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Diário dos 30: sim, amigas, eu vou trintar

Olá, pessoal! Parece que foi ontem que eu finalmente voltei a ter um blog e tomei coragem para trabalhar com isso, mas estamos caminhando para comemorar quatro anos de Fik Dik, acreditam? Nesse tempo todo, eu perdi total a vergonha de vir aqui conversar com vocês e a gente já criou um relacionamento bem legal neste meu cantinho, certo?

Pensei em tudo isso e decidi criar uma série de posts por aqui para compartilhar com vocês os preparativos para a minha festa de 30 anos. Pois é, gente, daqui alguns meses eu vou fazer TRINTA anos (como assim, eu era um bebê até ontem rs). Achei que eu ia ficar triste e ter a famosa crise dos trinta, mas estou tão bem e tão tranquila. Deve ser a tal da maturidade!

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E bom, nessas minhas andanças pelo mundo de blogs e canais, percebi que todo mundo gosta de fazer diário da noiva ou diário da gravidez. Não tenho previsão de me casar e de engravidar tão cedo, então, por que não fazer um diário da minha festa de 30 anos, né? Por isso, preparem-se porque todo mês eu vou ter novidades para contar por aqui. Vamos começar?

Preparativos iniciais

Como já aluguei bastante vocês com a minha introdução aqui em cima, este primeiro post da série Diário dos 30 vai ser contando como decidi fazer a festa. Desde pequena, eu queria fazer uma festa à fantasia quando fizesse 30 anos. Mas também queria que fosse um momento em que a gente pudesse relembrar os tempos de criança.

Eu já sabia que seria uma festa à fantasia, mas não sabia muito bem o que fazer. Então tudo começou na minha festa de aniversário do ano passado. Estava ouvindo algumas músicas antigas com duas amigas queridonas da faculdade (Tani e Clauzi, suas lindas!) e aí veio o clique.

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Mini Cami aos três anos e a mesma pose fina de sempre

Não sei bem quem teve a ideia primeiro, mas logo pensamos: por que não fazer uma festa à fantasia, mas temática anos 90 até a primeira metade dos anos 2000 (período da nossa infância e adolescência)? A Cláu e eu somos geminianas e fazemos aniversário praticamente juntas – eu, no dia 31 de maio, e a Cláu, no dia 12 de junho.

Temos muitos amigos em comum, então, decidimos fazer uma festa de 30 anos JUNTAS, não é o máximo? A gente sabe que não é todo mundo que se anima em festa à fantasia e meus amigos não são os mais empolgados para se fantasiar, mas, quando juntamos bastante gente, a animação aumenta, né?

Então é isso. Para esse post não ficar enorme, mostrei só como pensamos na nossa festa de 30 anos (que carinhosamente batizamos de Vida, Devolva Minhas Fantasias – uma música do KLB, que algumas de vocês podem até não saber o que é rs). No próximo post, vou falar sobre os nossos primeiros passos. Aguardem!

Um beijo e até o próximo post!

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 11

Olá, pessoal! Os posts do diário da viagem continuam e chegou a hora de contar como foi nosso penúltimo dia em Las Vegas. Quem leu o post anterior, já sabe que eu não encontrava por nada a chave do cadeado de uma das minhas malas. Tentei de tudo e até comprei grampo para seguir alguns tutoriais do YouTube, mas nada deu certo. Por isso, assim que acordamos eu decidi ligar para a recepção do hotel e pedir ajuda.

Uns 10 minutinhos depois, bateram na porta e era o Bryan, um senhor muito simpático que também tentou abrir o cadeado sem ter que quebrar, mas não teve jeito. Eu falei que ele podia quebrar se precisasse e assim ele fez. Por sorte, eu já tinha comprado dois cadeados reservas no dia anterior. Nem preciso dizer que depois de todo esse auê, eu encontrei a chave do cadeado escondidinha atrás da outra mala, né?

Descemos para tomar café na Starbucks do nosso hotel e de lá já seguimos para pegar o monorail rumo ao The Venetian, um dos hotéis mais famosos de Las Vegas e inspirado em Veneza. É um dos mais luxuosos e tem um shopping imenso lá dentro, onde você pode andar de gôndola. Nós ganhamos esse passeio de presente de duas amigas (obrigada, Cláu e Bo) e reservamos esse dia para fazer isso.

Fala se não é a coisa mais linda do mundo

A estação mais próxima do The Venetian é a do Harrah’s. Fomos andando e antes de entrarmos no shopping, vimos a escada que levava ao Madame Toussauds, o famoso museu com estátuas de celebridades feitas de cera, que fica nesse mesmo hotel. Eu não fazia tanta questão de ir porque já fui em outras unidades desse mesmo museu, mas a Tâni (minha amiga que viajou comigo) queria ir, então foi a primeira coisa que fizemos.

O Leo pediu uma foto comigo… fazer o que né?

Custa U$ 25 por pessoa e é bem pequeno, mas tem uma área só com celebridades marcantes de Las Vegas (como Elvis Presley) e outra totalmente inspirada no filme Se Beber, Não Case. O ingresso também inclui um filme 4D dos Vingadores (não me perguntem o que Os Vingadores têm a ver com esse museu, até hoje não entendi). No geral, recomendo o Madame Toussauds só se você nunca tiver ido nesse museu ou se fizer muita questão. Não é algo que vá fazer diferença na sua viagem.

Passeio de gôndola

Depois que a gente saiu do museu, seguimos para o Grand Canal Shoppes, o shopping de luxo do The Venetian. Eu já sabia que dava para andar de gôndola na área externa e na interna do shopping, mas comecei a estranhar que a parte de fora parecia fechada. Quando chegamos na parte interna e fomos comprar o ingresso, descobrimos que as gôndolas externas realmente não estavam funcionando por conta do calor (46 graus, né gente?).

Andrea foi um fofo

Não lembro exatamente do valor dos ingressos (até por ter sido um presente das nossas amigas), mas acho que foi algo em torno de U$ 40 por pessoa. Quase não tinha fila, então, logo depois entramos na gôndola e quem nos levou foi o Andrea, um italiano muito fofo que cantou várias músicas – aliás, todos os gondoleiros de lá cantam demais.

O passeio dura 15 minutos e é uma graça. Não é algo que vá tirar seu fôlego, mas é um item que eu considero obrigatório fazer em Las Vegas. O mais legal de tudo é que você vai se impressionar com a beleza do shopping, que tem parte do teto pintada como se fosse um céu azul. Em muitos momentos, realmente parece que você está em Veneza.

A arquitetura do The Venetian realmente deixou a gente impressionada

As lojas do Grand Canal Shoppes são caríssimas e a única coisa que eu comprei lá foi o Duraline da Inglot, por U$ 14. Demos uma voltinha, tiramos algumas fotos e paramos para almoçar no Johnny Rocket’s.

A Sephora do The Venetian fica fora do shopping, então, a gente fez todo o caminho de volta e eu finalmente pude comprar os meus produtos de maquiagem. Fui com uma listinha e pedi ajuda da Tâni e de uma vendedora para acertar no tom de algumas bases e corretivos. Quando fui pagar, só rezava para ter dinheiro. E olhem só: foi a vez em que eu gastei menos em uma Sephora (mas calma que essa história continua…).

Mais hotéis e compras

Tivemos que fazer todo o caminho de volta, mais uma vez, desta vez para podermos ir aos hotéis Wynn e Encore, que ficam do outro lado da rua. Os dois são maravilhosos, extremamente luxuosos, mas eu fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Eu sabia que eles tinham jardins maravilhosos, mas, na verdade, é um jardim só. É bonito e vale a pena conhecer mais pelo luxo.

Esse carrossel do Wynn é maravilhoso

A melhor parte é que na frente do Wynn e do Encore fica o Fashion Show, um shopping enorme com todas as lojas que vocês imaginam. Eu queria ir lá para fazer comprinhas na Forever 21 (que só tem lá) e resolver um problema com um cabo que eu comprei para o meu celular na Apple.

A Forever 21 é gigantesca e deu para comprar algumas coisinhas, mas a gente descobriu que o shopping era incrível e não quis sair de lá rsrs… Na verdade, a Tâni precisava ir na Victoria Secret’s para comprar umas encomendas para uma amiga dela e a gente aproveitou para comprar algumas coisas para nós também. Além disso, eu vi uma Sephora e resolvi comprar alguns produtos que não tinham na outra loja (e, com isso, acabei gastando o que eu gasto mesmo na Sephora).

A ideia era jantar no shopping mesmo, mas a gente tinha ingresso para assistir ao show do Criss Angel e ficava do outro lado da Strip, ou seja, teríamos que fazer uma verdadeira maratona. Como o lugar era por ordem de chegada, a gente resolveu ir logo para trocar os ingressos e comer por lá antes do show.

Como é o show do Criss Angel?

Bom, quando eu falei que a gente ia ter que fazer uma maratona, foi uma maratona de verdade. Saímos do Fashion Show, atravessamos a rua e tivemos que ir andando até o Harrah’s para pegar o monorail. Pegamos e descemos na estação do MGM Grand, a última do lado sul da Strip.

De lá, atravessamos a rua, fomos para o Excalibur e pegamos um trem até o Luxor, onde era o show. No geral, acho que foi quase 1 hora nesse trajeto, debaixo de calor e carregando um monte de sacola pesada. Pensem na nossa situação…(o lado bom é que eu voltei de viagem 2 kg mais magra, de tanto que eu andei).

O Luxor é inspirado no Egito, então, o hotel é todo em forma de pirâmide e ele tem uma esfinge bem na porta. É legal e eu fiquei curiosa para ver o elevador, que anda de lado por conta desse formato de pirâmide, mas achei que faltam mais atrações inspiradas nessa temática. Sei lá, uma exposição de múmias, um show de dança do ventre, vai saber né, em Las Vegas vale tudo! 🙂

Super acho que poderia ter um show de múmias no Luxor rs

Trocamos nossos ingressos e fomos jantar no Mandalay Place, o shopping do hotel Mandalay Bay, que fica integrado com o Luxor. A gente não sabia muito bem onde comer, até que vimos um lugar de pizza e sentamos no bar mesmo para dividir uma pizza de peperoni. Aí foi o tempo de voltar, deixar nossas mochilas na recepção (não pode entrar no show de mochila) e ir para o teatro.

Desta vez, sentamos em um lugar muito bom. Para quem não sabe, o Criss Angel é um ilusionista conhecido por fazer vários truques de levitação. Ele tinha um programa de TV que ficou bem famoso aqui no Brasil, mas eu não sabia muito bem o que esperar desse show. No fim, gostamos bastante. Alguns números são realmente impressionantes e ele é muito carismático, sempre interagindo com a plateia. O show dura uma hora e meia e a gente achou que passou muito rápido, sinal de que foi bom.

Não sei se eu veria de novo, mas esse show que nós vimos acabou. Pois é, em breve o Criss Angel vai apresentar um novo show em outro hotel e ele prometeu que vai ser bem melhor, inclusive vai fazer com que o público levite também. Como eu gostei bastante do que eu vi, eu iria nesse novo por curiosidade. Acho que vale a pena se você entende bem inglês e gosta de truques de mágica.

Depois disso, fizemos o caminho de volta: pegamos o trem até o Excalibur, de lá seguimos para o MGM Grand e entramos no monorail rumo à estação do nosso hotel, o Westgate Resort & Casino. Quando chegamos, estava o maior auê para pegar o elevador. Isso porque estava rolando uma festa à fantasia com uma galera que estava em uma convenção lá no hotel. Demorou para subirmos, mas foi engraçado ver o povo fantasiado. Coisas que só acontecem em Las Vegas.

 

E aí foi aquele ritual: banho, colocar pijama, ligar o despertador, colocar a bateria da câmera para carregar. Eu já estava tristinha porque iríamos embora no dia seguinte. A sorte é que o nosso voo era só de madrugada, então, teríamos um dia inteirinho pela frente. Mas isso eu conto no próximo post.

Um beijo e até lá!

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 10

Olá, pessoal! Entramos em outubro e os posts do diário da viagem não param. Entramos na reta final da viagem e reservamos os últimos dias para conhecer o restante dos hotéis de Las Vegas. Também tínhamos dois shows para assistir, então, ainda tinha muita coisa para fazer.

Acordamos nesse dia e quem leu o post anterior já sabe qual foi nosso café da manhã: as pizzas da Sbarro que sobraram do almoço do dia anterior (quem nunca?). Não dava para esquentar nem nada, então, a gente comeu em temperatura ambiente mesmo e estava MARAVILHOSO! 🙂

A gente reservou esse dia para fazer algumas coisinhas que eram longe da Strip. A Tâni, minha amiga que viajou comigo, queria muito ir na loja da Gold & Silver Pawn Shop, que a gente conhece aqui no Brasil como a loja do programa Trato Feito. Confesso que eu também tinha curiosidade de saber como era.

Pedimos um Uber do nosso hotel e fomos para lá. Foi engraçado porque o motorista do carro falou: “vocês estão indo lá por causa do programa? Aqui ninguém assiste” e eu falei que era muito famoso no Brasil. Ah, a loja fica na região norte de Las Vegas, próximo ao hotel Stratosphere.

A galera que trabalha na loja não é nada simpática. Para começar, os caras que ficam no estacionamento começaram a berrar com o nosso Uber porque ele não podia parar ali (ele não sabia). Depois, outro cara berrou comigo que eu não podia filmar lá dentro (também não sabia) e a funcionária do caixa berrou com a Tâni dizendo que ela não podia passar do balcão (ela não tinha visto o aviso). Sério, achei todo mundo muito prestativo e simpático em Las Vegas, mas nessa loja é completamente o oposto disso.

Bom, em relação à loja, é bem menor do que parece no programa e só vale a pena se você assiste. No fim, ficamos pouquinho lá, mas deu tempo de comprar umas lembrancinhas.

Quem mais assiste ao programa?

Depois disso, pedimos outro Uber e fomos para uma loja da Barnes and Noble, a livraria mais maravilhosa do mundo, que só tem nos Estados Unidos. Eu precisava comprar uns presentes e, aparentemente, a loja parecia perto. Não sei mesmo dizer onde fica, mas eu sei que a gente demorou uma meia hora para chegar, ou seja, era BEM longe. Pelo menos consegui comprar o que eu precisava.

Eu ainda tinha uma paradinha para fazer antes de irmos para os hotéis da Strip. Sou apaixonada pela Target, que é tipo um supermercado americano, mas com tudo que vocês podem imaginar. Até as roupas são maravilhosas. Como a gente tinha ido no outlet no dia anterior, acabou que achamos tudo muito caro na Target. Compramos só umas camisetinhas e chocolates (claro, né, não pode faltar).

High Roller: a maior roda gigante do mundo

Feito tudo isso, era hora de finalmente ir para a Strip. Pedimos para o Uber deixar a gente no The Linq, hotel conhecido por abrigar a High Roller, a maior roda gigante do mundo. É um passeio obrigatório para quem vai à Las Vegas, mas o mais bizarro de tudo é o preço: no verão, custa U$ 25 se você anda durante o dia. Depois das 19h, o valor sobe para U$ 40. É uma baita diferença, então a gente deixou para ir na hora do almoço mesmo.

Chegamos lá, compramos o nosso ingresso e fomos. O bom é que estava sem fila, então entramos rapidinho. Os vagões são enormes e totalmente fechados (como na London Eye). Estávamos nós duas, mais duas senhoras e um casal com um filho pequeno. Então, dava para sentar em alguns banquinhos que ficam na ponta ou ficar em pé mesmo.

Aqui dá para ter uma ideia da altura da roda gigante

Como falei antes, a High Roller é a maior roda gigante do mundo, então, a volta completa dura meia hora. Como o trajeto demora, dá para aproveitar bastante, tirar muitas fotos, se impressionar com a grandiosidade dos hotéis e ainda acompanhar uma TV, que mostra várias curiosidades. Sério, vale MUITO a pena!

Vista dos hotéis do alto da High Roller (essa piscina mara é do hotel Flamingo)

Depois do passeio, fomos no The Linq Promenade, uma área externa bem legal do hotel The Linq que tem várias lojinhas e restaurantes. É lá, inclusive, que fica a High Roller. Aproveitamos para comprar mais alguns chocolates na loja da Ghirardelli e eu tive que levar junto uma sacola térmica para os doces não derreterem por causa do calor. O bom é que essa sacola é linda e enorme, cabe a vida e eu vou super usar agora no verão!

Comemos no In-N-Out, que também fica no The Linq Promenade, que é uma lanchonete estilo fast food bem famosa na Califórnia e eu não fazia ideia de que tinha uma unidade em Las Vegas. É bem gostoso, mas não dá para comparar com o Shake Shack, que ainda é o meu hambúrguer preferido da vida.

Em seguida, fomos rapidinho para o Harrah’s, um hotel que fica integrado ao The Linq para ver o show do Big Elvis, que a Tâni queria muito. Foi divertido e é de graça, mas não é algo que eu considero obrigatório. Recomendo se você fizer questão e se estiver com tempo sobrando. Foi no Harrah’s, inclusive, que pegamos o monorail para voltar para o hotel logo depois. Eu gostei bastante desse hotel, que é todo inspirado no carnaval de Veneza, com máscaras e muitas cores. Foi um dos meus favoritos!

Mais programação à noite

Voltamos à tarde para o nosso hotel, o Westgate Resort & Casino, para fugir um pouco do calor, tomar banho e trocar de roupa para o show que a gente tinha à noite, já que queríamos ir mais arrumadinhas. Foi coisa rápida, logo depois já saímos.

Pegamos o monorail novamente e continuamos a nossa saga de conhecer mais hotéis. Fomos para o Treasure Island, que muita gente conhece apenas como TI, e parecia ser muito legal porque ele é inspirado em piratas e tem um barco enorme bem na entrada do hotel.

Queria ver um show lá chamado Sirens of TI, que era grátis e todo mundo dizia que era muito legal, mas a gente rodou, rodou, rodou e nada. Até que a Tâni entrou e perguntou para um funcionário que horas ia ser o show. Ele disse: “o show é de dia”. A gente não entendeu nada porque em todos os lugares falava que era um show noturno.

Acabou que eu pesquisei na internet ali mesmo e descobri que esse show foi cancelado em 2013, já que a área aquática onde ficava um dos barcos do show deu lugar a algumas lojas e um restaurante da rede Señor Frogs. Sim, faz 5 anos que não tem mais show, a gente não sabia e eu achei que o Treasure Island ficou meio perdido sem uma atração. Foi o hotel que nós menos gostamos.

Saímos de lá e fomos ver o famoso vulcão do hotel The Mirage e esse, sim, eu achei bem legal. São três apresentações por dia durante o verão e fica lotado, por isso, o ideal é chegar o mais cedo possível e pegar um lugar bem na frente. Achávamos que seria um vulcão de verdade, mas é na parte da frente do hotel mesmo, eles usam algumas pedras artificiais como o vulcão e fazem um número com fogo. Ah, é de graça e dura uns 20 minutos.

Tínhamos ingressos comprados para assistir ao show The Beatles LOVE, que acontece no hotel The Mirage, mas a nossa ideia era comer alguma coisa antes. Só que a gente também queria tomar um drink do Fat Tuesday, aquelas misturinhas que colocam naqueles copos enormes, sabem?

Como tinha um Fat Tuesday bem na frente de onde estávamos, optamos por seguir com o plano do drink. Óbvio que a gente não aguentaria tomar o que vem no copo gigante, então escolhemos uma opção que vem em uma caneca. Peguei um chamado Mangoberry, que vinha com manga, morango e rum. Confesso que não achava que fosse gostar, mas achei uma DELÍCIA, parecia um sex on the beach bem refrescante. O da Tâni também estava bem gostoso. Não lembro exatamente quanto pagamos, mas acho que é U$16 e depois você pode levar a sua caneca e só pedir o refil que quiser por U$ 9.

Foto totalmente sem foco, é só para vocês entenderem como é o drink

Nós precisávamos terminar nossos drinks antes de entrar no show e fizemos isso sentadinhas nas máquinas do cassino, dentro do The Mirage. Quem olhava rápido, podia achar que estávamos gastando tudo em jogo rsrs… Drinks tomados, seguimos para a lojinha do show (que é bem legal) e entramos no teatro.

Como é o The Beatles LOVE?

Como o próprio nome diz, o show foi criado pelo Cirque du Soleil e apresenta vários números ao som das músicas mais famosas dos Beatles. Antes de contar como foi, preciso dizer que a gente chegou, foi para os nossos lugares e tinha uma coluna bem na minha frente. Eu já sabia que o lugar seria ruim (era a opção mais barata), mas por sorte os outros assentos estavam bem vazios e eu perguntei para uma funcionária se eu poderia ir para a fileira do lado. Ela foi muito simpática e disse: “claro, vou verificar para você. Esse lugar que vocês estão é bem ruim mesmo”.

Ela voltou logo depois, convidou as duas senhoras que estavam do nosso lado para mudar de lugar também e eu achei que a gente ia continuar na última fileira, mas em uma posição melhor. QUE NADA! Ela começou a descer, descer, descer e quando vimos, estávamos na quinta fileira, que custava BEM mais caro. Viram como eu falo que o pessoal em Las Vegas faz de tudo para que você aproveite ao máximo sua viagem?

Essa parede colorida do LOVE é linda! (e sim, usei tênis porque não encontrava o cadeado da mala onde estava minha sandália)

Sobre o show, é muito fofo. É tudo muito bem feito, com muitas luzes e efeitos especiais e os números são muito bem elaborados. Achei legal porque a gente conseguiu filmar algumas partes com o celular e ninguém veio reclamar (youtubers agradecem, viu?). Eu iria de novo com certeza, mas achei que faltou ter uma história de fundo, sabe? Tudo bem que os Beatles dispensam qualquer apresentação, mas achei que faltou um enredo. Mesmo assim, recomendo muito! (Mas o O continua sendo o espetáculo mais lindo do Cirque du Soleil que eu já vi)

O show dura uma hora e meia. Quando acabou, eram 23h e a gente ainda não tinha jantado. Passamos por uma lojinha de conveniência do hotel e a Tâni falou: “eu super jantaria esse saco gigante de batata chips e uma Coca-Cola de 600 ml”. Essa ideia me apeteceu bastante, então, a gente fez isso. Compramos a batata, o refri e fomos embora. Comemos no nosso quarto no hotel assistindo ao programa do Jimmy Fallon.

Sei que muita gente deve pensar: “elas estavam em Las Vegas e jantaram batata chips no quarto”. Bom, eu gosto de fazer isso e já estava tarde. Além disso, é sempre bom lembrar que o dólar está valendo mais de R$ 4, por isso, saiu bem barato. Eu ainda tinha que comprar minhas makes, né mores? Prioridades!

 

E foi isso. Eu acabei dormindo vendo TV, acordei um tempinho depois e aproveitei para guardar o resto da batata e escovar os dentes antes de voltar para a cama. Estava tudo maravilhoso, mas faltava uma coisinha ainda: comprar minhas makes. Assunto para o próximo post!

Um beijo e até lá!

Tudo sobre o meu mega hair | Técnica, manutenção, cuidados e muito mais

Olá, pessoal! Já contei para vocês algumas vezes que uma das maiores frustações da minha vida é ter cabelo fino e ralinho. Passei a infância toda com o cabelo curtinho estilo Chanel, depois deixei crescer na adolescência, mas o máximo que consegui foi fazer com que ele chegasse perto do peito. Logo eu, que SEMPRE amei cabelo comprido.

Comecei a pintar meu cabelo com 14 anos e, na época, eram só algumas mechinhas. Nunca mais parei. Nesse mesmo período, também comecei a fazer chapinha e, já na faculdade, aderi à progressiva.

Bom, quem tem cabelo loiro sabe que ele fica mais ressecado e é quase impossível viver longe das pontas duplas. Meus fios sempre foram finos, mas foram ficando mais e mais fracos e o resultado é que eu nunca conseguia deixar crescer, mesmo querendo muito. Daí, foi plantando uma vontade doida de colocar mega hair.

Eu SEMPRE tive vontade de colocar. Juro, não sei dizer para vocês quando surgiu essa ideia na minha cabeça, só lembro de sempre falar que eu gostaria muito de colocar. O problema é que viviam me falando que fazia mal e eu morria de medo de piorar ainda mais a situação.

Quando tudo mudou?

Falei que eu sempre tive vontade de colocar mega hair, mas nunca tinha ido muito atrás para saber como era aplicado. Sabia que existia uma técnica de costurar o aplique no seu cabelo natural e, com isso, você acaba tendo que cortar os fios verdadeiros durante a manutenção.

Não sei se vocês se lembram, mas no ano passado a Juliana Paes alongou os cabelos para viver a Bibi na novela A Força do Querer e foi muito rápido. Em um dia, ela estava com o cabelo acima dos ombros. No dia seguinte, apareceu com os fios bem compridos. Foi aí que ela revelou o segredo: usou a técnica de fita adesiva – e muitos especialistas falaram que era o método menos agressivo. Fiquei com um pensamento na cabeça: “se eu colocar mega hair um dia, vai ser o de fita”.

Calhou de uma amiga minha, que tem o cabelo bem parecido com o meu (fino, ralinho e descolorido) colocar o mega hair de fita e a vontade só crescendo. Aí veio a minha festa de aniversário de 30 anos, quando eu coloquei um aplique de tic tac e o Willian, meu cabelereiro, me disse: “você deveria colocar um mega hair de fita, assim ia parar de fazer tantas coisas no seu cabelo e ele ia crescer”. Óbvio que eu fiquei com isso na cabeça e a vontade só cresceu.

Meu cabelo estava assim antes do mega hair

Nesse meio tempo, eu fui viajar de férias para a Disney da Califórnia e Las Vegas (aliás, estou fazendo um diário da viagem bem legal aqui no blog) e fiquei babando nos cabelos das norte-americanas – grande parte delas usa mega hair e eu só descobri porque estava com os olhos mais atentos para isso.

Voltei querendo colocar no mesmo dia. Falei com o Willian, que entrou em contato com um profissional que vende cabelos e que tem uma loja aqui no centro de São Paulo. Fui buscar o cabelo dias depois (meu cabeleireiro falou para eu ir pessoalmente para poder escolher um aplique da cor do meu cabelo) e deu certo no mesmo instante. Foi só colocar o primeiro aplique que o moço logo disse: “pronto, esse aqui já está na cor do seu cabelo”.

Pedi para ele colocar na fita e fui no salão alguns dias depois (com o cabelo na bolsa) para, enfim, fazer a aplicação. É tudo realmente muito rápido: primeiro, ele lavou meu cabelo natural, fez chapinha e em seguida aplicou o mega hair.

Como funciona?

O Willian me recomendou comprar 100g de cabelo, que foram divididos em quatro mechas de 25g cada. Ele cortou essas mechas em pedaços menores e distribuiu pela minha cabeça, para ficar mais naturais (eu tenho fitas por toda a cabeça: na nuca, bem no meio, nas laterais…).

Para fixar, ele fez um sanduíche: colocou uma mecha de aplique por baixo do meu cabelo natural e outra por cima, fixando as duas com a fita – vale lembrar que é utilizada a fita cirúrgica, conhecida por ser bem resistente. Como falei, foi rápido: a aplicação demorou menos de uma hora.

O Willian arrasa demais, né gente?

Quanto ao tamanho, conversei com o Willian e ele recomendou o aplique de 50 cm, mas quando fui comprar, o moço só tinha o de 65 cm. Nossa ideia era não deixar muito comprido, mas ficou tão lindo e natural que ele ficou com dó de cortar muito. Resultado: ficou enorme. Mas como foi bem caro (vou contar mais para frente quanto eu paguei), resolvi deixar assim por um tempo. Fora que eu nunca recebi tanta mensagem de seguidoras falando para não cortar. E o que eu não faço por vocês, né? 🙂

Primeiros dias

Olha, preciso dizer que os primeiros dias foram um pouco tensos. Primeiro, minha cabeça e o meu pescoço precisavam “entender” que agora seguravam um cabelo pesado e bem comprido. Tive dor de cabeça nos três primeiros dias, não chegou a ser enxaqueca, mas uma dorzinha constante que não me impediu de fazer outras coisas rotineiras – tomei remédio só no primeiro dia.

O que mais me incomodou é que as fitas puxavam demais, incomodava mesmo, sabe? Eu sabia que era normal ter essa dor no começo, então segui em frente, mas dá vontade de tirar para acabar com a dor. Fora que eu nunca tive tanto cabelo na vida, por isso, não sabia como prender o cabelo e me assustava quando acordava e via aquele tanto de fio rsrs…

Precisei esperar dois dias para poder lavar o cabelo e tudo mudou quando eu, enfim, pude molhar. Lavei com os produtos que eu uso normalmente e me assustei com o peso dele molhado (só pensava: “imagina cuidar de um cabelo desse tamanho na praia”), mas foi mágico por outro motivo: as dores passaram na mesma hora e as fitas não puxaram mais.

 

Eu tinha pânico só de pensar no tempo que eu gastaria secando o cabelo, mas não foi nada traumatizante. Em média, gasto uns 25 minutos para secar e uso sempre dois produtos como protetores térmicos: o spray Liso Leve and Solto, da Lola, e o Sérum Caviar, da Nexxus.

Brinco que eu nasci para ter cabelão. No geral, tenho achado muito mais fácil de cuidar do que o meu cabelo natural, que demorava muito mais para ser “domado”. O mega hair pega facilmente o formato que eu quero deixar (se ficar de trança por algumas horas, ele fica com um ondulado lindo. Se passar só um pouco de chapinha, ele já fica liso). Não sinto mais dor nenhuma e posso usar os mesmos produtos que usava com o cabelo natural.

Manutenção e cuidados

Claro que, como tudo na vida, é preciso ter alguns cuidados com o mega hair. Não posso passar condicionador e máscara na fita (que fica próxima da raiz), senão corre o risco de apodrecer o meu cabelo natural que ficou entre as fitas. Shampoo está liberado – graças a Deus, porque eu tenho a raiz beeem oleosa. Aliás, vocês sabem que a gente não deve passar condicionador e máscara na raiz né, só do comprimento para as pontas?

Não dá para dormir de cabelo molhado, em hipótese nenhuma, porque também pode apodrecer seu cabelo natural. Acaba que a parte mais chata é chegar em casa tarde, lavar o cabelo e ficar lá, meia hora secando para ter certeza de que não tem nenhum fio molhado.

A única coisa negativa do mega hair de fita adesiva é que a manutenção é mais rápida do que os outros procedimentos. A cada dois meses, você precisa tirar os apliques para colocar uma fita nova no lugar, já que elas vão perdendo a aderência. Esse tempo também é importante para o cabeleireiro higienizar o seu cabelo natural e o cabelo do aplique.

Duas semanas depois de colocar o mega hair, no evento da Aussie

Falei lá em cima que o mega hair foi caro e é mais um ponto que merece atenção: dizem que a técnica de fita é a mais cara de todas. Eu paguei R$ 1 mil no aplique e mais R$ 200 para colocar na fita. Ainda não fiz troca de fita, mas antes de colocar você precisa saber que vai precisar pôr a mão no bolso a cada dois meses para fazer a manutenção, ok? (Importante destacar aqui que muitas amigas e seguidoras me falaram que receberam orçamentos bem mais caros, então acho que no fim saiu barato)

O melhor de tudo é que a minha raiz natural não fica tão gritante com o cabelo mais comprido, tanto que eu vou deixar mais um tempo sem retocar. Fora que agora a ideia é fazer só o contorno, ou seja, vamos pintar só a parte de cima mesmo, sem necessidade de retocar todas as partes da cabeça. Também vou tentar dar um tempo na progressiva, vamos ver como vai ser!

É isso, gente! O texto ficou enorme, mas eu quis contar TUDO sobre essa transformação, um sonho que virou realidade para mim. Se tiver alguma dúvida sobre mega hair, deixa aqui nos comentários que vou amar conversar com você! 🙂

 

Contato do Willian Tavares, meu cabeleireiro

http://www.instagram.com/willianntavares

willianntavares@outlook.com

Lorenzo’s Hair: Av. Água Fria, 321, São Paulo (SP) – (11) 3360-8543

http://www.instagram.com/lorenzos.hair

 

Um beijo e até o próximo post!

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 8

Olá, pessoal! Mais um diário da viagem novinho, com o meu dia favorito do nosso roteiro. Já contei aqui algumas vezes que eu sou completamente apaixonada pelos Estados Unidos e tenho uma meta pessoal: conhecer todos os estados (por enquanto, conheci 7). Desde pequena, sonhava em conhecer o Grand Canyon. Um dos motivos que me levou a fechar a viagem para Las Vegas era a possibilidade de realizar esse sonho – e ainda conhecer um novo estado, já que o Grand Canyon fica no Arizona.

A Tâni, minha amiga que viajou comigo, também queria conhecer o Grand Canyon. Nós anotamos todos os passeios e shows que queríamos ver e cada uma foi comprando uma coisa por mês. Ela viu um tour muito legal da empresa Comedy on Deck que saía de Las Vegas e que dava direito a café da manhã e almoço. O preço era bacana também e a gente fechou. Eu recomendo comprar o passeio pelo menos uns 3 ou 4 meses antes.

Se você quer ir para o Grand Canyon, é importante saber que as excursões saem bem cedinho, até porque são 3 horas de estrada até chegar lá. Verifique também de qual lugar o ônibus sairá, normalmente eles passam por alguns hotéis da Strip, a avenida mais famosa de Las Vegas. Mais uma coisa: muitas empresas pedem para você ligar dois dias antes para confirmar sua presença. Marca na agenda e não se esqueça disso, tá?

Como falei no post anterior, nós chegamos no nosso hotel pouco antes da 1h da manhã. Até tomar banho e tal, eu fui dormir depois das 2h. Já sabíamos que dormiríamos pouco porque o despertador estava marcado para as 5h, quando tivemos um remember daquele dia em que as meninas berraram no nosso hotel na Califórnia. De novo, tinham meninas gritando no quarto do lado e eu já estava pensando em ir bater na porta e reclamar, quando uma delas falou algo como: “é que ele matou o meu bebê”. JURO! Depois dessa, achamos melhor não fazer nada, mas logo o barulho passou.

Como foi o passeio

Acordamos às 5h morrendo de sono, mas animadas porque sabíamos que valeria a pena. Entre as opções de hotéis que o nosso ônibus passaria, o mais próximo de nós era o Circus Circus, que é bem fofo, mas vou falar dele mais para frente. Estava marcado para nos pegarem às 6:15, o tempo foi passando e nada. Chegamos a perguntar para outro guia se era o nosso, mas não era. Adivinhem? Quando o relógio marcou exatamente 6:15, o ônibus da Comedy on Deck chegou.

O ônibus era pequeno e não tinha muita gente. Eu preciso falar para vocês do Jason, o nosso guia, que era divertidíssimo. Sabe aquela pessoa ligada no 220V? No caminho, ele contou da vida toda dele, que já era pai de quatro crianças com 16 anos e que hoje tem seis, sendo que a mais nova ama assistir ao show medieval do hotel Excalibur (sim, ele contou tudo isso). Do nada, ele também soltava uns gritos tipo: “UHUU” e “STEVE STEVE STEVE” (Steve era o nome do nosso motorista). Pode parecer que ele encheu o saco, mas ele era MUITO divertido de verdade.

Logo que entramos, o Jason nos deu um papel com algumas opções de café da manhã. Todas as opções eram beeem americanas, então se você quiser um pão na chapa ou um misto quente, esquece. Acabei pedindo uma opção que vinha com duas torradas estilo french toast e algumas fatias de bacon e suco de laranja. O ônibus parou no restaurante uns 30 minutos depois e nós nos sentamos com um casal de Los Angeles bem simpático que queria saber de onde nós éramos, quanto tempo durava o voo do Brasil para lá e outras coisas.

Continuamos na estrada por mais uma hora e paramos na famosa represa Hoover Dam, que marca a divisa entre os estados de Nevada (onde fica Las Vegas) e Arizona. Essa parada é bem rápida, coisa de 20 minutos, mas deu para tirar fotos e gravar para o vlog, além de ficarmos impressionadas com a cor azul do rio. Não é algo imperdível, mas, se tiver tempo, eu recomendo dar uma passada.  

O que mais me impressionou na represa Hoover Dam foi a cor da água

Depois disso, continuamos nosso trajeto, com uma parada express em um posto de gasolina para o Steve abastecer o ônibus. Não sei muito bem quanto tempo durou esse caminho, mas eu cochilava, abria os olhos e via o deserto (que, diferentemente do que imaginamos, tem um aspecto mais esverdeado com vários daqueles cactos enormes). Cochilava de novo, abria o olho e via mais deserto.

Como é o Grand Canyon

O ônibus parou bem na entrada do Grand Canyon e nós pegamos uma fila para pegar o ônibus oficial de lá. Ao todo, são três paradas. A primeira é em um tipo de cidade do Velho Oeste que não tem nada para fazer e não tem vista do cânion (segundo o Jason, eles fazem essa parada só para desafogar o fluxo de pessoas nas outras paradas).

Seguimos direto para o próximo ponto, que é o Eagle Point. É lá que fica a passarela de vidro. Nós não subimos na passarela porque não achamos tão legal assim e custava mais U$ 25, fora a fila, que estava enorme. Depois de um tempo gravando e tirando foto, seguimos para a parada seguinte, chamada Guano Point.  

Nada como a sensação de sonho realizado, né?

Bom, o Grand Canyon é simplesmente MARAVILHOSO! É incrível ver que  tudo aquilo é obra da natureza e você se sente tão pequeno, é indescritível. Mas é importante destacar que não existem grades de segurança. Se você tropeçar ali, já era! Por isso, dá um medinho, mas nada grave. Ah, e nós fomos para o lado oeste do Canyon, o mais comum. Se quiser algo ainda mais legal, recomendo ir para o lado sul, que é o mais famoso, só que fica mais distante.

Foi nessa segunda parada que nós paramos para almoçar. O cardápio é fechado e eu achei que é tipo aqueles restaurantes de colégios americanos que a gente vê nos filmes. Eles entregam uma bandeja com purê de batata e saladinha e você escolhe se quer carne ou frango (escolhi frango). Deram também um cookie de sobremesa e uma garrafa de água. Se você quisesse outra bebida, precisava pagar.

Foi o dia em que mais sentimos calor na viagem toda. Conversamos depois com o Jason e ele disse que chegou a 116°F, que dá quase 47°C (!!!). Depois do almoço, seguimos para uma fila enorme para pegar o ônibus da volta. Sim, faz muito calor, mas a diferença é que os americanos são muito preparados para isso. Tanto que estávamos na fila e uma funcionária falou para irmos para a sombra por “questões de segurança”.

Sério, você precisa ir ao Grand Canyon pelo menos uma vez na vida

Nessa fila, acabamos fazendo amizade com a Maria, que estava no nosso ônibus. A Maria é mexicana, mas se mudou para os Estados Unidos com 4 anos de idade e mora em Chicago. Ela comentou que ADORA as novelas bíblicas da Record e que acha a Claudia Leitte muito linda. Também falou para avisarmos se um dia formos para Chicago e ainda virou nossa amiga no Facebook (beijo, Maria!).

Depois do Grand Canyon

Eu sei que o post está enorme, mas o nosso dia não acabou aí (eu avisei que foi o meu dia favorito da viagem). Nós dormimos boa parte do caminho de volta e quando estávamos perto de Las Vegas, o Jason perguntou o que nós iríamos fazer no restante do dia (eram umas 17h). Eu falei que queria muito ir no hotel Stratosphere para andar nos brinquedos que ficam no alto da torre, a mais de 350 m de altura. Nisso, ele responde: “ela é um pouco louca, né?”. Sim, eu sou! 🙂

A moça que estava sentada na nossa frente, chamada Kim, virou para trás e perguntou se a gente queria avisar para ela quando fôssemos no Stratosphere porque ela estava hospedada lá e, com isso, não precisaríamos pagar para subir. Trocamos contato e as duas moças que estavam do outro lado do ônibus falaram que também gostariam de ir lá, pois iam voltar para Nova York só à noite e ainda tinham algumas horas livres. Bom, acabou que juntou todo mundo e nós fomos direto para o Stratosphere.

Antes de continuar vocês precisam saber que eu sou apaixonada por brinquedos radicais e sempre mato meu tempo livre assistindo a vídeos de montanhas-russas espalhadas pelo mundo. Por isso, eu vivia dizendo que, se um dia fosse para Las Vegas, não iria voltar sem andar nos brinquedos do Stratosphere. Por brinquedos, entendam: uma espécie de gira-gira que fica suspenso no ar; uma gangorra muito louca que te deixa pendurada para fora do prédio; um elevador que despenca e um tipo de bungee jump. Tudo isso a mais de 350 m de altura! Como falei: eu sei que sou louca, mas sou feliz desse meu jeitinho rsrs.. 

Essa é a vista do Stratosphere. Tranquilo, né?

Acabou que mesmo com toda a gentileza da Kim, de nos levar para o alto da torre, eu precisei pagar U$40 para subir e andar nos brinquedos (não dá para pagar só para andar nos brinquedos). Mas, olhem, realizei o sonho de andar neles, então tá valendo!

O primeiro foi o gira-gira, chamado Insanity. Eu estava com MUITO medo (eu também sinto medo, gente) até porque a Tâni não foi e eu fiquei ali, sentada sozinha. Até que um menino sentou em outro carrinho, perguntou se eu tinha medo de altura (não tenho) e respondeu que era muito divertido e que eu ia gostar. Ele me tranquilizou. Vocês podem me achar ainda mais louca, mas eu AMEI! Ele gira muito rápido e quando você se dá conta, já acabou!

Depois dele, fui para a gangorra, chamada X-Scream. Fui completamente sozinha, não tinha mais ninguém no carrinho e eu fiquei um pouco apavorada no começo, especialmente porque fica uma galera do lado de fora olhando como se você fosse um animal no zoológico. Dá mais medo do que o Insanity, mas se você curte coisas assim e não liga para altura, vai AMAR! Eu super iria de novo.

Nos despedimos da Kim e fomos a pé até uma loja chamada Bonanza, que é a maior loja de suvenires do mundo. Na real, é tudo bem chinfrim, então pedimos um Uber e fomos até a Freemont, uma rua no centro velho de Las Vegas que tem uma parte coberta e uma tirolesa que passa por todo esse pedaço. Não fui na tirolesa porque eu tinha acabado de ficar pendurada a mais de 300 m de altura, então, achei meio bobo.

A cada hora, luzes se ascendem nessa parte coberta ao som de algumas músicas de bandas. Quando estávamos lá, eles tocaram músicas do Green Day. Aproveitamos para jogar nos cassinos de lá (uma vez em Vegas…) porque dizem que é mais barato do que os cassinos da Strip. Para vocês terem uma ideia, apostei 5 dólares e…perdi os 5 dólares, óbvio! 

Não dá para negar: o teto colorido da Freemont é lindo demais

Não diria que a Freemont foi uma decepção, mas eu esperava mais, sabem? Não achamos nenhum lugar legal para comer lá, a galera estava um pouco over (lá, sim, eu vi gente quase pelada e bêbada) e a parte fechada é relativamente pequena.

Chamamos outro Uber e fomos até o Circus Circus, o hotel em que esperamos o ônibus para nos levar até o Grand Canyon, lembram? Ele é bem bonitinho porque tem essa temática de circo e conta com um andar só com aqueles joguinhos do tipo “acerte a boca do palhaço” ou “derrube as latas”. Já era tarde, estávamos mortas de cansaço mais uma vez e vimos um Mc Donald’s bem no meio desses joguinhos. Entramos, enfrentamos fila e gritaria para fazer nossos pedidos e depois voltamos para o nosso hotel.

 

Foi o dia que eu mais gostei da viagem inteira porque eu realizei o sonho de conhecer o Grand Canyon, fiz amizade com outras pessoas, fiquei pendurada a 350 m de altura, desafiei meu próprio medo e me senti independente.

Faltava uma coisinha só para eu ficar completamente feliz: fazer compras. E foi exatamente o que fizemos no dia seguinte, mas isso é assunto para outro post.

Um beijo e até lá!