Categorias
Cultura

Rio 2016: eu fui!

Cresci acostumada a assistir (e a amar) as Olimpíadas. Nasci em ano olímpico e, quatro anos mais tarde, já estava sentadinha vendo os Jogos de Barcelona. Lembro também de alguns flashes da edição de Atlanta em 1996. A partir de Sydney, em 2000, eu já curtia cada segundo. E foi assim com Atenas, Pequim e Londres, quando eu já sabia que o Rio de Janeiro seria sede das Olimpíadas de 2016.

Como falei aqui antes, eu me lembro perfeitamente do dia em que o Rio foi escolhido como cidade olímpica. Era 2009, eu tinha 21 anos e, na mesma hora, pensei “eu vou assistir, nem que seja uma partidinha”. Contou não apenas o fato de que eu sou 50% carioca e tenho onde ficar lá (obrigada por facilitar minha vida, pai), mas a experiência maravilhosa que eu tinha tido no Pan de 2007, quando assisti às finais da Ginástica Olímpica.

Pois bem, participei da primeira rodada do sorteio dos ingressos logo no primeiro dia que abriu, ainda no ano passado. Selecionei os esportes que mais queria ver e, adivinhem só, não fui sorteada para nenhum. Na rodada seguinte, marquei tudo que iria acontecer nos fins de semana (já que a pessoa aqui não teria férias) e fui sorteada para assistir aos saltos de Hipismo. Tava bom, mas eu ainda queria mais. Então, quando abriram as vendas diretas, comprei para ver o Handball, mesmo sem nem saber quais equipes iriam jogar naquele horário.

13903334_10153698364961434_7732036516687826616_n

O tempo passou, foi chegando a hora e começou a me bater um medo horrível. Tive medo de tantas coisas, gente! Acordei no meio de algumas noites pensando que eu (e os milhares de turistas) poderia sofrer algum ataque terrorista, que seria um fiasco e que meu país ficaria ainda mais manchado. Cheguei até a pensar em desistir, mas aí pensei “E se der tudo certo? vou me arrepender para sempre!”.

Depois de finalmente embarcar e fazer parte dessa festa, posso dizer com toda certeza que eu iria, sim, me arrepender para o resto da vida. Foi tudo tão maravilhoso que eu nem lembrei do medo, só queria curtir. Fiquei só dois dias e meio, mas fiz tanta coisa… Se estiver com preguiça de ler tudo, pode ver meu vlog:

Além das várias arenas construídas para os Jogos, o Rio está com uma programação muito rica em termos de cultura. O Boulevard Olímpico, que fica na área do Porto Maravilha, tem várias atividades, incluindo um telão que transmite as partidas e a Pira Olímpica. É lá que fica também o Museu do Amanhã. Ah, e eu fiz o trajeto do Aeroporto até o Boulevard no VLT (veículo leve sob trilho) e achei tão incrível. Parecia outro país, gente!

No dia seguinte, conheci o Parque Olímpico, o mesmo que eu via todos os dias da televisão. O passeio me surpreendeu ao ver que foi tudo tranquilo: o BRT, transporte público que funcionou perfeitamente, o atendimento dos voluntários, as comidas que não tinham fila. Juro, foi tudo LINDO! Tanto que cheguei lá às 8h e só fui embora às 17h30. E, se pudesse, teria ficado ainda mais.

Acabei assistindo a duas partidas de times estrangeiros: Alemanha x Eslovênia e França x Croácia. Tinha muita gente de todos esses países e foi divertidíssimo torcer no meio deles. Aliás, vi gente de todos os lugares do mundo, escutei um mix de idiomas incríveis e vi o jogo de basquete do Brasil do lado de fora, no meio da galera. O mais legal de tudo? Não tinha ninguém triste ou emburrado, TODO MUNDO estava sorrindo e feliz por estar ali.

13906732_10153697779626434_2141768881120967553_n

Meu último dia foi o do Hipismo. A prova fica em Deodoro, mais longe do que o Parque Olímpico, e eu estava preocupada se daria tudo certo. O BRT também funcionou muito bem, a prova foi muito legal e disputada (a galera torcia mesmo) e ainda tive a oportunidade de tirar foto e parabenizar dois atletas que representaram o Brasil, entre eles, o Doda.

Juro, foi tudo maravilhoso. Nesse pouco tempo, tive três experiências diferentes e todas igualmente incríveis. Não dá nem para dizer qual é melhor. Sempre volto triste do Rio querendo ficar mais, mas dessa vez foi muito cruel porque eu queria viver as Olimpíadas todos os dias.

No fim, valeu tudo. O medo, as noites em claro, acordar muito cedo nos dias de competição, ficar cansada, torrar no sol, ficar com a marca da camiseta e pagar caro para ter copos das modalidades (uma verdadeira mania lá). Fica a sensação de orgulho de ser brasileira e ter esse sangue carioca correndo em mim!

Sério mesmo: foi a melhor experiência de toda a minha vida! A coisa é tão louca que eu estou morrendo de vontade de viajar para Lima em 2019 para ver os Jogos Pan-Americanos ou ir para Tóquio e ver as Olimpíadas de 2020. Quem sabe?

 

E vocês, também assistiram aos Jogos?

 

Um beijo e até o próximo post!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.