Posts em destaque

Os livros da minha vida

Pouco tempo atrás rolou uma brincadeira bem legal no Facebook, em que a pessoa precisava listar os dez (ou mais) livros e filmes que marcaram sua vida. Resolvi trazer essa lista para o blog e decidi começar pelos livros. O que me espantou é que, apesar de gostar muito de ler e de ter uma pilha enorme de obras lidas em casa, eu não tenho muitas opções para colocar entre os melhores – sinal de que ainda tenho muita coisa para ler. Outro item que me chamou atenção é que a maioria dos livros que eu pensei é de mulherzinha, o que é bem óbvio porque quase não leio outro gênero. Mesmo assim, vale a pena dar uma nos que foram selecionados:

Casório (Marian Keyes)

image6

Foi o primeiro livro da Marian Keyes que eu li e, mesmo depois de anos, continua sendo o meu favorito dela. Tudo porque rolou uma super identificação com a Lucy, protagonista da história. Até hoje, não encontrei nenhuma personagem que fosse tão parecida comigo quanto ela. Lembro que minha mãe foi a primeira a ler Casório e disse que só pensou em mim enquanto descobria as aventuras de Lucy. Ela começa o livro indo a uma cartomante com as amigas do trabalho (coisa que eu faria), que lhe diz que ela vai se casar em breve. Esse fato é suficiente para fazer com que toda sua família ligue para saber da suposta novidade, já que ela é solteiríssima e não tem a menor chance de se casar (isso também aconteceria fácil fácil comigo). No meio do livro, ela conhece um cara legal por quem ela se apaixona, mas que não vale muito a pena (quem nunca passou por uma situação dessas, não é?). Com direito a algumas frases que eu poderia dizer a qualquer momento, como o “não, não tenho” quando perguntam a Lucy se ela não tem amor próprio, o livro foi uma verdadeira delicinha para mim. Espero terminar linda e feliz como a Lucy. Quem sabe?

Menina de Vinte (Sophie Kinsella)

image7

Descobri esse livro há uns quatro anos, em um período de crise. Estava em um daqueles momentos em que você não encontra felicidade em nada e decidi comprar esse livro para conhecer a autora. Não só conheci como amei. Lembro de passar a tarde toda lendo a história de Lara, que é assombrada pelo fantasma de Sadie, sua tia avó de 75 anos. É uma trama bem gostosinha e ideal para quem tem esse espírito de menininha, porque fala de assuntos que todas nós gostamos (relacionamentos, amizades, trabalhos e até mesmo moda). E foi graças a ele que eu comecei a me animar e ver minha vida de outro modo. Em uma parte do livro, Lara está tão desesperada para voltar com o ex-namorado que pede para sua tia convencê-lo da ideia. De certa forma, é cômico porque ele não vê o fantasma, mas começa a pensar na ex de uma hora para outra. Eles até retomam o namoro, mas ela percebe que aquilo não é natural e que ele não gosta dela de verdade (um mega ensinamento pra todo mundo, vai?). Hoje não sei se é o meu favorito, mas é guardado com muito carinho por ter sido muito especial. Daqueles que dá um ciuminho só de pensar em emprestar para alguém.

Toda a série da Becky Bloom (Sophie Kinsella)

image5

Depois de ler Menina de Vinte, resolvi ler todos os livros da Sophie. Não sei bem o porquê, mas acabei deixando a série da Becky Bloom para o final da lista. Li o primeiro e achei ok, mas aí li o segundo (Delírios de Consumo na 5ª Avenida) e percebi que eu estava completamente encantada pela personagem-título. A Becky é tão verdadeira que mais parece nossa melhor amiga. E digo mais, toda menina se acha parecida com ela. Eu tenho a mesma vontade de entrar na loja “só para dar uma olhadinha” e sair com mil sacolas “porque poxa, estava na promoção e não dava para ignorar um preço tão bom”. Tenho também a mania de saber de alguma coisa e já criar uma história mirabolante em cima do fato. Basta a Becky descobrir que vai conhecer uma personalidade para imaginar que será melhor amiga da fulana e que as duas farão compras juntas. No fim, dá tudo errado e ela nem chega a ver a pessoa. Ela é engraçada e até um pouco louquinha, mas me faz feliz de uma forma tão linda. O mais bacana de tudo é saber que a série não acabou. Já contei que o novo livro vai chegar no Brasil logo logo. Mal posso esperar!

Toda a série O Diário da Princesa (Meg Cabot)

image4

Já contei em pelo menos dois posts da minha paixonite por essa série. Assim como a Becky Bloom, a Mia é outra personagem que eu queria que fosse real. Assisti primeiro ao filme e comprei o livro meses depois para então descobrir que a saga escrita é mil vezes melhor do que a cinematográfica. E o mais engraçado é que a própria Mia tira sarro do filme no quarto volume (se não me engano) com direito a frases do tipo: “eu jamais moraria em São Francisco. Nova York é muito mais legal”. Quando o primeiro livro chegou, em 2002, eu tinha 14 anos e a Mia também. Nós praticamente crescemos juntas e passamos pelas mesmas coisas. Ficava enlouquecida quando ia à livraria por acaso e descobria que tinha uma nova parte da história para ler. Até que cheguei ao décimo volume e, logo de cara, li que seria o último. Bateu uma tristeza tão grande que eu li o livro todo com clima de nostalgia. Era 2009 e eu estava a poucos meses de me formar na faculdade, assim como a Mia estava prestes a se formar no colégio. Fora que nós duas amamos escrever, fazemos listas do que devemos ou poderíamos fazer e temos outras manias em comum. Talvez um dia a Meg Cabot resolva continuar a saga. Eu ficaria muito feliz!

Como Eu Era Antes de Você (Jojo Moyes)

image3

Também já falei sobre ele. Conheci a Jojo no ano passado, quando ganhei um vale-presente da Livraria Cultura de aniversário e troquei pelo livro A Última Carta de Amor. Uma amiga estava lendo Como Eu Era Antes de Você na mesma época. Lembro de terminarmos nossas leituras praticamente ao mesmo tempo. Ela me perguntou se eu tinha chorado e eu disse que sim, mas de emoção. Ela me respondeu que, no caso dela, tinha sido de tristeza. Pronto, queria ler o livro dela também. Comecei achando bom, mas aí acabei me viciando tanto que não conseguia mais largar. Matei o final na metade do livro e só por isso tinha certeza de que não iria chorar. De fato, aguentei firme até a última palavra escrita. Mas aí fechei o exemplar, comecei a pensar em tudo que tinha lido e chorei feito doida. Não me identifico com a Lou, nem com o Will, mas digo com toda a certeza que foi o livro mais lindo que eu já li na vida. Desde então, tenho um carinho gigante pela Jojo. Ela tem a capacidade de pegar uma história simples e transformar em algo que nos ensina de várias formas. Quero ver como vai ser no próximo livro dela, que será lançado em breve por aqui.

Querido John (Nicholas Sparks)

image2

Esse não é nem de longe o meu livro favorito, mas veio em um momento de crise na minha vida. Não tinha nada para ler, mas sabia que muita gente tinha gostado de Querido John. Isso tudo aconteceu na mesma época em que o filme baseado na obra estreou, então não se falava sobre outra coisa. Li o resumo, pensei “ih, será que eu vou gostar?” e comprei mesmo assim porque queria ter a minha opinião. Comecei e me vi tão encantada pela história que passava o dia todo contando sobre os capítulos para minha mãe. Depois dele comprei todos os livros do Nicholas Sparks. Hoje, eu estou um pouco enjoada dele. É sempre a mesma história, os mesmos acontecimentos, o mesmo final e eu já nem choro mais. Mas Querido John foi o primeiro dele que eu li e também é guardado com muito carinho por ter me ensinado muita coisa. O engraçado é que eu só percebi isso anos mais tarde.

Toda a série Harry Potter (J.K. Rowling)

image1

Ok, vai ser polêmico: não sou fã. Não tenho todos os filmes. Não lembro o nome de muitos personagens. Já esqueci de muita coisa que aconteceu ao longo da série. Não pirei nem quis comprar varinhas, cachecol e outros acessórios (com exceção das corujas) quando fui no brinquedo dele em Orlando. Mesmo assim, não dá para deixar de incluir a saga nesta lista. Acontece que Harry Potter representou muito para a minha geração (a dos nascidos no final dos anos 80 e começo dos anos 90). Nós estávamos começando a ficar conhecidos como crianças que não liam e preferiam ver televisão quando o primeiro volume lançou. Era 2000, eu tinha 12 anos e minha mãe me deu de presente porque tinha visto em algum lugar que era muito bacana. Li as 50 páginas iniciais e desisti. Até que saiu a segunda parte e eu fiquei muito curiosa para saber o que iria acontecer, então fiz uma segunda tentativa e acabei ficando viciada. Foi uma verdadeira revolução. Todo mundo contava nos dedos a data do próximo lançamento. Essa febre toda, para mim, durou até o quinto volume. Já tinha 15 anos e comecei a pegar um certo bode da história. Li as duas últimas partes com muita preguiça e até hoje achei aquele final bem mequetrefe. Mas foi – e ainda é – muito importante para todos nós.

Tendências do verão 2015

Chegamos em outubro e a temperatura não para de subir. Sinal de que é hora de ligar o ventilador ou o ar-condicionado, investir no repelente para evitar as tão temidas picadas de inseto e beber muita água para não ficar desidratada. O calor tem lá seu lado desagradável, mas não dá para negar que ele deixa a moda muito mais colorida e fresca. Explico: é tempo de deixar as pernocas de fora, usar peças mais soltinhas e sair por aí com cores alegres e festivas.

Dá para comprovar tudo isso só de ver as vitrines das lojas, que já estão preparadas para o verão que vem logo aí. Já contei sobre os sapatos que farão sucesso nos próximos meses, então agora é o momento de falar sobre as tendências, os estilos, as estampas e as peças que vão bombar daqui pra frente. Quer saber quais são? Vamos lá:

Flores

image

Elas nunca saem de moda, não é? Antes delicadas e românticas, as flores do próximo verão são maiores e aparecem mais destacadas. As estampas misturam o máximo possível de flores e dão um toque despojado e moderno a vestidos – principalmente os longos -, regatinhas, camisas e até mesmo aos shorts. E o bacana é que elas podem ser usadas em qualquer situação, do trabalho à praia. A regra de ouro no quesito floral continua a mesma: para o visual não ficar pesado, deixe as estampas para apenas uma peça do look.

Cores cítricas

image

Lembra das candy colors? Elas estão de volta, só que repaginadas e com o nome de Yummi Colors! Os tons pastel agora são um pouco mais cítricos e lembram cores de fruta que são típicas da estação. Laranja, verde-limão, rosa e amarelo são as  principais representantes da lista. As mais ousadas podem combinar dois tons e dar um ar de descontração à produção. Casaquinhos, bermudas, saias, vestidos, bolsas e outros acessórios já pegaram carona na tendência. Pode investir sem medo! (Para saber mais sobre as yummi colors, clique aqui)

Rendas

image

Eu amo peças rendadas. Mesmo. Mas confesso que costumo usar mais no inverno. A boa notícia é que agora elas também aparecerão no verão. Já vi vários vestidos curtinhos rendados nas cores aí de cima e com decotes nas costas para espantar o calor. Outra novidade é que a renda também invadiu os shortinhos. Isso mesmo, dá para usar tranquilamente e deixar a produção de praia mais romântica. São ótimas opções para usar por cima do biquini ou para sair à noite. Tudo tão lindo que eu já estou pensando em comprar um de cada (Socorro!)

Franjas

image

O estilo boho apareceu com tudo no último inverno e promete continuar em alta. Prova disso são os quimonos (falei deles nesse post), que vieram com tudo, e das franjas, que aparecem em vestidos e blusinhas. Além das versões brancas e pretas, que são encontradas com mais facilidade, elas também podem ser usadas em tons mais alegres, como rosa e laranja. Bonitinho, né?

Jardineiras

image

A versão jeans com calça fez muito sucesso no começo do ano e agora volta com tecidos mais leves, como linho e algodão, e com shorts para combinar com a estação. Já vi alguns modelos com estampa de oncinha e outros em variações bem abertas de rosa e amarelo. É uma peça leve, divertida e muito feminina, mas tenho a impressão de que vai sair de moda rapidinho. Mesmo assim, eu super usaria – se não fosse meu quadril grande que não cai bem com jardineiras.

 

Gostaram? Agora é só ir às compras e aguardar se vem mais novidades por aí. Tomara que sim 🙂

Receita de Dia das Crianças: Brigadeiro de Oreo

1737639_1479638275633054_2126266577_n

Quem é ou já foi criança sabe que não tem data mais gostosa do que o dia 12 de outubro. É quando você ganha aquele presente tão esperado e passa 24 horas ao lado da família. Se você já é grandinha, não precisa desanimar. Que tal preparar um quitute de infância para relembrar os melhores anos da sua vida? A dica de hoje é uma receita preparada pela minha mãe, que é mestre – de verdade mesmo – na arte de fazer brigadeiro. Dessa vez, o doce foi recheado com Oreo.

Para quem não sabe, Oreo é uma linha americana com biscoitos de chocolate ao leite e chocolate branco (algo meio Negresco). Eu sempre amei e voltava com mil pacotes na mala sempre que ia viajar. A boa notícia é que o biscoito finalmente desembarcou no Brasil e dá para encontrá-lo facinho na maioria dos supermercados. Vamos ao que interessa? Papel e caneta na mão porque aí vai a receita:

Ingredientes

1 lata de leite condensado

a-historia-do-leite-condensado-1

1 barra de chocolate branco (170 g)

chocolate_nestl_galak_barra_30g

1 pacote grande com 24 biscoitos Oreo

oreo 5

Modo de fazer

Triture os biscoitos em um recipiente à parte. Na panela, misture o leite condensado, a barra de chocolate branco – que também deve ser triturada – e a manteiga e mexa bem até chegar no ponto de  brigadeiro. Desligue o fogo e acrescente os biscoitos. Ligue novamente o fogo e mexa até sentir que a massa está uniforme. Deixe esfriar e coma na panela mesmo ou enrole em forminhas. A dica da mamãe é finalizar enrolando com leite ninho. Pronto! Agora é só servir!

Leva aproximadamente meia hora para ficar pronto e rende 30 brigadeiros.

 

Dá para perceber que é bem rápido e fácil, né? Então aproveite para liberar a criança que mora dentro de você e coma sem culpa. Vai valer a pena, prometo!

 

 

[Resenha] Shampoo seco Batiste

aaaa

Preciso confessar: amo ser loira. E tive a sorte de nascer com cabelos bem clarinhos, que acabaram escurecendo com o passar dos anos. Aos 14, decidi fazer algumas mechas para ver como ficava. E desde então, não parei mais. Quem pinta os fios sabe que é preciso tomar muito cuidado para eles não ficarem secos. Eu já sofri muito com isso, principalmente porque não cuidava tanto. Agora percebo que ele passou do ressecado para o misto. Antes podia ficar dois ou três dias sem lavar os cabelos. Hoje ele só dura um dia. No seguinte, já está com a raiz oleosa. Por isso, resolvi dar uma chance para o tal do shampoo seco.

Para quem não sabe, o produto promete renovar os fios instantaneamente sem precisar passar pelo chuveiro. Quando soube disso, achei um pouco nojento. Se os cabelos estão oleosos é porque teoricamente estão sujos, então imagina o pavor de passar um shampoo em cima de algo sujo e ainda por cima não lavar depois? Mas depois de ouvir tanta gente falar bem, percebi que estava na hora de arriscar.

 A marca mais conhecida é a Batiste, que fez muito sucesso com os produtos no Reino Unido, e trouxe suas maravilhas para o Brasil. Comprei na semana passada e estava com uma amiga que morou na Inglaterra por um ano e disse que era, sim, fantástico. Foi ela, inclusive, que me indicou a versão blush, que tem um cheirinho mais suave e gostoso. Não é que realmente funciona?

Shampoo A Seco Batiste

O que eu mais gostei é que é bem fácil de usar. Basta borrifar o spray a uma distância de 30 cm da raiz e massagear bem, como se fosse um shampoo tradicional. Assim, o produto consegue penetrar em todos os fios. Depois é só pentear e pronto! Confesso que meus cabelos não ficaram volumosos como o da mocinha aí de cima, mas tirou aquela aparência de sujo e desleixado. Dá para sair tranquila sem achar que todo mundo vai ficar te olhando.

Quer saber mais sobre todas as versões dos produtos comercializados no Brasil? Então anote aí:

Um toque castanho: toques de castanho para misturar à cor dos seus fios. Indicado para cabelos intensos e avermelhados.

Original: clássico shampoo seco que faz com que seus cabelos fiquem instantaneamente limpos, frescos, encorpados e macios.

Fresh: refrescante, traz mais espessura e pode ser usado tanto por mulheres quanto por homens.

Blush (minha opção)com perfume feminino, deixa os cabelos mais encorpados e frescos.

Rendas: com aroma vintage, é perfeito para quem busca estilo e elegância.

Existem outras versões vendidas lá fora, então acredito que logo logo chegará por aqui (Oba!). Indico para todo mundo porque é aquele tipo de produto que veio para revolucionar nossa vida. E olha que bacana: as opções original e blush também são encontradas em frascos menores que cabem na bolsa e na nécessarie de viagem. Acredite em mim, você vai querer sempre tê-lo por perto. Eu, pelo menos, já quero comprar mais uns três para fazer estoque. Aprovadíssimo com louvor!

Comprei na Ikesaki do bairro da Liberdade, em São Paulo, e paguei R$ 19,90 – o precinho amigo, aliás, é outro ponto bem positivo!

As melhores novelas de todos os tempos

Não é segredo para ninguém que eu gosto (muito) de novelas. Não perco por nada o primeiro capítulo – mesmo que eu abandone a história depois – e desmarco qualquer compromisso que coincida com o último capítulo. O mais incrível é que eu lembro os nomes dos personagens e até mesmo cenas de novelas que foram exibidas há anos. Por isso, escolher apenas cinco obras e fazer um top 5 era uma missão praticamente impossível. Daí veio a ideia de separar por categorias e eleger a melhor de cada uma. Já adianto que muita coisa ficou de fora e que as minhas escolhas também levam em conta o meu gosto. Vamos conhecer as vencedoras?

Melhor vilã: Carminha (Avenida Brasil)

size_590_avenida-brasil

Essa foi bem fácil. Faz apenas dois anos que nós nos despedimos da família do Tufão e de todos os personagens do bairro fictício do Divino, mas dá tanta saudade, né? Escrita por João Emanuel Carneiro, a novela é considerada uma das melhores dos últimos anos e o sucesso se deve principalmente à Carminha. A vilã que nós amamos odiar começa a trama planejando a morte do próprio marido e abandonando a enteada Rita no lixão para então seduzir um jogador de futebol – detalhe: ele era noivo de outra.

Anos mais tarde, ela passa a viver em uma luxuosa mansão com toda pompa e riqueza até ser infernizada por sua enteada, que cresceu e agora atende por Nina. Além de tentar enterrar a garota viva, Carminha matou o próprio amante (que, aliás, era seu cunhado) e praticava bullying com a filha gordinha. Esses atos são suficientes para torcer contra qualquer vilão, mas a atuação de Adriana Esteves foi tão maravilhosa que caiu não apenas no gosto dos brasileiros, mas também dos argentinos, já que a novela recentemente foi exibida por lá. Vai ser difícil ter outra vilã tão boa!

Melhor novela das nove: Laços de Família

camila_edu_helena

Eu sempre gostei muito das histórias do Manuel Carlos. Mas acho que ultimamente ele vem perdendo um pouco a mão. Isso porque ele gosta de focar nos diálogos, em cenas arrastadas, capítulos em que nada acontece e, claro, muita bossa nova. Hoje, tudo precisa ser mais ágil e dinâmico. Mas, em 2000, esse ritmo mais lento super funcionava. Tanto que eu não conheço ninguém que não tenha visto Laços de Família. Como o próprio nome diz, a trama girava em torno da relação entre uma mãe e uma filha que se apaixonavam pelo mesmo homem. Esse cara, por sinal, era o Reynaldo Gianecchini, que fazia sua estreia na televisão. Tinha 12 anos na época e rolou uma paixonite muito forte.

Tudo bem, a gente sabe que ele ainda não era muito bom, mas a novela também teve cenas memoráveis, como a que a Camila (Carolina Dieckmann) raspa o cabelo ao som de Love by Grace. Ou então da Capitu, personagem que levou a Giovanna Antonelli ao estrelato, e da Iris, personagem da Deborah Secco que infernizava a vida de Pedro (José Mayer, um clássico do Maneco). Fora a trilha sonora, que era incrível! A novela ganhou reprise no “Vale a pena ver de novo” em 2005 e eu já estou no aguardo de uma nova exibição. Quem sabe?

Melhor novela sobre religião: A Viagem

a-viagem-alexandre-guilherme-fontes-e-dina-christiane-torloni-70897

Normalmente o remake de uma novela não é tão bom quanto a primeira versão, mas nesse caso a situação se inverteu. Em 1994, ainda não existiam muitas novelas religiosas. A Viagem tinha proposta espírita e falava sobre reencarnação. Logo nos primeiros capítulos, Alexandre mata um homem e é condenado a mais de 20 anos de prisão. Depois de cometer suicídio, passa a viver no vale dos suicidas, retratado como um lugar tão tenebroso que me dá medo até hoje – não sabe do que estou falando? Clica aqui para comprovar.

Não satisfeito em estar nesse lugar horroroso, ele planeja um acidente de carro para matar Otávio, o advogado que o condenou. Pouco tempo depois, sua irmã Dinah também morre após encontrar sua sobrinha desaparecida e ter um infarto fulminante. Levada a um plano espiritual muito mais bonito do que o vale dos suicidas, Dinah resolve ajudar o irmão para que ele possa se tornar alguém melhor e reencarnar. Parece tenso, mas foi um verdadeiro sucesso. Outras tramas com a mesma proposta vieram depois, mas nenhuma teve a mesma repercussão. Tanto que a novela já foi reprisada na TV Globo e hoje é líder de audiência no Canal Viva (pena que passa em horários muito ruins para quem trabalha).

Melhor novela de época: Chocolate com Pimenta

chocolatecompimenta5

Eu gosto muito de novelas de época. Elas costumam ser mais leves e apresentam figurinos lindíssimos. Chocolate com Pimenta era assim. Retratada nos anos 20, contava a história de Ana Francisca, tratada como um patinho feio por ser pobre e usar penteados estranhos. É justamente esse jeito ingênuo que conquista Danilo, o garoto mais popular da escola. Na formatura, Ana é humilhada pelos colegas. Com isso, ela resolve deixar a cidade em que morava e só retorna anos mais tarde, rica e poderosa. O resto da história já dá para imaginar: depois de brigarem muito, ela e Danilo finalmente ficam juntos.

Foi uma novela bem bonitinha, daquelas que a gente gosta de ver (é a segunda novela das 18h mais vista na década de 2000) e torce muito pela mocinha. As roupas eram realmente lindas. Tinha muito vestido rodado, luvinhas rendadas, chapéus e cabelos com corte chanel e cachinhos. Fora que a cidade fictícia era uma graça. Dava muita vontade de voltar no tempo, morar lá e conviver com os personagens. Foi exibida em 2003 e ganhou duas reprises, em 2006 e em 2012.

Melhor novela das seis: Coração de Estudante

81d29f71e7494030fe3d8e556cfe142300cf5416

Ok, nem todo mundo vai concordar comigo nesse quesito. Mas eu realmente gostei muito dessa novela. Era uma espécie de Malhação universitária. Explico: a trama se passava em Nova Aliança, uma cidade imaginária de Minas Gerais, e girava em torno de professores e alunos da universidade da cidade. No núcleo jovem estavam os alunos que moravam em uma república e enfrentavam questões típicas dessa idade, como responsabilidades e relacionamentos. Já no grupo adulto estavam o professor Edu (Fabio Assunção), sua noiva mimada Amelinha (Adriana Esteves) e sua grande paixão, a advogada Clara (Helena Ranaldi).

Era bem gostosinha de assistir e realmente viciava. Tinha 14 anos quando foi exibida e acho que rolou uma certa identificação com esse mundo jovem. A reprise aconteceu em 2007, quando eu já estava na faculdade, então a identificação foi maior ainda. É aquela novela que faz a gente esquecer dos problemas enquanto assiste uma história atual e cativante. E a trilha era muito boa, tinha alguns clássicos da época, como “Don’t Let Me Get Me”, da Pink, e “Wherever You Will Go”, do The Calling. Ou seja, agradou todo mundo e poderia super passar de novo. Já estou na torcida!

Melhor novela das sete: Da Cor do Pecado

????????????????

Lembra do João Emanuel Carneiro, autor de Avenida Brasil? Ele foi chamado para escrever a novela depois de revolucionar a audiência da faixa das 19h com Da Cor do Pecado. Exibida em 2004, foi um sucesso porque começou a mostrar as histórias de forma mais rápida com personagens extremamente populares. Quer mais? Teve a primeira protagonista negra de uma novela. Tais Araujo viveu Preta, uma jovem que se apaixonava por um homem rico. Como mocinha sofre muito, ela fica grávida desse rapaz e ele acaba desaparecido em um acidente de helicóptero. Claro que tudo dá certo no final, porque ele reaparece para viver ao lado dela.

Antes do final feliz, teve muita coisa boa. Giovanna Antonelli viveu sua primeira vilã e deixou muita gente impressionada com tanta loucura e maldada. Matheus Nachtergale interpretou um vidente fajuto e Rosi Campos era a mamuska, matriarca da família Sardinha, composta por cinco filhos que praticam luta livre. Esses ingredientes fizeram com que a novela fosse um grande sucesso e ganhasse duas reprises, em 2007 e 2012. Assisti a primeira versão e a primeira reprise e o que mais gostava era esse ritmo ágil. Em todo capítulo acontecia alguma coisa. Aquele caso em que você deixa de ver por um dia e perde algo importante. Um verdadeiro marco na história da televisão.