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Meu livro: Vagalumes

Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu adoro livros. Quando eu era mais nova, até brincava que queria ser escritora e passava horas e horas no computador escrevendo livros. Era só abrir a tela do Word e começar a ver as minhas histórias tomando forma que eu sentia um enorme prazer crescendo dentro de mim. Confesso que muitas dessas histórias eram um tanto loucas e, obviamente, nunca foram para frente.

Foi mais ou menos esse é o caminho que percorri com Vagalumes, meu livro de maior sucesso. Fiquei completamente apaixonada pelo projeto musical Owl City em 2009 (quem visita este blog com frequência também sabe disso) e as músicas começaram a fazer tanto sentido na minha vida que, de repente, sem mais nem menos, eu tinha criado uma história baseada nessas tais músicas. Isso começou lá em 2010, há pouco mais de cinco anos.

Naquela época, eu ouvia Owl City todos os dias e as ideias da história se formavam com tanta intensidade na minha cabeça que eu precisava colocar no computador. Os primeiros capítulos seguiram com velocidade total e ficavam mais consolidados conforme as novas músicas eram lançadas, mas tive um momento de pausa e só retomei anos mais tarde, quando pensei que teria a oportunidade de entregar uma cópia do livro para o Adam Young, idealizador do projeto – infelizmente, isso (ainda) não se concretizou.

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Quando finalmente terminei, fiquei com uma sensação de orgulho tão grande que eu resolvi publicar. Inscrevi a obra no Prêmio Sesc no ano passado e prometi a mim mesma que, se não ganhasse, publicaria ele mesmo assim. Quando o resultado foi negativo, decidi que era hora de transformar meu sonho em realidade. Registrei o livro, paguei por um projeto gráfico e finalmente publiquei no Clube de Autores, uma plataforma online em que qualquer pessoa pode publicar livros sem custo algum.

A história fala sobre Vicky e Matt, dois amigos de infância que eram vizinhos e que moravam em uma cidadezinha da Califórnia. Ela queria muito ser uma atriz de sucesso na Broadway e precisou contar com a ajuda dele para realizar seu sonho. Quatro anos depois, a estreia de sua peça não dá certo e ela resolve voltar à cidade onde nasceu para acertar as contas com o passado.

Não vou fazer resenha do meu próprio livro (deixo essa função para vocês 🙂 ), mas adianto que os dois vivem um romance bem fofinho, que – como acontece em todas as histórias – sofre algumas reviravoltas. É fácil, gostoso de ler e bem inspirador!

Muita gente já comprou e você pode fazer o mesmo clicando aqui. Deixo desde já o meu muito obrigada a todos que já leram ou que me apoiaram ao longo desses anos. Se quiser comprar e me dar sua opinião, vou ficar extremamente feliz!

[Especial Retrô] O que teve de bom em 2015

O último post da série especial que criei como despedida deste ano não poderia ser diferente: a retrospectiva de 2015. Como este blog é voltado para o público feminino e fala sobre temas alegres e divertidos, minha intenção é sempre trazer assuntos leves e inspiradores. Mas, enquanto fazia a minha pesquisa habitual para lembrar o que teve de bacana nos últimos doze meses, descobri que… Bom, que o ano foi REALMENTE pesado. Sério, foi uma sucessão de notícias sobre mortes, desastres e ataques terroristas que eu até desanimei!

A solução foi apelar para a minha memória, que funciona muito bem quando quer, para pensar nos bons momentos deste ano. E olha que nós até tivemos alguns. Na verdade, soubemos tirar lições positivas de coisas ruins. Claro que ainda temos muito para percorrer, mas estamos no caminho certo. Olha só:

 

Voltamos à infância com os livros de colorir

download (1)2015 vai ficar marcado como o ano que registrou o maior número de vendas de livros de colorir para adultos. Por volta de março ou abril, todo mundo começou a falar sobre o Jardim Secreto, uma obra que prometia a pintura como forma de relaxamento para quem vive estressado. E, de repente, o livro fez tanto sucesso que muitas editoras e autores pegaram carona e lançaram obras similares. Lápis de colorir nunca estiveram tão em alta!

Em casa, dividi o livro com a minha mãe. Cheguei até a reservar os desenhos que mais queria pintar para que ela não chegasse nem perto. Fui viajar de férias em maio e trouxe um estojo com 72 cores de lápis (foi uma das minhas compras mais felizes). Aí a febre abaixou e hoje em dia algumas pessoas até continuam pintando, mas bem menos. Mesmo assim, foi MUITO legal voltar a ser criança. Eu era um desastre nas aulas de artes, mas descobri que, sim, eu sei pintar e realmente relaxa.

 

Viciamos no Dubsmash

Dubsmash-androidEsse nome aqui em cima pode não te remeter à nada, mas aposto que você baixou – ou pelo menos ficou sabendo sobre – o aplicativo que convidava os usuários a dublar, desde músicas até memes. Exprimente abrir seu Instagram e voltar nos seus posts de abril e maio. Você usou tanto o programa que seus amigos até pegaram bode, certo?

Mas como era engraçado, gente! Tinha de TUDO ali, até o que você menos imaginava. Gravávamos várias dublagens em sequência, mandávamos para todos os grupos de Whatsapp, chamávamos os pais ou os irmãos para participarem. Só que a coisa viralizou de tal modo que enjoou rapidamente. Digo por experiência própria: eu deletei um mês depois.

 

As redes sociais nunca foram tão polêmicas

Você também pegou um certo bode do Facebook? Agora, eu penso duas vezes antes de postar qualquer assunto que renda polêmicas. Explico: parece que todo mundo é obrigado a ter uma postura e “brigar” por ela. Vale desde posição política, feminismo, peso e opção alimentar. Você posta alguma coisa e, de repente, se depara com uma porção de comentários até exagerados só porque você não pensa de uma determinada forma.

São assuntos importantíssimos e acho a discussão superválida. O problema é o politicamente correto, que me cansa demais. Uma brincadeira começa a ser vista como algo de mau gosto só porque dá a entender que privilegia um ponto de vista que não é aceito pela maioria. Eu mantenho a opinião de não comentar e brigar no perfil de outras pessoas, então fico muito chateada quando vejo gente comentando no meu. Daí optei por não entrar mais em polêmicas. Chato, né?

 

Os realities culinários dominaram a nossa televisão

151022184435_master_chef_junior_624x351_reproducao_nocreditA primeira temporada do MasterChef Brasil, exibida no ano passado, foi um dos maiores sucessos de audiência de 2014. Neste ano, no entanto, o reality alcançou ainda mais gente com a segunda temporada e, rapidamente, emendou em uma versão protagonizada por crianças. E, para ser sincera, achei ainda mais legal do que a com adultos.

A febre foi tão grande que praticamente todas as emissoras investiram em um programa do gênero. Tivemos a disputa do Cake Boss (eu não gosto tanto, mas prendeu a atenção de muita gente) e, na falta de um, o SBT contou com dois realities: a versão brasileira do Hell’s Kitchen e o Bake Off. Tenho lido por aí que a tendência é investir no segmento antes que ele esgote. Acho que ainda teremos muitas histórias do tipo em 2016…

 

O dólar subiu – e você passou a valorizar os produtos nacionais

cofrinhoOk, essa parte não é nem um pouco legal e nos deixa desesperadas. O dólar, que era tão amigo há pouco tempo, subiu para valer e passou de R$ 4. Com isso, produtos que saíam por uma pechincha lá fora se tornaram mais caros. Muita gente resolveu comprá-los por aqui mesmo (afinal, temos o benefício de poder parcelar no Brasil), mas teve quem optou por valorizar as marcas nacionais e impulsionou o mercado de beleza, por exemplo, que continuou a crescer mesmo com a crise.

Ah, você deve estar pensando: “mas o dólar diminuiu”. Sim, ele deu uma baixada, mas ainda continua bem alto… Bons tempos em que a gente viaja e ele valia R$ 1. Quem sabe a coisa não melhora? Vamos torcer!

 

O melhor filme do ano é uma animação

Divertida-Mente-PixarJá falei sobre Divertida Mente no post com os melhores filmes de 2015, mas não tinha como passar por essa retrospectiva e deixar esta maravilha de fora. Aliás, o filme não só foi o melhor do ano, como está na minha lista de melhores da vida. É curioso pensar que a melhor produção dos últimos meses é uma animação, já que o gênero muitas vezes sofre o preconceito de ser voltado para crianças (ainda que esteja em crescimento e tenha uma aceitação um pouco maior).

Por falar nisso, este filme não tem absolutamente nada de criança, a não ser a jovem que tem sua mente habitada pelas sentimentos-protagonistas: alegria, tristeza, raiva, medo e nojinho. É psicologia pura, do início ao fim, que faz muito mais sentido para os adultos. Os mais emotivos, aliás, choram de verdade. Eu chorei em todas as vezes que vi. Juro, é um dos filmes mais lindos que eu já assisti!

 

O Fik Dik cresceu

Este humilde blog, que começou sem muitas expectativas, completou 1 ano de existência em abril deste ano e cresceu tanto que virou motivo de orgulho. Ganhou layout próprio, parcerias com empresas renomadas, como a Contém1g Perdizes, um número expressivo (ainda que pequeno) de fãs no Facebook e muitos sorteios lá no Instagram. Em um piscar de olhos, comecei a encarar isto aqui de forma mais séria.

Ainda há muito o que fazer. Quero alcançar mais gente, conquistar novas metas, ir para o Youtube (e eliminar a vergonha de aparecer em vídeos) e criar uma rede bem bacana de leitoras e seguidoras. Mas já consegui tanta coisa legal, gente! Cada comentário positivo que escuto me enche de orgulho e me dá certeza de que estou no caminho certo. Sem falar que o mais legal de ter um blog é fazer novas amizades e eu vivi cada um desses momentos em 2015.

 

Lancei meu livro

cover_front_bigOk, este tópico é puramente pessoal, mas, depois de cinco longos anos, eu resolvi deixar a preguiça de lado e investir no meu livro. Corri atrás do registro, revisei um milhão de vezes e publiquei! Ele virou realidade e é outro motivo que vai me dar orgulho para o resto da minha vida. Sabe quando a gente tem vontade de mostrar para todos os familiares e os amigos?

Para quem não sabe, meu livro é um romance muito fofo inspirado nas músicas do meu muso Adam Young (idealizador do projeto Owl City) e você pode comprar clicando aqui. Eu só tenho que agradecer a todos que me ouviram falar deste livro nestes anos e, principalmente, a todos que leram e me deram feedbacks. Estou TÃO feliz por ter alcançado este sonho!

 

Como falei lá em cima, 2015 foi um ano difícil, mas que trouxe coisas boas. Aproveito para desejar um feliz Ano Novo para todas! Que 2016 nos traga ainda mais felicidade!

[Especial Retrô] Livros lidos em 2015

 

 

Quando comecei a pensar nos posts especiais para este fim de ano, quis criar algo para falar sobre os livros que eu li em 2015. Essa ideia surgiu porque acredito ter lido uma quantidade boa de obras. No total, foram 14. Sei que esse número é baixo para muita gente e que algumas aqui são capazes de devorar um livro por dia, mas eu me apego tanto à história que vou lendo de pouquinho em pouquinho para não acabar rápido. E outra que eu estou sempre correndo, então, infelizmente, às vezes não sobra muito tempo para ler. Vamos à lista?

 

Simplesmente Acontece – Cecelia Ahern

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Ganhei no Natal do ano passado e terminei de ler no segundo fim de semana de janeiro. A história é clichê, mas eu me surpreendi com a forma extremamente criativa com que a autora levou a obra, afinal, ele é todo escrito em forma de cartas, e-mails e mensagens. Ri, me emocionei, fiquei triste e torci pelos personagens. Meu problema com ele é o final. Para mim, ficou meio jogado, sabem? Mas é uma ótima pedida!

 

O Resgate – Nicholas Sparks

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Sei que o Nicholas tem diversas fãs espalhadas por aí e eu mesma já tive minha quedinha por ele, mas agora estou em um bode eterno. Já li tanta coisa dele que cansei da velha fórmula: cidadezinha pacata na Carolina do Norte, uma mocinha linda, um segredo terrível, uma criança, um idoso ou um cachorro como elemento de afeto e algo de trágico no meio do caminho. Cansa depois de um tempo, né? O Resgate tem todos esses elementos e prometia muito no começo, mas o mistério se resolve em poucas páginas e o resto é um marasmo sem fim.

 

Um Mais Um – Jojo Moyes

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A Jojo, por outro lado, ocupa um lugar muito especial no meu coração. Sou tão fã dela que compro qualquer livro escrito por ela mesmo tendo uma pilha de exemplares em casa para ler. Este foi o grande lançamento da autora no ano e atraiu muita gente por trazer uma trama moderna: uma mulher simples, abandonada pelo marido e que cuida do filho dele de outro casamento, que odeia (mas depois ama) um cara que é o seu oposto. Li o livro já imaginando o filme, que seria um road movie perfeito. E como não podia deixar de ser, a obra também reserva alguns momentos de tensão.

 

Apenas Um Dia – Gayle Forman

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Contei aqui que o filme Se Eu Ficar me deixou tão intrigada que eu parti para a livraria assim que saí do cinema. E, desde então, a Gayle também tem um lugar reservado na minha coleção. Já tinha lido uns trechinhos de Apenas Um Dia no ano passado, mas conferi a obra inteira neste ano e odiei a protagonista. Achei a trama arrastada, mas a parte final é muito boa. Nós ficamos naquela expectativa para saber se o objetivo da mocinha será alcançado.

 

Quero ser Vintage – Lindsey Leavitt

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Foi a melhor surpresa em termos de leitura do ano. Não conhecia a autora e comprei em um impulso por gostar da sinopse, mas achei a história tão gostosinha. É uma trama adolescente cheia de clichês, mas com personagens cativantes. Amei a mocinha Mallory e sua tentativa de viver nos anos 60 em pleno século 21, adorei sua irmã mais nova e curti muito o estilo de vida de sua avó. Daria um filme superfofo que a gente assistira mil vezes sem enjoar. Uma delícia mesmo! (Confira aqui a resenha completa)

 

Apenas Um Ano – Gayle Forman

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Contar a mesma história sob pontos de vistas diferentes é uma marca registrada de Gayle, mas ela se dá MUITO melhor quando coloca a narrativa sob o olhar de personagens homens. Para terem uma ideia, odiei o Willem em Apenas Um Dia, mas descobri que ele é um cara muito bacana e sensível em Apenas Um Ano. E torci muito, mas muito, para que ele tivesse o final que tanto desejava. (Confira aqui a resenha completa)

 

Em Busca de Abrigo – Jojo Moyes

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Olha a Jojo aqui de novo, gente! A autora faz tanto sucesso no Brasil que, neste ano, teve suas primeiras obras publicadas. Foi muito interessante ver como ela mudou seu estilo ao longo do tempo, já que Em Busca de Abrigo é um romance mais clássico e até um pouco parado e arrastado, já que eu demorei a engrenar no ritmo de leitura. Está longe de ser o melhor livro dela, mas é bem interessante para conferir o relacionamento de três mulheres de gerações diferentes de uma mesma família. Vale a leitura! (Confira aqui a resenha completa)

 

À Procura de Audrey – Sophie Kinsella

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Adoro a Sophie porque ela criou a Becky Bloom, minha personagem favorita do mundo literário. Ela é tão boa no que faz que resolveu deixar um pouco de lado o universo das mulheres e investiu no gênero YA, ou seja, os jovens adultos. E ela mandou muito bem em À Procura de Audrey. A trama é adolescente e os conflitos são bobinhos, mas eu amei e li várias vezes o mesmo trecho de tão engraçado que era, principalmente os que envolviam a mãe da família. Faltaram alguns detalhes? Sim. Mas é divertidíssimo! (Confira aqui a resenha completa)

 

Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Outro que eu comprei por acaso, depois de ouvir comentários positivos e outros negativos. Adoro quando coisas assim acontecem porque fico louca para saber em qual time vou ficar. Estou do lado de quem falou bem. Achei a mocinha um pouco sonsa, mas os coadjuvantes dão peso à história e você acaba se identificando com os acontecimentos. Sabem aqueles episódios do colégio que marcam a vida de todo mundo? O livro termina meio no ar mesmo, mas espera-se que uma continuação seja lançada em breve. (Confira aqui a resenha completa)

 

Convergente – Veronica Roth

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Vou contar um segredinho para vocês: tenho preguiça de séries épicas e de guerra. Incluam aqui O Senhor dos Anéis, Jogos Vorazes, Maze Runner e por aí vai. Tanto que eu me surpreendi comigo mesma quando assisti a Divergente no ano passado e adorei. Aí li o primeiro livro, achei legalzinho, fui ler o segundo (Insurgente) e a leitura é beeeem arrastada. Demorei muito para ler Convergente (o último) e só peguei nele mesmo porque o filme sai em março. Percebi que o ritmo seria o mesmo nas primeiras páginas, então aproveitei um feriado para ler o resto de uma só vez. Achei bem melhor que o segundo, mas sei que muita gente se decepcionou por conta do final. Eu já sabia como era, então não tive surpresas.

 

Becky Bloom em Hollywood – Sophie Kinsella

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Um dos pontos positivos de 2015 foi o retorno de algumas das personagens mais lendárias do mundo dos livros. Nossa amada Becky Bloom é uma delas. Depois de sua última aventura, lançada há uns bons anos, Sophie nos presentou com mais uma continuação. Desta vez, Becky se muda para Los Angeles com a família e cisma em se tornar uma produtora de moda. Vale a leitura para as fãs da série, mas tem alguns buracos. (Confira aqui a resenha completa)

 

O Casamento da Princesa – Meg Cabot

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Outra volta de personagem que marcou o ano. Já disse inúmeras vezes aqui no blog que eu sou completamente apaixonada pela série de livros O Diário da Princesa e que ela me traz uma sensação muito boa de nostalgia. Imaginem minha felicidade quando soube que mais um volume estava à venda depois de uma pausa de seis longos anos. Nossa amada Mia continua firme e forte com Michael e, como o título indica, vai se casar com ele. Amei ter voltado no tempo com esse livro e foi um dos que eu mais gostei em 2015, mesmo não sendo meu favorito. (Confira aqui a resenha completa)

 

A Melhor Coisa Que Nunca Aconteceu na Minha Vida – Laura Tait e Jimmy Rice

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Comprei por acaso e foi uma boa surpresa. O enredo é um pouquinho clichê: dois amigos que sempre se amaram na adolescência, mas nunca confessaram seus sentimentos e que se reencontram depois de muitos anos. É bem previsível, mas uma boa distração, sabem? Fora que eu adorei o fato de que é o livro é narrado pelos dois personagens ao mesmo tempo. Adoro ter pontos de vistas diferentes sobre um mesmo assunto.

 

Uma Curva no Tempo – Dani Atkins

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Este foi, sem dúvida, o livro mais triste que eu li neste ano. Julgando pela capa, JAMAIS diria que ele seria tão triste assim. Comprei por acaso, muito por conta da trama, que prometia uma série de mistérios. Rachel, a protagonista, se envolve em um acidente e vê sua vida mudar depois disso. Cinco anos mais tarde, ela sofre um novo acidente, mas acorda em uma vida que não parece sua, afinal, tem tudo o que sempre desejou. Mas, ainda assim, fica a pergunta: como isso é possível? Eu gostei muito, achei que a trama é mais suspense do que romance, mas é pesadérrimo. Praticamente um Efeito Borboleta do mal, sabem?

[Resenha] O Casamento da Princesa – Meg Cabot

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Já contei diversas vezes aqui no blog que eu sou completamente apaixonada pela série de livros O Diário da Princesa, da Meg Cabot. Foi a série que marcou a minha adolescência e o meu início de vida adulta. E antes que você pergunte: sim, eu também gosto dos filmes e tenho os DVDs, mas não se comparam (na verdade, não chegam nem perto) aos livros.

Quase fiquei sem ar quando soube que a Meg daria continuação para a série depois de longos seis anos. Para ser sincera, eu achava que a história pararia no décimo volume por ser um número meio cabalístico e tal. Mas a coisa foi tão rápida que num dia desses eu recebi o release informando sobre o lançamento do novo volume. ERA REAL!

Corri para a livraria para ter certeza e lá estava o livrinho me esperando. Foi como voltar no tempo, gente! Lá estava eu apresentada aos meus velhos companheiros: além da minha amada Princesa Mia, o Michael, as amigas Lilly, Tina e Lana, o guarda-costas Lars, o pai dela e Grandmère (que está longe de ser boazinha e fofinha como no fime).

“Embora eu deva ter dormido um pouco, porque tive um sonho mais cedo em que era convidada pela Kate, duquesa de Cambridge, para um almoço no qual ela me daria dicas de como lidar com o estresse de ser uma princesa nos dias de hoje (algo que obviamente ainda não dominei, mesmo depois de uma década de prática). Só que quando Kate me recebeu na porta de casa, ela disse que não tinha tempo para falar comigo sobre esse negócio de princesa porque tinha um encontro com o Bruce Willis. E me deixou sozinha no Palácio de Buckingham com o príncipe George!”

A história apresenta um salto de oito anos. Tudo tinha parado quando Mia tinha 18 anos e estava prestes a entrar na faculdade, lembram? Pois bem, agora ela tem 26 anos, já se formou, é fundadora de um centro comunitário, mora sozinha e está superengajada com os negócios da realeza. Para justificar esse tempo de ausência, ela diz que deixou um pouco de lado o uso do diário, mas que agora voltou por ordem médica.

O título do livro já indica o que todas as fãs esperaram por muitos anos: o casamento com Michael. O pedido acontece logo no começo e eu achava que o restante do livro seria tomado por episódios deliciosos como a escolha do vestido, as comidinhas, as madrinhas e por aí vai. Mas acho que a empolgação do início é deixada de lado, já que a história passa a se centrar em outros acontecimentos.

Isso acabou me frustrando um pouco. Sabem quando o livro toma um rumo diferente daquele que planejamos? Lia e pensava: “as páginas estão acabando e tem muita coisa ainda para acontecer”. Pois bem, a trama acompanha uma semana da vida de Mia. Quando tudo fica bem e parece que o casamento voltará a ser o assunto principal, há um pulo de quase um mês.

“Fico triste quando pergunto às garotas (e aos garotos) no centro o que querem ser quando crescerem (tosco, eu sei, e um sinal de que estou ficando velha, porque somente adultos perguntam isso aos jovens. Por que fazemos isso? Porque estamos atrás de ideias! Tenho 26 anos e ainda não sei o que quero ser quando crescer, só sei, é claro, que quero ajudar as pessoas e ser incrivelmente feliz e ficar com o Michael, obviamente) e muitas vezes respondem: ‘Quando eu crescer, quero ser famosa como você, Princesa Mia!'”

Vou contar um SPOILER agora, então parem de ler aqui se não quiserem saber.

O tal do casamento não é mostrado. Há apenas o antes e o depois. Não há muitos detalhes do vestido, nem da cerimônia e tudo fica muito jogado no ar. Sabemos apenas que ela disse sim e que os dois vão morar na Genovia, mas para por aí. Fiquei um pouco triste, poxa!

A parte boa é que há vários ganchos para o próximo livro. Ainda não sei se isso de fato acontecerá, mas nós precisamos saber o que virá pela frente. Assunto não falta.

Como falei lá em cima, O Casamento da Princesa me deu uma sensação maravilhosa de nostalgia. É muito bom perceber que os toques dos primeiros livros ainda estão lá e acompanhar a formação da personalidade de adolescentes que conhecemos quando eram adolescentes. Está longe de ser o meu favorito, mas é um livro que todas as fãs devem ler!

Avaliação: ♥♥♥♥♥

[Resenha] Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Vire e mexe eu conto aqui no blog que tenho a minha listinha preferida de autores e que dificilmente compro um exemplar no escuro. Mas foi exatamente o que aconteceu com Para Todos Os Garotos Que Já Amei. Vi a capa certo dia, li a sinopse, achei interessante, mas coloquei na prateleira e resolvi comprar depois.

Nesse meio tempo, uma amiga postou que tinha gostado muito do livro, mas que o final era péssimo. Tinha desistido de ler, mas ele sempre atraía minha atenção quando eu entrava em alguma livraria e resolvi que era hora de ter a minha visão da história.

O que eu posso dizer, logo de cara, é que ele é mais voltado para adolescentes. Isso porque a protagonista, Lara Jean, tem 16 anos e vive todo aquele ambiente escolar, com direito ao clubinho dos populares e dos nerds. Mas eu, que já passei há muuuuito tempo dessa fase, me apeguei tanto ao livro que afirmo que mulheres de todas as idades podem gostar.

“Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você consegue convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você. E Peter me vê. Ele me vê, e eu o vejo.”

Lara Jean é como todas nós. Sofre por causa de seus amores platônicos e escreve cartas para esquecê- -los sem nunca mandá-las aos remetentes. O problema é que um belo dia as tais cartas são enviadas e a confusão se instaura. Um desses caras é Josh, ex-namorado de sua irmã Margot, por quem Lara ainda nutre uma paixonite.

Para fugir dele, ela aceita um namoro de mentira com Peter, um cara bonitão que também recebeu uma carta da protagonista e quer mostrar para a ex que está bem e com uma nova namorada. No começo, eles brigam o tempo todo, mas aos poucos, Lara Jean descobre que ele é, sim, um cara muito legal.

O enredo até é bobinho e cheio de clichês, mas são os detalhes do livro que fazem a diferença. Lara Jean é descendente de coreanos e tem muitos costumes fofinhos do país, como a aptidão por fazer receitas e o gosto exótico (e muito legal) de se vestir. Parte disso vem da autora, Jenny Han, que também é asiática.

Eu me identifiquei com a protagonista, mas gostei mesmo dos personagens coadjuvantes, especialmente a Kitty, irmã caçula de Lara. Também adorei a inversão de opiniões proposta pela escritora: no começo, morri de amores por Josh, mas depois percebi que ele é, sim, muito bobo. E aí adorei o Peter de verdade!

Quanto ao final que a minha amiga odiou, bom… eu também odiei! Não é que seja ruim, mas a história toma um rumo e acaba de repente, sabe? Acho que dava para explorar mais um pouco, mas teremos uma continuação em breve que ainda não tem data de lançamento por aqui.

Apesar disso, é um livro muito gostoso, viciante e que a gente lê bem rapidinho!

Avaliação: ♥♥♥♥