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[Resenha] Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Vire e mexe eu conto aqui no blog que tenho a minha listinha preferida de autores e que dificilmente compro um exemplar no escuro. Mas foi exatamente o que aconteceu com Para Todos Os Garotos Que Já Amei. Vi a capa certo dia, li a sinopse, achei interessante, mas coloquei na prateleira e resolvi comprar depois.

Nesse meio tempo, uma amiga postou que tinha gostado muito do livro, mas que o final era péssimo. Tinha desistido de ler, mas ele sempre atraía minha atenção quando eu entrava em alguma livraria e resolvi que era hora de ter a minha visão da história.

O que eu posso dizer, logo de cara, é que ele é mais voltado para adolescentes. Isso porque a protagonista, Lara Jean, tem 16 anos e vive todo aquele ambiente escolar, com direito ao clubinho dos populares e dos nerds. Mas eu, que já passei há muuuuito tempo dessa fase, me apeguei tanto ao livro que afirmo que mulheres de todas as idades podem gostar.

“Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você consegue convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você. E Peter me vê. Ele me vê, e eu o vejo.”

Lara Jean é como todas nós. Sofre por causa de seus amores platônicos e escreve cartas para esquecê- -los sem nunca mandá-las aos remetentes. O problema é que um belo dia as tais cartas são enviadas e a confusão se instaura. Um desses caras é Josh, ex-namorado de sua irmã Margot, por quem Lara ainda nutre uma paixonite.

Para fugir dele, ela aceita um namoro de mentira com Peter, um cara bonitão que também recebeu uma carta da protagonista e quer mostrar para a ex que está bem e com uma nova namorada. No começo, eles brigam o tempo todo, mas aos poucos, Lara Jean descobre que ele é, sim, um cara muito legal.

O enredo até é bobinho e cheio de clichês, mas são os detalhes do livro que fazem a diferença. Lara Jean é descendente de coreanos e tem muitos costumes fofinhos do país, como a aptidão por fazer receitas e o gosto exótico (e muito legal) de se vestir. Parte disso vem da autora, Jenny Han, que também é asiática.

Eu me identifiquei com a protagonista, mas gostei mesmo dos personagens coadjuvantes, especialmente a Kitty, irmã caçula de Lara. Também adorei a inversão de opiniões proposta pela escritora: no começo, morri de amores por Josh, mas depois percebi que ele é, sim, muito bobo. E aí adorei o Peter de verdade!

Quanto ao final que a minha amiga odiou, bom… eu também odiei! Não é que seja ruim, mas a história toma um rumo e acaba de repente, sabe? Acho que dava para explorar mais um pouco, mas teremos uma continuação em breve que ainda não tem data de lançamento por aqui.

Apesar disso, é um livro muito gostoso, viciante e que a gente lê bem rapidinho!

Avaliação: ♥♥♥♥

[Resenha] Becky Bloom em Hollywood – Sophie Kinsella

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Quem acompanha este blog sabe que eu tenho a minha listinha de autores favoritos. Entre os primeiros lugares está a Sophie Kinsella, e esse meu carinho pela escritora se deve ao simples fato de que ela criou a personagem mais “gente como a gente” da literatura moderna: a Becky Bloom. Assim como muitas de nós, ela é louca por compras, vive no mundo da lua e se mete nas maiores confusões, mas faz de tudo pelas pessoas que gosta.

Sabemos de quase tudo da vida da Becky, desde os tempos em que morou em Nova York, os preparativos do casamento com Luke, a descoberta de sua meia-irmã, a gravidez e o nascimento da filha Minnie. Mesmo assim, não tem como enjoar. Até comentei que o próximo livro tinha sido lançado no ano passado lá fora, mas que não havia previsão para chegar ao Brasil.

Pois bem, a espera terminou! Becky Bloom em Hollywood é o mais novo episódio da saga e passou a ser visto nas prateleiras das livrarias brasileiras desde setembro. Comprei logo que vi, óbvio, e devorei. No livro anterior, Luke havia avisado Becky de que eles iriam passar um tempo em Los Angeles. Esta história começa justamente com a mudança da família e a empolgação da protagonista, já que o marido foi contratado para trabalhar com Sage Seymour, uma das maiores estrelas locais.

“Pelo menos só havia um tapete vermelho dessa vez, não que meus pés o tenham tocado por mais de trinta segundos. Todos os astros e as estrelas posavam de um lado para os fotógrafos, enquanto nós, pobres mortais, fomos empurrados bruscamente por homens com fones de ouvido que pareciam estar nos açoitando com chicotes de montaria. Eu quase saí correndo”

O problema é que Becky cismou que quer ser produtora de moda e faz de tudo para chamar a atenção de Sage, mas, no fim, fica amiga de Louis, a maior inimiga da atriz. No meio de tudo isso, se envolve nas mais variadas confusões e chega até a participar de um filme como figurante.

O livro é delicioso, assim como todos os outros, e a gente lê rapidinho, mas achei que algumas informações ficaram jogadas. A participação de Alicia, que fez de tudo para estragar a vida de Becky, fica um pouco jogada no ar, assim como o desfecho da história da protagonista com Sage e Louis. Também senti falta de mais episódios engraçados de Minnie, mesmo que ela ainda tenha apenas dois anos de idade.

Apesar disso, é o livro perfeito para quem curte o gênero chick lit, os bons e velhos livros de mulherzinha. Talvez seja o mais pomposo de todos, já que fala de Hollywood, eventos de gala, tapetes vermelham e muito glamour. Então é por isso que eu digo que vale muito a pena!

E tem mais: a saga não parou por aí! O livro já termina com a deixa do próximo, que será lançado em breve na Inglaterra. Seguindo a lógica, chegará por aqui no ano que vem. OBA! ♥

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Dia de Beauté (o livro) – Victoria Ceridono

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Grande parte das meninas apaixonadas por maquiagem descobriu esse universo quando ainda eram pequenas e usavam os itens da mãe ou da avó. Sabe aquela brincadeira gostosa em que a criança termina parecendo uma palhacinha? Comigo foi assim e foi delicioso descobrir que aconteceu a mesma coisa com a Vic Ceridono, autora do Dia de Beauté – um dos blogs mais influentes de beleza do mundo – e que recentemente lançou um livro homônimo.

Quem conhece o blog da Vic, sabe que ela é expert em nos ensinar os mais variados truques e compartilhar tutoriais que parecem difíceis, mas que, pensando bem, não são tão complicados assim. Ela também é uma referência para mim quando o assunto é lançamento. Basta comentar sobre um novo produto que eu já coloco na minha listinha de desejos.

O que eu mais gostei no livro é que a pegada é igualzinha a do blog, tudo muito gostoso de ler, sabe? Parece até uma conversa entre amigas. Fora que é um verdadeiro guia de maquiagem e mostra desde princípios básicos até noções de como aplicar cada produto. Sem falar nos diversos passo a passos para determinadas ocasiões, nas informações sobre cada tipo de pincel (conteúdo extremamente válido) e nas dicas para montar kits de viagem e de retoque.

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Além da linguagem próxima da realidade, adorei as cores e as fontes usadas no livro (coisas que chamam atenção de quem trabalha com comunicação, eu sei) e as fotos e as ilustrações. É o tipo de livro para ter por perto para o resto da vida.

O melhor de tudo é que a Vic defende no livro todo que não existem regras quando o assunto é maquiagem. Então, a gente lê e já começa a ter inspirações para praticar. E o mais gostoso é que dá para voltar e ler tudo de novo ou então abrir só no capítulo mais importante para um determinado momento.

O blog Dia de Beauté sempre foi meu melhor amigo quando o assunto era beleza, mas agora tenho no livro um grande companheiro. Indico para todo mundo, é uma delícia – tanto de leitura quanto de conteúdo!

Em tempo: A Vic vai fazer sessões de autógrafos em várias cidades do Brasil. A turnê começou hoje, aqui em São Paulo, e eu não podia deixar esta oportunidade passar em branco, não é mesmo? Fui lá, fiquei na fila gigante por mais de uma hora, mas consegui tirar uma foto com ela. E que amor, viu gente? Uma simpatia de pessoa! Ela merece MUITO esse retorno tão lindo! #livroddb

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Muito amor em uma única foto! 🙂

Para saber as outras cidades em que a Vic vai passar, é só acessar o Dia de Beauté!

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Em Busca de Abrigo – Jojo Moyes

Em Busca de Abrigo

Contei aqui no blog várias vezes que a Jojo Moyes se tornou uma das minhas escritoras favoritas dos últimos tempos. A cada livro dela que eu leio, fico mais apaixonada. O mais curioso é que ela me proporcionou algo que eu não lembro de ter passado com outro autor: ler o primeiro livro publicado depois de ter lido outros sucessos que vieram recentemente.

Ficou confusa? Calma, eu explico. Há alguns meses, foi lançado Em Busca de Abrigo, o primeiro livro escrito pela Jojo. Ele foi publicado em 2002, ou seja, há 13 anos (sim, TREZE anos) e muito antes de “Como Eu Era Antes de Você”, sua obra de maior repercussão mundial – e, por sinal, um dos meus livros favoritos da vida.

Bom, mas o que isso tem de legal? É muito interessante para perceber a evolução de um autor. O livro é bom, mas não tem aqueles momentos engraçados das outras histórias. É mais pesado, dramático e – olha só que curioso – um dos poucos (senão o único) que não me fizeram ter vontade de chorar. Mesmo assim, me prendeu muito no final e atiçou minha curiosidade.

“E descobri que as coisas não se resumiam a uma só pessoa, à felicidade pessoal de alguém. Era uma questão de não desapontar os outros, de manter os sonhos das outras pessoas vivos.”

O enredo foca na relação de três mulheres de uma mesma geração: avó, mãe e filha. O tema central gira em torno da filha, Sabine, que é enviada pela mãe, Kate, para passar um tempo na casa da avó, Joy. O problema é que a adolescente tem todo aquele jeitão de rebelde e sofre para se adaptar à rotina dos mais velhos. Eles vivem em uma propriedade rural na Irlanda e não têm computador ou qualquer tecnologia recente. Imaginem a confusão…

Aos poucos, no entanto, Sabine começa a se afeiçoar pelos parentes e pelo local. Ela adora passar horas ao lado da avó e saber mais sobre o passado dela. Quando o avô adoece, ela entra em pânico e resolve ficar ao lado dele.

O mais bacana é que as histórias são intercaladas. No início e em algumas passagens do livro, descobrimos Joy em sua juventude e nos primeiros anos de casada. A vida de Kate também é mostrada, ainda que de forma mais resumida. Esse recurso é muito bacana para mostrar a evolução das mulheres. E quando as três se encontram, é um verdadeiro barraco, com gritaria, confusão e por aí vai. Isso tudo para mostrar que a relação de mãe e filha é mesmo complicada (a gente sabe bem que manter muitas mulheres reunidas em um mesmo lugar exige paciência, não é mesmo?).

Como falei lá em cima, Em Busca de Abrigo é bem diferente dos livros mais recentes da Jojo. É drama puro do início ao fim, com um ritmo intenso e pesado. Demorei muito para passar dos primeiros capítulos e me acostumar com a história, mas depois o ritmo fluiu e eu fiquei completamente viciada. Como boa fã do universo feminino, o que eu mais gostei foi realmente acompanhar a trajetória das mulheres ao longo da história. Vale a leitura!

Avaliação: ♥♥♥♥

[Resenha] À Procura de Audrey – Sophie Kinsella

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Não sei vocês, mas eu sou aquele tipo de pessoa que surta quando descobre que o autor favorito lançou um livro e sai correndo para a livraria mais próxima mesmo tendo uma pilha de obras para ler. Foi exatamente o que aconteceu quando eu soube que a Sophie Kinsella – a mesma que criou a nossa querida Becky Bloom – estava de livro novo por aqui. Ignorei completamente os mil exemplares que eu comprei recentemente e resolvi pegar o dela primeiro.

Depois de fazer sucesso com obras do gênero Chick Lit (os famosos livros de mulherzinha), Sophie resolveu inovar e se arriscar no gênero Young Adult (YA). Sabe aquelas histórias que agradam jovens adultos? Então, essa é a ideia de À Procura de Audrey. Mas, depois de devorar as páginas, posso dizer que qualquer pessoa pode ler. Eu sou um pouco mais velha do que a faixa etária do público-alvo, mas amei cada detalhe e senti que as características da autora estavam ali.

A minha relação com o livro, no entanto, começou de uma forma estranha. Tudo porque eu vi um snapchat da Just Lia falando que não tinha gostado muito. O motivo tem a ver com o enredo. Audrey, a personagem do título, tem 14 anos e foi vítima de bullying na escola, o que fez com que desenvolvesse a Síndrome do Pânico. O problema é que ela nunca revela o que de fato aconteceu e dá a entender que vai contar em vários momentos do livro, mas isso nunca acontece. De fato, fiquei muito curiosa para saber, mas isso não me impediu de ter gostado do livro.

“Acho que entendi que a vida é tipo uma escalada: você cai e se levanta de novo. Então não importa se der uma escorregada. Contanto que esteja mais ou menos caminhando para cima. Isso é tudo que se pode esperar. Seguir mais ou menos para cima.”

No início, senti que a Audrey era apenas a narradora e que a história estava mais focada na relação entre a mãe dela e o irmão mais velho, que é viciado em jogos de computador. Os personagens, aliás, são divertidíssimos. São tantos momentos engraçados que um dia quase virei a madrugada lendo e rindo ao mesmo tempo. Essa é a fórmula mágica da Sophie: descrever pessoas e situações de uma forma tão simples e cotidiana que a gente se sente próxima delas.

Na segunda metade, o problema de Audrey é levado mais a fundo e o livro passa a assumir um tom mais sério. Mesmo assim, não tem nada de drama e chororô. É tudo dito de forma prática. Eu me identifiquei muito com todo o processo de altos e baixos da personagem e posso afirmar que é o mesmo que acontece com qualquer pessoa que já tenha passado por sessões de terapia.

Comecei a ler a história achando que iria odiar, mas foi uma surpresa muito agradável. O texto é gostoso, o tema flui, o enredo prende o leitor, enfim… Tem todos aqueles truques que fazem com que seja muito bom. Não sei se a escritora pretende continuar no gênero YA, mas sua primeira experiência foi completamente válida.

Avaliação: ♥♥♥♥♥