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Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 6

Olá, pessoal! Quem tem acompanhado os posts do diário da viagem que eu fiz recentemente? Bom, depois de cinco dias em Anaheim, cidade onde ficam os dois parques da Disney na Califórnia, chegou a hora de dar tchau. A partir deste post, vou contar como foi a segunda parte da viagem, quando fomos para Las Vegas.

Na verdade, esse dia começou bem cedo. Nós voltamos da Disneyland bem tarde, terminamos de arrumar as malas e programamos o despertador para as 6h porque agendamos para um carro da Limos nos buscar às 7h30 para nos levar ao aeroporto. Até aí, beleza. De madrugada, umas meninas que estavam no quarto do lado do nosso começaram a BERRAR. O tempo foi passando e era um tal de esmurrar a porta, gritar no meio do corredor e por aí vai.

No começo a gente ficou com medo de abrir a porta e alguém ter uma faca ou coisa assim (vai saber né), mas uma hora eu me irritei porque a gente não conseguia dormir de jeito nenhum e vi que eram mais de 3h da manhã. Abri a porta e tinham duas meninas (bem grandes tá, não eram crianças) já correndo para entrar no quarto delas. Mandei logo um: “We are trying to sleep” (a gente está tentando dormir).

Parou um pouco depois disso, nós acordamos mortas de sono e fizemos questão de perguntar para a recepcionista do hotel se ela sabia o que tinha acontecido. A resposta dela foi: “sim, realmente tinham umas meninas gritando. Eu avisei que elas estavam atrapalhando, mas ah, era muito tarde para ligar para a polícia né?”. Falei que estavam no quarto do lado do nosso, que a gente não conseguia dormir e que eu mesma estava pensando em ligar para a polícia. Antes de irmos embora, eu dei uns gritos na porta delas, bati várias vezes na porta e na janela e deixamos uma cartinha bem simpática #sqn. Aqui se faz, aqui se paga, né mores? 🙂

Por que decidimos ir de avião para Las Vegas?

Sim, é verdade que a maioria das pessoas vai da Califórnia para Las Vegas de carro (de Los Angeles demora cerca de quatro horas e dizem que o caminho é bem tranquilo). Acontece que eu nunca dirigi nos Estados Unidos e minha amiga não se sentia à vontade para dirigir lá, então, fiquei com receio de pegar no sono ou ficar cansada e colocar a vida de todo mundo em risco – sou dramática, eu sei.

Decidimos ir de avião mesmo e pagamos menos de R$ 200 por um voo da American Airlines que saía ao meio dia. Lembram que eu falei que marquei do motorista nos pegar em Anaheim às 7h30? Ele chegou pontualmente e eu marquei com MUITA antecedência porque fiquei com medo do trânsito de Los Angeles (da outra vez que eu fui para lá, fiquei um sábado inteiro presa no trânsito e me deixou traumatizada), mas acabou que a gente chegou bem cedo.

Nos Estados Unidos, você precisa pagar se vai despachar as malas e faz o check-in sozinho, em totens próprios da American Airlines. A gente sofreu um pouco para conseguir entender como funcionava e só conseguimos pagar pelas malas com cartão de crédito. Ah, a maioria das companhias aéreas (incluindo a American) cobra U$ 25 por mala, mas algumas podem ter custo maior, então, é bom ficar de olho antes de comprar a passagem.

Bom, deu tempo suficiente para passar pelo raio-x, comprar revistas americanas de fofoca (que eu AMO) e de comer. No fim, pedimos uma porção de batata-frita por U$ 8 e uma Coca-Cola de 600 ml para dividir. Tínhamos um chocolate na bolsa, então ninguém passou fome.

O voo de Los Angeles para Las Vegas dura 40 minutos e é bem tranquilo. Já tinha viajado de American Airlines partindo daqui do Brasil e nunca gostei muito da companhia, mas os voos internos dos Estados Unidos são diferentes: os comissários são mais atenciosos e o avião é bem moderno. Imaginem só, tinham vários filmes em um voo curtinho. A única coisa é que não servem nada, só deram água por conta do calor (pelo menos foi o que avisaram).

Chegada em Las Vegas

Antes de mais nada, preciso dizer que eu fui para Las Vegas com uma impressão bem ruim. Isso porque minha mãe tinha ido duas vezes a trabalho e vivia me dizendo que a cidade era só jogo e sexo. Depois eu entendi que ela deve pensar isso porque foi para coordenar um grupo de homens – e muitos nunca tinham viajado para fora do Brasil. Imagino sua situação, mamis!

Chegar de avião é muito legal porque dá para ver a Strip (avenida mais famosa) lá do alto, especialmente se você se sentar do lado direito do avião. Pousamos e os comissários pediram para fechar as janelas e abrir todas as saídas de ar-condicionado por causa do calor. Nunca tinha visto isso na vida, então já pensei: “é, o calor realmente deve estar de matar” (um beijo, Bola de Fogo).

Pegamos um táxi e fomos para o hotel. Minha primeira experiência com táxi lá foi ruim porque eu estava sem troco, o taxista também e, no fim, ele me levou quatro dólares embora (quatro dólares podem ser pouco para ele, mas equivalem a R$ 16, né?). Entramos no hotel e ficamos impressionadas: era um mix de gente, brilho, jogos no cassino, noivas e por aí vai. Uma moça nos perguntou se estávamos chegando para nos hospedar e fomos para uma fila. Sim, TEM FILA QUILOMÉTRICA PARA FAZER O CHECK-IN.

Nosso quarto no Westgate Resort & Casino

Nesse auê todo, chega um cara bem bizarro perguntando se eu era solteira ou casada. Falei que era solteira e ele perguntou se podia pegar meu telefone. ÓBVIO que eu respondi apenas um “não” e ele respondeu: “ah tá, você tem uma bunda bem bonita”. JURO! Me senti um pedaço de carne e lembrei da minha mãe falando que Las Vegas era só jogo e sexo. Fiquei brava de verdade, mas ainda bem que passou e eu logo percebi que o cara é que era um babaca.

Bom, o hotel estava LOTADO e apesar de termos feito uma reserva que incluía um quarto com duas camas king, o cara que nos atendeu disse que não tinha quartos assim disponíveis naquele momento, mas que a gente podia tentar mais tarde. A parte boa é que a galera em Las Vegas realmente quer que você tenha a melhor estadia possível e ele ofereceu duas opções de quartos: um maior ou um com vista para a Strip, mas menor. Ficamos com a segunda e gostamos MUITO! Acabou que ele deu um baita upgrade porque ficamos na torre central, que era bem melhor que as outras.

Programação no primeiro dia

Nós tínhamos agendado para assistir ao espetáculo O do Cirque du Soleil, um dos mais famosos de lá. Acabou que demorou para conseguirmos um quarto, então, foi o tempo de tomar banho e colocar uma roupa mais arrumadinha (eu recomendo colocar uma roupa mais arrumada para os shows. Ninguém vai olhar torto se você estiver de shorts e tênis, mas a galera se arruma mesmo e nos sentimos mal quando estávamos basiquinhas).

Pedimos um Uber porque ainda não sabíamos como andaríamos na cidade, mas aqui vai outra dica: usem o monorail de Las Vegas, que passa por boa parte da Strip e ruas próximas. Aliás, fiquem em um hotel que tenha estação do monorail integrada. Nós ficamos no Westgate Resort & Casino, que tem estação do monorail, e foi nossa salvação. Você paga U$ 30 para usar o trem de forma ilimitada por três dias. Vale MUITO a pena!

Descemos no hotel Bellagio, que é onde acontece o show O, trocamos nossos ingressos e demos uma voltinha por lá. Os hotéis da Strip são enormes e você pode se perder lá dentro, então, o segredo é entrar sabendo o que você quer ver. Dentro do Bellagio, nós queríamos ver o jardim (que é MARAVILHOSO) e a maior fonte de chocolate do mundo. Ah, só para constar: o Bellagio foi o hotel que eu mais gostei em Las Vegas. É lindo e passar pelo menos uma noite nele virou meu sonho de princesa. Quem sabe um dia, né?

Status: apaixonada pelo Bellagio

Saímos de lá e fomos para o Aria, que ficou marcado na minha cabeça por ser o hotel do filme Última Viagem à Vegas, que eu adoro. Andamos um pouco no shopping Crystal, que fica dentro do Aria, mas as lojas são caríssimas, e resolvemos ir embora.

Foi aí que descobrimos que muitos quarteirões da Strip não têm faixa de pedestre, ou seja, não dá para atravessar. Ficamos uns 20 minutos andando numa microcalçada, com o vestido voando por causa do vento e os carros passando bem pertinho. Não me lembro agora como conseguimos sair, mas descobrimos que a maioria dos hotéis é interligada por passarelas. Aí vai mais uma dica: estude bem o mapa da Strip e tente achar uma saída para o hotel vizinho. Se não achar, peça ajuda para um funcionário do hotel.

Acabamos parando do lado de fora do hotel Planet Hollywood e vimos um Taco Bell. Estava perto da hora do show, então, comemos lá mesmo e dividimos uma porção de quesadillas que estava bem gostosa. Caminhamos de volta para o Bellagio e deu tempo de ver as famosas fontes que acontecem na frente do hotel. É bem legal, não precisa pagar e acontece a cada 15 minutos. Só chegar e assistir (as fontes chegam a 150 metros de altura, então tem que ver).

Na frente do Bellagio, ficam os hotéisl Paris Las Vegas e Planet Hollywood

Depois, fomos assistir ao show. Para quem não sabe, o O é o espetáculo mais diferente do Cirque du Soleil porque os números acontecem em meio a um enorme tanque de água. Tem toda uma historinha de um cara que vai parar nesse mundo das águas e é uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida. Juro, eu me arrepiei em várias partes! (Muito embora eu tenha pescado em algumas partes, não sei se pelo jeitão mais parado dos shows do Cirque du Soleil ou se pela noite mal dormida por causa das meninas que berraram)

A apresentação demorou uma hora e meia. Quando acabou, fizemos umas comprinhas na farmácia CVS que fica do outro lado da rua e decidimos voltar para o hotel porque já estava tarde e estávamos mortas de cansaço. Fomos até o hotel Flamingo, que fica ao lado, e compramos ali o tíquete ilimitado do monorail. O bom é que os trens chegam rapidinho e logo estávamos de volta no nosso quarto. Aí foi só tirar a make, colocar o pijama e cair na cama.  

 

No próximo post, conto mais sobre os hotéis de Las Vegas e um show bem safadjenho que nós assistimos.

Um beijo e até lá!