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[Especial Califórnia] De Los Angeles a San Francisco pela U.S. 1

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Antes mesmo de sair do Brasil rumo à Califórnia, muita gente me dizia que a U.S. 1 era uma das estradas mais lindas do mundo. Depois, quando declarei meu amor por San Diego, me falavam que as melhores paisagens ainda estavam por vir. Não demorou para descobrir que todos estavam certos. A cada cinco minutos, escutava as minhas próprias exclamações “Ahhhh” ou “Noooossa” ou “Que liiiindo”. Foi tudo tão revigorante e fez tão bem para mim que eu já adianto logo de cara: vale, sim, fazer o caminho mais longo e pegar esta estrada!

Construída em 1926, a rodovia tem 2.390 milhas (pouco mais de 3 mil quilômetros) e recebe o nome de 1 por ligar o sul e o norte dos Estados Unidos. É tão extensa que tem diversos nomes por onde passa. Na Califórnia, também é conhecida como Route 1 ou Pacific Coast Highway. A expressão não é à toa, já que em muitas vezes o trajeto acompanha toda a costa da região. Ou seja: de um lado é mar e, do outro, montanhas.

Escolhemos ir de Los Angeles a São Francisco por ela e o percurso demora. Para terem uma ideia, tivemos que fazer tudo em dois dias e no primeiro foram mais de 12 horas dentro do carro. Em outras estradas, dá para chegar ao destino em 6 horas. Mas, claro, não tem mar, montanhas e muito menos as paisagens de tirar o fôlego. Fica a decisão de cada um, mas eu jamais optaria pela opção mais curta.

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Depois que saímos de Los Angeles, passamos por Santa Monica e Venice Beach (que eu contei mais no post anterior) e paramos lá por mais ou menos 1 hora. De lá, seguimos de carro por Malibu. Sim, a praia escolhida por 9 entre 10 celebridades. Da estrada, dá para ver as luxuosas mansões no alto das montanhas. Alguns carros ficam encostados na beira da praia e a maioria deles são de papparazzi. Sabe aquelas fotos que a gente vê em revistas como People que mostram os famosos no mar? Pois é!

Em alguns momentos, a estrada deixa de acompanhar o mar e se une a outras estradas, como a 101. Nessas horas, rolava um pequeno pânico e nem o GPS ajudava muito, Mas aqui vai uma dica: a cada tanto aparecem placas indicando o que fazer para continuar pela Pacific Coast, então não é necessário se preocupar.

Como o caminho é longo, vale fazer uma parada para almoçar. Opções não faltam, já que a estrada passa por grandes cidades, como Santa Barbara e San Luis Obispo. Nós escolhemos Solvang, uma cidadezinha com fundação dinamarquesa que fica fora da rota. Tivemos que desviar e subir a serra. Aos poucos, o mar ficou pequeno.

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Por conta de sua fundação, Solvang tem uma arquitetura fofíssima com direito à casinhas em estilo europeu e, claro, moinhos. Como chegamos na hora do almoço, escolhemos o restaurante Viking Room e pedimos um dos pratos que eu mais gostei em toda a viagem: sopa de cebola. O prato era simples, mas o molho à base de cerveja escura (coisa de viking como o próprio nome do restaurante diz, né) dava um toque especial e extremamente saboroso. Recomendadíssimo!

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Para a sobremesa, fomos na lojinha ao lado que é uma bakery (tipo de doceria) maravilhosa. Escolhi esse grandão da foto, que lembra um pé-de-moleque com cobertura de chocolate. Só de lembrar já fico com água na boca. Além da gastronomia, a cidade também tem lojinhas com vários tipos de souvenirs. E dependendo da época do ano rolam uns festivais, então vale a pena acompanhar o site oficial.

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Depois de deixarmos Solvang, dirigimos por mais ou menos três horas e o caminho, no início, era típico do interior, com plantações, montanhas e muito verde. Eu já estava amando o passeio, mas estava sentindo falta daquele visual de tirar o fôlego que todo mundo me falou. Aos poucos, as casas começaram a sumir e nós nos aproximamos da famosa região do Big Sur. Ali é só mar e montanha. Nada mais. O sol já estava começando a baixar quando eu encontrei a primeira vista incrível. Tive que parar para tirar uma foto e percebi que estava chegando ao norte da Califórnia porque era um frio, mas um frio tão intenso que eu voltei rapidinho.

O trajeto em seguida foi muito legal porque era cheio de curvas sinusosas. Todo mundo já subiu ou desceu serra e já pegou curvas loucas em algum momento da vida, mas acreditem em mim: não é nada comparado ao que eu vi por lá. É tanto zigue-zague que não é difícil enjoar. E dá um certo medo porque é tudo bem estreito com apenas uma faixa para subir e outra para descer. Mas o visual compensa tudo. Juro que vi as paisagens mais lindas de toda a minha vida. Foi algo totalmente inspirador!

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Apesar de lindo, o trajeto é bem cansativo. Então, vale a pena se hospedar em algum ponto do caminho para jantar e dormir. Nós ficamos em Marina, cidadezinha ao lado de Monterey. Chegamos tarde e pedimos pizza no quarto mesmo. Partimos bem cedo na manhã seguinte rumo a Carmel, que é tipo uma Campos do Jordão, só que com praia. Resumindo: é uma cidade com casinhas fofas, gente cheia da grana e muitos, mas muitos cachorros. É lindo ver como eles correm felizes na areia.

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Por fim, vale a pena falar sobre o famoso passeio 17-mile drive, estradinha que passa dentro de um condomínio luxuoso com mansões daquelas que a gente está acostumado a ver em filmes e um campo enorme de golfe. O nome da trilha veio porque o trajeto todo é feito em 17 milhas (ou 27 quilômetros). A dica é terminar parando o carro em Pebble Beach e se encantar com a praia cheia de rochas e árvores tortas por conta do vento forte. O visual é bucólico, lindo e extremamente natural. Indico para todo mundo!

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Essa foi a minha parte favorita de toda a viagem. E uma prova de que uma viagem não é feita apenas de compras ou parques de diversão. Curtir a natureza, respirar fundo, sentir a alma se renovar e curtir a paisagem em silêncio é algo que não tem preço!

[Especial Califórnia] O que fazer em Los Angeles

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Depois de deixar Anaheim, cidade em que ficam os dois parques do complexo Disney na Califórnia, meu próximo destino foi Los Angeles. Contei aqui antes que Los Angeles me deixou um pouco decepcionada e acho que o principal motivo foi o trânsito intenso. A distância entre as duas cidades é de aproximadamente uma hora e o fluxo na estrada começou a ficar mais pesado assim que os prédios grandes começaram a aparecer. O que a gente não imaginava é que o engarrafamento por lá existe em qualquer dia e horário, inclusive aos finais de semana. Por essa razão, Los Angeles me lembrou um pouco São Paulo. Mas, assim como a maior cidade brasileira, tem muita coisa para fazer por lá. Quer ver?

Camarillo Premium Outlets

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Brasileiro que é brasileiro adora viajar e conhecer novos lugares, mas ama mesmo quando para em um outlet. E para quem acha que não existe um local bom para fazer compras baratas na Califórnia, aqui vai uma ótima informação: o Camarillo é simplesmente o maior outlet que eu já vi na vida. Sério, tem até cinema e escola lá dentro! Localizado a cerca de 1 hora e 20 minutos de Los Angeles, tem lojas muito boas e conhecidas por nós como Adidas, Asics, Diesel, Forever 21, Kate Spade, Gap e por aí vai. Essa parada é obrigatória, pois garante preços ótimos e aqueles cupons de promoção que a gente tanto gosta. Vale MUITO a pena!

Warner Bros. Vip Tour

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Quando a gente pensa em Los Angeles, a primeira coisa que vem à cabeça é a grandiosa produção de filmes. Então, fizemos nossa inscrição no tour vip dos estúdios da Warner Bros. (um dos melhores por lá) daqui do Brasil para garantir que participaríamos do passeio. É muito bacana porque a visita começa do lado externo e nos possibilita ver todas as construções falsas usadas para fazer filmes e séries bem conhecidas, como Big Bang Theory. Depois, a gente pode ver os figurinos que ficam no acervo. Neste ano, o Batman comemora 75 anos, então a Warner preparou diversas homenagens e dedicou um andar inteiro para as produções cinematográficas do super-herói. O que eu mais gostei? De ver bem de pertinho as roupas usadas pelo Heath Ledger como o curinga, um de seus últimos papéis antes de morrer. Fãs da saga Harry Potter também vão amar o segundo andar, que conta com figurinos e objetos utilizados nos filmes. Dá até para colocar o chapéu seletor e saber a qual casa você pertenceria – eu, por exemplo, seria da Grifinória (adorei!).

O tour não para por aí e convida os visitantes a entrarem na gigantesca sala de objetos que são utilizados e alugados para os filmes e também podemos entrar em alguns estúdios onde são gravadas as séries. Não sei vocês, mas eu sempre achei que aquelas risadas de seriados eram falsas. Pois elas são verdadeiras e de gente como nós, que adquire ingressos pela internet e assiste às gravações (tipo de programa que vale muito para quem curte séries de comédia).

Amoeba Music

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Quem gosta de música e de comprar CDs deve saber que a maior loja de discos fica em Los Angeles. Trata-se da Amoeba Music, que tem mais de 2 mil m² (isso mesmo!). É tão grande que tem até um espaço reservado para música brasileira. Além de CDs, a loja vende vinis, filmes, camisetas de bandas e bonecos. Confesso que eu fiquei um pouco sem saber o que fazer em um espaço tão gigante e fiquei com preguiça de procurar algo por lá. Mas, se estiver em busca de música para trazer ao Brasil, este será o melhor lugar da viagem!

Hollywood

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Chegamos à parte mais polêmica deste post. Sempre tive curiosidade em conhecer Los Angeles e sempre me imaginei passeando em Hollywood. Cresci vendo as transmissões do tapete vermelho do Oscar e achava que o bairro era puro glamour. A verdade é que a história não é bem assim. As celebridades não moram por lá e é muito comum esbarrar em moradores de rua ou naqueles atores recém-chegados, que se vestem de Elvis, Marilyn Monroe e até nos Transformers para ganhar trocados dos turistas. Apesar de ser um local sujo e zero pomposo, vale a pena para quem está lá pela primeira vez. Tem um shopping bacana onde dá para ver o famoso letreiro e fazer uma foto (como esta aí de cima), ver as estrelas da calçada da fama, as mãos das celebridades, o teatro onde o Oscar é realizado e o teatro chinês.

Beverly Hills

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Um dos bairros mais chiques de Los Angeles, é aqui que moram algumas celebridades. Existe um tour que passa na frente de algumas casas habitadas por famosos, mas eu não fiz por um problema de tempo. Se você for ficar bastante tempo na cidade, vale a pena se aventurar na experiência. Mas, se tiver apenas alguns dias, a dica é passear nas ruas de carro e sem rumo. Dá para se impressionar com o luxo das mansões e imaginar quem mora nelas.

Universal Studios

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Ia fazer um post especial sobre o parque, que também existe em Orlando, mas ele é tão pequeno que dá para explicar por aqui. A maioria das atrações também existe na Flórida, como Meu Malvado Favorito, Shrek 4D, Transformers e Jurrasic Park. O destaque fica por conta da montanha-russa da Múmia, que é TOTALMENTE DIFERENTE. Muito mais assustadora, com direito a mãos de múmias parando a pouco centímetros da sua cabeça, tem trajeto que envolve descidas e curvas rápidas e trilho que vai e volta. É sensacional e imperdível!

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A grande atração é o tour pelos estúdios, utilizados em filmes e séries de verdade. Além de visitar cenários, dá para ver carros usados em longas e mais bacana é que o trajeto envolve atrações espetaculares, como o cinema 3D do King Kong, uma sequência de terremoto dentro de uma estação de metrô, tubarões e até Norman Bates, o astro do filme Psicose. Uma delícia e muito divertido!

The Grove

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Algumas celebridades escolhem o The Grove para fazer compras e almoçar ou jantar. Shopping extremamente luxuoso, tem lojas renomadas, como Forever 21 e uma unidade gigante da livraria Barnes and Nobles e outra do restaurante delícia The Cheesecake Factory. O mais legal é que tem um bonde que passa lá dentro (pois é). Aqui sim é puro glamour! Vale passar por aqui para conhecer o local, que é uma graça!

Santa Monica e Venice Beach

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Se Los Angeles não foi tudo aquilo que eu esperava, Santa Monica foi uma surpresa muito agradável. Estava morrendo de saudade do clima de cidade de praia de San Diego e senti a mesma paz quando pisei no famoso píer, aquele que tem um mini parque de diversões, com montanha-russa e roda gigante. O visual é incrível para tirar fotos e buscar inspiração. A clássica praia de Venice fica ao lado. Eu tinha pouco tempo, então só passei de carro. Quem tiver mais disponibilidade pode passear e até tomar um solzinho. Eu recomendo e estou até pensando em me hospedar na região da próxima vez!

[Especial Califórnia] 6 motivos para conhecer o parque California Adventure

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No último post, falei (quase) tudo sobre a Disneyland. Hoje é dia de falar sobre o California Adventure, o segundo parque do complexo da Disney em Anaheim, na Califórnia. Para quem já foi a Orlando, esse parque é bem parecido com o Hollywood Studios (meu favorito por lá), mas também tem algumas áreas que me lembraram muito o Animal Kingdom. Eu estava curiosíssima para conhecer o local porque já tinha visto alguns vídeos das atrações no Youtube e ele me parecia diferente de tudo. De fato, é um parque extremamente gostoso com brinquedos para todas as idades. Eu amei de verdade e digo com certeza que ele virou o meu preferido entre todos os parques que eu já visitei, incluindo os da Flórida. Vamos saber mais sobre?

1. É um dos parques mais recentes de todo o complexo Disney

Mapa do parque

Mapa do parque

Inaugurado em 2001, o California Adventure foi construído em um espaço anteriormente usado como estacionamento e é um dos parques mais novos de todos o complexo Disney no mundo (para quem não sabe, a Disney também tem parques em Paris, em Tóquio e em Hong Kong). Apesar de ser uma delícia, o local enfrentou sérias dificuldades após a inauguração. Acontece que ele tinha poucas atrações para crianças e o número de visitantes era menor do que o esperado. Em 2007 foi feita uma grande reforma com a inclusão de novas áreas temáticas com brinquedos para os pequenos e o resultado agradou a todos. E vale lembrar: fica ao lado (ao lado mesmo) da Disneyland e a divisão é feita pelo centrinho de compras Downtown Disney. Praticidade na certa!

2. Talvez seja o parque mais radical da Disney

Esse pontinho rosa sou eu, lá no alto da montanha-russa

Esse pontinho rosa sou eu, lá no alto da montanha-russa

Justamente por ter sido considerado um parque para adultos, o California Adventure tem atrações muito legais para quem, assim como eu, adora sentir adrenalina. Amo os parques de Orlando, mas sempre sinto falta de uma montanha-russa mais radical. Pois bem, aqui nós temos a California Screamin’, uma montanha-russa de madeira – com trilho de aço – que começa acelerando em questão de segundos e tem um looping generoso (vale a pena assistir ao vídeo).O parque tem ainda a montanha-russa do Pateta, que é para todas as idades – não consegui ir por causa da fila. Vale pegar o fast pass para chegar ao brinquedo mais rápido!

3. Tem o brinquedo mais legal do mundo (ao menos na minha opinião)

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Minhas reações dentro da roda gigante

Não poderia deixar de fora a Mickey’s Fun Wheel, que, para mim, é o brinquedo mais legal de todos os que eu já andei na vida. O diferencial fica por conta das cabines que balançam. Tinha visto alguns vídeos e achava que era algo inofensivo, mas a verdade é que elas balançam MUITO! É quase como um barco viking. Eu não fiquei com medo, mas senti aquele friozinho gostoso na barriga. Vi algumas pessoas morrerem de medo (inclusive minha mãe) principalmente por não ter nenhum lugar para segurar. Então, se esse for o seu caso, recomendo as cabininhas que não balançam. Para as corajosas, eu reafirmo que é a coisa mais deliciosa deste mundo. Veja mais aqui.

4. Tem um hotel dentro

Nesta foto, o parque ainda não tinha sido reformado, mas dá para ter uma ideia da (super) proximidade

Nesta foto, o parque ainda não tinha sido reformado, mas dá para ter uma ideia da (super) proximidade

Assim como acontece em Orlando, os parques da Califórnia também contam com alguns hotéis dentro do complexo. Mas um deles é realmente dentro do California Adventure. Trata-se do Grand Californian, que tem inclusive uma saída que dá direto no parque. Imagine que legal abrir sua janela e ver o pessoal se divertindo nas atrações. Eu não fiquei lá, mas garanto que deve ser uma delícia assistir aos shows noturnos com todo o conforto necessário ou ter uma visão pra lá de especial de todo o parque. Por outro lado, penso que o barulho deve ser frequente. Quem sabe me hospedo lá da próxima vez para saber?

5. Traz os brinquedos mais legais de Orlando em um único parque

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O que eu mais gostei no California Adventure é que ele reúne algumas das minhas atrações favoritas de Orlando, como a Hollywood Tower Hotel (foto acima), o simulador de asa delta Soarin’ e o game interativo Toy Story Mania. A torre do terror, como eu apelidei, é beeem diferente e, na minha opinião, mais legal. O elevador aqui abre mais vezes e em uma das paradas mostra um espelho no qual nós somos transformados em fantasmas. E ele não anda quando chega no topo. Pelo contrário, fica parado e totalmente no escuro, o que causa um leve e gostoso pânico antes da descida.

Outra atração imperdível é o Radiator Spring Racers, uma espécie de Test Track do parque Epcot, só que toda com a temática do filme Carros. Seu carro faz um trajeto pela cidade do desenho para então passar por testes e disputar uma corrida com outro carro a toda velocidade. É TÃO legal que a fila é quilométrica. Para terem uma ideia, nem tínhamos almoçado quando pegamos nosso fast pass e o horário de retorno era para as 17:30. A área Cars Land, inclusive, é uma das que eu mais gostei e totalmente válida para os fãs do filme. Ficou na curiosidade? Clique aqui para saber mais sobre o brinquedo.

6. World of Color

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O California Adventure não tem fogos de artifício, mas um show muito lindo na água. Chamado de World of Color, projeta cenas dos principais filmes da Disney por meio de jatos coloridos na lagoa em frente à roda gigante, que também recebe iluminação especial. O show lota e é bom chegar pelo menos uma hora antes para pegar um lugar bacana. Mas, se você estiver em busca de conforto, vale a pena fazer o pacote Dining, que inclui um jantar com menu especial em alguns restaurantes e ingresso para a área vip. E põe vip nisso! Ficamos no espaço mais próximo da água com pouquíssimas pessoas na nossa frente. Isso porque chegamos apenas alguns minutos antes da apresentação. Então, a comodidade é 100%. Super recomendo essa experiência!

Por fim, vale dizer que o California Adventure é um parque mais compacto, porém com número maior de atrações do que a Disneyland. Tem uma área exclusiva para crianças e locais para encontrar personagens (incluindo a turma do filme Frozen), mas eu acredito que agrada mais adolescentes e adultos. De qualquer maneira, virou meu xodó. Não vejo a hora de voltar!

[Especial Califórnia] 7 motivos para conhecer a Disneyland

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Quem me conhece sabe que sou completamente apaixonada pela Disney. Um dos motivos que me fez escolher a Califórnia como destino de férias foi justamente a possibilidade de conhecer mais parques do complexo. Para quem não sabe, a cidade de Anaheim (cerca de 1 hora de Los Angeles) abriga dois parques: a Disneyland e o California Adventure. Fiz questão de passar por lá assim que saímos de San Diego e não me arrependo nem um pouco. Aliás, digo e repito: é uma parada obrigatória para quem gosta de diversão.

E aí entra a pergunta que não quer calar: é melhor do que Orlando? Até pouco tempo, só existia Orlando na minha cabeça quando pensava nos Estados Unidos. Acontece que eu fui cinco vezes para lá e acabei pegando um bode. Continuo amando tudo e voltaria com toda a certeza do mundo, mas é tanta gente, tanta fila, tanto brasileiro (das últimas vezes parecia até que eu não tinha saído do Brasil) que eu acabei gostando mais dos parques da Califórnia.

A decisão de quais parques são melhores é muito pessoal, mas eu vou (tentar) explicar em alguns itens o porquê da minha escolha. Vou começar pela Disneyland, que nós visitamos no nosso primeiro dia:

1. É o primeiro parque de todo o complexo da Disney

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A Disneyland foi inaugurada em julho de 1955, ou seja, está prestes a comemorar 60 anos. Os festejos, aliás, começaram em maio, uma semana depois que eu fui embora. Quem visitar o parque durante os próximos meses poderá ver uma parada exclusiva – mas com filas imensas, vale lembrar.

Seja como for, a Disneyland foi totalmente construída com a supervisão de ninguém mais ninguém menos que Walt Disney (ele já era falecido quando a de Orlando ficou pronta).O mais bacana é que ainda carrega traços originais. A casa na árvore do Tarzan está lá desde o começo, assim como os carrinhos futuristas encontrados na área Tomorrowland. Resumindo: tem um ar nostálgico e histórico fortíssimo!

2. O fato de ser menor ajuda muito

Mapa de todo o parque. Olha só como tem bastante coisa para fazer lá

Mapa de todo o parque. Olha só como tem bastante coisa para fazer lá

Bastou eu colocar no Facebook que estava visitando a Disneyland para um monte de gente comentar: “ah, mas é tão pequeno” ou “é muito sem graça”. Ok, pode até ser compacto, mas isso é ótimo. Em Orlando, a gente fica com dor no pé de tanto que anda para chegar em uma determinada atração. É maravilhoso ter tudo pertinho. E digo mais: dá para fazer todos os brinquedos muito mais rápido. Nós conseguimos ir nos que queríamos e ainda repetimos os mais legais. Tudo isso em um único dia. Faço o Magic Kingdom, de Orlando, em dois dias, porque em um dia é impossível.

Então, não desanime se alguém te falar que o parque é pequeno. Eu fui, amei, iria de novo e não me importei nem um pouquinho com o tamanho. Aliás, adorei essa dimensão.

3. Os brinquedos são mais bem feitos

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Taí um exemplo: o It’s a Small World. Quem já foi a Orlando sabe que o brinquedo ocupa uma parte discreta na área de Fantasyland. Na Califórnia, ele fica afastado e é praticamente um castelo. Tem O DOBRO do tamanho. Mostra bonequinhos dos personagens de acordo com a região em que vivem (não tem isso no Magic Kingdom). São pequenos detalhes, mas que não passam despercebidos por fãs dos parques. E eu sei que todo mundo aqui gosta de coisas com qualidade – o que não falta nos brinquedos da Disneyland.

Acha o It’s a Small World bobinho? Vamos tentar a Space Mountain, talvez a montanha-russa mais radical da Disney. Aqui ela é mais escura, mais rápida, mais alta e tem uma fila muito legal, que faz com que você pense que está realmente indo para o espaço. Uma amiga minha me deu a dica de ir nessa atração logo quando chegamos e funcionou tanto que saímos de lá e fomos de novo.

4; Alguns não existem em Orlando

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Um dos brinquedos mais legais do mundo é o Indiana Jones Adventure, que não existe em Orlando. O que ele tem de especial? Começo pela fila, que dá a sensação de estar em uma floresta com um templo enorme chamado de Forbidden Eye. Depois vem o fato de o carrinho ser o famoso jipe do herói dos filmes e de realmente se sentir em uma sequência cheia de ação, com aparição de esqueletos, cobras (de mentira tá gente) e a clássica bola gigante que vem rolando na sua direção. Tudo é muito rápido, dinâmico e extremamente divertido.

Esse é só um exemplo. Tem várias atrações por lá que são exclusivas. É ir para descobrir!

5. É mais vazio, ou seja, as filas são menores

Fila zero para tirar foto com os personagens

Fila zero para tirar foto com os personagens

Por ser menor e (teoricamente) menos atrativa do que o Magic Kingdom, a Disneyland fica mais vazia e apresenta filas beeem mais rápidas. Claro que no verão e em datas comemorativas o parque é mais cheio, mas a maior fila que eu peguei foi meia hora no Piratas do Caribe. Pegamos chuva durante a tarde e isso foi ótimo porque muita gente foi embora, então aproveitamos ainda mais. Nada de pegar fila de duas horas ou de sair correndo atrás de um fast pass para furar fila. Eu ainda consegui tirar uma foto com o Mickey e a Fada Madrinha e não esperei mais do que dez minutos. Isso é IMPOSSÍVEL em Orlando.

6. Tem a parte de New Orleans

Esta foto é do site da Disney. Estava chovendo horrores quando fomos e eu não consegui tirar fotos :(

Esta foto é do site da Disney. Estava chovendo horrores quando fomos e eu não consegui tirar fotos 🙁

Outra coisa que não tem em Orlando: a parte de New Orleans Square. Para homenagear a principal cidade do estado da Louisiana, a área do parque é cheia de casinhas características e oferece atrativos da região, como o famoso Beignet (espécie de sonho que eu morria de vontade de comer e é realmente maravilhoso). Dois brinquedos clássicos da Disney estão aqui: a Mansão Mal Assombrada (relativamente igual a de Orlando) e o Piratas do Caribe, que é muuuuito maior, tem duas quedas na água e um restaurante lá dentro. Almoçamos lá e estava tudo incrível. Ganhei até um bolinho especial como forma de comemoração antecipada do meu aniversário.

7. O acesso é bem mais fácil

Fachada da loja da Lego em Downtown Disney

Fachada da loja da Lego em Downtown Disney 

Em Orlando, cada parque fica em um determinado local e muitas vezes são distantes entre si. Em Anaheim, os dois parques ficam um ao lado do outro e são separados pela área de Downtown Disney, o famoso centrinho de compras e comidas. Isso é MUITO BOM. Dá para sair no meio do dia e ir ao outro parque sem precisar de carro ou ônibus e visitar as lojinhas no final do dia sem estresse. E tem mais: a maioria dos hotéis fica na mesma rua. Fazíamos tudo a pé, era só atravessar a rua. E do nosso quarto ainda podíamos ver os brinquedos. Resumindo: UMA DELÍCIA!!

Como falei lá em cima, amei demais a Disneyland. Mas amei ainda mais o outro parque, o California Adventure. Falarei sobre ele em breve, então fique de olho! 🙂

10 coisas que você aprende aos vinte e muitos

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No último domingo (31) completei 27 anos. Sempre amei fazer aniversários e nunca passei um ano da minha vida sem comemorar a chegada de uma nova idade. Nunca me importei muito com essa coisa de ficar mais velha, mas, ultimamente, tenho sentido mais isso.

Tudo começou depois dos 25, quando eu percebi que agora já não pertencia ao grupo dos “vinte e poucos anos”. Os poucos agora são muitos. Não que eu me sinta velha. Aliás, longe disso. Mas parece que é só agora que a gente começa a perceber que a vida realmente passa muito rápido. E aí entram algumas responsabilidades, os pensamentos mudam, a cabeça evolui. Olha só como tudo muda:

Sair da casa dos pais está cada vez mais próximo

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Quando eu era mais nova, tinha pânico só de pensar em morar sozinha. Tinha vontade de chorar ao me imaginar chegando em casa cheia de novidades e não ter ninguém para contar. Hoje a situação é outra: vivo sonhando com um espaço para chamar de meu, com vários ambientes para decorar do meu jeito e finalmente poder viver de forma organizada. Chega um momento em que seu quarto é pequeno demais para acomodar livros, roupas e outras coisas que poderiam ser distribuídas em vários cômodos de uma casa. Claro, ainda tem a parte de não ter ninguém para conversar, mas nada que uma visita dos amigos não resolva. Amo muito morar com a minha mãe e já decidi que vou ficar com ela até os trinta. Depois? Bom, depois  vai ser hora de bater as asas.

Dinheiro é algo que (de fato) não cai da árvore

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Aqui entra o motivo que talvez me impeça de sair da casa da minha mãe: grana. Quando a gente chega aos vinte e muitos, entende que dinheiro é algo que faz diferença na vida de uma pessoa. Ou seja, começa a ter noção de que, quanto mais gastar, mais ficará sem. A gente passa a dar mais valor para o trabalho, se dedica ao máximo para contar com o salário no final do mês e fica feliz com cada centavo que recebe. Ah, e tem a questão das prioridades: de repente economizar para dar entrada no apê é mais importante do que comprar aquela bolsa que está na moda.

Fios brancos passam a ser reais

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Sempre achei que ficaria muito triste quando visse meu primeiro fio de cabelo branco. Era algo que eu nem imaginava, parecia até que eu poderia escapar desse fato. Bom, eles chegaram. E chegaram antes do que eu previa. Aos 25, comecei a notar alguns fiozinhos no alto da cabeça. Eles não eram apenas brancos, mas tinham uma textura bem diferente. O mais curioso? Aquela cena de pânico, desespero e choradeira não aconteceu. Vi os fiozinhos e pensei: “Fiquei velha. Fazer o quê?”.  Taí a parte boa de ser loira: eles se camuflam e quase ninguém percebe.

Qualidade é melhor do que quantidade

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Essa frase nunca fez tanto sentido. Quando era mais nova, o meu ideal de felicidade estava relacionado à quantidade de amigos que eu tinha. Achava o máximo ter um círculo grande de amizade. Hoje você entende que decepções acontecem e que você está sujeito a perder alguns amigos no meio do caminho. Percebe que as pessoas mudam e que podem não seguir os mesmos ideais que você. Por fim, entende que é melhor três amigos bons e verdadeiros do que um milhão de conhecidos.

Certos planos não dependem somente de você

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Já sofri muito porque sempre fiz parte do time que planeja a própria vida. Quando era adolescente, queria estar casada e com filhos até os 25. Cheguei aos 22 e passei a desejar ser mãe aos 27. Com 26, pensei em me casar até os 30. Hoje a gente entende que não dá para viver desses planos. Sou solteira e não tenho a menor previsão de me casar e de ser mãe tão cedo. É triste? Nem um pouco. Digo por experiência própria: é MUITO melhor quando a gente para de se impor regras e passa a enxergar o outro lado. Quero muito construir uma família antes dos 40, mas, se não acontecer, vou viver da mesma forma e colecionar outras alegrias.

É a última oportunidade para viver tudo o que você sempre quis

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Calma, não é tão dramático como parece. Acontece que aos vinte e muitos, você ainda pode jogar tudo para o alto. Ou seja, dá tempo de pedir demissão e embarcar naquele intercâmbio, de entrar em uma nova faculdade ou então de mudar completamente de área. Mais do que isso, dá tempo de desistir de tudo isso e recomeçar. Depois chegam os filhos, as contas aumentam, a idade realmente começa a pesar. Resumindo: tudo fica mais difícil!

Falta de paciência e preguiça são suas melhores amigas

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Lembra quando você era adolescente e odiava passar o sábado em casa vendo filme? Pois é exatamente esse programa que hoje você adora. Aquela ideia de passar a madrugada toda de pé em algum bar ou balada e voltar para casa de manhã já não agrada tanto. A gente até sai e se arruma, mas é impressionante como o sono chega em questão de horas. Adoro jantar com as minhas amigas ou fazer qualquer outro programa em companhia, mas também adoro ficar em casa de pijama largada no sofá. É aquela história: hoje vale mais a pena algo com pouco agito, mas com muita fofoca.

A opinião dos outros não é mais tão importante

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Vida de adolescente é assim: a gente tem vergonha da mãe que nos deixa na porta da escola, vive de cremes para esconder aquela espinha que parece terrível, passa horas cuidando do cabelo e escolhendo cuidadosamente a roupa para evitar comentários maldosos. Saber que tem alguém rindo de você é motivo de depressão, não é? Não quando você cresce e chega aos vinte e muitos. Você percebe que a máxima “o que importa é se sentir bem” realmente funciona. E daí que você está com alguns quilos a mais ou com uma roupa que parece estranha? Os outros até dão conselhos, mas você aprende a não ligar mais. Parece até mágica.

Você passa a curtir mais a própria companhia

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Aqui entra um complemento dos itens 1 e 4. Você aprende a gostar de si mesmo e a respeitar as próprias vontades. Quando era mais nova, deixava de ver um filme que queria muito só porque não tinha companhia. Hoje a ideia de ir ao cinema sozinha não é todo ruim. É quase como se você fosse a sua melhor amiga. Sempre que estou sozinha, faço tudo com mais calma. Até ir ao shopping é gostoso porque você anda de forma tranquila e passa em todas as lojas que quer. Claro que sempre sinto falta do comentário de uma amiga quando provo uma roupa, mas depois fico tão bem e independente que tudo se resolve.

Você pensa mais antes de agir

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Quando somos mais novas, temos a tendência de agir por impulso. Parece que não existe aquela ideia de pensar nas consequências e o mais importante é conseguir aquilo que desejamos. Depois, pensamos tanto, mas tanto, que a cabeça dói e as noites de sono são interrompidas. Tudo é uma questão de maturidade: agora nós entendemos o que as nossas atitudes podem representar e passamos a analisar prós e contras. Sinto falta de como eu era no início da minha vida adulta, em que não deixava nada passar, mas hoje gosto dessa reflexão antes de tomar uma decisão. É mais chato, porém mais consciente.

Quem concorda com esta lista? De qualquer forma, a gente ganha experiência aos vinte e muitos. E isso não tem preço!