Posts em destaque

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 9

Olá, pessoal! Quem aí está acompanhando os relatos da viagem que fiz para a Disney da Califórnia e para Las Vegas? No último post, contei que estava faltando uma coisinha para a viagem ficar completa: fazer compras. Por mais que eu venha tentando diminuir meu consumismo, comprar é algo que eu amo, especialmente quando vou para os Estados Unidos, e algumas coisas eu fazia questão de trazer para o Brasil, como produtos de maquiagem.

O melhor lugar para fazer compras nos Estados Unidos, especialmente em épocas em que o dólar vale mais de R$ 4, é nos outlets. Minha dica é procurar sempre por outlets da rede Premium Outlets, que costumam ser os melhores. Mesmo que não tenha na cidade em que você está, vale alugar um carro e ir (ou verificar se existem linhas exclusivas de ônibus).

Las Vegas conta com dois Premium Outlets, um na região Norte e outro na região Sul. Normalmente, as pessoas vão para o outlet Norte porque é maior e possui mais lojas. No entanto, ele é aberto e a gente ficou com receio de não aguentar por conta do calor (lembrem-se: todo dia, as temperaturas chegavam a 45°C).

Além disso, o Jason, o guia que nos levou para o Grand Canyon no dia anterior, falou que a gente poderia passar mal com o choque térmico do ar-condicionado gelado das lojas e o calor seco da área externa. Nós também fizemos a lição de casa e olhamos as lojas dos dois outlets quando ainda estávamos no Brasil. Acabou que eu preferi as lojas do outlet Sul, que ganha pontos no calor por ser totalmente fechado – como um shopping mesmo.

Como foi nosso dia?

Acordamos às 8h, pedimos um Uber e fizemos uma rápida parada na Las Vegas Sign, a famosa placa da cidade que fica no caminho para o outlet Sul e bem próxima ao aeroporto. Estava lotado e não tem uma fila, você se joga no meio e tira a foto. Como nosso Uber disse que só podia esperar por 5 minutos antes de cancelarem a corrida, tiramos rapidinho a foto, filmei um pouco para o vlog e voltamos correndo.

Da placa Las Vegas Sign até o outlet foi bem rápido, coisa de minutos mesmo. Ele nos deixou em uma entrada onde ficava uma Starbucks e foi lá mesmo que tomamos nosso café (lembram que eu falei que a maioria dos hotéis em Las Vegas não tem café, né?). Nós entramos no site do outlet Sul na noite anterior para ver de novo as lojas e eu fiz uma lista das lojas que queríamos passar. É aquela coisa: se me deixar, faço lista de TUDO! 🙂

Logo ao lado da Starbucks, fica a Vera Bradley, uma loja muito fofa que vende bolsas de todos os tamanhos com as estampas mais lindas que você pode imaginar. Eu não ia comprar nada, mas descobri que as coisas estavam baratas e acabei comprando uma bolsa de presente. Mais tarde, nós voltamos a entrar nela porque a Tâni, minha amiga, queria ver uns presentes. Resultado: ela não comprou nada e eu acabei comprando uma pochete para mim. Estava DOIDA atrás de uma pochete e já usei muito, então super valeu a pena. Ah, a loja da Vera Bradley só tem no oultet Sul, ok?

Passamos por mais algumas lojas, como Nautica e Adidas, até chegarmos na loja da Charlotte Russe, que é bem legal e costuma ter preços bem em conta. Para minha surpresa, estava tudo MUITO em conta, até peças da nova coleção. Fui para o provador com umas 10 peças, mas acabei selecionando algumas e fiz minhas comprinhas. Depois, foi a vez de parar na Skechers (que também só tem no outlet Sul) e me “desesperar” com a promoção de 50% na compra do segundo par. Falei com a minha mãe pelo WhatsApp e acabou que eu comprei um tênis para ela e outro para mim pela metade do preço.

Fizemos mais algumas comprinhas na Disney Store e enlouquecemos na VF, que vende peças de marcas como Lee e Wrangler e estava com preços ótimos. Depois, já estava na hora do almoço, então paramos na Sbarro e pedimos uma pizza gigante de pepperoni (foi ótimo porque as fatias que sobraram foram nosso café da manhã no dia seguinte).

A Claire’s, que vende acessórios e outras coisinhas fofas, estava tão boa que a gente quase entrou em pânico. Comprando 3 produtos, você levava mais 3. Eu sei que toda hora ia no caixa e a menina me falava: “pega mais 3 coisas, agora mais 2”. Era desesperador, num sentido bom, claro. Também aproveitei para comprar uns perfumes e a Tâni acabou comprando outra mala (que obviamente serviu para colocarmos nossas sacolas de compras).

Depois das compras, a gente sai com tudo novo: blusa, pochete e tênis

Preciso fazer um destaque para a GAP, que estava MUITO barata. Juro, nós compramos camisetinhas para usar no dia a dia por U$ 4 (!!!). Fui cheia de coisas para o provador, tudo ficou bom e eu só pensava: “meu dinheiro, socorro”. No fim, deixei só algumas peças e quando fui pagar, saiu bem mais barato do que eu imaginava.

Eu já tinha lido que Las Vegas era um dos lugares mais baratos dos Estados Unidos para fazer compras, mas não fazia ideia de que era TÃO barato. É mais barato até que Orlando e Miami. Foi nesse momento, com os braços doendo de tanto carregar sacola de compras, que eu descobri que estava apaixonada pela cidade! (Aliás, já quero voltar)

Depois das compras

Nossa ideia era passar uma manhã no outlet. Quando chegamos e vimos que o negócio era bom, resolvemos ir embora logo depois do almoço. Aí fizemos outras compras e, bom, pedimos o Uber de volta para o hotel lá pelas 16h. Como não tínhamos show nesse dia, foi ótimo porque compramos tudo com calma, voltamos para o hotel, colocamos as compras na mala, tomamos banho e descansamos. Sério, foi uma paradinha estratégica muito boa!

Trocamos de roupa e pegamos o monorail no nosso hotel rumo à Strip. A ideia foi continuar de onde paramos no domingo (mais para o meio da avenida), então descemos na estação do Ceasar’s Palace, um dos hotéis mais famosos de Las Vegas e muito conhecido por ser o hotel do filme Se Beber, Não Case.

O Ceasar’s Palace tem temática romana, com várias estátuas em todo o hotel. Passeamos pelo saguão e pelo cassino e depois seguimos para o The Forum Shops, um shopping bem legal que fica dentro do hotel e mistura algumas das lojas mais caras do mundo com outras mais reais (como Sephora, Apple e Victoria’s Secret). Aliás, tem uma loja ENORME da H&M nesse shopping e eu acabei comprando um scarpin vermelho de glitter lindo por U$ 10 (DEZ DÓLARES EM UM SAPATO, GENTE! Vocês têm noção disso?).

Nosso jantar foi na The Cheesecake Factory, que fica dentro desse shopping. Esse restaurante sempre lota e a atendente falou que a espera era de até 1 hora. Eu queria MUITO comer lá e não tem outras unidades próximas, então a gente resolveu esperar. Foi o tempo de ir no banheiro, comprar um cabo de celular na Apple e dar uma fuçada bem rápida na Sephora. Voltei para revezar com a Tâni. Ela entrou numa loja de souvenir e o pager apitou. Acho que não deu nem meia hora de espera.

Vai um pedacinho aí?

Dividimos uma porção maravilhosa de baked potato e pedimos dois cheesecakes, um para cada uma. Escolhi o Red Velvet (excelente) e a Tâni pediu um de Godiva, também de salivar. Mesmo dividindo só uma porção de entrada, não aguentamos comer os cheesecakes inteiros. Dá dó, mas a gente saiu praticamente passando mal rsrs…

Eu sou aquela sua amiga louca e ansiosa que acha que não vai dar tempo de fazer tudo, então falei para aproveitarmos e conhecermos mais alguns hotéis. Saímos do Ceasar’s Palace e fomos para o Cosmopolitan, que tem o maior lustre feito com cristais Swarovski do mundo (são três andares de lustre). O hotel não tem muita coisa além disso, mas nós gostamos bastante.

Três andares de lustre… coisas que só Las Vegas faz por você

Já estava tarde, mas a gente aproveitou para riscar mais um hotel da lista, o Paris Las Vegas. Como o próprio nome diz, o hotel é inspirado na capital francesa, então conta com uma reprodução do famoso Arco do Triunfo e uma Torre Eiffel. Você precisa pagar para subir na torre e nós não fomos. Antes de embarcamos, pesquisamos e vimos que não vale tanto assim. No geral, o hotel é muito fofo e tem um céu pintado no teto do cassino, o que é bem legal.

O Paris Las Vegas é integrado com o hotel Bally’s, onde fica uma estação do monorail. Tivemos que comprar um novo passe ilimitado de três dias porque o anterior tinha vencido. Descemos na estação do nosso hotel, voltamos para o quarto e dormimos porque estávamos cansadas, mais uma vez.

 

Foi um dia muito legal porque parecia que faltava esse lance das compras e quando eu descobri que era tudo barato, percebi que o dinheiro que eu levei ia durar até o fim da viagem e relaxei. Como falei antes, eu estava muito feliz no dia anterior, mas foi aqui que eu me apaixonei completamente por Las Vegas. Eu até podia ir embora, mas ainda tínhamos alguns hotéis para visitar e outros shows para assistir. Assunto para o próximo post!

Um beijo e até lá!

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 8

Olá, pessoal! Mais um diário da viagem novinho, com o meu dia favorito do nosso roteiro. Já contei aqui algumas vezes que eu sou completamente apaixonada pelos Estados Unidos e tenho uma meta pessoal: conhecer todos os estados (por enquanto, conheci 7). Desde pequena, sonhava em conhecer o Grand Canyon. Um dos motivos que me levou a fechar a viagem para Las Vegas era a possibilidade de realizar esse sonho – e ainda conhecer um novo estado, já que o Grand Canyon fica no Arizona.

A Tâni, minha amiga que viajou comigo, também queria conhecer o Grand Canyon. Nós anotamos todos os passeios e shows que queríamos ver e cada uma foi comprando uma coisa por mês. Ela viu um tour muito legal da empresa Comedy on Deck que saía de Las Vegas e que dava direito a café da manhã e almoço. O preço era bacana também e a gente fechou. Eu recomendo comprar o passeio pelo menos uns 3 ou 4 meses antes.

Se você quer ir para o Grand Canyon, é importante saber que as excursões saem bem cedinho, até porque são 3 horas de estrada até chegar lá. Verifique também de qual lugar o ônibus sairá, normalmente eles passam por alguns hotéis da Strip, a avenida mais famosa de Las Vegas. Mais uma coisa: muitas empresas pedem para você ligar dois dias antes para confirmar sua presença. Marca na agenda e não se esqueça disso, tá?

Como falei no post anterior, nós chegamos no nosso hotel pouco antes da 1h da manhã. Até tomar banho e tal, eu fui dormir depois das 2h. Já sabíamos que dormiríamos pouco porque o despertador estava marcado para as 5h, quando tivemos um remember daquele dia em que as meninas berraram no nosso hotel na Califórnia. De novo, tinham meninas gritando no quarto do lado e eu já estava pensando em ir bater na porta e reclamar, quando uma delas falou algo como: “é que ele matou o meu bebê”. JURO! Depois dessa, achamos melhor não fazer nada, mas logo o barulho passou.

Como foi o passeio

Acordamos às 5h morrendo de sono, mas animadas porque sabíamos que valeria a pena. Entre as opções de hotéis que o nosso ônibus passaria, o mais próximo de nós era o Circus Circus, que é bem fofo, mas vou falar dele mais para frente. Estava marcado para nos pegarem às 6:15, o tempo foi passando e nada. Chegamos a perguntar para outro guia se era o nosso, mas não era. Adivinhem? Quando o relógio marcou exatamente 6:15, o ônibus da Comedy on Deck chegou.

O ônibus era pequeno e não tinha muita gente. Eu preciso falar para vocês do Jason, o nosso guia, que era divertidíssimo. Sabe aquela pessoa ligada no 220V? No caminho, ele contou da vida toda dele, que já era pai de quatro crianças com 16 anos e que hoje tem seis, sendo que a mais nova ama assistir ao show medieval do hotel Excalibur (sim, ele contou tudo isso). Do nada, ele também soltava uns gritos tipo: “UHUU” e “STEVE STEVE STEVE” (Steve era o nome do nosso motorista). Pode parecer que ele encheu o saco, mas ele era MUITO divertido de verdade.

Logo que entramos, o Jason nos deu um papel com algumas opções de café da manhã. Todas as opções eram beeem americanas, então se você quiser um pão na chapa ou um misto quente, esquece. Acabei pedindo uma opção que vinha com duas torradas estilo french toast e algumas fatias de bacon e suco de laranja. O ônibus parou no restaurante uns 30 minutos depois e nós nos sentamos com um casal de Los Angeles bem simpático que queria saber de onde nós éramos, quanto tempo durava o voo do Brasil para lá e outras coisas.

Continuamos na estrada por mais uma hora e paramos na famosa represa Hoover Dam, que marca a divisa entre os estados de Nevada (onde fica Las Vegas) e Arizona. Essa parada é bem rápida, coisa de 20 minutos, mas deu para tirar fotos e gravar para o vlog, além de ficarmos impressionadas com a cor azul do rio. Não é algo imperdível, mas, se tiver tempo, eu recomendo dar uma passada.  

O que mais me impressionou na represa Hoover Dam foi a cor da água

Depois disso, continuamos nosso trajeto, com uma parada express em um posto de gasolina para o Steve abastecer o ônibus. Não sei muito bem quanto tempo durou esse caminho, mas eu cochilava, abria os olhos e via o deserto (que, diferentemente do que imaginamos, tem um aspecto mais esverdeado com vários daqueles cactos enormes). Cochilava de novo, abria o olho e via mais deserto.

Como é o Grand Canyon

O ônibus parou bem na entrada do Grand Canyon e nós pegamos uma fila para pegar o ônibus oficial de lá. Ao todo, são três paradas. A primeira é em um tipo de cidade do Velho Oeste que não tem nada para fazer e não tem vista do cânion (segundo o Jason, eles fazem essa parada só para desafogar o fluxo de pessoas nas outras paradas).

Seguimos direto para o próximo ponto, que é o Eagle Point. É lá que fica a passarela de vidro. Nós não subimos na passarela porque não achamos tão legal assim e custava mais U$ 25, fora a fila, que estava enorme. Depois de um tempo gravando e tirando foto, seguimos para a parada seguinte, chamada Guano Point.  

Nada como a sensação de sonho realizado, né?

Bom, o Grand Canyon é simplesmente MARAVILHOSO! É incrível ver que  tudo aquilo é obra da natureza e você se sente tão pequeno, é indescritível. Mas é importante destacar que não existem grades de segurança. Se você tropeçar ali, já era! Por isso, dá um medinho, mas nada grave. Ah, e nós fomos para o lado oeste do Canyon, o mais comum. Se quiser algo ainda mais legal, recomendo ir para o lado sul, que é o mais famoso, só que fica mais distante.

Foi nessa segunda parada que nós paramos para almoçar. O cardápio é fechado e eu achei que é tipo aqueles restaurantes de colégios americanos que a gente vê nos filmes. Eles entregam uma bandeja com purê de batata e saladinha e você escolhe se quer carne ou frango (escolhi frango). Deram também um cookie de sobremesa e uma garrafa de água. Se você quisesse outra bebida, precisava pagar.

Foi o dia em que mais sentimos calor na viagem toda. Conversamos depois com o Jason e ele disse que chegou a 116°F, que dá quase 47°C (!!!). Depois do almoço, seguimos para uma fila enorme para pegar o ônibus da volta. Sim, faz muito calor, mas a diferença é que os americanos são muito preparados para isso. Tanto que estávamos na fila e uma funcionária falou para irmos para a sombra por “questões de segurança”.

Sério, você precisa ir ao Grand Canyon pelo menos uma vez na vida

Nessa fila, acabamos fazendo amizade com a Maria, que estava no nosso ônibus. A Maria é mexicana, mas se mudou para os Estados Unidos com 4 anos de idade e mora em Chicago. Ela comentou que ADORA as novelas bíblicas da Record e que acha a Claudia Leitte muito linda. Também falou para avisarmos se um dia formos para Chicago e ainda virou nossa amiga no Facebook (beijo, Maria!).

Depois do Grand Canyon

Eu sei que o post está enorme, mas o nosso dia não acabou aí (eu avisei que foi o meu dia favorito da viagem). Nós dormimos boa parte do caminho de volta e quando estávamos perto de Las Vegas, o Jason perguntou o que nós iríamos fazer no restante do dia (eram umas 17h). Eu falei que queria muito ir no hotel Stratosphere para andar nos brinquedos que ficam no alto da torre, a mais de 350 m de altura. Nisso, ele responde: “ela é um pouco louca, né?”. Sim, eu sou! 🙂

A moça que estava sentada na nossa frente, chamada Kim, virou para trás e perguntou se a gente queria avisar para ela quando fôssemos no Stratosphere porque ela estava hospedada lá e, com isso, não precisaríamos pagar para subir. Trocamos contato e as duas moças que estavam do outro lado do ônibus falaram que também gostariam de ir lá, pois iam voltar para Nova York só à noite e ainda tinham algumas horas livres. Bom, acabou que juntou todo mundo e nós fomos direto para o Stratosphere.

Antes de continuar vocês precisam saber que eu sou apaixonada por brinquedos radicais e sempre mato meu tempo livre assistindo a vídeos de montanhas-russas espalhadas pelo mundo. Por isso, eu vivia dizendo que, se um dia fosse para Las Vegas, não iria voltar sem andar nos brinquedos do Stratosphere. Por brinquedos, entendam: uma espécie de gira-gira que fica suspenso no ar; uma gangorra muito louca que te deixa pendurada para fora do prédio; um elevador que despenca e um tipo de bungee jump. Tudo isso a mais de 350 m de altura! Como falei: eu sei que sou louca, mas sou feliz desse meu jeitinho rsrs.. 

Essa é a vista do Stratosphere. Tranquilo, né?

Acabou que mesmo com toda a gentileza da Kim, de nos levar para o alto da torre, eu precisei pagar U$40 para subir e andar nos brinquedos (não dá para pagar só para andar nos brinquedos). Mas, olhem, realizei o sonho de andar neles, então tá valendo!

O primeiro foi o gira-gira, chamado Insanity. Eu estava com MUITO medo (eu também sinto medo, gente) até porque a Tâni não foi e eu fiquei ali, sentada sozinha. Até que um menino sentou em outro carrinho, perguntou se eu tinha medo de altura (não tenho) e respondeu que era muito divertido e que eu ia gostar. Ele me tranquilizou. Vocês podem me achar ainda mais louca, mas eu AMEI! Ele gira muito rápido e quando você se dá conta, já acabou!

Depois dele, fui para a gangorra, chamada X-Scream. Fui completamente sozinha, não tinha mais ninguém no carrinho e eu fiquei um pouco apavorada no começo, especialmente porque fica uma galera do lado de fora olhando como se você fosse um animal no zoológico. Dá mais medo do que o Insanity, mas se você curte coisas assim e não liga para altura, vai AMAR! Eu super iria de novo.

Nos despedimos da Kim e fomos a pé até uma loja chamada Bonanza, que é a maior loja de suvenires do mundo. Na real, é tudo bem chinfrim, então pedimos um Uber e fomos até a Freemont, uma rua no centro velho de Las Vegas que tem uma parte coberta e uma tirolesa que passa por todo esse pedaço. Não fui na tirolesa porque eu tinha acabado de ficar pendurada a mais de 300 m de altura, então, achei meio bobo.

A cada hora, luzes se ascendem nessa parte coberta ao som de algumas músicas de bandas. Quando estávamos lá, eles tocaram músicas do Green Day. Aproveitamos para jogar nos cassinos de lá (uma vez em Vegas…) porque dizem que é mais barato do que os cassinos da Strip. Para vocês terem uma ideia, apostei 5 dólares e…perdi os 5 dólares, óbvio! 

Não dá para negar: o teto colorido da Freemont é lindo demais

Não diria que a Freemont foi uma decepção, mas eu esperava mais, sabem? Não achamos nenhum lugar legal para comer lá, a galera estava um pouco over (lá, sim, eu vi gente quase pelada e bêbada) e a parte fechada é relativamente pequena.

Chamamos outro Uber e fomos até o Circus Circus, o hotel em que esperamos o ônibus para nos levar até o Grand Canyon, lembram? Ele é bem bonitinho porque tem essa temática de circo e conta com um andar só com aqueles joguinhos do tipo “acerte a boca do palhaço” ou “derrube as latas”. Já era tarde, estávamos mortas de cansaço mais uma vez e vimos um Mc Donald’s bem no meio desses joguinhos. Entramos, enfrentamos fila e gritaria para fazer nossos pedidos e depois voltamos para o nosso hotel.

 

Foi o dia que eu mais gostei da viagem inteira porque eu realizei o sonho de conhecer o Grand Canyon, fiz amizade com outras pessoas, fiquei pendurada a 350 m de altura, desafiei meu próprio medo e me senti independente.

Faltava uma coisinha só para eu ficar completamente feliz: fazer compras. E foi exatamente o que fizemos no dia seguinte, mas isso é assunto para outro post.

Um beijo e até lá!

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 7

Olá, pessoal! Chegou a hora de contar para vocês sobre mais um dia de viagem. Se você chegou neste post por acaso, convido a conferir todos os outros posts do diário da viagem que eu fiz para a Disney da Califórnia e para Las Vegas. Quem tem acompanhado todos os meus relatos aqui, já sabe que eu vou falar sobre mais um dia inteirinho que tivemos para curtir o melhor de Las Vegas.

Nós chegamos no dia anterior e tínhamos uma lista enorme de coisas que gostaríamos de fazer, então, a gente foi dormir com várias ideias para o dia seguinte: “vamos logo conhecer os hotéis da Strip?”, “vamos para o outro lado da cidade ver a rua Freemont?”, “vamos para a piscina do hotel?”. Eram muitas possibilidades mesmo e a gente decidiu meio que na hora.

Acordamos às 8h (sim, a gente curtia acordar cedo para aproveitar bem o dia) e decidimos ficar um tempinho na piscina do nosso hotel, o Westgate Resort & Casino. E aí vocês podem pensar: “nossa, mas que desperdício de tempo ficar na piscina do hotel com tanta coisa para fazer”.

Bom, tenho dois motivos que explicam a nossa decisão: 1) a cidade estava com recorde de calor e todo dia chegava a 45/46°C (de manhã já era um bafo e à noite o bafo continuava); e 2) praticamente todos os hotéis de Las Vegas cobram uma taxa chamada Resort Fee, que basicamente garante que você possa usar piscinas, academias e outros locais dos hotéis. Não foi uma taxa barata, então a gente fez questão de honrar esse valor indo na piscina.

Sobre a Resort Fee, é uma prática comum em Las Vegas e você não tem como fugir dela, é obrigado a pagar. Ah, ela é cobrada no momento do check-in, então, você vai pagar o valor normal das diárias e esse extra, ok? É bom saber disso porque eu fui pega de surpresa quando a fatura do cartão chegou. Na verdade, a Tâni (minha amiga que viajou comigo) já tinha se ligado que o cara do check-in falou que pagaríamos esse valor à parte, mas eu não tinha entendido bem – como falei no post anterior, estava um auê no nosso hotel, pegamos uma fila enorme para fazer o check-in e eu ainda estava irritada com o cara imbecil que falou da minha bunda. Só queria ir para o quarto, sabem?

Então, voltando ao assunto, descemos para tomar café em uma Starbucks que tinha dentro do nosso hotel e fomos para a piscina. Ficamos ali por duas horas no máximo, depois subimos para tomar banho e nos arrumar para passear na Strip. Nosso show desse dia era só às 22h30, então já fomos prontas (doce ilusão: a gente achava que dava para ir com o nosso combo regatinha e shorts. Já já conto como foi).

Conhecendo os hotéis

Fomos para a Strip de monorail e dedicimos começar a visita dos hotéis pelo extremo sul da avenida. O único problema do monorail de Las Vegas é que ele não chega até o fim da Strip, então descemos na última estação do lado sul, que fica dentro do hotel MGM Grand, o maior hotel do mundo, com mais de 5 mil quartos (!!!). Passeamos um pouco por lá, tiramos muitas fotos e eu gravei para o vlog que fiz no canal.

Depois, fomos para o hotel New York New York, que fica do outro lado da rua. O MGM Grand é tão imenso que a gente sempre se perdia e precisava pedir ajuda para algum funcionário.

A piscina do MGM Grand estava bem cheia

Encontramos a saída e aqui eu preciso fazer uma observação: o hotel New York New York é conhecido por ter uma montanha-russa chamada Big Apple que passa por fora do hotel, em plena rua. Lógico que eu queria muito ir, né? Desembolsei U$ 17 (sim, essas coisas são bem caras lá) e fui sozinha porque a Tâni não quis ir, já que a montanha-russa tem um looping e um parafuso. Eu AMO brinquedos assim, mas não tem lugar para você se segurar e a sua cabeça bate o tempo todo. Resumindo: é divertido e tem que ir (se você também curte “brinquedos radicais”), mas eu não sei se iria de novo.

Achei o hotel New York New York muito fofo

No geral, eu gostei muito do New York New York. Por fora, ele tem vários elementos característicos de Nova York (Estátua da Liberdade, prédios altos, ponte do Brooklyn). Lá, ficam também a loja dos chocolates Hershey’s e o restaurante Shake Shack – também conhecido por mim como o melhor hambúrguer do mundo. Óbvio que almoçamos lá! 🙂

Depois do almoço, atravessamos mais uma passarela e fomos para o hotel Excalibur, que tem a forma de um castelo medieval. Conheço muitas pessoas que se hospedaram nele porque tem a fama de ser um dos mais baratos da região. A proposta é muito legal, com o saguão todo feito como se estivéssemos na era medieval, mas achei que falta algo, sabe? (Lá acontece um show em estilo medieval chamado Tournament of the Kings, em que os cavaleiros se enfrentam. Nós não fomos, mas dizem que é legal).

Shake Shack = o melhor hambúrguer do mundo!

Em seguida, fomos para o Luxor, mas não ficamos muito tempo lá porque voltaríamos em outro dia (e eu vou falar desse hotel em outro post), então seguimos para o hotel Mandalay Bay. A Tâni e eu ficamos impressionadas com a beleza desse hotel, gente, é muita ostentação. Fora que ele é gigante porque tem um centro de convenções integrado e uma piscina que eles chamam de praia (!!!). Nós não conseguimos entrar na piscina porque não éramos hóspedes, mas amamos de verdade tudo por lá.

O Mandalay Bay é o último hotel “mais famosinho” do extremo sul da Strip. Existe um trem que conecta esse hotel com o Luxor e o Excalibur, já que são todos do mesmo grupo, então pegamos e voltamos para o Excalibur. Aproveitamos para conhecer algumas lojas de rua que ficam por ali: a da M&M tem três andares e até cinema 3D (não vimos); a da Coca-Cola fica ao lado e também é fofa.

No Mandalay Bay acontece o One, show do Cirque du Soleil com músicas do Michael Jackson. Não vimos, mas preciso voltar para assistir

Continuamos andando debaixo do sol e do calor de 45°C, até chegarmos no hotel Planet Hollywood, que tem um shopping muito legal chamado Miracle Mile, com lojas como MAC, Sephora, Victoria’s Secret, H&M e Bath and Body Works. O teto é pintado com um céu azul, então parece que você está andando na rua (com a bênção de ter um ar-condicionado bem gostoso e fresquinho).

Estávamos mortas de cansaço e com os pés doendo, por isso, decidimos jantar mais uma vez no Bubba Gump, que fica ali do lado. Dividimos uma porção de camarão, pedimos drinks e já estava perto da hora do nosso show. Pedimos um Uber e fomos até o Hard Rock Hotel and Casino, que fica mais afastado da Strip.

Magic Mike

Nosso show do dia era o Magic Mike Live, famoso por ter muitas despedidas de solteiras. Vejam bem, eu sou muito careta e não gosto nem de balada, mas uma vez em Vegas, né… eu acho que faz parte ver um show assim, com essa proposta de strip-tease, especialmente se você está sozinha com uma amiga.

Trocamos nossos ingressos e estávamos plenas com nossas roupas de dia a dia, quando nos deparamos com uma galera MUITO arrumada, como se estivessem indo para a balada mesmo. Todo mundo de salto alto, vestido justo, roupa de festa e a gente de camiseta e tênis. Ninguém falou nada, mas a gente se sentiu mal, sabem? Ah: não pode entrar de mochila (tivemos que deixar as nossas na recepção do hotel), tem que mostrar um documento oficial que comprove que você é maior de 21 anos (mostramos o RG mesmo) e pode entrar homem (tinham três no dia em que fomos rsrs…).

Antes do show começar, passeamos um pouco pelo Hard Rock, que tem muitas peças de artistas expostas. É bem legal para quem gosta de música e tem coisa de tudo quanto é artista, tinham até as famosas botas de plataforma das Spice Girls (rainhas da minha infância, um beijo suas lindas).

Roupa do Elton John no Hard Rock

Sobre o show Magic Mike Live, preciso dizer que foi bem diferente do que a gente imaginava. Achávamos que seria aquela clássica coisa de homem que tira a roupa, mas tem toda uma história de uma moça que é tirada da própria plateia e acaba se transformando em apresentadora. Aí ela “chama” os atores e eles interagem com a plateia, além de fazerem números bem elaborados de malabarismos.

Quando eu digo que eles interagem com a plateia, quero dizer que eles se esfregam nas mulheres que estão assistindo. E, bom, como falei antes, eu sou muito careta para essas coisas, então ficava em pânico só de pensar que um deles poderia vir para cima de mim (não gosto dessas coisas, sou fresca). É bem verdade que é um show que tem um quê de empoderamento feminino, mas foi o que eu menos gostei da viagem toda. Mas minha amiga AMOU e conheço outras pessoas que também gostaram MUITO, então pode ser que você goste também.

 

Voltamos de táxi para o nosso hotel e fomos logo dormir porque precisaríamos acordar muito cedo no dia seguinte para fazer um passeio para lá de especial. Mas isso eu conto no próximo post!

Um beijo e até lá!

No clima da primavera | 6 dicas para usar tons pastel na decoração do seu quarto

Olá, pessoal! A primavera está chegando e muita gente aproveita a nova estação para se renovar, tanto com roupas mais alegres quanto com uma reforma em alguns ambientes da casa. Por falar nisso, os tons pastel (também conhecida como candy colors) estão entre as principais tendências de decoração para esta temporada. Nada melhor do que levar essas cores tão fofas para o seu quarto, não é mesmo?

Separei algumas dicas de decoração que vão te ajudar a transformar o seu quarto em um cantinho lindo e aconchegante. Olha só:

Pesquise antes de colocar em prática

Reserve um tempinho para pesquisar fotos e se inspirar em quartos com tons pastel e avalie o que você gostaria que tivesse no seu cantinho. Aproveite para fazer uma lista dos itens que são indispensáveis para você e verifique se é possível customizá-los, assim, você terá um quarto exatamente do seu jeitinho e o melhor, sem precisar colocar a mão no bolso.

Foque nos detalhes

A grana está curta e você não vai poder reformar o quarto todo? A dica é levar os tons pastel apenas para alguns detalhes do ambiente. Pode ser um quadro, a colcha da cama, um conjunto de almofadas, uma poltrona e por que não pintar algumas gavetas ou portas do seu armário? É simples, rápido, prático e também cria a sensação de um espaço novinho em folha.

Brinque com texturas e tecidos

Sabe aquele quarto todo tumblr que você acha que jamais vai ter? Pode reparar que todos eles usam e abusam de um recurso de decoração muito legal: brincar com texturas e tecidos diferentes. O mix de almofadas em tons pastel é a melhor maneira de fazer isso. Use uma cor padrão (rosinha, verde-água, azul serenity, lavanda e por aí vai) e aposte em modelos diferentes de almofadas – umas com estampas, outras com pelos, glitter, metalizadas, neutras e por aí vai.

Crie uma harmonia com as cores

Por falar em cores, é importante entender que um quarto extremamente colorido pode ficar pesado e cair no exagero. Por isso, a dica é criar uma harmonia entre os tons pastel. Nesse sentido, você pode escolher uma única cor e fazer uma decoração monocromática. Outra ideia é apostar em duas ou, no máximo, três tonalidades e usá-las de forma equilibrada. Lembre-se: você tem que sentir vontade de ficar no quarto, ok?

Faça com que o espaço tenha a ver com você

Pesquisar ideias em sites de decoração é ótimo e ajuda muito, mas recriar exatamente aquele quarto que você viu não é a melhor ideia. Como falei antes, o quarto é o seu espaço de descanso e aconchego, por isso, é fundamental que você se sinta bem quando está nele. Ter uma referência é importante, mas você deve colocar elementos que gosta e se identifica, como quadrinhos com frases que tenham a ver com o seu estilo, tecidos que você adora e assim vai.

Escolha os complementos certos

Tons pastel são aquelas cores bem clarinhas e delicadas. Por isso, você precisa apostar em materiais que sigam essa proposta. Não adianta nada ter tons fofos no seu quarto e um piso escuro ou móveis pesados. Siga na mesma proposta e combine com elementos leves, tanto para o revestimento do chão quanto para portas, cama e prateleiras.

 

Gostaram das dicas? Agora ficou mais fácil ter o quarto dos seus sonhos!

Um beijo e até o próximo post!

Diário de viagem: Disneyland Califórnia e Las Vegas – Dia 6

Olá, pessoal! Quem tem acompanhado os posts do diário da viagem que eu fiz recentemente? Bom, depois de cinco dias em Anaheim, cidade onde ficam os dois parques da Disney na Califórnia, chegou a hora de dar tchau. A partir deste post, vou contar como foi a segunda parte da viagem, quando fomos para Las Vegas.

Na verdade, esse dia começou bem cedo. Nós voltamos da Disneyland bem tarde, terminamos de arrumar as malas e programamos o despertador para as 6h porque agendamos para um carro da Limos nos buscar às 7h30 para nos levar ao aeroporto. Até aí, beleza. De madrugada, umas meninas que estavam no quarto do lado do nosso começaram a BERRAR. O tempo foi passando e era um tal de esmurrar a porta, gritar no meio do corredor e por aí vai.

No começo a gente ficou com medo de abrir a porta e alguém ter uma faca ou coisa assim (vai saber né), mas uma hora eu me irritei porque a gente não conseguia dormir de jeito nenhum e vi que eram mais de 3h da manhã. Abri a porta e tinham duas meninas (bem grandes tá, não eram crianças) já correndo para entrar no quarto delas. Mandei logo um: “We are trying to sleep” (a gente está tentando dormir).

Parou um pouco depois disso, nós acordamos mortas de sono e fizemos questão de perguntar para a recepcionista do hotel se ela sabia o que tinha acontecido. A resposta dela foi: “sim, realmente tinham umas meninas gritando. Eu avisei que elas estavam atrapalhando, mas ah, era muito tarde para ligar para a polícia né?”. Falei que estavam no quarto do lado do nosso, que a gente não conseguia dormir e que eu mesma estava pensando em ligar para a polícia. Antes de irmos embora, eu dei uns gritos na porta delas, bati várias vezes na porta e na janela e deixamos uma cartinha bem simpática #sqn. Aqui se faz, aqui se paga, né mores? 🙂

Por que decidimos ir de avião para Las Vegas?

Sim, é verdade que a maioria das pessoas vai da Califórnia para Las Vegas de carro (de Los Angeles demora cerca de quatro horas e dizem que o caminho é bem tranquilo). Acontece que eu nunca dirigi nos Estados Unidos e minha amiga não se sentia à vontade para dirigir lá, então, fiquei com receio de pegar no sono ou ficar cansada e colocar a vida de todo mundo em risco – sou dramática, eu sei.

Decidimos ir de avião mesmo e pagamos menos de R$ 200 por um voo da American Airlines que saía ao meio dia. Lembram que eu falei que marquei do motorista nos pegar em Anaheim às 7h30? Ele chegou pontualmente e eu marquei com MUITA antecedência porque fiquei com medo do trânsito de Los Angeles (da outra vez que eu fui para lá, fiquei um sábado inteiro presa no trânsito e me deixou traumatizada), mas acabou que a gente chegou bem cedo.

Nos Estados Unidos, você precisa pagar se vai despachar as malas e faz o check-in sozinho, em totens próprios da American Airlines. A gente sofreu um pouco para conseguir entender como funcionava e só conseguimos pagar pelas malas com cartão de crédito. Ah, a maioria das companhias aéreas (incluindo a American) cobra U$ 25 por mala, mas algumas podem ter custo maior, então, é bom ficar de olho antes de comprar a passagem.

Bom, deu tempo suficiente para passar pelo raio-x, comprar revistas americanas de fofoca (que eu AMO) e de comer. No fim, pedimos uma porção de batata-frita por U$ 8 e uma Coca-Cola de 600 ml para dividir. Tínhamos um chocolate na bolsa, então ninguém passou fome.

O voo de Los Angeles para Las Vegas dura 40 minutos e é bem tranquilo. Já tinha viajado de American Airlines partindo daqui do Brasil e nunca gostei muito da companhia, mas os voos internos dos Estados Unidos são diferentes: os comissários são mais atenciosos e o avião é bem moderno. Imaginem só, tinham vários filmes em um voo curtinho. A única coisa é que não servem nada, só deram água por conta do calor (pelo menos foi o que avisaram).

Chegada em Las Vegas

Antes de mais nada, preciso dizer que eu fui para Las Vegas com uma impressão bem ruim. Isso porque minha mãe tinha ido duas vezes a trabalho e vivia me dizendo que a cidade era só jogo e sexo. Depois eu entendi que ela deve pensar isso porque foi para coordenar um grupo de homens – e muitos nunca tinham viajado para fora do Brasil. Imagino sua situação, mamis!

Chegar de avião é muito legal porque dá para ver a Strip (avenida mais famosa) lá do alto, especialmente se você se sentar do lado direito do avião. Pousamos e os comissários pediram para fechar as janelas e abrir todas as saídas de ar-condicionado por causa do calor. Nunca tinha visto isso na vida, então já pensei: “é, o calor realmente deve estar de matar” (um beijo, Bola de Fogo).

Pegamos um táxi e fomos para o hotel. Minha primeira experiência com táxi lá foi ruim porque eu estava sem troco, o taxista também e, no fim, ele me levou quatro dólares embora (quatro dólares podem ser pouco para ele, mas equivalem a R$ 16, né?). Entramos no hotel e ficamos impressionadas: era um mix de gente, brilho, jogos no cassino, noivas e por aí vai. Uma moça nos perguntou se estávamos chegando para nos hospedar e fomos para uma fila. Sim, TEM FILA QUILOMÉTRICA PARA FAZER O CHECK-IN.

Nosso quarto no Westgate Resort & Casino

Nesse auê todo, chega um cara bem bizarro perguntando se eu era solteira ou casada. Falei que era solteira e ele perguntou se podia pegar meu telefone. ÓBVIO que eu respondi apenas um “não” e ele respondeu: “ah tá, você tem uma bunda bem bonita”. JURO! Me senti um pedaço de carne e lembrei da minha mãe falando que Las Vegas era só jogo e sexo. Fiquei brava de verdade, mas ainda bem que passou e eu logo percebi que o cara é que era um babaca.

Bom, o hotel estava LOTADO e apesar de termos feito uma reserva que incluía um quarto com duas camas king, o cara que nos atendeu disse que não tinha quartos assim disponíveis naquele momento, mas que a gente podia tentar mais tarde. A parte boa é que a galera em Las Vegas realmente quer que você tenha a melhor estadia possível e ele ofereceu duas opções de quartos: um maior ou um com vista para a Strip, mas menor. Ficamos com a segunda e gostamos MUITO! Acabou que ele deu um baita upgrade porque ficamos na torre central, que era bem melhor que as outras.

Programação no primeiro dia

Nós tínhamos agendado para assistir ao espetáculo O do Cirque du Soleil, um dos mais famosos de lá. Acabou que demorou para conseguirmos um quarto, então, foi o tempo de tomar banho e colocar uma roupa mais arrumadinha (eu recomendo colocar uma roupa mais arrumada para os shows. Ninguém vai olhar torto se você estiver de shorts e tênis, mas a galera se arruma mesmo e nos sentimos mal quando estávamos basiquinhas).

Pedimos um Uber porque ainda não sabíamos como andaríamos na cidade, mas aqui vai outra dica: usem o monorail de Las Vegas, que passa por boa parte da Strip e ruas próximas. Aliás, fiquem em um hotel que tenha estação do monorail integrada. Nós ficamos no Westgate Resort & Casino, que tem estação do monorail, e foi nossa salvação. Você paga U$ 30 para usar o trem de forma ilimitada por três dias. Vale MUITO a pena!

Descemos no hotel Bellagio, que é onde acontece o show O, trocamos nossos ingressos e demos uma voltinha por lá. Os hotéis da Strip são enormes e você pode se perder lá dentro, então, o segredo é entrar sabendo o que você quer ver. Dentro do Bellagio, nós queríamos ver o jardim (que é MARAVILHOSO) e a maior fonte de chocolate do mundo. Ah, só para constar: o Bellagio foi o hotel que eu mais gostei em Las Vegas. É lindo e passar pelo menos uma noite nele virou meu sonho de princesa. Quem sabe um dia, né?

Status: apaixonada pelo Bellagio

Saímos de lá e fomos para o Aria, que ficou marcado na minha cabeça por ser o hotel do filme Última Viagem à Vegas, que eu adoro. Andamos um pouco no shopping Crystal, que fica dentro do Aria, mas as lojas são caríssimas, e resolvemos ir embora.

Foi aí que descobrimos que muitos quarteirões da Strip não têm faixa de pedestre, ou seja, não dá para atravessar. Ficamos uns 20 minutos andando numa microcalçada, com o vestido voando por causa do vento e os carros passando bem pertinho. Não me lembro agora como conseguimos sair, mas descobrimos que a maioria dos hotéis é interligada por passarelas. Aí vai mais uma dica: estude bem o mapa da Strip e tente achar uma saída para o hotel vizinho. Se não achar, peça ajuda para um funcionário do hotel.

Acabamos parando do lado de fora do hotel Planet Hollywood e vimos um Taco Bell. Estava perto da hora do show, então, comemos lá mesmo e dividimos uma porção de quesadillas que estava bem gostosa. Caminhamos de volta para o Bellagio e deu tempo de ver as famosas fontes que acontecem na frente do hotel. É bem legal, não precisa pagar e acontece a cada 15 minutos. Só chegar e assistir (as fontes chegam a 150 metros de altura, então tem que ver).

Na frente do Bellagio, ficam os hotéisl Paris Las Vegas e Planet Hollywood

Depois, fomos assistir ao show. Para quem não sabe, o O é o espetáculo mais diferente do Cirque du Soleil porque os números acontecem em meio a um enorme tanque de água. Tem toda uma historinha de um cara que vai parar nesse mundo das águas e é uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida. Juro, eu me arrepiei em várias partes! (Muito embora eu tenha pescado em algumas partes, não sei se pelo jeitão mais parado dos shows do Cirque du Soleil ou se pela noite mal dormida por causa das meninas que berraram)

A apresentação demorou uma hora e meia. Quando acabou, fizemos umas comprinhas na farmácia CVS que fica do outro lado da rua e decidimos voltar para o hotel porque já estava tarde e estávamos mortas de cansaço. Fomos até o hotel Flamingo, que fica ao lado, e compramos ali o tíquete ilimitado do monorail. O bom é que os trens chegam rapidinho e logo estávamos de volta no nosso quarto. Aí foi só tirar a make, colocar o pijama e cair na cama.  

 

No próximo post, conto mais sobre os hotéis de Las Vegas e um show bem safadjenho que nós assistimos.

Um beijo e até lá!