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Campos do Jordão fora do óbvio

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Quem mora em São Paulo sabe que não tem nada mais gostoso do que subir a serra no inverno e curtir as delícias de Campos de Jordão, localizada a cerca de 170 km da capital. Eu, como boa paulistana, faço parte do time. Desde que me entendo por gente vou para lá. Teve a época de criança em que o legal era passear de trenzinho e de teleférico (hoje morro de medo!), teve a época de adolescente em que me jogava em qualquer tirolesa que aparecia no caminho e teve ainda a época da faculdade em que o bacana mesmo era escolher a balada da noite. O chato é que depois de adulta é difícil arrumar um tempo para ir até lá.

Problema resolvido, já que aproveitei o último final de semana para visitar a cidade com alguns amigos queridos. A primeira coisa que todos nós reparamos é que Campos é muito melhor fora de temporada. Em julho, o local ferve de turistas em qualquer dia e horário. É tudo lotado e caro. É praticamente impossível andar pelas ruas do centrinho do Capivari.  Mas, se você gosta de agito e ainda não conhece a nossa praia de inverno, o melhor mesmo é se juntar ao povão. Se você prefere relaxar, escolha outra época. Eu garanto: vale muito a pena!

Em Campos, o dia amanhece assim: céu azul sem uma única nuvem

Em Campos, o dia amanhece assim: céu azul sem uma única nuvem

Apesar de conhecer bem a cidade, tem muitos pontos turísticos que eu não explorei tão bem. Um deles é o Palácio Boa Vista (também conhecido como Palácio do Governo), que, em 2014, comemora 60 anos. Acabei levando o pessoal para lá porque, na minha humilde opinião, é uma das regiões com as vistas mais bonitas. No trajeto, dá para ver a famosa Pedra do Baú, que recebeu esse nome por conta do formato retangular e achatado. Muita gente não sabe, mas o Palácio – utilizado como casa de veraneio pelo Governo de São Paulo – fica aberto para visitação. Eu só tinha entrado uma vez, quando era criança, e voltei a conhecer os aposentos agora.

O passeio é gratuito e dura meia hora. Um guia leva o grupo de ambiente em ambiente e cita o diferencial de cada espaço. Para quem gosta de arquitetura e decoração, é uma verdadeira aula. Tem objetos lindíssimos, como o espelho gigante de cristal belga que decora a sala de estar. Gostei também pelas curiosidades e dados históricos, como as ânforas (espécie de vaso) doadas pelo Governo da França há muitos anos.

Depois da visita, vale se acomodar em uma das mesas do Café Palácio, que fica do lado de fora da mansão, e se proteger do frio com os cobertores que ficam à disposição. É mais bonito no final do dia, quando o sol começa a se por e ilumina as casas que ficam nas montanhas. É lindo de verdade! Para esquentar, pedi um chocolate quente latte, com a borda da xícara coberta por brigadeiro (delicinha calórica, mas que vale a pena!).

Além de servir como casa de veraneio, o Palácio Boa Vista também abriga exposições

Além de servir como casa de veraneio, o Palácio Boa Vista também abriga exposições

Quando a noite chega é hora de escolher um local para jantar. Como a cidade recebe muitos turistas, tem opções para todos os gostos. Mas os mais procurados são os rodízios de fondue. Tinha ido uma vez em um e a experiência não foi muito boa. Além do atendimento não ter sido lá essas coisas, o preço era bem elevado. Aí entra o diferencial do Krokodillo: por menos de R$ 60 você come até não aguentar mais. Entenda isso como muita, mas muita mesmo, opção de comida. Além do queijo (que por sinal é bem levinho e muito gostoso) e da carne, tem frango, linguiça, lombo, coração e uma bandejinha com pasteis de queijo, batata frita e bolinhos de arroz. Só de falar já dá água na boca, né?

Mas o banquete continua, porque a sobremesa conta com o tradicional fondue de chocolate. Eu nunca tinha visto tanta fruta junta na vida. Tem morango e banana, que são mais comuns, mas também tem uva, maçã, abacaxi, mamão, melão e por aí vai. Resumindo: esqueça qualquer dieta porque é  impossível se conter. O único ponto negativo é que eles não aceitam cartão (nem mesmo os de débito). O jeito é levar dinheiro ou cheque para não ter problemas.

Krokodillo: ambiente agradável e muita fartura na mesa

Krokodillo: ambiente agradável e muita fartura na mesa

Campos não é só da gastronomia. Tem trilhas muito bonitas para quem gosta de apreciar a natureza, como a que leva à cachoeira do Horto Florestal, e tem malhas com preço mais baixo do que as lojas de marca. Aconselho não comprar de primeira e garimpar porque tem muita variedade. Você com certeza vai encontrar o que está procurando.

De resto é só deixar os problemas de lado e relaxar. Eu não vejo a hora de voltar!

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Serviço

Palácio Boa Vista: Avenida Adhemar de Barros, 3001 | De quarta a domingo e feriados das 10h às 12h e das 14h às 17h | www.palacioboavista.com.br

Krokodillo: Unidade 1 – Avenida Senador Roberto Simonsen, 1350, Vila Capivari | Unidade 2 – Avenida Pedro Paulo, 21 – Capivari | www.restaurantekrokodillo.com.br

Guia de Campos do Jordão (com dicas de hotéis, pousadas, restaurantes, passeios e notícias): www.guiadecamposdojordao.com.br

 

Crédito das imagens: Guia de Campos do Jordão, Arquivo pessoal, Cristiano Tomaz e Krokodillo

O lado bom de ser solteira

Sim, eu sou solteira. Por muitos anos da minha vida, confessar o meu estado civil era algo que me causava revolta e até vergonha (poxa, como assim eu não tenho namorado?), mas estou em uma fase tão legal comigo mesma – e andei lendo textos tão bacanas como esse publicado no blog Precisava Escrever – que eu descobri que ser sozinha tem lá suas vantagens. Alias, são várias. Quer ver só?

Amigos em primeiro lugar

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Todas nós conhecemos alguém que acabou se afastando dos amigos depois que começou a namorar. E, quando acontece com a gente, fazemos questão de afirmar que continuaremos a ter vida social. Acontece que isso não é tão fácil, principalmente nos primeiros meses de relacionamento, quando tudo o que queremos é ficar perto da pessoa amada. Aí entra um grande ponto positivo para as solteiras: você pode sair com quem quiser, quando quiser e ir a qualquer lugar. E também tem todo o direito de recusar um convite e remarcar para a próxima semana. Dedicar sua atenção total aos amigos vale muito a pena, sabia? Afinal, quem vai te consolar se o namoro acabar?

Dar satisfação? Jamais!

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Sou do tipo que planeja os compromissos do mês com bastante antecedência, mas não consigo nem imaginar como seria minha vida se eu tivesse que dizer o que estou fazendo a cada cinco minutos. Liberdade, para mim, é algo que não tem preço. É viajar com os amigos em um final de semana qualquer, é pensar no destino das suas próximas férias, é simplesmente pegar o carro e ir ao cinema para assistir aquele filme que você tanto quer. Claro que você pode fazer isso com outra pessoa, mas é tão gostoso curtir a sua própria companhia. Tudo bem que, quando você mora com os seus pais, vai receber uma ligação da mamãe perguntando quando você vai voltar para casa (mas mãe a gente perdoa, né?).

Conhecer gente nova

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Estar solteiro significa ter a possibilidade de conhecer lugares diferentes e fazer novos amigos. Tenho histórias tão legais e engraçadas que até hoje penso no quanto reclamei à toa por não ter um companheiro. Se fosse comprometida, eu provavelmente não teria saído tanto e não me sentiria tão à vontade para me divertir. Mas o importante é que isso seja feito no momento certo. Não adianta colocar o seu vestido mais bonito e acertar no penteado se você não está no clima de balada. Do mesmo modo, não saia de casa se você decidiu que está cansada desse tipo de programa. Digo por experiência própria: eu costumava sair muito, mas, de uns tempos para cá, prefiro fazer algo mais light. Sim, eu sei que não vou conhecer ninguém ficando em casa, mas não vejo sentido em forçar algo.

Aprender a gostar de si mesmo

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Sabe aquele velho ditado que diz que o primeiro passo para encontrar alguém é o amor-próprio? Funciona, viu! Quando você aceita a imagem que vê do outro lado do espelho, tudo fica mais leve e fácil. Você consegue separar seus defeitos e suas qualidades. Valoriza aquilo que tem de bom e se esforça para ser uma pessoa melhor. Mas, principalmente, você aprende a conviver com a frustração. Esse é o grande desafio da solteirice. Claro que todas nós gostaríamos de ter alguém por perto, mas entendemos que não vale a pena namorar o primeiro cara que aparece só para mudar o status do Facebook. Se amar é compreender que os outros podem, sim, ser felizes e que a sua hora vai chegar. Mas, se não chegar, você também vai ser feliz, só que de outro modo. Namorar, casar e ter uma família é o sonho de muita gente (inclusive o meu), mas isso não é tudo.

Economizar

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Na verdade, os gastos que você vai ter serão somente com você. O que isso significa? Comprar aquela bolsa linda que você já está de olho há tempos sem ficar com peso na consciência. Ou então dar entrada em um apê que será do seu jeitinho. É bom planejar a vida com mais alguém por perto? Muito. Mas também é bom saber que você pode exagerar um pouquinho sem a necessidade de dar explicações quando chegar a fatura do cartão. É tudo por sua conta e risco. A responsabilidade aumenta, mas é muito bacana se sentir no controle e não ficar triste quando recebe mais uma parcela daquele presente que você comprou para o ex pouco antes do namoro terminar.

Por fim, ser solteiro é aprender a driblar o medo da solidão e entender que não tem problema nenhum em viver assim. E rir dos comentários que as outras pessoas fazem sobre você. Afinal, quem nunca ouviu um: “ah, é que você é muito exigente”? Bom, melhor ser exigente e esperar para encontrar alguém que realmente valha a pena, não é?

Exposição Castelo Rá-Tim-Bum: eu fui

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Apesar de ter apenas seis anos em 1994, eu me lembro muito bem do que dia da estreia de “Castelo Rá-Tim-Bum”. Lembro de estar na rua com a minha mãe e querer voltar correndo para casa porque o programa ia começar. E, de fato, foi um verdadeiro sucesso. Qualquer pessoa que tenha crescido no anos 90 sabe quem é Nino, Biba, Pedro, Zequinha, Morgana, Penélope, Celeste e outros moradores do Castelo. Esse é apenas um dos motivos que explicam as filas quilométricas que a exposição – em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS) – que comemora os 20 anos de programa (sim, estamos velhas!) recebe todos os dias.

Eu já imaginava que a procura seria grande, então comprei o ingresso pela internet logo quando começaram as vendas. Em questão de minutos, as datas foram se esgotando e eu só consegui achar ingresso para o dia 17 de agosto. Foi terrível ver todos os meus amigos tirando fotos e dizendo o quanto era incrível enquanto só me restava aguardar, mas a espera valeu muito a pena. Chegamos hoje cedo para retirar os convites sem fila alguma e a atendente disse que poderíamos entrar em qualquer horário. Por isso, se você ainda pretende ir, fique de olho porque o MIS libera, a cada tanto, um novo lote de ingressos pela internet. Ok, tem um valor um pouco mais caro, mas vale pela certeza de que você conseguirá conferir cada detalhe.

O mais bacana é que você tem a possibilidade de fazer parte do castelo, já que os cenários do programa foram recriados no espaço. Cada sala é dedicada a um ambiente da mansão mais mágica do Brasil. Como não poderia deixar de ser, a exposição começa com o porteiro. Assim que as portas se abrem, você já consegue ouvir a característica música de abertura. E logo o protagonista Nino aparece, em uma transmissão holográfica, e diz que está feliz por te receber. (Muito fofo ♥)

E aí começa a caminhada pelos ambientes do castelo. Dá só uma olhada:

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O primeiro ambiente é a biblioteca e logo de cara encontramos o Gato Pintado. O espaço é interativo: ao puxar alguns livros, você ouve uma voz como se o próprio livro se apresentasse.

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A segunda sala é o laboratório dos cientistas Tíbio e Perônio. Até o esqueleto de dinossauro foi incluído no espaço.

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O próximo espaço é o escritório do Dr. Victor. A cada tanto, a sala começa a piscar e ouve-se o famoso bordão do personagem: “Raios e trovões”. Lá também encontramos as botinhas roqueiras Tap e Flap.

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O esconderijo do Mau e do Godofredo é tão bem feito que o chão é cheio de baratas (de mentira, claro!).

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A sala de música é um dos ambientes mais legais. Tudo está lá, o circo, a caixinha de música, o piano, as poltronas originais do castelo. É muito lindo!

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O próximo ambiente é dedicado ao Etevaldo e, antes de encontrar a roupa original do personagem, passamos por um caminho que simula o espaço. O chão treme de verdade e causa a sensação de que você vai cair. Logo depois chegamos à cozinha. Eu amei, principalmente pela perfeição de detalhes.

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Depois de visitar a Caipora, que fica no jardim atrás da cozinha, vamos para o salão principal. É tão mágico que eu vou deixar as fotos explicarem:

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Esse espaço é dedicado para as cartinhas que os fãs do programa enviaram. Morri de amores!

Esse espaço é dedicado para as cartinhas que os fãs do programa enviaram. Morri de amores!

É quase obrigatório fazer uma selfie com a cobrinha Celeste (minha personagem favorita)

É quase obrigatório fazer uma selfie com a cobrinha Celeste (minha personagem favorita)

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Próxima parada: quarto da Morgana (e pausa para mais uma selfie com a Adelaide, que eu também amava!). Apesar de não ser muito grande, tem espaço para o caldeirão e o figurino original.

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As duas últimas salas são bem concorridas e quase ninguém sai sem tirar pelo menos uma foto: o ninho dos passarinhos (“que som é esse?”) e o lustre das fadinhas Lana e Lara.

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E aí, deu vontade de conhecer também? Então aproveite porque a exposição fica em cartaz até o dia 12 de outubro. Mas lembre-se de que as filas estão imensas e os ingressos de cada dia costumam acabar ainda de manhã. Programe-se, acorde bem cedo e tenha muita paciência. Eu garanto: vale muito a pena 😉

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Serviço:

Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição

Museu da Imagem e do Som (Mis) – Avenida Europa, 158, Jardim Europa – São Paulo/SP

Horários: Terça a sexta, das 12h às 21h; Sábado, das 10h às 22h; Domingos e feriados, das 10h às 20h

Preço: R$ 10

Tel: (11) 2117-4777

www.mis-sp.org.br

Sem tempo para malhar? Aplicativo deixa o corpo em forma em apenas sete minutos

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Assim como a maioria das mulheres, eu também sofro para conquistar o peso ideal. Faço acompanhamento com uma nutricionista há dois anos e já consegui mudar bastante meu corpo, mas agora entrei naquela luta terrível para perder os quatro últimos quilos. Por mais que eu faça um esforço e corte doce, fritura e todas as coisas gostosas e perigosas que existem por aí, tenho um sério problema: sou sedentária.

Na verdade, mais ou menos. Descobri a dança de salão há três anos e transformei as aulas (que são deliciosas, diga-se de passagem) na minha forma número um de queimar calorias. Só que o certo seria combinar os movimentos com séries de musculação e aqui entra meu grande segredo: eu odeio academia. Sério, me sinto mal porque tenho zero preparo para aguentar os exercícios e parece que eu sou a única acima do peso – afinal, por que tem tanta mulher magra-palito nesses lugares?

Um dia desses, descobri algo que pode ser a minha (e a sua, por que não?) salvação. Trata-se do aplicativo 7 Minutes Workout. Como o próprio nome diz, a proposta é reservar apenas sete minutos do seu dia para se exercitar. E aí vem a grande sacada: não precisa de equipamento algum. Os movimentos são simples e, o melhor de tudo, podem ser feitos em qualquer lugar. Ou seja, posso fazer em casa, com as minhas roupas nada bonitas de ginástica e assistindo ao que eu quero na minha televisão. Viva!

São 12 exercícios diferentes que devem ser feitos em 30 segundos, com intervalos de 10 segundos entre cada. O mais legal é que os movimentos realmente são fáceis e todas nós já fizemos alguma vez na vida, como polichinelo, flexão, abdominal, step, agachamento e por aí vai… Dá uma olhada:

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Pra quem ficou na dúvida, esse treino rápido equivale a uma hora de musculação pesada. Tem várias versões do aplicativo por aí, mas o que eu mais gostei é que todas acompanham vídeos e gravações para entender os movimentos. O Seven, por exemplo, te dá prêmios simbólicos de acordo com o seu comprometimento e prepara mais movimentos para tonificar outras partes do corpo. Ah, todos são gratuitos e compatíveis com os sistemas iOS e Android.

Ainda não comecei, mas já me programei para testar na próxima segunda. Vale a pena, né?

Oito razões que fizeram dos anos 90/2000 os melhores

Eu nasci em 1988. Ou seja, minha adolescência foi no finalzinho dos anos 90 e começo dos anos 2000. Falando assim, nem parece que faz tanto tempo, mas é só ver a quantidade de textos deliciosos sobre esse período para sentir o clima de nostalgia. Por isso, resolvi fazer a minha lista de motivos que fizeram dessa época a melhor de todas (na minha humilde opinião, claro):

A gente gravava clipes musicais: em um mundo sem Youtube, DVD e Blu-ray, a gente tinha que esperar a estreia dos clipes das nossas bandas favoritas no Disk MTV (ai gente, que saudade!). Como não passava toda hora, a solução era gravar no bom e velho VHS. Eu tinha uma fita que ficava o tempo todo no vídeo cassete prontinha para captar qualquer imagem. Era bem eclético, tinha de tudo e eu passava hoooooras assistindo. Pena que meu aparelho quebrou – sim, com a fita dentro – e não tem mais como arrumar. Devo dizer que a minha vida nunca mais foi a mesma.

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A gente usava discman: pois é, não existiam tablets e os celulares eram enormes e com um único recurso: o jogo da minhoquinha (quem lembra?). Quando a gente queria ouvir música, colocávamos o CD no discman e rezávamos para não riscar ou emperrar. Sou estabanada desde que nasci e os aparelhos não duravam mais do que três meses na minha mão – um caiu na privada, o outro se espatifou no chão e por aí vai. Outra coisa muito chata é que a gente tinha que levar aquele trambolho para a escola e não dava para esconder dos professores.  Fora que, quando nós íamos viajar, éramos obrigados a levar mil CDs para não enjoar de ouvir sempre a mesma coisa. Resumindo: ainda bem que o iPod apareceu – o meu já tem cinco anos, olha que progresso!

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A gente viu a estreia dos reality shows: e foi bem legal porque aconteceu tudo praticamente ao mesmo tempo. Começou com a Casa dos Artistas e a votação de domingo que levava horas e logo depois veio a primeira edição do Big Brother. Naquela época era uma super novidade e ninguém achava que as coisas eram combinadas. Os programas musicais também bombaram! Primeiro teve o Fama e depois o Popstars, aquele que revelou a banda Rouge (levanta a mão quem nunca imitou a coreografia de Assereje). Esses são apenas alguns dos motivos que fizeram 2002 ser um dos meus melhores anos!

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Olha aí que montagem histórica: os primeiros participantes da Casa dos Artistas, os apresentadores do Fama (Angélica e Toni Garrido), as Rouges e o “elenco” do primeiro BBB

A gente viu a internet nascer: e brigou com os nossos pais porque, até então, usar a internet significava ficar com a linha de telefone ocupada e gastar rios de dinheiro quando a conta chegava. Não sei vocês, mas eu só tinha direito a usar o ICQ (que por sinal voltou repaginado) por uma hora aos sábados. Amava ir para a escola, amava estudar e amava conversar com os meus amigos, mas amava ainda mais quando os finais de semana chegavam e eu podia papear à vontade no mundo virtual. Essa fase durou pouco, graças a Deus!

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A gente tinha cadernos de inquérito: como eu amava isso! Sem internet, nosso jeito de descobrir os segredos das meninas da escola era com os cadernos de inquérito, que nada mais eram do que um caderno cheio de perguntas. Elas iam das mais básicas, como “quais são suas bandas favoritas?” até as mais tensas como “você já beijou?” ou “com que letra começa o nome do menino que você gosta?”. Era muito legal e até rolava uma certa competição para ver qual caderno tinha mais respostas. Eu mesma respondi o meu próprio caderno várias vezes com nomes diferentes. Mas que era gostoso, era!

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Mais alguém lembra dessas canetas coloridas? Eu AMAVA!

A gente tinha boy band a rodo: cresci ouvindo e amando Backstreet Boys, mas meu coração também tinha espaço para o N’Sync, o Five e o Westlife (além das Spice Girls, que eram a versão feminina dessas bandas). Ok, você que é mais nova deve estar lendo e pensando: “ah, mas hoje a gente tem o One Direction e o The Wanted”, mas eu te garanto que não é a mesma coisa. Lembrem-se de que o mundo não era tão moderno e, mesmo assim, os clipes das boy bands eram megaproduções. Nossos queridos já foram monstros, viajaram no espaço, viraram marionetes e fizeram muita gente aprender inglês com eles. Dica: experimentem cantar uma música deles no karaokê para verem o sucesso. Vale até fazer as dancinhas se ainda souberem!

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Ok, eles eram um pouco bregas, mas a gente gostava (menos desse cabelo uó do Justin Timberlake)

A gente se contentava com pouco: nossos pais brincaram na rua e nossos filhos e netos provavelmente não vão sair de casa na hora da diversão. Nós estamos no meio termo. Tínhamos videogame e TV a cabo, mas também brincávamos de pular elástico e de queimada (meu trauma número um de infância). Quer ver um exemplo de como a vida também era boa sem joguinhos no iPad? Quando estava com a minha melhor amiga, o que eu mais gostava de fazer era ir ao mercado, comprar bexigas, enchê-las de água e sim, você já imagina o resto. É bobo, mas a gente amava voltar molhadas para casa. Hoje parece que o mundo perdeu um pouco dessa magia.

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A gente tirava fotos (e não sabia se tinham ficado boas): as máquinas digitais só começaram a aparecer entre 2003 e 2004. Antes disso, a gente usava aqueles rolinhos de filmes e só tinha 12, 24 ou 36 chances de ter a recordação de uma viagem ou momento especial. Isso porque o visor era minúsculo e a gente precisava pagar para revelar as imagens. Rolava uma ansiedade master e adivinha o que acontecia em muitos casos? As fotos vinham escuras porque o flash tinha estourado ou porque alguém colocou o dedão na frente da lente. Sem falar que as vezes o filme emperrava e você tinha que abrir a máquina para arrumar – só que aí você já tinha exposto o rolo à luz e queimado todas (sim, todas) as outras imagens. Obrigada mais uma vez por me permitirem ter celulares ultramodernos que tiram fotos com ótimas resoluções – e poder apagar sempre que estiverem ruins.

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Tudo isso só para dizer que eu tenho muito orgulho de ter vivido todas as situações acima e que, se pudesse, viveria tudo de novo!