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[Resenha] Becky Bloom em Hollywood – Sophie Kinsella

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Quem acompanha este blog sabe que eu tenho a minha listinha de autores favoritos. Entre os primeiros lugares está a Sophie Kinsella, e esse meu carinho pela escritora se deve ao simples fato de que ela criou a personagem mais “gente como a gente” da literatura moderna: a Becky Bloom. Assim como muitas de nós, ela é louca por compras, vive no mundo da lua e se mete nas maiores confusões, mas faz de tudo pelas pessoas que gosta.

Sabemos de quase tudo da vida da Becky, desde os tempos em que morou em Nova York, os preparativos do casamento com Luke, a descoberta de sua meia-irmã, a gravidez e o nascimento da filha Minnie. Mesmo assim, não tem como enjoar. Até comentei que o próximo livro tinha sido lançado no ano passado lá fora, mas que não havia previsão para chegar ao Brasil.

Pois bem, a espera terminou! Becky Bloom em Hollywood é o mais novo episódio da saga e passou a ser visto nas prateleiras das livrarias brasileiras desde setembro. Comprei logo que vi, óbvio, e devorei. No livro anterior, Luke havia avisado Becky de que eles iriam passar um tempo em Los Angeles. Esta história começa justamente com a mudança da família e a empolgação da protagonista, já que o marido foi contratado para trabalhar com Sage Seymour, uma das maiores estrelas locais.

“Pelo menos só havia um tapete vermelho dessa vez, não que meus pés o tenham tocado por mais de trinta segundos. Todos os astros e as estrelas posavam de um lado para os fotógrafos, enquanto nós, pobres mortais, fomos empurrados bruscamente por homens com fones de ouvido que pareciam estar nos açoitando com chicotes de montaria. Eu quase saí correndo”

O problema é que Becky cismou que quer ser produtora de moda e faz de tudo para chamar a atenção de Sage, mas, no fim, fica amiga de Louis, a maior inimiga da atriz. No meio de tudo isso, se envolve nas mais variadas confusões e chega até a participar de um filme como figurante.

O livro é delicioso, assim como todos os outros, e a gente lê rapidinho, mas achei que algumas informações ficaram jogadas. A participação de Alicia, que fez de tudo para estragar a vida de Becky, fica um pouco jogada no ar, assim como o desfecho da história da protagonista com Sage e Louis. Também senti falta de mais episódios engraçados de Minnie, mesmo que ela ainda tenha apenas dois anos de idade.

Apesar disso, é o livro perfeito para quem curte o gênero chick lit, os bons e velhos livros de mulherzinha. Talvez seja o mais pomposo de todos, já que fala de Hollywood, eventos de gala, tapetes vermelham e muito glamour. Então é por isso que eu digo que vale muito a pena!

E tem mais: a saga não parou por aí! O livro já termina com a deixa do próximo, que será lançado em breve na Inglaterra. Seguindo a lógica, chegará por aqui no ano que vem. OBA! ♥

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Dia de Beauté (o livro) – Victoria Ceridono

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Grande parte das meninas apaixonadas por maquiagem descobriu esse universo quando ainda eram pequenas e usavam os itens da mãe ou da avó. Sabe aquela brincadeira gostosa em que a criança termina parecendo uma palhacinha? Comigo foi assim e foi delicioso descobrir que aconteceu a mesma coisa com a Vic Ceridono, autora do Dia de Beauté – um dos blogs mais influentes de beleza do mundo – e que recentemente lançou um livro homônimo.

Quem conhece o blog da Vic, sabe que ela é expert em nos ensinar os mais variados truques e compartilhar tutoriais que parecem difíceis, mas que, pensando bem, não são tão complicados assim. Ela também é uma referência para mim quando o assunto é lançamento. Basta comentar sobre um novo produto que eu já coloco na minha listinha de desejos.

O que eu mais gostei no livro é que a pegada é igualzinha a do blog, tudo muito gostoso de ler, sabe? Parece até uma conversa entre amigas. Fora que é um verdadeiro guia de maquiagem e mostra desde princípios básicos até noções de como aplicar cada produto. Sem falar nos diversos passo a passos para determinadas ocasiões, nas informações sobre cada tipo de pincel (conteúdo extremamente válido) e nas dicas para montar kits de viagem e de retoque.

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Além da linguagem próxima da realidade, adorei as cores e as fontes usadas no livro (coisas que chamam atenção de quem trabalha com comunicação, eu sei) e as fotos e as ilustrações. É o tipo de livro para ter por perto para o resto da vida.

O melhor de tudo é que a Vic defende no livro todo que não existem regras quando o assunto é maquiagem. Então, a gente lê e já começa a ter inspirações para praticar. E o mais gostoso é que dá para voltar e ler tudo de novo ou então abrir só no capítulo mais importante para um determinado momento.

O blog Dia de Beauté sempre foi meu melhor amigo quando o assunto era beleza, mas agora tenho no livro um grande companheiro. Indico para todo mundo, é uma delícia – tanto de leitura quanto de conteúdo!

Em tempo: A Vic vai fazer sessões de autógrafos em várias cidades do Brasil. A turnê começou hoje, aqui em São Paulo, e eu não podia deixar esta oportunidade passar em branco, não é mesmo? Fui lá, fiquei na fila gigante por mais de uma hora, mas consegui tirar uma foto com ela. E que amor, viu gente? Uma simpatia de pessoa! Ela merece MUITO esse retorno tão lindo! #livroddb

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Muito amor em uma única foto! 🙂

Para saber as outras cidades em que a Vic vai passar, é só acessar o Dia de Beauté!

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Em Busca de Abrigo – Jojo Moyes

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Contei aqui no blog várias vezes que a Jojo Moyes se tornou uma das minhas escritoras favoritas dos últimos tempos. A cada livro dela que eu leio, fico mais apaixonada. O mais curioso é que ela me proporcionou algo que eu não lembro de ter passado com outro autor: ler o primeiro livro publicado depois de ter lido outros sucessos que vieram recentemente.

Ficou confusa? Calma, eu explico. Há alguns meses, foi lançado Em Busca de Abrigo, o primeiro livro escrito pela Jojo. Ele foi publicado em 2002, ou seja, há 13 anos (sim, TREZE anos) e muito antes de “Como Eu Era Antes de Você”, sua obra de maior repercussão mundial – e, por sinal, um dos meus livros favoritos da vida.

Bom, mas o que isso tem de legal? É muito interessante para perceber a evolução de um autor. O livro é bom, mas não tem aqueles momentos engraçados das outras histórias. É mais pesado, dramático e – olha só que curioso – um dos poucos (senão o único) que não me fizeram ter vontade de chorar. Mesmo assim, me prendeu muito no final e atiçou minha curiosidade.

“E descobri que as coisas não se resumiam a uma só pessoa, à felicidade pessoal de alguém. Era uma questão de não desapontar os outros, de manter os sonhos das outras pessoas vivos.”

O enredo foca na relação de três mulheres de uma mesma geração: avó, mãe e filha. O tema central gira em torno da filha, Sabine, que é enviada pela mãe, Kate, para passar um tempo na casa da avó, Joy. O problema é que a adolescente tem todo aquele jeitão de rebelde e sofre para se adaptar à rotina dos mais velhos. Eles vivem em uma propriedade rural na Irlanda e não têm computador ou qualquer tecnologia recente. Imaginem a confusão…

Aos poucos, no entanto, Sabine começa a se afeiçoar pelos parentes e pelo local. Ela adora passar horas ao lado da avó e saber mais sobre o passado dela. Quando o avô adoece, ela entra em pânico e resolve ficar ao lado dele.

O mais bacana é que as histórias são intercaladas. No início e em algumas passagens do livro, descobrimos Joy em sua juventude e nos primeiros anos de casada. A vida de Kate também é mostrada, ainda que de forma mais resumida. Esse recurso é muito bacana para mostrar a evolução das mulheres. E quando as três se encontram, é um verdadeiro barraco, com gritaria, confusão e por aí vai. Isso tudo para mostrar que a relação de mãe e filha é mesmo complicada (a gente sabe bem que manter muitas mulheres reunidas em um mesmo lugar exige paciência, não é mesmo?).

Como falei lá em cima, Em Busca de Abrigo é bem diferente dos livros mais recentes da Jojo. É drama puro do início ao fim, com um ritmo intenso e pesado. Demorei muito para passar dos primeiros capítulos e me acostumar com a história, mas depois o ritmo fluiu e eu fiquei completamente viciada. Como boa fã do universo feminino, o que eu mais gostei foi realmente acompanhar a trajetória das mulheres ao longo da história. Vale a leitura!

Avaliação: ♥♥♥♥

[Resenha] À Procura de Audrey – Sophie Kinsella

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Não sei vocês, mas eu sou aquele tipo de pessoa que surta quando descobre que o autor favorito lançou um livro e sai correndo para a livraria mais próxima mesmo tendo uma pilha de obras para ler. Foi exatamente o que aconteceu quando eu soube que a Sophie Kinsella – a mesma que criou a nossa querida Becky Bloom – estava de livro novo por aqui. Ignorei completamente os mil exemplares que eu comprei recentemente e resolvi pegar o dela primeiro.

Depois de fazer sucesso com obras do gênero Chick Lit (os famosos livros de mulherzinha), Sophie resolveu inovar e se arriscar no gênero Young Adult (YA). Sabe aquelas histórias que agradam jovens adultos? Então, essa é a ideia de À Procura de Audrey. Mas, depois de devorar as páginas, posso dizer que qualquer pessoa pode ler. Eu sou um pouco mais velha do que a faixa etária do público-alvo, mas amei cada detalhe e senti que as características da autora estavam ali.

A minha relação com o livro, no entanto, começou de uma forma estranha. Tudo porque eu vi um snapchat da Just Lia falando que não tinha gostado muito. O motivo tem a ver com o enredo. Audrey, a personagem do título, tem 14 anos e foi vítima de bullying na escola, o que fez com que desenvolvesse a Síndrome do Pânico. O problema é que ela nunca revela o que de fato aconteceu e dá a entender que vai contar em vários momentos do livro, mas isso nunca acontece. De fato, fiquei muito curiosa para saber, mas isso não me impediu de ter gostado do livro.

“Acho que entendi que a vida é tipo uma escalada: você cai e se levanta de novo. Então não importa se der uma escorregada. Contanto que esteja mais ou menos caminhando para cima. Isso é tudo que se pode esperar. Seguir mais ou menos para cima.”

No início, senti que a Audrey era apenas a narradora e que a história estava mais focada na relação entre a mãe dela e o irmão mais velho, que é viciado em jogos de computador. Os personagens, aliás, são divertidíssimos. São tantos momentos engraçados que um dia quase virei a madrugada lendo e rindo ao mesmo tempo. Essa é a fórmula mágica da Sophie: descrever pessoas e situações de uma forma tão simples e cotidiana que a gente se sente próxima delas.

Na segunda metade, o problema de Audrey é levado mais a fundo e o livro passa a assumir um tom mais sério. Mesmo assim, não tem nada de drama e chororô. É tudo dito de forma prática. Eu me identifiquei muito com todo o processo de altos e baixos da personagem e posso afirmar que é o mesmo que acontece com qualquer pessoa que já tenha passado por sessões de terapia.

Comecei a ler a história achando que iria odiar, mas foi uma surpresa muito agradável. O texto é gostoso, o tema flui, o enredo prende o leitor, enfim… Tem todos aqueles truques que fazem com que seja muito bom. Não sei se a escritora pretende continuar no gênero YA, mas sua primeira experiência foi completamente válida.

Avaliação: ♥♥♥♥♥

Top 5 – Livros para comemorar o Dia dos Pais

Chega o finzinho de julho e a gente já começa a ver algumas propagandas temáticas na televisão. As vitrines das lojas também já começam a se preparar para uma data muito especial: o Dia dos Pais. Aqui no Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto, mas, nos Estados Unidos e na Europa, a celebração acontece no terceiro domingo de junho.

Sempre estranhei essa diferença, afinal, o Dia das Mães acontece no mesmo dia em muitos países. Fiz algumas pesquisas e descobri que a comemoração em junho tem a ver com o dia de São José, pai de Jesus Cristo. No Brasil, o mês de agosto está relacionado ao dia de São Joaquim, pai de Maria e, consequente, avô de Jesus.

Seja como for, o Dia dos Pais é o momento perfeito para ficar ao lado daquela pessoa tão importante para nós, que ajuda a formar nossos valores todos os dias. Aqui no blog, datas especiais também são comemoradas em formas de listas. No ano passado, trouxe cinco personagens que foram pais em filmes famosos. Desta vez, selecionei pais de livros conhecidos e que ocupam um lugar muito especial no nosso coração. Vamos conferir o Top 5?

Charlie Swan (Saga Crepúsculo)

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Assim que pensei nesta lista, lembrei do pai da Bella, a mocinha dos livros da Saga Crepúsculo. Não sou muito fã da história, mas li todas as partes e sempre tive um carinho pelo personagem. Apesar de ter um jeito durão, ele faz de tudo para ver a filha feliz. Vamos aos fatos? Oferece um carro, arruma um quarto aconchegante, aceita o namoro dela com um cara meio esquisito e ainda aceita o casamento dela com esse mesmo rapaz. Quem conhece todos os detalhes da saga percebeu que, no fim, ele suspeitou da verdade e não falou nada, mas ficou lá firme, forte e fofo ao lado da família. Não por acaso, é o meu personagem favorito de todos da história. É como se ele fosse o nosso pai, sabem?

Steve Miller (A Última Música)

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Sempre recorro aos livros do Nicholas Sparks porque, apesar de seguirem sempre a mesma fórmula, apresentam ótimos personagens coadjuvantes. É graças ao Steve que o enredo de A Última Música se desenrola. Afinal, é ele que recebe os filhos – entre eles, a protagonista Ronnie (vivida por Miley Cyrus no filme, quando ainda era uma mocinha jovem e angelical) – para passar uma temporada de férias. Ele é fofo do começo ao fim, mas Ronnie não o aceita muito bem no início, enquanto seu irmão adora brincar com o pai. Steve faz a gente rir e se encantar, mas principalmente chorar. E quando digo chorar, é chorar muito. Talvez seja por isso que ele tenha me marcado tanto.

Phillipe Rinaldi (O Diário da Princesa)

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Jamais poderia deixar de fora a série de livros mais incrível que eu já li na vida e que marcou minha adolescência/começo de vida adulta. Sim, amigas, estamos falando de O Diário da Princesa. Nos filmes, o pai da minha querida Mia está morto, mas nos livros (que, aliás, são mil vezes melhores do que os filmes) ele está mais vivo do que nunca. Ok, ele não é lá muito presente, mas rende momentos engraçadíssimos. Quem leu sabe que ele sempre se mete em confusão porque resolve arrumar uma namorada nova, que quase sempre é uma jornalista ou modelo bonitona. O príncipe Phillipe também deixa sua mãe, a Rainha Clarisse, de cabelo em pé. Só de escrever já sinto saudade dos livros. Recentemente, a autora Meg Cabot disse que está trabalhando na continuação da série. Será? Nossos corações agradecem!

Papai Walsh (Melancia, Férias, Los Angeles, Tem Alguém Aí e Chá de Sumiço)

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Já disse aqui algumas vezes que sou completamente apaixonada pela família Walsh, retratada em alguns livros da escritora Marian Keyes. Cada uma das cinco filhas tem o seu próprio livro (citados aqui em cima) e até a hilária Mamãe Walsh ganhou seu livro no finalzinho do ano passado. Apesar disso, sinto falta de um livro sobre o único homem desse clã, que também é responsável por muitos momentos engraçados. Na minha opinião, o livro em que está mais inspirado é Los Angeles. Lembro de uma passagem em que ele e toda a turma vão visitar a filha Maggie nos Estados Unidos e todos decidem conhecer a Disneyland. Papai é orientado a tomar cuidado porque quebrou o braço da última vez em um brinquedo. Adivinhem como ele volta desse segundo passeio? Sim, com o braço quebrado na mesma atração. Uma figura!

Bill Tyree (Querido John)

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Aqui está mais um exemplo de personagens pais dos livros do Nicholas Sparks. Só que, ao contrário de Steve, Bill não tem uma relação boa com o filho John, protagonista da história. Na parte inicial do livro, ele é retratado como um senhor introspectivo, cheio de rotinas e horários e apegado a uma coleção de moedas. Mais tarde, descobrimos que esses comportamentos são uma forma de autismo e John se dedica a cuidar dele, o que faz com que se reaproximem. Esse foi o primeiro livro do Nicholas que eu li e na época gostei muito. Hoje percebo que talvez seja um dos mais fracos em termos de história. O que se salva mesmo é justamente essa relação do protagonista com o pai.

Seja qual for a escolha, o mais importante é aproveitar o domingo ao lado do seu pai. Feliz Dia dos Pais! 🙂