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Dia do Cinema Brasileiro | Top 5 filmes nacionais que valem a pena assistir

Olá, pessoal! Vocês sabiam que existe um dia para comemorar o cinema nacional? Pois é! O dia 19 de junho foi escolhido como o Dia do Cinema Brasileiro, mesma data em que teriam sido feitas as primeiras imagens a partir do cinematógrafo. Isso aconteceu em 19 de junho de 1898 e, durante as primeiras décadas do século 20, o cinema brasileiro ficou conhecido pelas chanchadas (aqueles filmes que priorizam o humor popular).

Fato é que o nosso cinema ganhou força mesmo entre os anos 90 e 2000, quando teve uma retomada e investiu em filmes com atores que também fazem sucesso nas novelas. Foi neste período que muitos prêmios nacionais foram criados e passaram a valorizar as nossas produções nas telonas.

Ultimamente, o cinema brasileiro tem apostado muito em comédias bem escrachadas que eu, sinceramente, odeio. Sabem como é, eu gosto de filmes que fazem a gente pensar e deixam várias perguntas no ar, então essas comédias nacionais não têm nada a ver comigo. A boa notícia é que, quando o Brasil dá para fazer bons filmes, ninguém segura. Tanto que eu separei alguns ótimos exemplos do cinema nacional. Separa a pipoca e vem comigo!

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Cidade de Deus

Acho que é uma decisão unânime, né gente? Cidade de Deus é considerado por muitas pessoas (inclusive eu) como o melhor filme do cinema nacional. Só para vocês terem uma ideia, a nota do filme no IMDB é 8,6 (uma nota digna de um filme de Hollywood que concorre ao Oscar). Para quem não sabe, conta a história de Buscapé, um garoto que cresce em meio à favela no Rio de Janeiro que retrata o dia a dia da comunidade por meio do seu dom pela fotografia. É pesado, é forte, mas é a vida real e algumas das falas dos personagens se tornaram clássicas. Como falei antes, eu amo e está na lista dos meus filmes favoritos da vida.

Central do Brasil

Foi justamente durante os anos 90 que o Brasil conseguiu o maior número de indicações ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. De todos que conseguiram o feito, meu favorito é Central do Brasil, que conta a história de Dora, que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. Tudo vai bem, até que ela decide ajudar o garoto Josué a procurar seu pai no interior do Nordeste. Vale lembrar que a atriz Fernanda Montenegro também foi indicada ao Oscar por sua atuação no filme, que acabou perdendo a estatueta para o italiano A Vida é Bela (e a gente tem que ser justa: A Vida é Bela é lindo demais mesmo!).

Tropa de Elite

Sempre que alguém fala algo sobre esse filme, a frase “não vai subir ninguém” logo me vem na cabeça. Tropa de Elite foi um dos principais sucessos do cinema nacional nos anos 2000. O boom começou antes mesmo de ele ser lançado, já que ficou conhecido pelo fato de muita gente ter visto de forma pirata (sim, as cópias vazaram antes do lançamento). Quando o filme finalmente chegou no cinema, foi aquele auê e todo mundo amou. Na história, o ator Wagner Moura interpreta um capitão do BOPE que realiza um treinamento bem pesado para encontrar um substituto. Enquanto isso, o filme mostra o dia a dia da corporação policial e da corrupção.

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Que Horas Ela Volta?

Este filme é um sucesso recente do cinema nacional, dando origens a vários debates sobre o tratamento oferecido para as empregadas domésticas. Val deixa sua cidade natal, no Nordeste, para trabalhar e morar na casa de seus patrões, em São Paulo. Ela acaba se tornando babá de Fabinho, filho dos patrões, e os dois criam uma relação única. O problema começa quando a filha de Val decide se mudar também para a casa onde a mãe mora para prestar vestibular. Ela passa a questionar o tratamento recebido pela mãe e começa a se instaurar um verdadeiro caos dentro da casa. Vale muito a pena assistir porque é totalmente vida real. Não tem como não gostar!

Bingo – O Rei das Manhãs

Chegamos ao filme mais novo da lista com ótimos exemplos do cinema nacional. Bingo – O Rei das Manhãs estreou no ano passado e também deixou muita gente de queixo caído. O filme é baseado na história de Arlindo Barreto, o primeiro intérprete do palhaço Bozo. Em pouco tempo, ele conquistou a fama, mas viveu frustrado por nunca poder dizer para as pessoas que fazia o personagem. Esse caminho fez com que se envolvesse com drogas e se afastasse do filho. Lendo assim não parece que o filme é tudo isso, mas a história é narrada com muito bom humor e de uma maneira bem sarcástica, que faz com que a gente se envolva do começo ao fim. Juro, é sensacional!

 

E você, lembra de outro bom filme do cinema nacional?

Um beijo e até o próximo post!

Dia Internacional da Mulher | Filmes sobre empoderamento feminino que comprovam a força das mulheres

 

Olá, pessoal! Chega março e a gente logo lembra do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Claro que nós sabemos (ou, pelo menos, deveríamos) que a mulher precisa ser lembrada todos os dias, já que a gente ainda vive em uma desigualdade enorme de gêneros, mas a questão aqui neste post não é esta rs…

Na verdade, o cinema vem mostrando ao longo dos anos o quanto as mulheres sofreram e ainda sofrem. Por isso, uma das maneiras de começar a entender um pouco mais sobre empoderamento feminino é vendo alguns desses filmes. Ah, é importante assistir com esse foco mesmo, de se colocar no lugar da mulher, para entender mais sobre essa nossa luta contínua e diária.

Confira aqui outra lista de filmes para comemorar o Dia Internacional da Mulher!

Preciosa – Uma História de Esperança

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Um dos destaques do Oscar de 2010, este filme continua muito atual. Isso porque conta a história de Preciosa, uma adolescente de 16 anos que vive no bairro do Harlem, em Nova York, e leva uma vida bem diferente da maioria das mulheres de sua idade. Vejam bem: ela é agredida de todos os jeitos pela própria mãe, abusada pelo pai e tem um filho com Síndrome de Down. Para piorar, ela é gorda, está grávida pela segunda vez e foi expulsa da escola. A situação só melhora quando ela vai para uma escola alternativa e encontra um jeito de fugir de sua realidade.

Lembro que o que mais me deixou chocada foi o tratamento recebido pela mãe, já que a relação entre filha e mãe costuma ser forte e sagrada. Daí a gente lembra que existem muitas mulheres que enfrentam essas situações todos os dias e começa a cair a ficha do quanto a mulher ainda sofre. O filme é incrível e, por sinal, a atriz Mo’Nique, que interpreta a mãe de Preciosa, saiu vitoriosa do Oscar como melhor atriz coadjuvante.

Moana – Um Mar de Aventuras

 

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O filme da Disney estreou por aqui em janeiro de 2017 e causou o maior auê justamente por quebrar um padrão entre as famosas princesas da Disney. Eu cresci nos anos 90 acostumada a ver princesas esperando um príncipe ou lutando por causa dele, mas essa ideia não faz o menor sentido e não combina com as mulheres de hoje, certo?

Bom, Moana nem se define como princesa, para começar, e fica irritada quando a chamam assim. Ela sabe que tem seus deveres onde mora, mas resolve partir sozinha em busca de novas soluções para o seu povo. No meio do caminho, ela enfrenta diversas dificuldades, mas nada a faz desistir. Mulher guerreira, né mores?

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Que Horas Ela Volta?

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Contei aqui algumas vezes que eu não sou muito chegada em filmes nacionais. Na verdade, eu detesto aquelas comédias com atores que fazem sucesso no humor. Sou mais de filmes que fazem a gente pensar e nós temos ótimos representantes nacionais nesse quesito. Um deles é Que Horas Ela Volta?, um dos maiores sucessos no cinema brasileiro de 2015, e que retrata bem a realidade de muitas mulheres.

O filme conta a história de Val, uma pernambucana que se muda para São Paulo para trabalhar como babá de Fabinho e morar na casa dos patrões. Treze anos depois, ele vai prestar vestibular e ela recebe um telefonema de sua filha, que pede ajuda para ir a São Paulo para prestar a mesma prova. O problema é que a menina quebra vários protocolos da casa e a confusão começa a se instaurar. Vale MUITO a pena!

A Hora Mais Escura

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Outro fato que nem todo mundo sabe sobre mim é que eu tenho uma raivinha da Jennifer Lawrence porque ela ganhou o Oscar de 2013 por um papel infinitamente inferior ao da Jessica Chastain. No mesmo ano, ela concorreu pelo filme A Hora Mais Escura, no qual interpretou Maya, uma agente da CIA responsável por participar das buscas para capturar Osama Bin Laden.

Por que coloquei este filme aqui? Bom, porque a CIA ainda é um ambiente bastante masculinizado e, ao longo da história, a gente percebe como Maya vai conquistando seu espaço como mulher e profissional, superando o machismo e a desconfiança. Fora que o filme prende com várias cenas de ação e a gente fica tenso querendo saber como tudo vai acabar. Vocês vão amar!

Histórias Cruzadas

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Se hoje ainda é difícil ser mulher, imaginem como essa situação era no passado. Temos um retrato de parte disso no filme Histórias Cruzadas, que se passa no estado norte-americano do Mississipi nos anos 60. Naquela época, as mulheres negras só conseguiam trabalho como empregadas domésticas e ainda sofriam constantemente com o preconceito. Até que uma jornalista retorna à cidade e decide entrevistar essas mulheres para escrever um livro e denunciar esse absurdo.

Eu AMO esse filme e o elenco é maravilhoso, contando como atrizes como Emma Stone, Viola Davis e Jessica Chastain. Mas o ponto alto é a atriz Octavia Spencer, que venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante e faz uma cena IMPERDÍVEL (não vou contar para não estragar, é claro) que nos deixa indignados e contentes ao mesmo tempo.

 

E vocês, lembram de outro filme sobre empoderamento feminino?

Um beijo e até o próximo post!

[Especial Retrô] Os melhores filmes de 2015 – Parte 1

 

Este é outro post obrigatório na retrospectiva do blog. Afinal, quem resiste a um bom filme, ainda mais acompanhado de pipoca ou de uma panela de brigadeiro? No quesito cinema, 2015 talvez não tenha sido tão rico quanto o ano passado (fiz algumas pesquisas e a maioria dos que selecionei estrearam em períodos específicos do ano), mas foi surpreendente. Tivemos opções que ninguém esperava nada, mas que se revelaram maravilhosas e outras que não foram assim tão boas como a expectativa. Veja alguns exemplos:

 

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

birdman1Ouvi falar tão bem deste filme antes de chegar ao Brasil que quase não aguentei de ansiedade. Ele só chegou aqui no finzinho de janeiro, então foi difícil esperar. E aí comecei a ler comentários de gente que não tinha gostado tanto assim. Quem acompanha o blog com frequência sabe que eu AMO quando um assunto divide opiniões porque sinto que preciso ter a minha. Neste caso, fiquei com a galera que curtiu para valer.

A trama gira em torno de um ator em decadência conhecido por interpretar o super-herói Birdman no passado. Agora ele quer dar a volta por cima estreando uma peça na Broadway. Pode até parecer simples, mas é um filme complexo, ou seja, não é fácil de entender em um primeiro momento. Mas fala sobre a boa e velha loucura interior que todos nós temos e eu sou completamente apaixonada por filmes de terror psicológico, então adorei de verdade. E vale lembrar: este filme foi o grande vencedor do Oscar.

 

Relatos Selvagens

erica-rivas-em-cena-de-relatos-selvagens-1413483857763_956x500Por falar em Oscar, outra boa surpresa – que foi indicada na categoria de filme estrangeiro, mas que, infelizmente, não ganhou – foi este longa argentino, sucesso ao redor do mundo. Confesso que vi o trailer algumas vezes, mas não esperava muita coisa nem mesmo quando entrei na sala do cinema ou quando vi a nota altíssima no IMDB. Mas, na real, está na lista dos meus filmes favoritos da vida.

O que ele tem de tão bom? Talvez a proximidade com a realidade. São várias histórias diferentes, mas todas mostram as consequências de momentos de descontrole. Claro que é tudo muito exagerado, especialmente a do casamento, mas chega a ser tão louco que a gente ri de verdade, a ponto de doer a barriga. E pode apostar, é um daqueles que nós podemos ver e rever diversas vezes sem enjoar.

 

Cinderela

cinderelaA Disney está seguindo firme e forte com o seu projeto de filmes live action, que nada mais são do que versões de animações clássicas com atores de carne e osso. Neste ano, a grande aposta foi em Cinderela, uma das princesas mais queridas do mundo. Eu tinha o VHS (sim, nasci muito antes do DVD) quando criança e sabia todas as cenas e falas de cor – aposto que você também.

Ao contrário de Malévola, que apresentou uma nova versão de A Bela Adormecida, este aqui é completamente fiel ao desenho. Temos algumas adaptações, claro, mas tudo lá é igualzinho ao que você já viu. Por mais que a gente saiba que a vida real não é bem assim, é impossível não se emocionar quando a fada madrinha aparece e a protagonista finalmente entra no seu clássico vestido azul, mas com sapatinhos de crital Swarovski (fina, não?). Chorei feito boba!

 

Divertida Mente

Divertida-Mente-PixarPrecisa de um candidato a melhor filme de 2015? Aqui está e arrisco dizer que talvez seja um dos melhores filmes da vida. E o melhor de tudo: a reação do público foi surpreendente. Digo por mim mesma: sabia do que se tratava o filme meses antes e não botei a menor fé. Achei fraquinho, sabem? Mas bastou estrear para arrancar lágrimas e críticas excelentes. Demorei muito para ver, mas valeu cada minuto de espera. É um dos filmes mais lindos que eu já assisti.

Para quem não faz a menor ideia do que estou falando, a história se passa dentro da mente de uma garota de 11 anos, onde tudo é controlado a partir de emoções (alegria, tristeza, medo, raiva e Nojinho). Tem a ver com a construção da personalidade e as lembranças da nossa infância, mas tudo é feito de forma muito inteligente. Já assisti duas vezes e chorei nos mesmos momentos. Estou na torcida pelo Oscar de melhor animação!

 

Que Horas Ela Volta?

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Falando em torcida pelo Oscar, quero muito que o Brasil fique ao menos entre os cinco indicados a melhor filme estrangeiro. É que, desta vez, eu realmente acho que será merecido. Que Horas Ela Volta? é a nossa melhor produção nacional. E sabe o que é mais legal nisso tudo? Não tem tiroteio, favela, gente pelada e outras coisas que estamos acostumadas a ver. É puramente cotidiano, daí a fácil identificação.

A história se passa quase o filme todo em um casarão de uma área nobre de São Paulo, onde é explorada a relação patrões-empregada. Ela cuida da casa enquanto todos estão trabalhando e se torna praticamente uma mãe para o filho da família, mas tudo entra em conflito quando sua filha chega do Nordeste. Aí percebemos que a patroa explora a empregada, não dá o tratamento que ela merece e por aí vai. Ah, e não tem chororô. É tão real que a gente até ri.

 

Minions

cena-de-minions-1435125051296_956x500Fazia dois anos que todas nós aguardávamos ansiosamente por este filme. Sabíamos que as adoráveis criaturinhas amarelas (que aprendemos a amar em Meu Malvado Favorito) teriam uma história própria, então foi uma verdadeira comoção quando ela finalmente chegou por aqui. Os minions estavam em todos lugares, do brinde do Mc Lance Feliz a coleções de roupas. Tanto que muita gente se estressou e passou a postar que não aguentava mais.

Mas e em relação ao filme? Bom, aqui está um exemplo do que falei lá em cima sobre aqueles que prometiam demais. Não que seja ruim, aliás, é uma graça, mas é um pouco cansativo porque eles têm um idioma próprio, então há partes em que não há falas concretas. Para ser sincera, o grande problema de Minions foi Divertida Mente. Eles estrearam praticamente juntos, mas o encanto foi maior com a animação da Pixar – a boa e velha culpa da concorrência.

 

O Pequeno Príncipe

0003Sim, você já sabe a história do aviador que encontra um príncipe no deserto depois que seu avião cai. A diferença aqui é que o enredo clássico ganha outro contexto, já que a trama principal gira em torno de uma menina que precisa passar o verão estudando, mas que se distrai com as histórias de seu vizinho – que, adivinhem só, se apresenta como o tal do aviador.

Os conceitos são os mesmos, mas, quando vimos como adultas, parece que a emoção é maior. Pois é, o filme é feito pra isso mesmo: fazer com que você tire o lencinho da bolsa e se preparar para muitas lágrimas. É bonito, leve e ideal para ver com crianças do lado.