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[Resenha] O Casamento da Princesa – Meg Cabot

O Casamento da Princesa

Já contei diversas vezes aqui no blog que eu sou completamente apaixonada pela série de livros O Diário da Princesa, da Meg Cabot. Foi a série que marcou a minha adolescência e o meu início de vida adulta. E antes que você pergunte: sim, eu também gosto dos filmes e tenho os DVDs, mas não se comparam (na verdade, não chegam nem perto) aos livros.

Quase fiquei sem ar quando soube que a Meg daria continuação para a série depois de longos seis anos. Para ser sincera, eu achava que a história pararia no décimo volume por ser um número meio cabalístico e tal. Mas a coisa foi tão rápida que num dia desses eu recebi o release informando sobre o lançamento do novo volume. ERA REAL!

Corri para a livraria para ter certeza e lá estava o livrinho me esperando. Foi como voltar no tempo, gente! Lá estava eu apresentada aos meus velhos companheiros: além da minha amada Princesa Mia, o Michael, as amigas Lilly, Tina e Lana, o guarda-costas Lars, o pai dela e Grandmère (que está longe de ser boazinha e fofinha como no fime).

“Embora eu deva ter dormido um pouco, porque tive um sonho mais cedo em que era convidada pela Kate, duquesa de Cambridge, para um almoço no qual ela me daria dicas de como lidar com o estresse de ser uma princesa nos dias de hoje (algo que obviamente ainda não dominei, mesmo depois de uma década de prática). Só que quando Kate me recebeu na porta de casa, ela disse que não tinha tempo para falar comigo sobre esse negócio de princesa porque tinha um encontro com o Bruce Willis. E me deixou sozinha no Palácio de Buckingham com o príncipe George!”

A história apresenta um salto de oito anos. Tudo tinha parado quando Mia tinha 18 anos e estava prestes a entrar na faculdade, lembram? Pois bem, agora ela tem 26 anos, já se formou, é fundadora de um centro comunitário, mora sozinha e está superengajada com os negócios da realeza. Para justificar esse tempo de ausência, ela diz que deixou um pouco de lado o uso do diário, mas que agora voltou por ordem médica.

O título do livro já indica o que todas as fãs esperaram por muitos anos: o casamento com Michael. O pedido acontece logo no começo e eu achava que o restante do livro seria tomado por episódios deliciosos como a escolha do vestido, as comidinhas, as madrinhas e por aí vai. Mas acho que a empolgação do início é deixada de lado, já que a história passa a se centrar em outros acontecimentos.

Isso acabou me frustrando um pouco. Sabem quando o livro toma um rumo diferente daquele que planejamos? Lia e pensava: “as páginas estão acabando e tem muita coisa ainda para acontecer”. Pois bem, a trama acompanha uma semana da vida de Mia. Quando tudo fica bem e parece que o casamento voltará a ser o assunto principal, há um pulo de quase um mês.

“Fico triste quando pergunto às garotas (e aos garotos) no centro o que querem ser quando crescerem (tosco, eu sei, e um sinal de que estou ficando velha, porque somente adultos perguntam isso aos jovens. Por que fazemos isso? Porque estamos atrás de ideias! Tenho 26 anos e ainda não sei o que quero ser quando crescer, só sei, é claro, que quero ajudar as pessoas e ser incrivelmente feliz e ficar com o Michael, obviamente) e muitas vezes respondem: ‘Quando eu crescer, quero ser famosa como você, Princesa Mia!'”

Vou contar um SPOILER agora, então parem de ler aqui se não quiserem saber.

O tal do casamento não é mostrado. Há apenas o antes e o depois. Não há muitos detalhes do vestido, nem da cerimônia e tudo fica muito jogado no ar. Sabemos apenas que ela disse sim e que os dois vão morar na Genovia, mas para por aí. Fiquei um pouco triste, poxa!

A parte boa é que há vários ganchos para o próximo livro. Ainda não sei se isso de fato acontecerá, mas nós precisamos saber o que virá pela frente. Assunto não falta.

Como falei lá em cima, O Casamento da Princesa me deu uma sensação maravilhosa de nostalgia. É muito bom perceber que os toques dos primeiros livros ainda estão lá e acompanhar a formação da personalidade de adolescentes que conhecemos quando eram adolescentes. Está longe de ser o meu favorito, mas é um livro que todas as fãs devem ler!

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Vire e mexe eu conto aqui no blog que tenho a minha listinha preferida de autores e que dificilmente compro um exemplar no escuro. Mas foi exatamente o que aconteceu com Para Todos Os Garotos Que Já Amei. Vi a capa certo dia, li a sinopse, achei interessante, mas coloquei na prateleira e resolvi comprar depois.

Nesse meio tempo, uma amiga postou que tinha gostado muito do livro, mas que o final era péssimo. Tinha desistido de ler, mas ele sempre atraía minha atenção quando eu entrava em alguma livraria e resolvi que era hora de ter a minha visão da história.

O que eu posso dizer, logo de cara, é que ele é mais voltado para adolescentes. Isso porque a protagonista, Lara Jean, tem 16 anos e vive todo aquele ambiente escolar, com direito ao clubinho dos populares e dos nerds. Mas eu, que já passei há muuuuito tempo dessa fase, me apeguei tanto ao livro que afirmo que mulheres de todas as idades podem gostar.

“Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você consegue convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você. E Peter me vê. Ele me vê, e eu o vejo.”

Lara Jean é como todas nós. Sofre por causa de seus amores platônicos e escreve cartas para esquecê- -los sem nunca mandá-las aos remetentes. O problema é que um belo dia as tais cartas são enviadas e a confusão se instaura. Um desses caras é Josh, ex-namorado de sua irmã Margot, por quem Lara ainda nutre uma paixonite.

Para fugir dele, ela aceita um namoro de mentira com Peter, um cara bonitão que também recebeu uma carta da protagonista e quer mostrar para a ex que está bem e com uma nova namorada. No começo, eles brigam o tempo todo, mas aos poucos, Lara Jean descobre que ele é, sim, um cara muito legal.

O enredo até é bobinho e cheio de clichês, mas são os detalhes do livro que fazem a diferença. Lara Jean é descendente de coreanos e tem muitos costumes fofinhos do país, como a aptidão por fazer receitas e o gosto exótico (e muito legal) de se vestir. Parte disso vem da autora, Jenny Han, que também é asiática.

Eu me identifiquei com a protagonista, mas gostei mesmo dos personagens coadjuvantes, especialmente a Kitty, irmã caçula de Lara. Também adorei a inversão de opiniões proposta pela escritora: no começo, morri de amores por Josh, mas depois percebi que ele é, sim, muito bobo. E aí adorei o Peter de verdade!

Quanto ao final que a minha amiga odiou, bom… eu também odiei! Não é que seja ruim, mas a história toma um rumo e acaba de repente, sabe? Acho que dava para explorar mais um pouco, mas teremos uma continuação em breve que ainda não tem data de lançamento por aqui.

Apesar disso, é um livro muito gostoso, viciante e que a gente lê bem rapidinho!

Avaliação: ♥♥♥♥

[Resenha] Becky Bloom em Hollywood – Sophie Kinsella

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Quem acompanha este blog sabe que eu tenho a minha listinha de autores favoritos. Entre os primeiros lugares está a Sophie Kinsella, e esse meu carinho pela escritora se deve ao simples fato de que ela criou a personagem mais “gente como a gente” da literatura moderna: a Becky Bloom. Assim como muitas de nós, ela é louca por compras, vive no mundo da lua e se mete nas maiores confusões, mas faz de tudo pelas pessoas que gosta.

Sabemos de quase tudo da vida da Becky, desde os tempos em que morou em Nova York, os preparativos do casamento com Luke, a descoberta de sua meia-irmã, a gravidez e o nascimento da filha Minnie. Mesmo assim, não tem como enjoar. Até comentei que o próximo livro tinha sido lançado no ano passado lá fora, mas que não havia previsão para chegar ao Brasil.

Pois bem, a espera terminou! Becky Bloom em Hollywood é o mais novo episódio da saga e passou a ser visto nas prateleiras das livrarias brasileiras desde setembro. Comprei logo que vi, óbvio, e devorei. No livro anterior, Luke havia avisado Becky de que eles iriam passar um tempo em Los Angeles. Esta história começa justamente com a mudança da família e a empolgação da protagonista, já que o marido foi contratado para trabalhar com Sage Seymour, uma das maiores estrelas locais.

“Pelo menos só havia um tapete vermelho dessa vez, não que meus pés o tenham tocado por mais de trinta segundos. Todos os astros e as estrelas posavam de um lado para os fotógrafos, enquanto nós, pobres mortais, fomos empurrados bruscamente por homens com fones de ouvido que pareciam estar nos açoitando com chicotes de montaria. Eu quase saí correndo”

O problema é que Becky cismou que quer ser produtora de moda e faz de tudo para chamar a atenção de Sage, mas, no fim, fica amiga de Louis, a maior inimiga da atriz. No meio de tudo isso, se envolve nas mais variadas confusões e chega até a participar de um filme como figurante.

O livro é delicioso, assim como todos os outros, e a gente lê rapidinho, mas achei que algumas informações ficaram jogadas. A participação de Alicia, que fez de tudo para estragar a vida de Becky, fica um pouco jogada no ar, assim como o desfecho da história da protagonista com Sage e Louis. Também senti falta de mais episódios engraçados de Minnie, mesmo que ela ainda tenha apenas dois anos de idade.

Apesar disso, é o livro perfeito para quem curte o gênero chick lit, os bons e velhos livros de mulherzinha. Talvez seja o mais pomposo de todos, já que fala de Hollywood, eventos de gala, tapetes vermelham e muito glamour. Então é por isso que eu digo que vale muito a pena!

E tem mais: a saga não parou por aí! O livro já termina com a deixa do próximo, que será lançado em breve na Inglaterra. Seguindo a lógica, chegará por aqui no ano que vem. OBA! ♥

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Dia de Beauté (o livro) – Victoria Ceridono

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Grande parte das meninas apaixonadas por maquiagem descobriu esse universo quando ainda eram pequenas e usavam os itens da mãe ou da avó. Sabe aquela brincadeira gostosa em que a criança termina parecendo uma palhacinha? Comigo foi assim e foi delicioso descobrir que aconteceu a mesma coisa com a Vic Ceridono, autora do Dia de Beauté – um dos blogs mais influentes de beleza do mundo – e que recentemente lançou um livro homônimo.

Quem conhece o blog da Vic, sabe que ela é expert em nos ensinar os mais variados truques e compartilhar tutoriais que parecem difíceis, mas que, pensando bem, não são tão complicados assim. Ela também é uma referência para mim quando o assunto é lançamento. Basta comentar sobre um novo produto que eu já coloco na minha listinha de desejos.

O que eu mais gostei no livro é que a pegada é igualzinha a do blog, tudo muito gostoso de ler, sabe? Parece até uma conversa entre amigas. Fora que é um verdadeiro guia de maquiagem e mostra desde princípios básicos até noções de como aplicar cada produto. Sem falar nos diversos passo a passos para determinadas ocasiões, nas informações sobre cada tipo de pincel (conteúdo extremamente válido) e nas dicas para montar kits de viagem e de retoque.

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Além da linguagem próxima da realidade, adorei as cores e as fontes usadas no livro (coisas que chamam atenção de quem trabalha com comunicação, eu sei) e as fotos e as ilustrações. É o tipo de livro para ter por perto para o resto da vida.

O melhor de tudo é que a Vic defende no livro todo que não existem regras quando o assunto é maquiagem. Então, a gente lê e já começa a ter inspirações para praticar. E o mais gostoso é que dá para voltar e ler tudo de novo ou então abrir só no capítulo mais importante para um determinado momento.

O blog Dia de Beauté sempre foi meu melhor amigo quando o assunto era beleza, mas agora tenho no livro um grande companheiro. Indico para todo mundo, é uma delícia – tanto de leitura quanto de conteúdo!

Em tempo: A Vic vai fazer sessões de autógrafos em várias cidades do Brasil. A turnê começou hoje, aqui em São Paulo, e eu não podia deixar esta oportunidade passar em branco, não é mesmo? Fui lá, fiquei na fila gigante por mais de uma hora, mas consegui tirar uma foto com ela. E que amor, viu gente? Uma simpatia de pessoa! Ela merece MUITO esse retorno tão lindo! #livroddb

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Muito amor em uma única foto! 🙂

Para saber as outras cidades em que a Vic vai passar, é só acessar o Dia de Beauté!

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Em Busca de Abrigo – Jojo Moyes

Em Busca de Abrigo

Contei aqui no blog várias vezes que a Jojo Moyes se tornou uma das minhas escritoras favoritas dos últimos tempos. A cada livro dela que eu leio, fico mais apaixonada. O mais curioso é que ela me proporcionou algo que eu não lembro de ter passado com outro autor: ler o primeiro livro publicado depois de ter lido outros sucessos que vieram recentemente.

Ficou confusa? Calma, eu explico. Há alguns meses, foi lançado Em Busca de Abrigo, o primeiro livro escrito pela Jojo. Ele foi publicado em 2002, ou seja, há 13 anos (sim, TREZE anos) e muito antes de “Como Eu Era Antes de Você”, sua obra de maior repercussão mundial – e, por sinal, um dos meus livros favoritos da vida.

Bom, mas o que isso tem de legal? É muito interessante para perceber a evolução de um autor. O livro é bom, mas não tem aqueles momentos engraçados das outras histórias. É mais pesado, dramático e – olha só que curioso – um dos poucos (senão o único) que não me fizeram ter vontade de chorar. Mesmo assim, me prendeu muito no final e atiçou minha curiosidade.

“E descobri que as coisas não se resumiam a uma só pessoa, à felicidade pessoal de alguém. Era uma questão de não desapontar os outros, de manter os sonhos das outras pessoas vivos.”

O enredo foca na relação de três mulheres de uma mesma geração: avó, mãe e filha. O tema central gira em torno da filha, Sabine, que é enviada pela mãe, Kate, para passar um tempo na casa da avó, Joy. O problema é que a adolescente tem todo aquele jeitão de rebelde e sofre para se adaptar à rotina dos mais velhos. Eles vivem em uma propriedade rural na Irlanda e não têm computador ou qualquer tecnologia recente. Imaginem a confusão…

Aos poucos, no entanto, Sabine começa a se afeiçoar pelos parentes e pelo local. Ela adora passar horas ao lado da avó e saber mais sobre o passado dela. Quando o avô adoece, ela entra em pânico e resolve ficar ao lado dele.

O mais bacana é que as histórias são intercaladas. No início e em algumas passagens do livro, descobrimos Joy em sua juventude e nos primeiros anos de casada. A vida de Kate também é mostrada, ainda que de forma mais resumida. Esse recurso é muito bacana para mostrar a evolução das mulheres. E quando as três se encontram, é um verdadeiro barraco, com gritaria, confusão e por aí vai. Isso tudo para mostrar que a relação de mãe e filha é mesmo complicada (a gente sabe bem que manter muitas mulheres reunidas em um mesmo lugar exige paciência, não é mesmo?).

Como falei lá em cima, Em Busca de Abrigo é bem diferente dos livros mais recentes da Jojo. É drama puro do início ao fim, com um ritmo intenso e pesado. Demorei muito para passar dos primeiros capítulos e me acostumar com a história, mas depois o ritmo fluiu e eu fiquei completamente viciada. Como boa fã do universo feminino, o que eu mais gostei foi realmente acompanhar a trajetória das mulheres ao longo da história. Vale a leitura!

Avaliação: ♥♥♥♥