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Top 5 – Os Filmes da minha vida

Dia desses fiz um post muito bacana em que contava sobre os livros que, de algum modo, marcaram minha vida. Chegou a hora de falar dos cinco filmes que ocupam um lugar especial no meu coração. Enquanto pensava nessa lista, percebi que quase não tem romance ou comédia, a maioria é formada por aqueles dramas pesados que te chocam para provocar vários ensinamentos. Quer ver?

Cisne Negro

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No post especial que eu preparei para comemorar o Halloween, contei que gosto de filmes de terror. Mas a verdade é que não falo apenas daqueles longas bem trash, com monstros, espíritos e uma quantidade enorme de sangue. O meu gênero favorito é o terror psicológico, aquele que mexe com a cabeça do protagonista e que, claro, acaba nos influenciando também. Talvez seja por isso que Cisne Negro é o filme mais incrível que eu já vi. Ele foi lançado no Brasil no início de 2011 e eu estava em um período de redescobertas. As críticas eram mistas: tinha gente dizendo que era ótimo, enquanto outros diziam que era horroroso. Isso já bastava para atiçar minha curiosidade, mas aí vi o trailer e quase pirei de tanta ansiedade.

Lembro de ter ido em dois cinemas com uma amiga e todas as sessões estarem esgotadas. Ela desistiu, mas eu esperei até a outra sessão, que seria só dali a duas horas. Foi o primeiro filme que eu vi sozinha no cinema. Saí tão extasiada que contei para todo mundo e assisti mais umas três vezes no cinema. A história gira em torno da bailarina Nina, que precisa fazer um exercício de autoconhecimento para libertar seu lado mulher e interpretar o cisne negro no novo balé da companhia de dança em que trabalha. Só que, para fazer isso, ela começa a enlouquecer de verdade (daí a parte do terror psicológico). As cenas esquisitas, que envolvem conversas malucas e quadros se mexendo, não agradaram muitos dos meus amigos, mas renderam o Oscar de Melhor Atriz para Natalie Portman.

Réquiem para um Sonho

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Outro motivo que me fez AMAR Cisne Negro é que o filme é dirigido por Darren Aronofsky, que também é diretor de outro clássico do terror psicológico: Réquiem para um Sonho. Nele conhecemos quatro personagens: Harry (interpretado pelo Jared Leto ♥), sua mãe Sara, sua namorada Marion e seu melhor amigo Tyrone. Todos começam bem, mas acabam se entregando a um vício. Os três mais novos só se preocupam em saber como conseguirão traficar mais drogas, enquanto Sara quer emagrecer a todo custo, pois vive a ilusão de que será convidada para participar do seu programa de TV favorito.

O problema é que eles acabam se viciando tanto que começam a ficar loucos. Sara, por exemplo, começa a exagerar na dose dos remédios que tiram o apetite e passa ter alucinações. A parte dela, juro, é a que me dá mais medo, justamente por saber que tem muita gente que faz qualquer coisa só para ficar com o corpo que acha ser o ideal. O bacana do filme é justamente isso: ver a que ponto as pessoas podem chegar ao buscarem um sonho. Fora a trilha sonora, que sempre provoca em mim uma mistura de tristeza e aflição – foi ela, aliás, que despertou minha vontade de ver o filme.

Peixe Grande

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Já falei dele aqui, mas nunca expliquei o motivo de ser tão importante para mim. O filme conta a história de Edward Bloom, conhecido por fantasiar os acontecimentos de sua vida, desde seu nascimento até a forma como conquistou sua esposa. Só que esses floreios nunca encantaram seu filho, que decide parar de falar com o pai. Quando ele fica doente, é hora de reunir a família para descobrir se os personagens mais importantes de sua trajetória, como o gigante e as chinesas siamesas realmente existiram ou se fazem parte apenas da imaginação de Edward.

Assisti no cinema em 2004 sem esperar muita coisa. Fui porque o trailer parecia bom e porque tinha o Ewan McGregor no elenco. Naquela época, eu gostava muito dele por sua atuação em Moulin Rouge. Só que o filme é tão fofo (e também tem uma trilha sonora bem marcante) que eu acabei gostando de verdade. Até me emocionei no final, mas fiquei com vergonha de chorar porque minha mãe estava do lado. Já vi umas trezentas vezes e não consegui enjoar. E gosto ainda mais porque a banda Yellowcard, que marcou o fim da minha adolescência e começo da vida adulta, fez a música “How I Go” em homenagem ao filme.

Magnólia

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Entre 2007 e 2008, a minha diversão era entrar no Flash Pops. O site tinha vários jogos, que permitiam adivinhar o nome de filmes e programas de televisão ouvindo apenas as músicas usadas como temas. Eu costumava ir bem, mas sempre tinham umas canções em que eu empacava e não conseguia descobrir por nada. Uma delas era Wise Up. Não lembro como cheguei à resposta, mas soube que a música tocava em Magnólia. Naquele momento, lembrei que o Tom Cruise tinha sido indicado ao Oscar pelo mesmo longa.

Na época, tinha uma locadora do lado da minha casa e eu aluguei o filme, que eu só conhecia por ter três horas de duração e por ter uma cena com chuva de sapos. Mas, na verdade, o objetivo é mostrar como as relações podem mudar de uma hora para outra. São várias histórias intercaladas e unidas por um programa de perguntas e respostas, como o produtor do quadro que está doente e prestes a morrer, sua esposa que não o ama e só pensa no dinheiro, seu filho que o odeia e um policial que só pensa em fazer o bem. No decorrer de um dia, todos são obrigados a enfrentar seus medos e provar que nada é por acaso. Cheio de significados e mensagens subliminares, é um filme lindo lindo que fica na cabeça por dias.

Cidade de Deus

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Não lembro se já disse isso aqui, mas não sou muito fã de filmes brasileiros. Mas tem um que não poderia ficar de fora dessa lista. Quando Cidade de Deus chegou aos cinemas, eu tinha 14 anos. Era proibido para menores de 16 anos, então minha mãe foi a primeira a ver. Lembro que ela disse que era muito forte e que teve vontade de sair da sessão em vários momentos. Só fui ter a minha opinião sobre o filme um ano mais tarde, quando compramos o DVD. Na primeira vez que vi, achei um pouco confuso e não consegui entender muito bem a mensagem.

Assisti de novo durante o vestibular, porque caía na prova da faculdade que eu mais queria entrar. Prestei mais atenção e depois participei de uma palestra com professores que analisaram o filme e que me fizeram vê-lo de outa forma. A história da origem da briga pelo tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro envolve muito mais do que tiroteios e palavrões. Infelizmente, é algo que faz parte da realidade do Brasil e que rendeu vários prêmios ao redor do mundo, inclusive indicações para o Oscar.

E aí, quais filmes fazem parte da sua vida?

Top 5: Especial Halloween – Os filmes de terror mais assustadores de todos os tempos

Outubro chegou ao fim e sabe o que isso significa? Que é hora de comemorarmos o Halloween, o famoso dia das bruxas. Como não temos o costume de sair por aí fantasiadas, como acontece em outros países, o jeito é chamar os amigos e colocar um filme bem macabro para assistir. Para te ajudar na missão, selecionei uma lista com os longas mais assustadores que já foram feitos. Alguns entraram por serem clássicos e outros por terem me deixado com medinho (e olha que eu já vi muito filme de terror por aí). Quer saber quais são? Então vamos lá:

O Exorcista

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Não dá para falar de filme de terror sem pensar nele. Considerada a obra cinematográfica mais perturbadora do mundo, deixou muita gente sem dormir por dias. Em 1973, quando foi lançado, não se falava tanto de exorcismo e não existiam muitos efeitos especiais. Então dá para imaginar o choque que foi ver a cabeça de uma menina girar 360 graus ou então essa mesma garota descer uma escada deitada e de cabeça para baixo. Minha febre for filmes de terror começou quando eu tinha 11 anos, mas lembro de ter demorado um ano para ver O Exorcista por achar que ficaria com medo. Quando finalmente tomei coragem, dei tanta risada que eu mesma me surpreendi. Mas vale por ser um clássico e por ter servido de inspiração para muitos filmes do gênero.

O Exorcismo de Emily Rose

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Esse é um dos casos de filmes que pegaram carona em O Exorcista. Mas, ao contrário da maioria, que é bem ruim, esse é bom. Com surtos de epilepsia, psicose e esquizofrenia, Emily Rose recebe um tratamento médico que não dá efeito e resolve consultar um padre que acredita que sua doença é sobrenatural. O problema é que ela morre e o padre é então processado. É aí que a história começa e se concentra na advogada de defesa, que reconstitui em sua mente as situações vividas pela jovem. Vi no cinema, no final de 2005, e fiquei um pouco impressionada. Toda vez que as cenas voltavam para a Emily, já ficava apreensiva. Mas o que mais me deixou encucada é que eles dizem no filme que o demônio se manifesta sempre às três horas da madrugada e era justamente nesse horário que a garota e a advogada acordavam (e eu também, logo depois de assistir). Outro ponto que merece destaque é que a Emily é interpretada pela Jennifer Carpenter, que mais tarde faria a Deb da série Dexter – minha personagem favorita de todos os tempos.

O Iluminado

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Outro clássico que não poderia ficar de fora desta lista. Baseado no livro homônimo de Stephen King (o rei dos livros de terror), deixou muita gente assustada antes mesmo de estrear. O trailer não contava a história, mostrava apenas um elevador, cujas portas se abriam e derrubavam uma quantidade enorme de sangue. Apesar disso, o filme não tem monstros e demônios e foca na família de Jack Torrance, um escritor que aceita um emprego de zelador em um hotel fora de temporada. Só que esse hotel fica no meio do nada e coisas muito estranhas começam a acontecer. Jack, vivido por Jack Nicholson, passa a se comportar de uma maneira esquisita e sofre de alucinações. O resto já dá para imaginar. É um filme bem longo, tem mais de duas horas de duração, e pode até parecer cansativo. Mas vale muito a pena!

It

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Como falei antes, eu já vi muito filme de terror. Tanto que já me acostumei e é difícil sentir medo ou tomar susto. Então, quando fico apavorada, é porque o longa é realmente assustador. Caso de It, chamado em português de Uma Obra-Prima do Medo. Esse é aquele famoso filme do palhaço assassino de crianças. O filme é dividido em duas partes. Na primeira, uma turma de adolescentes vive em uma cidade pequena e começa a ser perseguida por um ser bizarro vestido de palhaço com dentes pontudos e sujos. Ele interage com as crianças ao sair de bueiros, de ralos de pia e até mesmo de álbuns de fotografia. Após alguns acontecimentos estranhos, eles resolvem se mudar. Na segunda parte, eles já estão adultos e resolver voltar à cidade porque um dos amigos morreu de forma misteriosa. Vi uma vez e nunca mais tive coragem de rever. Foi por causa dele que eu passei a ter medo de palhaços. Gostou? Então aproveita para ler o livro que originou o filme, também escrito por Stephen King, que acabou de ser relançado.

Atividade Paranormal

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Em meados de 2009, não se falava sobre outra coisa. Um grupo de pessoas foi chamado para ver um filme sobre espíritos e uma câmera registrou todas as reações, que incluía olhos arregalados, gritos e muitos sustos. Essas imagens foram promovidas para lançar Atividade Paranormal e ajudaram a fazer com que fosse visto por muita gente. A história gira em torno de um casal que acredita ser atormentado por forças do mal. É quando eles decidem comprar uma câmera para registrar o que acontecia quando eles estavam dormindo. A sinopse é bem besta e o filme, de certo modo, também. Mas algumas cenas impressionam no momento em que são vistas e até dão uns sustinhos. O filme foi bem original na época e rendeu várias continuações, mas eu recomendo apenas o primeiro.

Menção honrosa: Drácula de Bram Stoker

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Mais um daqueles que me dão medo até hoje, apesar de não ser propriamente um filme de terror. Acontece que eu estava com a minha mãe quando ela foi ver essa história no cinema. Era 1992 e eu tinha apenas quatro anos, então fui na sala ao lado com a minha avó assistir Branca de Neve. Quando a gente saiu, minha mãe já estava esperando por nós, sendo que o filme dela durava bem mais que o nosso. Aí ela explicou que a sala dela pegou fogo (sim!!!) e que eles tiveram que cancelar a sessão. Imaginem uma criança pequena ouvindo isso. Era o que faltava para eu ficar impressionada e achar que o filme era do mal. Aí, quando começou minha febre por filmes de terror, resolvi assistir um trecho em que uma mulher vestida de noiva vira vampira e fiquei com medo. Foi só com 15 ou 16 anos que eu tive coragem de ver inteiro. O problema são as cenas em que o Conde Drácula aparece como vampiro, escalando paredes ou afiando suas unhas nojentas. Tenho pavor só de pensar em ver de novo, mas é um filme bem propício para o Halloween.

Parque da Disney ganhará atração inspirada no filme Frozen

Disney Festival of Fantasy Parade: The Princess Garden "Frozen"

Quem gosta dos parques temáticos da Disney (assim como eu) sabe que eles estão sempre pensando em novidades para atrair um número ainda maior de visitantes. A última grande mudança foi a nova Fantasyland, área infantil reinaugurada no final de 2012 e que só ficou completa em maio deste ano com a montanha-russa dos Sete Anões – o brinquedo, aliás, é superfofo (dá para ver o vídeo aqui).

Os imagineerings, como são chamados os engenheiros que trabalham para renovar os parques, também estão de olho no gosto do público na hora de inventar uma nova atração. Eles prestam atenção no comportamento dos visitantes e, claro, nos filmes que fazem sucesso.

O fato é que não dá para falar em sucesso sem lembrar da mais recente conquista da Disney: Frozen, filme que estreou no Brasil no começo do ano e se tornou a segunda animação da Disney mais vista no mundo. E a história das irmãs Anna e Elsa ainda dará muito que falar. Isso porque elas ganharão um brinquedo exclusivo em breve.

Ai meu coração! Como aguentar tanta ansiedade? Já fico na expectativa só de ver essa plaquinha! (Foto: Disney Mágica)

O mais bacana é que a atração ficará no Epcot, parque que mistura tecnologia, ciências e a diversidade cultural. Quem costuma ir lá sabe que o local realmente precisava de uma mudança, pois há anos não ganhava novas atrações. A última novidade tinha sido uma reformulação no Test Track, que simula testes em carros, mas que, sinceramente, não acrescentou em nada (só deixou o brinquedo mais moderno).

A nova aventura de Frozen ficará no pavilhão da Noruega, já que o filme se passa no país, e ocupará o espaço de outra atração, o Maelstron, que convida os visitantes a navegar em um barquinho para conhecer mais sobre a história e a cultura dos noruegueses. Apesar de antigo, estava sempre cheio e ocupava um lugar especial no coração de muita gente (inclusive no meu). Fiquei triste, mas já estou enlouquecida para ver como ficará. A Disney garante que vai reproduzir todo o reino de Arendelle no novo brinquedo – Oba!

Saudade desde já do Maelstron!

Saudade desde já do Maelstron!

Legal, né? Ainda não foi divulgada a data de inauguração, mas o Maelstron encerrará suas atividades em outubro. O importante é que vem muita coisa boa por aí!

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Adeus ao Backlot Tour

As novidades não ficam restritas ao Epcot. O Hollywood Studios, parque da Disney dedicado ao cinema, também disse adeus a uma antiga atração: o Backlot Tour. Nela, os visitantes percorriam estúdios em que eram gravados filmes e seriados e encontravam um rico acervo, com direito ao fusca Herbie, do longa de mesmo nome.

Eu gostava muito desse brinquedo, principalmente do final, em que o público participava de uma gravação de mentira, mas confesso que já não era a mesma coisa. Os estúdios estavam cada vez mais vazios e o percurso era muito longo.

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Não se sabe o que será feito com a área ocupada pelo Backlot Tour, mas há rumores de que virá algo relacionado à saga Star Wars. Será?

(Fotos: Disney Mágica, Destino Magia e WDW Magic)

Disney in Concert: Muito amor envolvido

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Quem me conhece – e quem lê este blog com frequência – sabe que eu sou completamente apaixonada por qualquer coisa relacionada à Disney. Por isso, fiquei louca quando soube do espetáculo “Disney in Concert”, em que uma orquestra sinfônica (no caso, a Orquestra Allegro) toca as músicas dos filmes mais clássicos da minha infância. Falei com uma amiga que é tão maluca por Disney quanto eu e nós compramos os ingressos no mesmo dia. O show ficou em cartaz apenas neste final de semana, no Teatro Bradesco, dentro do Shopping Bourbon (em São Paulo) e nós fomos na sexta (19).

Dividido em dois atos, o espetáculo intercala filmes antigos com outros mais novos e conta com a orquestra e seis cantores, entre eles a Lissah Martins – quem adora uma coisa trash, como eu, sabe que a moça foi integrante da Banda Rouge, aquela que cantava Asserejê – e traz um telão enorme que reproduz os trechos das animações. Como os ingressos estavam caros, nós escolhemos os mais baratos, que ficavam no balcão nobre, no último andar do teatro. Ou seja, não conseguimos ver o telão por inteiro, mas como sabemos de cor cada filme, não atrapalhou tanto.

O único ponto ruim é que muita gente que comprou para sentar lá atrás acabou sentando na primeira fileira (que não é vendida por conta da visão prejudicada do palco) e deixou muita gente furiosa pelo desrespeito. Mas né, ainda acredito que vamos conseguir mudar essa mania do brasileiro de querer levar vantagem em tudo.

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O show começa com uma abertura em que são tocados vários trechos dos filmes da Disney. A primeira é “Zee Pa Dee Doo Dah”, de “A Canção do Sul” e do brinquedo Splash Mountain, que fica no parque temático Magic Kingdom. Depois disso, vem o tema clássico do Mickey Mouse. Lembram que eu falei que choro com qualquer coisa? Pois é, bastou o primeiro acorde para eu já me emocionar.

E logo depois teve início o primeiro número, de “A Pequena Sereia”. O bacana é que eles tocaram várias músicas do filme. Em “Onde eu Nasci” (Under the Sea), teve até bolinhas de sabão para dar um efeito mais bonito. Na minha opinião, faltou “Kiss the Girl”, que é a minha música favorita de todas da Disney, mas fiquei feliz mesmo assim.

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No caso de “Pocahontas”, apenas a canção “Cores do Vento” foi tocada. Mas aí veio “A Bela e a Fera” com três músicas: “Bela”, “À Vontade” e a linda “A Bela e a Fera”. Vale destacar o preparo dos cantores, que realmente se esforçaram para ficar com as vozes parecidas com as de cada personagem. Todos estavam extremamente preparados e levantaram o público (inclusive as crianças) em vários momentos. Só não entendi porque “O Rei do Fogo”, de “Mogli – O Menino Lobo” foi escolhido para entrar no repertório. Não conheço ninguém que goste e os pequenos nem sabem da existência do filme. Não é o caso de “Mary Poppins”, que é antigo, mas adorado por todos. O número foi um dos destaques da noite, principalmente “Supercalifragilisticexpialidocious”.

O segundo ato começa com um medley de “O Corcunda de Notre Dame” (também não entendi ele ter sido escolhido), para então dar sequência ao momento mais aguardado do show: Frozen. No maior estilo Elsa, com trançona de lado e vestido azul, Lissah canta “Livre Estou” (Let it Go). Aliás, é bonitinho escutar várias meninas na plateia cantando também. Só que fica por aí. Podiam aproveitar o sucesso do filme para colocar outras músicas.

De Arendelle, somos transportados para Agrabah e cantamos duas músicas de “Aladdin”: “Amigo Insuperável” e “Um Mundo Ideal”. Na sequência, a orquestra toca sozinha a trilha de “Piratas do Caribe” – o primeiro filme inspirado em um brinquedo que já existia nos parques da Disney – e é a chance de ver o incrível trabalho dos músicos. Eu gostei muito, mas acredito que muitas crianças devem ficar cansadas. Para fechar, precisamos segurar as lágrimas em “O Rei Leão”. É lindo, mas de novo senti falta da principal música, “Hakuna Matata”. Ainda assim, é lindo pensar em como esse filme é universal. Eu vi no cinema, há vinte anos (estamos velhos) e fiquei tão encantada quanto as crianças que assistem hoje em DVD,

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Antes de se despedirem, os músicos cantam “Mundo Pequenino” (It’s a Small World) e recebem, de surpresa, o próprio Mickey. O ratinho mais famoso dos desenhos brinca, dança e até rouba a batuta do maestro e rege a orquestra no maior estilo “Fantasia”. Adorei e acho que podia ter ficado em cartaz por mais tempo. Apesar disso, acredito que é o tipo de programa que agrada mais a minha geração, nascida no final dos anos 80 e começo dos 90, do que as crianças. Faltou tocar mais de “Cinderela”, “Mulan”, “A Branca de Neve”, “Hércules” e outros clássicos. Quem sabe não fazem um Disney in Concert 2. Público com certeza teria. Fica a sugestão!

"Se Eu Ficar": impossível não chorar

Nunca sei o que pensar quando assisto a filmes baseados em livros. Quando eu já li a obra antes de ir ao cinema, costumo achar que a adaptação não ficou tão boa. Mas, se a situação é inversa, eu costumo gostar muito do que vejo na tela e saio morrendo de vontade de passar em uma livraria para comprar o livro.

Essa teoria funcionou perfeitamente no último sábado, quando vi “Se eu Ficar”. Além de não ter lido o livro, ouvi opiniões variadas de amigos. Alguns acharam que poderia ser melhor, outros gostaram muito. É ótimo quando o público se divide porque tenho mais vontade de ver para saber em qual lado vou ficar. E devo confessar: faço parte do time que aprovou o longa.

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Para quem não conhece a história, o filme conta a história de Mia, uma jovem violoncelista (interpretada por Chloë Grace Moretz) que se envolve em um acidente de carro com a família e fica entre a vida e a morte. Enquanto está em coma, ela tem a experiência de sair do próprio corpo para relembrar os momentos mais importantes de sua vida.

Ok, o enredo não é original e pode não prender muito no início. Eu mesma confesso que não fazia muita questão de assistir, até ver fotos de todo mundo dizendo que se acabou de chorar. Quando vejo (ou leio) coisas assim, fico com uma vontade imensa de me testar para saber se vou fazer parte do time de chorões. Não sei porque, já que sou uma manteiga derretida que chora por qualquer motivo e, obviamente, caiu em lágrimas vendo esse filme.

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Acontece que, sem perceber, você acaba se colocando no lugar de Mia. Percebe que a vida dela antes do acidente era extremamente legal, mas entende os motivos que fazem com que ela queira morrer. E apesar de torcer muito para que ela fique ao lado do namorado – que, claro, é lindo e apaixonado por ela – acabamos chorando por outro motivo (pelo menos eu).

Ao contrário de “A Culpa é das Estrelas”, que é focado no amor do casal principal, “Se Eu Ficar” é mais completo e aborda não apenas a relação de dois adolescentes, mas fala também sobre família, amizade e responsabilidades (temas que todas nós já enfrentamos alguma vez na vida). Eu aguentei firme até o finalzinho do filme e antes de conseguir piscar o olho e afastar o choro, senti que já estava emocionada. Porque, apesar de ser triste, é extremamente bonito e real.

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Não é o melhor filme do mundo, mas vale a pena assistir para refletir e repensar muitas atitudes. E o melhor de tudo é que o livro tem continuação, ou seja, o filme também ganhará uma segunda parte. Já encomendei o próximo volume da história e estou louca para ler. Mas, infelizmente, ele só chega às prateleiras no mês que vem. Vamos aguardar!