shopping, que tem parte do teto pintada como se fosse um céu azul. Em muitos momentos, realmente parece que você está em Veneza.

A arquitetura do The Venetian realmente deixou a gente impressionada

As lojas do Grand Canal Shoppes são caríssimas e a única coisa que eu comprei lá foi o Duraline da Inglot, por U$ 14. Demos uma voltinha, tiramos algumas fotos e paramos para almoçar no Johnny Rocket’s.

A Sephora do The Venetian fica fora do shopping, então, a gente fez todo o caminho de volta e eu finalmente pude comprar os meus produtos de maquiagem. Fui com uma listinha e pedi ajuda da Tâni e de uma vendedora para acertar no tom de algumas bases e corretivos. Quando fui pagar, só rezava para ter dinheiro. E olhem só: foi a vez em que eu gastei menos em uma Sephora (mas calma que essa história continua…).

Mais hotéis e compras

Tivemos que fazer todo o caminho de volta, mais uma vez, desta vez para podermos ir aos hotéis Wynn e Encore, que ficam do outro lado da rua. Os dois são maravilhosos, extremamente luxuosos, mas eu fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Eu sabia que eles tinham jardins maravilhosos, mas, na verdade, é um jardim só. É bonito e vale a pena conhecer mais pelo luxo.

Esse carrossel do Wynn é maravilhoso

A melhor parte é que na frente do Wynn e do Encore fica o Fashion Show, um shopping enorme com todas as lojas que vocês imaginam. Eu queria ir lá para fazer comprinhas na Forever 21 (que só tem lá) e resolver um problema com um cabo que eu comprei para o meu celular na Apple.

A Forever 21 é gigantesca e deu para comprar algumas coisinhas, mas a gente descobriu que o shopping era incrível e não quis sair de lá rsrs… Na verdade, a Tâni precisava ir na Victoria Secret’s para comprar umas encomendas para uma amiga dela e a gente aproveitou para comprar algumas coisas para nós também. Além disso, eu vi uma Sephora e resolvi comprar alguns produtos que não tinham na outra loja (e, com isso, acabei gastando o que eu gasto mesmo na Sephora).

A ideia era jantar no shopping mesmo, mas a gente tinha ingresso para assistir ao show do Criss Angel e ficava do outro lado da Strip, ou seja, teríamos que fazer uma verdadeira maratona. Como o lugar era por ordem de chegada, a gente resolveu ir logo para trocar os ingressos e comer por lá antes do show.

Como é o show do Criss Angel?

Bom, quando eu falei que a gente ia ter que fazer uma maratona, foi uma maratona de verdade. Saímos do Fashion Show, atravessamos a rua e tivemos que ir andando até o Harrah’s para pegar o monorail. Pegamos e descemos na estação do MGM Grand, a última do lado sul da Strip.

De lá, atravessamos a rua, fomos para o Excalibur e pegamos um trem até o Luxor, onde era o show. No geral, acho que foi quase 1 hora nesse trajeto, debaixo de calor e carregando um monte de sacola pesada. Pensem na nossa situação…(o lado bom é que eu voltei de viagem 2 kg mais magra, de tanto que eu andei).

O Luxor é inspirado no Egito, então, o hotel é todo em forma de pirâmide e ele tem uma esfinge bem na porta. É legal e eu fiquei curiosa para ver o elevador, que anda de lado por conta desse formato de pirâmide, mas achei que faltam mais atrações inspiradas nessa temática. Sei lá, uma exposição de múmias, um show de dança do ventre, vai saber né, em Las Vegas vale tudo! 🙂

Super acho que poderia ter um show de múmias no Luxor rs

Trocamos nossos ingressos e fomos jantar no Mandalay Place, o shopping do hotel Mandalay Bay, que fica integrado com o Luxor. A gente não sabia muito bem onde comer, até que vimos um lugar de pizza e sentamos no bar mesmo para dividir uma pizza de peperoni. Aí foi o tempo de voltar, deixar nossas mochilas na recepção (não pode entrar no show de mochila) e ir para o teatro.

Desta vez, sentamos em um lugar muito bom. Para quem não sabe, o Criss Angel é um ilusionista conhecido por fazer vários truques de levitação. Ele tinha um programa de TV que ficou bem famoso aqui no Brasil, mas eu não sabia muito bem o que esperar desse show. No fim, gostamos bastante. Alguns números são realmente impressionantes e ele é muito carismático, sempre interagindo com a plateia. O show dura uma hora e meia e a gente achou que passou muito rápido, sinal de que foi bom.

Não sei se eu veria de novo, mas esse show que nós vimos acabou. Pois é, em breve o Criss Angel vai apresentar um novo show em outro hotel e ele prometeu que vai ser bem melhor, inclusive vai fazer com que o público levite também. Como eu gostei bastante do que eu vi, eu iria nesse novo por curiosidade. Acho que vale a pena se você entende bem inglês e gosta de truques de mágica.

Depois disso, fizemos o caminho de volta: pegamos o trem até o Excalibur, de lá seguimos para o MGM Grand e entramos no monorail rumo à estação do nosso hotel, o Westgate Resort & Casino. Quando chegamos, estava o maior auê para pegar o elevador. Isso porque estava rolando uma festa à fantasia com uma galera que estava em uma convenção lá no hotel. Demorou para subirmos, mas foi engraçado ver o povo fantasiado. Coisas que só acontecem em Las Vegas.

 

E aí foi aquele ritual: banho, colocar pijama, ligar o despertador, colocar a bateria da câmera para carregar. Eu já estava tristinha porque iríamos embora no dia seguinte. A sorte é que o nosso voo era só de madrugada, então, teríamos um dia inteirinho pela frente. Mas isso eu conto no próximo post.

Um beijo e até lá!

[Especial Califórnia] O que fazer em San Francisco

imageFinalmente encontrei um tempinho para escrever sobre a minha última parada na Califórnia. Descobri que o fato de demorar para postar não tem a ver apenas com a correria do dia a dia, mas porque ando com uma saudade enorme desta viagem. Até mesmo a escolha das fotos já dá aquela dorzinha no peito. E agora, praticamente um mês depois de voltar de lá, posso dizer com toda a certeza que San Francisco é mesmo especial. Rolou uma pressão porque todo mundo (juro, todo mundo sem exceção) me disse que a cidade era linda e que eu iria adorar. Estava completamente apaixonada por San Diego e costumo ser do contra, então rolou um medinho de eu não gostar. Mas, aos poucos, percebi que isso é impossível. A cidade é incrível e eu explico agora os motivos:

Charles M. Schulz Museum (Museu do Snoopy)

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Certo, o primeiro item deste post não é em San Francisco. Mas foi uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei por lá, então resolvi compartilhar. Fãs do Snoopy e de toda a turma das tirinhas Peanuts não podem deixar de visitar o museu criado em homenagem ao desenhista Charles M. Schulz, criador dos quadrinhos. O espaço fica em Santa Rosa, pouco mais de uma hora de San Francisco, e traz alguns detalhes sobre os personagens e uma reprodução extremamente fiel da escrivaninha de Schulz. Logo ao lado do museu há um café (que o próprio cartunista gostava de frequentar) e uma pista enorme de patinação. Além disso, existe uma lojinha temática. Experimente sair de lá sem ao menos uma sacolinha. Eu não consegui…

Sonoma/ Napa Valley

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Além do céu azul e da natureza abundante, a Califórnia também é conhecida pelos ótimos vinhos. Por isso, visitar uma vinícola é um item obrigatório em qualquer roteiro. As principais produções ficam entre as regiões de Sonoma e Napa Valley. Nós fomos na vinícola do Francis Ford Coppola, que, para quem não sabe, é um dos maiores cineastas do mundo (a trilogia O Poderoso Chefão, por exemplo, é dele). O lugar é muito bonito, com clima de campo, e funciona como clube no verão. Dá para pagar uma diária e curtir a piscina. O tour, apesar de rápido, dá acesso ao processo de fabricação dos rótulos e ainda permite a degustação de quatro vinhos (já adianto: gostei de todos). Vale esticar o passeio com um almoço no restaurante da vinícola. No menu, receitas típicas da culinária italiana. Recomendo o calzone, que é maravilhoso!

Pier 39

image Não tem jeito: qualquer turista que vá a San Francisco pela primeira vez tem que passear pelo Pier 39. Além de lojinhas com todos os tipos possíveis de souviniers – tem até pet shop chiquetosa – o espaço conta com restaurantes variados, carrossel e uma das maiores concentrações de leões marinhos da Califórnia. Eles se refugiaram lá após o terremoto de 1989 e não saíram mais. São tão bonitinhos que eu poderia passar horas observando os bichinhos brincando. Não sei vocês, mas eu sempre me perguntei o porquê de terem escolhido o Pier 39 para virar ponto turístico. Acontece que a presença dos leões marinhos impedia a chegada de navios e, com isso, ele foi transformado em uma espécie de shopping a céu aberto.

Fisherman’s Wharf

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Bem próximo ao Pier 39, fica outro cartão-postal da cidade. O Fisherman’s Wharf funciona como um mercado, em que são vendidos (adivinhem só) diversos frutos do mar. Não há muita coisa a fazer por lá, mas vale a pena escolher um restaurante. Eu recomendo a Boudin, padaria-boutique que vive lotada. Conhecida por fazer pães fresquinhos, oferece aquele sopa bem quentinha dentro do pão italiano. Eu pedi o creme de tomate e AMEI!

Passeio de bondinho

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O que eu mais queria fazer em San Francisco era passear de bondinho. Sim, aquele famoso bondinho que sobe e desce ladeiras pra lá de íngremes. Fomos logo no nosso primeiro dia e bem cedinho porque as filas ficam enormes. O tíquete custou cerca de 7 dólares, mas é possível comprar um passe que dá acesso a todo tipo de transporte público. Os bancos externos são os mais disputados, então é bom ficar esperta para garantir um lugar. Como não tínhamos um destino certo, fizemos o trajeto todo da linha, saindo do Ghirardelli Square e indo até a Market Street. Achei incrível porque o bonde para no meio da rua para que outros passageiros possam subir ou descer. O visual é aquele dos filmes mesmo, bem charmoso. Passeio imperdível!

Golden Gate

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Outro local que eu eu queria muito visitar era a famosa ponte Golden Gate. Tinha visto tantas fotos e vídeos da ponte que eu queria saber se ela era mesmo especial. E é viu, gente! A construção é impactante. Para terem uma ideia, a travessia de carro demora mais de dois minutos. Normalmente, ela fica encoberta e raramente é vista assim, com céu azul. Eu tentei tirar foto antes, mas o dia estava cinza e eu não estava 100% feliz com o resultado. O tempo em San Francisco, aliás, é dessa forma: nublado de manhã e ensolarado à tarde. Por isso, experimente passar pela ponte no final da tarde. As chances de conseguir um visual como este aí em cima são muito maiores!

Salsalito e Tiburon

image Ao cruzar a Golden Gate, você terá acesso a duas cidadezinhas extremamente charmosas: Salsalito e Tiburon. A primeira é menor e tem casinhas em cima dos morros, característica que oferece uma atmosfera campestre. A segunda é mais chique e tem um custo de vida mais elevado. Vale reservar algumas horinhas da manhã e passear de carro pelas cidades. Gostei tanto das duas que não sei dizer qual é a minha preferida.

Alcatraz

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Nem todo mundo sabe, mas há uma construção bem no meio da baía de San Francisco que funcionou, até os anos 60, como o principal presídio de segurança máxima dos Estados Unidos. As operações por lá foram desativadas, mas o prédio continua aberto e recebe diversos tours diariamente. O passeio é narrado por ex-funcionários, que ajudam a mostrar todos os detalhes do espaço. E olha só que boa notícia: tem traduções em milhões de idiomas, incluindo o português. É muito legal, bem feito e chega até a dar medo em algumas partes. Vale MUITO a pena!

Lombard Street

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Uma das ruas mais tradicionais da cidade, a Lombard tem um trecho sinuoso que permite um trajeto muito interessante para carros. As curvas fechadas são decoradas com jardins lindos e muito floridos. O colorido dá um charme especial e a paisagem é maravilhosa inclusive para quem desce a pé. Difícil mesmo é subir depois…

Alamo Square

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San Francisco também é conhecida pelas casas coloridas, com janelas do tipo bay window. Um dos locais onde é possível avistar essas construções é o tradicional Alamo Square. Ao contrário do que eu pensava, as casinhas ocupam apenas uma parte do quarteirão, mas oferecem uma das vistas mais interessantes da cidade. Olha que bacana avistar essas construções e os prédios modernos lá atrás. Fora que há um parque muito gostoso por lá. Vale a pena reservar pelo menos dez minutinhos para dar uma voltinha!

Market Street

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Eis aqui um paraíso para nós, mulheres consumistas. A Market é O lugar para fazer compras. Começo dizendo que ela abriga uma das maiores unidades da Forever 21 que eu já vi na vida. São três andares de perdição e loucura, a ponto de eu ter que desistir de olhar tudo para evitar estragos financeiros. É lá que fica também o Westfield, shopping mara com lojas bacanudas – Aéropostale, Victoria’s Secret e H&M são alguns exemplos – e escadas rolantes circulares (não sabia que existiam coisas do tipo até então). Termine o passeio com uma visitinha na Macy’s e suba até o último andar, onde fica uma unidade da The Cheesecake Factory. Aí é só escolher um sabor (ou vários) e se inspirar com a vista.

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